Por favor, não vá!
Nosso amor assim não pode acabar!
Só agora vejo
a força do nosso desejo;
neguei-me a ver tantas cousas boas
que não encontro noutras pessoas,
e ora faço esse poema para listar
as inúmeras razões de lhe amar
Não entendo,
agora tudo revendo,
como não valorizei a sua afeição
por qualquer posição;
e então,
prometo dar ao seu gozo requinte,
quero que trema mais que fusca a cento e vinte
Reconheço que não soube mostrar apego
pelo seu molhado beijo grego;
jamais tive o mesmo zelo
pelo seu inexigente grelo;
e por isso aqui faço um apelo,
prometo-lhe o mais lustroso dos liguetes
para compensar também os seus inebriantes boquetes;
tudo que ficou ressecado,
restará no passado
Como pude me engrupir,
pensando com outras estar,
se na privacidade do nosso lar,
de joelhos você nunca pensou em cuspir?!
Do seu conal esguicho nunca mais vou reclamar,
assevero-lhe de boa vontade o provar
Só sem você pude perceber,
meu pensamento por si enternecer,
não consigo crer
que pude me negar em ver
o seu gesto fenomenal,
que fazia
de alegria
borbulhar meu pau
você é a borboleta do meu quintal
com sua boceta dando mortal
propiciando à minha caceta prazer descomunal
Já de pensar em si me vem vontade de ficar nu,
e olhe que nem deu tempo de rememorar o vigor de seu cu
cavidade deveras malemolente,
que nunca se fez concupiscente,
como me permiti desconsiderar na chuca em dia o teu esforço?!
Ora me vem vergonha de enterrar no chão pescoço
Nesse pesamenteiro estalo,
com as memórias desse embalo,
vejo o quanto fui ingrato
pelo seu talento quase nato;
sei que neguei-lhe na cama ardor,
a si não dei valor,
desprezei seu valoroso amor,
mas aqui lhe suplico, Perdão, ó flor