Felipe Simão - Poesias

Felipe Simão - Poesias

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Felipe Simão - Poesias episodes

  • 68 - Vegetariano
    A minha maior vitória,
    será tornar-me o rei da escória;
    de palavras bonitas os cantos dos infernos estão cheios,
    decidi não me dar a esses rodeios,
    obstino o desvéu,
    a pureza do céu,
    por completo, carente de malícia,
    gozar não, rir é uma delícia,
    condenável é do pecado provar,
    porém ao disso falar,
    os mandamentos remanescem intactos,
    com o tinhoso não tenho pactos;
    é irônico,
    é cômico,
    quiçá até canônico,
    irei para o mesmo lugar que um presbiteriano,
    pecando contra carne sou vegetariano
    1 min
  • 67 - Dois vagabundos
    Teu olhar agateado,
    teu sussurro chiado,
    o cabelo afagado,
    o beijo selado,
    já estou vislumbrado,
    já enxergo embaralhado,
    de ti estou embriagado,
    por ti estou apaixonado
    Eu já escravo
    sinto teu cheiro de cravo,
    em ti me encravo,
    tu te encravas em mim
    e ficamos assim
    imundos,
    até o fim
    dos mundos,
    dois inseparáveis vagabundos
    1 min
  • 66 - Escravo da boceta
    Eu reclamo,
    conclamo
    o seu amor,
    mas só recebo vazia dor,
    não sei por que me calo,
    quando massageia o meu falo;
    devo travar minha espoleta,
    não posso virar escravo da boceta,
    o grelo já virou minha chupeta
    Só de sexo ninguém se contenta,
    sem amor nenhum casal se sustenta,
    mas ao fim a pica me arrebenta,
    ela sabe usar a ferramenta,
    até com o cu me atenta,
    o fogo arde como pimenta
    meu coração essa gaja cimenta,
    porém meu sangue ela movimenta
    1 min
  • 65 - Foglio dimenticato
    Dopo te sono espolio,
    maledetto imbroglio,
    sei il foglio
    della mia storia dimenticato
    soltanto registrato
    nella mia memoria;
    paura mentre voglia,
    senso dei miei pensieri,
    centro dei miei desideri,
    l’unico camino, fra tanti sentieri,
    ti voglio oggi, come volevo ieri
    Sei vivido passato,
    brivido sofregato,
    misterio inato,
    desiderio mai soddisfatto,
    sesso matto,
    destino giustamente sbagliato
    1 min
  • 64 - Posição matreira
    Tamanha doideira,
    luxúria matreira,
    foi trepar de bananeira,
    arrependi-me dessa cousa maluca,
    pois o resíduo de chuca
    escorreu até a nuca
    1 min
  • 63 - Luxúria profunda
    Gostei daquela coisa imunda
    que fizeste na minha bunda,
    luxúria profunda,
    o tesão fecunda,
    de paixão me inunda
    fico atônito, paspalho
    Qual é o nome, cintaralho?
    Ah como queria
    fazê-lo todo dia,
    pegaste-o emprestado de alguém?
    Ah, era da tua tia;
    verei se no mercado livre tem;
    chega mais rápido pela Magalu,
    o quanto antes para comeres o meu cu
    1 min
  • 62 - Arrojado
    Num relacionamento,
    ao pecaminoso momento,
    é preciso novo elemento,
    ser perspicaz,
    não deixar cair a peteca,
    metida atrás
    e banana quente na xereca
    No começo é assim mesmo,
    fica-se a esmo,
    demora a ficar ajeitado,
    a estar acostumado
    ao cheiro de mamilo queimado,
    a ter o cu beijado,
    a esse sexo arrojado;
    depois, quando adquire-se destreza,
    aí vai que é uma beleza
    1 min
  • 61 - Masoquismo gestapo
    Meu fio é farrapo
    nesse teu masoquismo gestapo
    Somos trapo nos trapos,
    mais venenosos que envenenados sapos,
    mais insossos que os ensopados fatos,
    mais perigosos que insensatos
    Somos desejo onde há de doer,
    ensejo onde há de arder,
    manejo em fazer sofrer,
    sem gracejo na hora de foder
    1 min
  • 60 - Toda forma de heresia
    A linha é tênue, é caótica
    entre a poesia cômica e a erótica,
    o sentido perpassa,
    coisa que uma palavra disfarça,
    na luxúria há todo tipo de graça
    Um brinde de taça!
    A essa literária orgia,
    a toda forma de heresia
    1 min
  • 59 - Amor em todos os sentidos
    No escuro
    quando o amor puro
    se dissipa
    para dar lugar ao desejo que em nós palpita,
    a cousa que mais me excita,
    ver-te nua,
    à sombra da lua;
    o silêncio da rua,
    nosso gemidos calados,
    desufocados
    no ápice,
    na libido a sinapse
    Impossivelmente unidos,
    completamente sumidos,
    nada mais importa,
    pois a vida lá fora é morta;
    não há depois,
    só nós dois
    e o mundo nosso;
    fazer o que posso,
    fazer o que possas
    das vidas nossas
    1 min

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