
Sign up to save your podcasts
Or


As Lettres de cachet eram cartas assinadas pelo rei da França, assinadas por um de seus ministros e fechadas com o selo real, contendo ordens diretamente do rei, geralmente para impor ações e julgamentos arbitrários que não podiam ser apelados, que eram usados para aprisionar pessoas não desejáveis, com informações comprometedoras ou com fortunas a serem usurpadas.
Com a Revolução Francesa, em agosto de 1789, e a promulgação dos Direitos do Homem e do Cidadão, as Lettres de cachet foram banidas, e uma nova forma de confinamento arbitrário começa a ser utilizado com a mesma finalidade: o manicômio. A nova Lettre de cachet passou a ser o laudo psiquiátrico, e assim chegamos depois à Reforma Psiquiátrica.
A internação involuntária está prevista tanto na Lei 10.2016/2001 (Lei Paulo Delgado ou Lei da Reforma Psiquiátrica Brasileira) quanto na nova Lei 13.840/2019, que também regulamenta as Comunidades Terapêuticas no Brasil.
A internação involuntária também é considerada como recurso válido pelo NIDA – National Institute on Drug Abuse, que em seu 11º princípio do tratamento eficaz define que o tratamento não precisa ser voluntário para ser efetivo.
Tecnicamente, a internação involuntária se justifica quando:
Este tipo de intervenção, caso seja utilizada, deve acontecer por tempo muito reduzido.
A Organização Mundial da Saúde – OMS propõe um tempo máximo de 30 dias para isto, enquanto no Brasil a Lei 13.840/2019 prevê o tempo máximo de 90 dias, lembrando que isto deve acontecer UNICAMENTE EM AMBIENTE HOSPITALAR, nunca em dispositivos como as Comunidades Terapêuticas.
Porém o que temos visto na realidade brasileira é algo totalmente diferente, como uma infinidade de locais clandestinos e sem nenhuma condição de atendimento nos quais acontece toda forma de violação de direitos, violência e mortes.
As denúncias não são atendidas, a falta de fiscalização cria uma sensação de impunidade generalizada, famílias são extorquidas e ameaçadas e o processo todo se configura no que penalmente é considerado como Sequestro e cárcere privado.
Escute agora o Podacst de hoje no qual o Dr. Pablo Kurlander aprofunda este assunto e altera para todas estas más práticas.
O maior patrimônio de toda instituição são as pessoas que a compõem, as pessoas que fazem a engrenagem funcionar, o que se chama de Capital Humano.
Gestores visionários, inovadores, entendem o sucesso do trabalho a partir da valorização dos colaboradores.
Porém no meio das CTs e outros locais de tratamento, a valorização da equipe não acontece na maioria dos casos, principalmente da equipe não profissional, como monitores, coordenadores, conselheiros, etc.
No Podcast de hoje o Dr. Pablo Kurlander apresenta alguns tipos de problemas decorrentes da não valorização da equipe, como:
Estes problemas acarretam resultados negativos como:
Para saber mais sobre estes pontos, escute agora o Podcast de hoje.
No dia 6 de janeiro de 1996, com 19 anos de idade, Pablo Kurlander concluía o tratamento para a dependência química na Comunidade Terapêutica Fazenda do Senhor Jesus – PACTO de Porto Alegre.
Completando 25 anos de um caminho cheio de dificuldades e conquistas, como o de todo dependente químico que busca manter-se firme no propósito, conta no Podcast de hoje um pouco da sua busca pela recuperação neste período, marcada por muitos recomeços e pela busca permanente do equilíbrio entre a vida como dependente químico em recuperação que trabalha na recuperação de outros e a vida familiar e social.
Uma partilha para todos aqueles que após a recuperação pessoal se entregaram ao trabalho em prol da recuperação e do cuidado de outras pessoas.
No ano de 2020, mais do que nunca, precisamos muito deste precioso recurso emocional que é a RESILIÊNCIA, e ainda precisaremos neste novo ano que se inicia hoje.
A RESILIÊNCIA é um conceito da física, que se refere à propriedade que alguns corpos apresentam de retornar à forma original após terem sido submetidos a uma deformação elástica devido à pressão.
A Psicologia emprestou este conceito, e o definiu como a capacidade de lidar com problemas, superar crises e adversidades, e voltar ao estado de equilíbrio, transformando as experiências negativas em aprendizado e oportunidade de crescimento.
Por isso, RESILIÊNCIA poderia ser definido como TOLERÂNCIA À FRUSTRAÇÃO.
No Podcast de hoje o Dr. Pablo Kurlander apresenta 3 características das pessoas resilientes:
Para saber mais sobre cada uma destas características, escute agora o Podcast de hoje!
Uma prática muito difundida em nossa cultura é aproveitar o encerramento do ano para fazer uma avaliação do ano que acaba e traçar as metas para o novo ano.
Num ano tão desafiador como foi 2020, fica muito difícil pensar em termos conseguido alcançar alguma das metas traçadas.
Neste último Podcast de 2020, o Dr. Pablo Kurlander traça um roteiro para fazer uma autoavaliação justa e profunda deste ano, e também para traçar metas realistas e atingíveis para 2021.
Dentre os muitos aspectos que podem ser avaliados, ele destaca:
Para saber mais sobre cada um destes tópicos, escute agora o Podcast de hoje!
Todos sabemos que durante o período das festas de final de ano acontecem muitas recaídas entre os dependentes químicos em recuperação.
Mesmo neste período de pandemia, em que devemos restringir o contato e as saídas, não estamos isentos do perigo da recaída.
Mas por que?
E o que podemos fazer para tentar evitar?
Para entender melhor as estratégias de prevenção, o Dr. Pablo Kurlander separou as dicas de prevenção considerando 3 tópicos principais:
Para saber mais sobre cada um destes tópicos, escute agora o Podcast de hoje!
Passar as festas de Natal e Ano Novo dentro de uma Comunidade Terapêutica, acolhido ou como membro da equipe, é uma experiência muito peculiar e que pode ser vivenciada de várias formas.
Para alguns é uma experiência maravilhosa e inesquecível, para outros um castigo e ainda para muitos é motivo para desistir do tratamento.
No Podcast de hoje o Pablo Kurlander partilha a sua experiência pessoal dos Natais em CT, como acolhido e como membro da equipe.
Escute agora o Podcast de hoje, conheça um pouco mais da história pessoal de Pablo, e Boas Festas!!!!
O que você acha sobre a equipe de uma Comunidade Terapêutica ou outro local de tratamento escutar as chamadas telefônicas, ler as cartas, acompanhar de perto as visitas familiares?
Este tipo de prática é amplamente difundida e aceita culturalmente no meio da recuperação, sempre avalizada pelo conceito de que todo dependente químico é manipulador e mentiroso e vai fazer qualquer coisa para se esquivar do tratamento.
Porém, independentemente do que eu ou você achemos sobre isto, segundo o Artigo 151 do Código Penal Brasileiro, este tipo de conduta É CRIME passível de prisão.
Por outro lado, o Dr. Pablo Kurlander explica neste Podcast que este tipo de conduta também é antiterapêutica, já que não resolve de fato a problemática que se propõe minimizar.
Escute o Podcast e entenda mais sobre como este tipo de situação pode ser abordada de forma legal e terapêutica.
A concepção culturalmente aceita das drogas e da dependência está formada por uma série de conceitos e suposições que tem origem, dentre outras coisas, num experimento realizado nos EUA na década de 1950 que supostamente provou que a mera exposição a uma droga seria suficiente para desenvolver dependência.
Ratos de laboratório foram colocados em gaiolas isoladas, e depois conectados cirurgicamente a um reservatório com morfina que poderia ser autoaplicada ao apertar uma barra na gaiola. Todos ratos começaram a se autoaplicar a droga até morrer, preferindo a droga ao alimento e até à água.
A conclusão foi que se a droga estivesse disponível os indivíduos se tornariam irremediavelmente dependentes.
A estratégia: GUERRA ÀS DROGAS.
Bruce Alexander, pesquisador canadense da Universidade Simon Fraser, suspeitou que houvesse alguma coisa errada com o experimento e decidiu replicar.
A sua descoberta foi fantástica e reveladora, porém nunca se tornou nem culturalmente aceita nem menos ainda uma política pública mundial.
Escute o Podcast e entenda por que a droga não é, nem nunca foi, o problema.
Para Allan Marlatt, cientista reconhecido internacionalmente pelos seus estudos sobre a prevenção da recaída, o Lapso não somente existe como o manejo do mesmo deve ser um dos objetivos principais dos Programas de Prevenção da Recaída (PPR).
O conceito de Lapso também se funde com o conceito de Efeito de Violação da Abstinência (EVA).
No Podcast de hoje o Dr. Pablo Kurlander explica os componentes principais do EVA e como estes se relacionam com a recaída:
Importante destacar que a capacidade de encarar o Lapso como uma situação de aprendizagem poderá aumentar a chance de evitar uma recaída completa.
Esta capacidade deve estar presente tanto no indivíduo que teve o Lapso, quanto na sua família, na equipe de tratamento, nos membros do grupo de apoio que podem ser procurados por este, e outros atores envolvidos.
Quando o Lapso é bem manejado, ele pode se tornar uma experiência de aprendizado e crescimento para o dependente químico.
Escute agora o Podcast e entenda mais sobre o assunto.
From the publisher's feed