Felipe Simão - Poesias

Felipe Simão - Poesias

By Felipe SimãoArtsBooks
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Felipe Simão - Poesias episodes

  • 28 - Destreza
    Acha-se impressionante
    só porque tem rola gigante,
    ideia de infante,
    coisa de homem ignorante;
    pois de nada vale a grandeza
    se não tem a pica destreza,
    e até pela fraqueza
    da sua língua
    o nosso affair míngua
    Chama-me de galinha,
    pode ser, estou choca,
    gozo mais sozinha
    que com essa miséria de piroca
    e você não se toca
    É o fim do nosso amor
    sexo sem calor;
    gosto de porra é amargor
    Chupo-lhe bem
    e você não insiste,
    ainda bem, que desiste
    pois na cama me deixa aquém
    até a minha mão é mais alguém
    1 min
  • 27 - Dedos endiabrados
    A gente fica alarmada
    se eu e ela andamos de mão dada,
    a sociedade e as hipocrisias suas
    se além disso nada mais fazemos às ruas;
    é entre teto e chão
    que arde a nossa paixão,
    dirá-se que é coisa errada,
    duas meninas brincando de dedada;
    fossemos amigas não interviria ninguém,
    é só uma experiência, tudo bem,
    mas há um porém,
    somos namoradas, então não convém
    Dizem que eu tenho coisa do diabo,
    mas o que há numa garota que não gosta de quiabo?
    Já me cansei,
    não sou de menage atalho,
    quantas vezes já falei?!
    Eu não gosto de caralho!
    Não quero mais ser importunada
    sou muito bem chupada
    para querer ser emprenhada;
    que pensamento imundo,
    achar que meu tesão não profundo
    acabará com a reprodução no mundo
    Eu quero dançar “mulher com mulher”,
    sem ter a me perseguir um voyer,
    quero dar uns beijos,
    sem ouvir gracejos
    Não querido, eu não estou envolvida,
    sou lésbica e muito bem resolvida!
    1 min
  • 26 - O que a cada um condiz
    Por que odiar o homossexualismo?
    Ora, não é nenhum modismo,
    é cousa já antiga
    e não encaremos como sexualidade inimiga,
    desprendida a sodomia não é algo brutal,
    pode parecer um tanto anormal,
    como perfume no pau,
    listerine e sexo oral,
    mas consigo não carrega nada de mal
    Aliás, o que tens a ver com isso?
    A vida alheia não é teu compromisso;
    que cada um seja feliz,
    provando daquilo que lhe condiz
    1 min
  • 25 - Está feita
    Ele me olha com um olhar que não entero,
    vou ser sincero,
    já vislumbrou meu falo com esmero
    Se quer bem a mim?
    Jamais direi “sim”,
    a coisa já está feita,
    nem ele mesmo se aceita
    1 min
  • 24 - Quem come
    “Nunca pensei gostar demasiado
    de comer cu de veado”
    disse o depravado
    o seu discurso retardado;
    ele pensa que alguém enrola,
    dizendo que quem come não é boiola
    Não entendo esse preceito
    de ter contra si preconceito,
    dizer imperfeito
    o  que não há defeito,
    dizer a si mesmo “não aceito”,
    considerando o que por ele já foi feito,
    é apenas não querer dar voz ao jeito
    1 min
  • 23 - Último verso
    Não há sina
    quando dispara no meu peito a carabina,
    no mundo nada mais me azucrina,
    de nossos corpos
    quase mortos
    só resta a ruína;
    ela é o veneno que me contamina,
    o que não sei ela ensina,
    meu desajeito afina;
    seu corpo é o aviso
    que hei de conhecer o paraíso;
    tempo impreciso,
    enfeitiçado
    não há futuro, nem passado,
    só há o agora,
    a gente se demora,
    nem vê passar a hora;
    que se exploda lá fora
    o universo
    de amor nosso último verso
    1 min
  • 22 - Poema dos desajustados
    Ó que pena,
    xota grande, pica pequena,
    desventura que condena
    o amor envenena,
    o prazer, é triste cena
    É como perfume sem a flor,
    virgindade sem dor,
    sexo com pudor
    Perpetuada felação
    que faz da relação
    coisa incolor
    Morre de vez o amor
    do devido amargor
    Ó que arfante,
    xota pequena, pica grande
    Ela,
    em vias de cadela,
    ele, um elefante;
    morre então amor
    por sentir demasiada dor
    1 min
  • 21 - Cu de puta
    Comer cu pequeno
    é pior que veneno
    cicuta;
    bom mesmo é cu de puta,
    largo, quentinho,
    acompanhado ou sozinho
    acolhe o caralho como um ninho
    1 min
  • 20 - Na cama
    Quando o prazer chama,
    nosso calor arde na cama,
    tu, despida de dama
    te vestes da pior fama,
    eu, despido de inibição
    faço aquilo que tanto anseio pela mão;
    é sublime emoção,
    quando o amor borbulha de paixão
    1 min
  • 19 - Virgem
    Quem diria que o pecado,
    aquele mais falado,
    o meu insucesso fadado,
    seria por mim melhor narrado
    Muitos hão de pensar
    que sou obcecado,
    outros hão de achar
    que minto demasiado,
    a realidade é que sou pacato,
    pois o ato,
    não pratico de fato;
    o que digo é da maior veracidade,
    é notícia de causar vertigem
    um livro erótico escrito por um virgem
    1 min

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