As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas por assuntos de política francesa nomeadamente os problemas de François Fillon, candidato às presidenciais com a Justiça.
Le MONDE titula escandâlos: a reviravolta de Fillon face à justiça. François Fillon será candidato mesmo se vier a ser indiciado contrariamente ao que tinha antes declarado.
Doravante só terei em conta o julgamento do sufrágio universal, anunciou ontem o antigo primeiro-ministro. O candidato veste o fato de vítima do sistema judicial e denuncia uma operação política.
Do seu lado a vara financeira do ministério público continua com o seu inquérito sobre desvio de fundos públicos, sublinha LE MONDE.
Fillon, pequenos negócios entre amigos, replica LIBÉRATION, que faz uma reportagem sobre conferências que Fillon fez no estrangeiro entre 2013/16 e pagas entre 140 mil e 200 mil euros, acrescentando que é verdade que não há ilegalidade mas que são moralmente discutíveis.
Por seu lado LE FIGARO, destaca colonisação: Macron provoca indignação comparando a presença francesa na Argélia a um crime contra a humanidade. Viva indignação da direita e mal-estar e oportunismo à esquerda.
A nível internacional, LE MONDE destaca a diplomacia de balde de água fria entre americanos e russos. O secretário americano da defesa, James Mattis na reunião da Nato em Bruxelas e o chefe da diplomacia americana, Rex Tillerson, Bona, numa reunião do G-20, endureceram o tom em relação ao Cremlin e desiludiram os russos que estavam a contar com uma cooperação militar.
Os Estados Unidos perspectivam uma cooperação com a Rússia quando encontrarmos domínios de cooperação práticos que servirão os interesses americanos, declarou o novo secretário de estado americano Tillerson.