Felipe Simão - Poesias

Felipe Simão - Poesias

By Felipe SimãoArtsBooks
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Felipe Simão - Poesias episodes

  • Nova sina
    O defensor da ditadura / não se fascina / com a prevenção na medicina, / diz que é melhor investir na cura, / seria medo de picadura? / Bom, o povo vacinado / não fica desleixado, / tem iniciação / contra o vírus da corrupção; / fadada decepção, / divirto-me em ver os arrependidos lacaios, / anunciados otários; / o Moro já nem mora mais aqui / depois que brigou com o Jair, / até Mandetta já largou a teta; / quem não vê o impacto, / é porque tem algum tipo de pacto / com esse capeta / Como se já não bastasse estarmos fodidos, / a nossa nova sina, / ficar sem vacina, / nossos futuros, perdidos / saúde, economia, natureza, / "parece cocaína, mas é só tristeza"
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  • O cara de pau
    Não foi assédio moral, / foi sexual, / o que fez esse cara de pau / E a gente já aposta, / que isso a Globo não mostra; / o show tem que continuar, / a TV não pode sair do ar, / não pode ficar uma zorra, / é preciso ter pachorra, / quem ainda não fingiu que corra, / o clima está pesado, / sobrou até para o dentista mascarado
    1 min
  • La gente de Venezuela
    Qué situación la de Venezuela, / ni en los sueños se vuela, / la hermosura del pasado yá se apaga, / la gente está corrida e mal paga / Gordo cretino, / rico de oro clandestino; / es triste nuestro destino, / no hay camino, / tenemos a cá Maduro, / Bolsonaro, allá del muro
    1 min
  • Francesco e i gay
    Francesco, / capirti non riesco, / confesso, non credei / quando dissi che volevi bene ai gay; / lascia, la risposta indovinerrei, / solo in Argentina d’accordo non sei?
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  • Ciao, Salvini
    Ciao Salvini, / cosa ora rovini? / Vuoi lasciarci soli come gli inglesi? / Mica, siamo in mano dei cinesi / E voi della Lega / continuate a far Putin la sega? Italia, puttana di lusso, / paese europeo di partito russo
    1 min
  • Sistema privado
    Sei que a senhora é comunista, / mas por favor não insista / Antônio, dá um jeito nessa puta, / nem que tu dês a ela cicuta; / precisamos do sistema privado, / senão o povo do Portugal estará coitado
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  • Acena a dor
    Senador, / é do seu ofício / por dinheiro no orifício? / Acena a dor, / trinta mil não é para desperdício, / mas parece-me que há algo errado, / pelo lugar onde estava guardado / não pode ser dinheiro limpo, / assemelha mais sujo que venezuelano garimpo / Nessa terra não se tem mais tremor anal / ao escutar cantar o pau, / treme se bater a Polícia Federal; / faz o cu de imprevisto, / o protocolo do agente / na sua mente / não pode ser desvisto. / Eu insisto,  / Senador, / como pode ser seu cu tão indolor / mediante monetário esplendor?! / Pensando bem, / melhor não responder, / prefiro ficar sem saber, / não comente, / poupe a nossa gente; / desse caso não precisa dizer-se mais, / pois quando não fala a boca da frente / denuncia a de trás. / Não nego a risada de ironia / diante de toda corrupção em orgia, / porém confesso perder esperança, / o Brasil por vezes me cansa
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  • Ardor venal
    Ó que dor / sente o senador / ao provar do venal ardor, / quando se fala de dinheiro não há pudor / A economia vai mal, / culpa do Banco Central? / Não sei, só sei que o dinheiro não rende / e me surpreende / recorrer ao depósito anal, / ora já penso na entonação proverbial, / Dinheiro roubado, / no cu fica melhor guardado
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  • Devaneio tropical, uma carta de amor de Brasília a Caracas
    Não sejas daquelas, / quem se faz de boa moça, / pois sei que entre quatro quadrelas / és mais suja que uma poça / Não me venhas com vertigens, / sei que o fogo corre por tuas matas virgens; / quero sexo demasiado, / passar a noite desvairado, / tomar café colombiano para ficar acordado, / remédio americano para ficar excitado / Ora, não há coisa mais bela, / somos como cravo e canela, / devaneio tropical, prazer descomunal; / por muito mais eu não aturo, / meu falo já está maduro / de tanto ficar duro, / e não me venhas com teu cu duro, / minha cara donzela, / quero penetrar a tua venezuela!
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  • Dinheiro da TV
    Cadê? / O dinheiro da TV? / Foi todo para o SBT / um restinho para a Rede TV, / aumentaram até o montante, / mas ninguém reclama arfante; / o problema era mesmo a Globo, / mídia opressora, / porém não sei se a emissora / é o verdadeiro lobo / Disso eu nunca vi, / mais raro que saci, a chamada Libertadores Jequiti, / para transmitir só é competente / quem fala bem do presidente; / acabou o monopólio, /ou da nossa TV só sobrará o espólio?
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