Felipe Simão - Poesias

Felipe Simão - Poesias

By Felipe SimãoArtsBooks
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Felipe Simão - Poesias episodes

  • 1 - Raízes
    Antes de tudo veio o verbo,
    antes de mim veio o amor,
    antes da sensação, a dor;
    problemas da vida
    que fez a minha;
    no meu peito ainda te verei sozinha;
    o que mais me assombra,
    perder meu maior acalanto
    chorar o meu pior pranto
    ver o seu sorriso virar sombra
    jamais desistirei de ti
    não importa o que passar
    não importa o lugar
    serei o teu “aqui”
    já fomos parte do mesmo corpo
    estarei contigo até o último sopro
    1 min
  • Guaraná rosa
    Quer dizer que o maranhense é boiola? / Mas quem ele pensa que enrola? / Seu filho adora duelo de pistola, / com borracha se consola, / no rabo piroca atola, / o cu quase esfola / Dizem que do governo sou inimigo, / melhor que ser amigo / e viver junto / fingindo não estar em conjunto / Não consegue conter o ego, / além de homofóbico é cego, / o guaraná é rosa, / a sua cavidade insossa? / Não sei, / só sei que quem bebe é que é gay
    1 min
  • Providencial picadura
    Amor, / nesse momento de despudor, / de carnal concupiscência, / quero que me diga uma indecência / - Para não faltar contigo, / de pronto te digo, / “preço da gasolina”. / Amor, assim o clima você arruína, / não é hora de pilhéria, / tesão é coisa séria / - Perdão, agora te deixar na mão, / mas é que com tantos problemas, / pouco dinheiro e muitos dilemas... / parece até bobagem, / mas não consigo pensar noutra sacanagem / além da que me fazem todo dia, / meu bolso está mais doído que cu de vadia / estou puído, todavia / quando parar de me preocupar, / a paudurecência há de tornar, / mas para sair dessa sina, / é indispensável a vacina; / é preciso levar picadura / para dar pica dura
    1 min
  • Filhos da corrupção
    Brasil, país com nome de pau, / filho de Portugal, / duvidosa nação, / somos todos filhos da corrupção / Porém não podemos perder a esperança, / uma hora virá a bonança, / o país precisa de mudança; / são os novo ares / do governo Jair Milhares; / seria fascismo? / No mínimo é nepotismo / Temos lá o Flavinho, / aquele que tem não resiste a um chocolatinho; / o Duduxa, / aquele que no cu leva bucha, / o Carluxo, / aquele que tem cara de cacete murcho; / e já se engatinha mais um filhotinho, / logo logo sai do ninho, / o chamado comedor do condomínio; / será que ele já comeu o ilustre vizinho, / enfiou a peça / no cu do Roni Lessa? / Não dá para saber se esse casal esteve disteso, / só se sabe que o sujeito tem com a família rabo preso, / e que o verdadeiro mandante resta no planalto ileso
    1 min
  • Etiópia, fome de guerra
    Está mais quente que calor de forno / o fervor no africano corno; / é demais, / quem quer guerra ganha prêmio Nobel da Paz, / por mim nem o Obama receberia, / mas no cu de outrem é refresco pimenta síria, / duas coisas que não abandonam esse terra, / a fome, sequer a guerra
    1 min
  • Promoção do dia
    Quanta emoção! / Que venha e se faça / a promoção, / no Carrefour preto morre de graça; / não tem fim a negra desgraça, / só vem mais carregada de ironia, / morre-se até no próprio dia
    1 min
  • A revolta pela vacina
    A nação está uma zona, / quem tem a coroa não acredita no corona; / é indecente, / a cara de pau do presidente, / aliás de pau dizer-se não dá / o filho da puta tem é cara de jequitibá; / que escória, / ter que concordar com João Doria! / É o Brasil inovando na sua história, / inicia-se a revolta pela vacina, / se não me engano já ouvi outro nome que combina, / o que mais me indigna / é o não querer, / não se importar em ver o povo morrer, /que nos acuda alguém; / isso pelo menos se tem, / o STF avisou a Anvisa que da vacina a gente precisa, / mostrando ao pulha, / que maricas é quem tem medo de agulha
    1 min
  • A origem de todos os Salles
    Está no ar / a pergunta que não quer calar / quem veio antes, o galinha ou o Partido Novo, / fornecedor de baba-ovo; / eu devia ter desconfiado pela cor que esbanja, / sugestivo laranja / O enfadonho / quer destruir tudo que há / chama quem reclamar de Nhonho; / foram-se os tempos do boi Bumbá, / agora só resta o boi bombeiro; que solte a voz o povo brasileiro, / pois quem canta / todos os Salles espanta
    1 min
  • Julgamento danoso
    Que julgamento danoso, / absolvição por estupro culposo, / é difícil não ficar revoltoso, / até na calcinha tinha gozo / O caso é estranho demasiado, / parece que estava tudo armado, / promotor, juiz e advogado, / para escrever fico encabulado, / é até difícil encontrar a rima, / o único inquisidor caiu para cima; / é insano / ver quem acusa passar o pano, / dizendo que no crime houve engano, / é não se fartar / em humilhar / o mortal ser humano / Fico indignado / com a força desse patriarcado, / sua influência no Estado, / penso viver feitiço de mago, / a realidade parece até livro do Saramago
    1 min
  • Urubus na Alvorada
    Essa corja de cara-cus, / revoada de urubus, / de bondade nus, / querem privatizar com o SUS; / vós já sabeis o que a isso conduz, / quem tem que pague, quem não tem que sobre / neste país nobre / pode morrer desde que seja pobre
    1 min

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