Felipe Simão - Poesias

Felipe Simão - Poesias

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Felipe Simão - Poesias episodes

  • 58 - No passar de segundo
    Quando me sobes galopante,
    despido de receios,
    admiro teus seios,
    visão galante;
    o prazer divino suplanta,
    tua mão sufocante
    na minha garganta,
    o ar que não inspiro,
    é o prazer que respiro;
    no passar de segundo,
    esse prazer fecundo,
    é tudo que posso ter no mundo
    1 min
  • 57 - Maturidade libidinosa
    Não é prova de amor
    sentir no cu dor,
    só é devido o ardor
    se nele encontra-se fulgor;
    se houver furor no furo,
    gemido no escuro,
    cu mole e pau duro,
    haverá sexo anal maduro
    1 min
  • 56 - Surpresa
    Quando o médio no cu enterrou
    o dedo borrou
    a merda na ponta o chocou
    de sopetão, na boca dela enfiou,
    o gosto desagradável pouco importou,
    o bonito é que no fim, todo mundo gozou
    1 min
  • 55 - Povero Gigino
    Povero Gigino,
    qualcuno per fargli un pompino
    non riesce a trovare,
    così non può più stare
    Il mondo sembra perduto
    quando si tiene il cazzo asciutto.
    Non ho potuto
    dargli parola di consolo
    e succhiare un fallo non è il mio ruolo
    Povero Gigino,
    non avrà mai un pompino,
    accetterebbe anche se lo facesse un ragazzo
    non ci sarebbe imbarazzo
    purché sia carino
    com’ è il suo cugino,
    ma con l'uccello così piccolino…
    Nella sua testa
    c’ è una vera tempesta
    Gigino contesta,
    ma poi si è costretto,
    col suo cazzo tutti mancano il rispetto
    1 min
  • 54 - Diabinha da Tasmânia/Endiabrado cântico
    Essa mulher quando em mim entranha,
    assemelha um diabo da Tasmânia,
    com seu estridir de voz fanha,
    meus ouvidos arranha,
    o gemido me apanha,
    e me leva à demora,
    ela quase se apavora,
    com o passar da hora;
    a poluição sonora,
    é o meu segredo tântrico,
    virtude do endiabrado cântico
    1 min
  • 53 - Para de enrolar
    Sei que é melhor não contar
    o que fizemos no altar,
    mas não resisto em relatar
    nossa irônica forma de pecar;
    brilhante preliminar
    deixou-nos sem fôlego para continuar
    é das cousas
    que não se ensina nas lousas,
    como em pé pregar
    e ajoelhado rezar,
    a penitência de vez já pagar,
    três ave marias, dois pai nossos
    ficamos puídos, restaram só ossos;
    deliravas quando lambia,
    gritavas, “Ave Maria!”;
    enquanto chupavas meu troço,
    eu entonava, “ô Pai Nosso!”
    Sei que sou degenerado
    violei preceito sagrado,
    em terra santa não se levanta espada,
    agora minha alma está marcada
    e há de ser eternamente,
    o diabo sorri-me contente
    1 min
  • 52 - Segredos de eucaristia
    Sei que é melhor não contar
    o que fizemos no altar,
    mas não resisto em relatar
    nossa irônica forma de pecar;
    brilhante preliminar
    deixou-nos sem fôlego para continuar
    é das cousas
    que não se ensina nas lousas,
    como em pé pregar
    e ajoelhado rezar,
    a penitência de vez já pagar,
    três ave marias, dois pai nossos
    ficamos puídos, restaram só ossos;
    deliravas quando lambia,
    gritavas, “Ave Maria!”;
    enquanto chupavas meu troço,
    eu entonava, “ô Pai Nosso!”
    Sei que sou degenerado
    violei preceito sagrado,
    em terra santa não se levanta espada,
    agora minha alma está marcada
    e há de ser eternamente,
    o diabo sorri-me contente
    1 min
  • 51 - Éden metropolitano
    Fizemos da urbana relva
    a nossa selva,
    sendo os mais insanos animais
    os mais íntimos mortais;
    ébrios de tudo,
    que insta os ensejos carnais;
    na lembrança não me iludo,
    pois nossa veneta dolorida,
    ainda arde na ferida
    de teu arranhões,
    trazendo-me vívidas as sensações
    1 min
  • 50 - Azul do Tahiti
    Na nossa vida desvairada,
    a gente nem vê chegar a madrugada,
    paixão mais que crua,
    já somos vida sozinha,
    pois a alma tua
    invade a minha
    Nosso amor, tão eterno,
    tão romântico;
    nosso sexo, tão terno,
    tão tântrico;
    coisa que a existência perpassa,
    aquilo que me despedaça
    e me une a ti,
    olhos mais azuis que o mar do Tahiti
    1 min
  • 49 - Tesão surreal
    Nosso leito de amor fecundo,
    nós, um só corpo moribundo,
    mísero fio de vida que nos permite o prazer profundo,
    no devaneio nosso de paixão,
    não há céu, nem chão,
    fantástico mundo,
    onde o que vale é o imundo
    Tu me excitas,
    és a felicidade
    e em mim habitas,
    a facilidade
    não é um problema,
    nossa vida, ditoso poema
    não sei por que te consternas
    em ter tanto prazer ao abrir as pernas;
    queres dizer irreal,
    só por ser-nos banal;
    deixa entre a lucidez,
    por que não aceitas duma vez
    o dom divinal
    do tesão surreal
    1 min

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