
Sign up to save your podcasts
Or


A poucas horas da missa campal presidida pelo Papa Leão XIV, na centralidade do Kilamba, nos arredores de Luanda, o ambiente é já de grande expectativa. No local onde o Sumo Pontífice vai celebrar, os preparativos entram na fase decisiva e os ensaios sucedem-se, afinando cada detalhe de uma cerimónia que deverá reunir milhares de fiéis. A RFI esteve no terreno e acompanhou de perto o ensaio dos seminaristas que vão participar activamente na celebração.
Sob orientação do padre Daniel Mateos, da diocese de Luanda, repetem-se gestos, ajustam-se movimentos e afinam-se os últimos detalhes para este que será um dos pontos altos da visita de Leão a Angola.
O sacerdote vai explicando a disposição dos diferentes grupos, corrigindo movimentos e ajustando o ritmo.
“Vai ser missa dominical. E o extraordinário é que vai ser o Santo Padre a celebrar”, explicou o padre Daniel Mateos, sublinhando a dimensão inédita do evento: “se espera mais de 1 milhão de pessoas”.
Na mensagem que poderá deixar sobre Angola, o sacerdote antevê um discurso directo e sem hesitações por parte do Papa Leão XIV: “O nosso Papa Leão não tem medo de dizer a verdade”. Segundo o responsável, é expectável que toque nas desigualdades sociais, num contexto em que o crescimento económico nem sempre se traduz na melhoria efectiva das condições de vida da população. Trata-se, diz, de uma realidade “muito visível” e que faz parte do quotidiano de muitos angolanos, sobretudo nas periferias urbanas.
Ao mesmo tempo, o sacerdote acredita que o Papa deverá reforçar uma mensagem de paz e reconciliação, num momento que considera sensível do ponto de vista político e social. “No próximo ano, em 2027, serão as eleições. Muita gente tem um pouco de receio do que possa acontecer, um clima de expectativa e medo do que poderá acontecer. Então, esperamos também que o Papa venha trazer paz, tranquilidade e sobretudo esta reconciliação aqui em Angola”, afirmou.
Entre correcções e repetições, a RFI falou com alguns dos seminaristas envolvidos na cerimónia, que partilharam o significado deste momento e a emoção e nervosismo de participar na missa presidida pelo Papa Leão XIV.
Vivaldo António, seminarista da Arquidiocese de Luanda e estudante do quarto ano de Teologia, integra o grupo que vai acolitar a missa papal. O sentimento oscila entre emoção e responsabilidade, “o Santo Padre é o sucessor de Pedro e vem para poder abençoar a nossa terra”. Para o jovem, trata-se de uma presença rara e profundamente marcante, vivida com expectativa e sentido espiritual.
Já Wilson Paulo Marinheiro, do Seminário Maior da Diocese de Viana, reconhece a preparação, mas também o peso da responsabilidade. “Sentimo-nos preparados porque já estamos a dar respostas positivas no que toca aos nossos ensaios”, acrescentando que o receio de falhar está presente, mas é ultrapassado pela preparação e pela fé.
Leão XIV é o terceiro Papa a visitar Angola, depois de João Paulo II, em 1992, e Bento XVI, em 2009. A visita integra um périplo de dez dias ao continente africano, com passagens pela Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial.
By RFI PortuguêsA poucas horas da missa campal presidida pelo Papa Leão XIV, na centralidade do Kilamba, nos arredores de Luanda, o ambiente é já de grande expectativa. No local onde o Sumo Pontífice vai celebrar, os preparativos entram na fase decisiva e os ensaios sucedem-se, afinando cada detalhe de uma cerimónia que deverá reunir milhares de fiéis. A RFI esteve no terreno e acompanhou de perto o ensaio dos seminaristas que vão participar activamente na celebração.
Sob orientação do padre Daniel Mateos, da diocese de Luanda, repetem-se gestos, ajustam-se movimentos e afinam-se os últimos detalhes para este que será um dos pontos altos da visita de Leão a Angola.
O sacerdote vai explicando a disposição dos diferentes grupos, corrigindo movimentos e ajustando o ritmo.
“Vai ser missa dominical. E o extraordinário é que vai ser o Santo Padre a celebrar”, explicou o padre Daniel Mateos, sublinhando a dimensão inédita do evento: “se espera mais de 1 milhão de pessoas”.
Na mensagem que poderá deixar sobre Angola, o sacerdote antevê um discurso directo e sem hesitações por parte do Papa Leão XIV: “O nosso Papa Leão não tem medo de dizer a verdade”. Segundo o responsável, é expectável que toque nas desigualdades sociais, num contexto em que o crescimento económico nem sempre se traduz na melhoria efectiva das condições de vida da população. Trata-se, diz, de uma realidade “muito visível” e que faz parte do quotidiano de muitos angolanos, sobretudo nas periferias urbanas.
Ao mesmo tempo, o sacerdote acredita que o Papa deverá reforçar uma mensagem de paz e reconciliação, num momento que considera sensível do ponto de vista político e social. “No próximo ano, em 2027, serão as eleições. Muita gente tem um pouco de receio do que possa acontecer, um clima de expectativa e medo do que poderá acontecer. Então, esperamos também que o Papa venha trazer paz, tranquilidade e sobretudo esta reconciliação aqui em Angola”, afirmou.
Entre correcções e repetições, a RFI falou com alguns dos seminaristas envolvidos na cerimónia, que partilharam o significado deste momento e a emoção e nervosismo de participar na missa presidida pelo Papa Leão XIV.
Vivaldo António, seminarista da Arquidiocese de Luanda e estudante do quarto ano de Teologia, integra o grupo que vai acolitar a missa papal. O sentimento oscila entre emoção e responsabilidade, “o Santo Padre é o sucessor de Pedro e vem para poder abençoar a nossa terra”. Para o jovem, trata-se de uma presença rara e profundamente marcante, vivida com expectativa e sentido espiritual.
Já Wilson Paulo Marinheiro, do Seminário Maior da Diocese de Viana, reconhece a preparação, mas também o peso da responsabilidade. “Sentimo-nos preparados porque já estamos a dar respostas positivas no que toca aos nossos ensaios”, acrescentando que o receio de falhar está presente, mas é ultrapassado pela preparação e pela fé.
Leão XIV é o terceiro Papa a visitar Angola, depois de João Paulo II, em 1992, e Bento XVI, em 2009. A visita integra um périplo de dez dias ao continente africano, com passagens pela Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial.

0 Listeners

0 Listeners

0 Listeners

0 Listeners

0 Listeners

0 Listeners

0 Listeners

0 Listeners

0 Listeners