Felipe Simão - Poesias

Felipe Simão - Poesias

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Felipe Simão - Poesias episodes

  • 38 - Sabrina
    La più bella cosina,
    quello che mi domina,
    la figa divina,
    l’ha Sabrina
    Mi becca come una carabina
    quando la notte si avvicina
    nel letto mi rovina,
    col piacere non è sovina,
    mio veleno, mia medicina,
    oppure, Sabrina
    La sua magia oscura
    è la mia malattia, la mia cura,
    più crudele d’un’assassina,
    più gentile d’una ragazzina,
    la sua corpolenza fina,
    mio paradiso,
    il suo sorriso,
    aria profana,
    non la posso chiamar buttana
    invece è lei, la mia ruffiana
    1 min
  • 37 - Nomes sujos
    Na nossa separação,
    a minha maior frustração
    é ter de mandar ao degredo
    da memória, o segredo
    nossos nomes sujos,
    usados em nossos quentes prelúdios
    É-me como beber cicuta
    não mais chamar-te de puta;
    ouvir pela massa de modelar da verdade,
    o meu baluardo covarde
    virar cousa rombosa,
    nomear-te gostosa,
    batendo na tua nádega porosa
    A lembrança das nossas heresias
    é algo que me escombra;
    o fantasma das nossas fantasias,
    com as palavras que não direi me assombra;
    ora que nosso fim virou verdade,
    é das nossas mentiras que tenho mais saudade
    1 min
  • 36 - Homem-Aranha do Santo Amaro
    Já é em toda região certeza,
    encontrar entre seus dedos a proeza,
    no circunstancial despudor,
    nunca se viu tanta habilidade do anelar ao indicador;
    desconhece-se trabalho tão caro
    quanto o seu labor,
    Homem-Aranha do Parque Santo Amaro
    Até a mulher mais feia,
    quando cai na sua teia,
    não é ignorada,
    tem a libido colapsada
    de tanto tesão
    a eclodir de sua mão,
    siririqueiro dolente,
    desperta até o desejo mais inconsciente
    1 min
  • 35 - Melancolia anal
    Tamanha tragédia emocional
    é a melâncolia anal;
    a vontade de dar,
    a dor faz passar,
    dia que o cu se lustra,
    mesmo assim a coisa não se ajusta
    1 min
  • 34 - Sábado raiou
    Estica-se a cortina no varão,
    para não permitir que o sol tire o tesão;
    já é dia de Saturno,
    o despudor se faz diurno,
    na calma procrastinante,
    à instância mais excitante,
    cada um tem o seu turno,
    e muitos são os returnos,
    para realizar até os anseios mais soturnos
    1 min
  • 33 - Senhora do desejo
    Ó formidável boceta,
    quando tenho-a aberta,
    recorda-me a descoberta
    da primogênita punheta,
    sensação que se inespera,
    devaneio que o azulejo reverbera,
    devassa primavera,
    fodelança sincera,
    com esmero me dedico a ti,
    aqui
    agora
    e naquilo que o tempo não devora
    do meu desejo será sempre senhora
    1 min
  • 32 - Vadiaba
    Ela é perigosa
    quando faz-se fogosa,
    sabe ser venenosa;
    é obra do mal,
    succubus com cobra coral,
    a dita vadiaba,
    piriguete do conto de fada,
    criatura demasiado safada,
    jamais se farta
    e quase me infarta,
    mais forte que mulher de Esparta,
    ela não sabe ser apenas
    como as mulheres d’Atenas;
    a cama cheia de penas,
    destroçado o travesseiro
    quebrado meu corpo inteiro
    Digo de modo sincero,
    viver muito mais não espero
    ela há de me matar,
    sempre logra me hipnotizar
    sem esse vício não consigo mais estar;
    somente rezo pelo perdão de Allah
    quando eu for pro lado de lá
    1 min
  • 31 - Desdém
    Chamam-me de cachorra,
    desdenho com pachorra,
    por maior que seja o meu empenho
    não consigo ficar com um só homem
    com os insultos não me lenho
    não são eles que me comem
    1 min
  • 30 - Boceta de Lola
    Quando chupei a boceta de Lola,
    senti o gosto recente de bilola,
    sei que não posso agir precipitado,
    nunca se deve perder a esperança,
    amor é questão de confiança,
    porém dói-me a testa demasiado
    E como conheço o sabor de rola?
    Não responderei tal pergunta tola
    1 min
  • 29 - Rei da Terra
    Sim, gosto do fio-terra
    quando no meu cu o dedo enterra
    embriago-me de amor
    e esqueço da guerra,
    toma-me o furor,
    sinto-me no alto da serra,
    não é prazer indolor,
    tampouco nos emperra
    o que é um pouco de dor
    quando se é o Rei da Terra?
    1 min

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