Gilson Aguiar

Gilson Aguiar

By Gilson AguiarEducationSelf-Improvement
Download on the App Store

Gilson Aguiar episodes

  • Homeschooling: opção não é solução

    Educar os filhos em casa. Para alguns seria uma forma de assegurar uma educação de qualidade para os filhos, para outros, longe da contaminação dos ambientes educacionais partidários e dos comportamentos indesejados. Nada melhor, para quem acredita neste modelo de escola, que proteger as crias mantendo-as distantes dos problemas e as deixando perto dos que sabem o que é bom para elas, os criadores. Será?

    No passado, famílias abastadas contratavam tutores para darem a educação domiciliar. Os educadores de qualidade custavam caro e eram pessoas com a competência para a formação do aprendiz em vários campos de conhecimento. Acredito que não estamos mais vivendo este momento. Mas o exotismo e a busca do retorno ao passado têm seu preço.

    Na informatização da atualidade há muito acesso ao conteúdo dentro do ambiente doméstico. Há inúmeras plataformas e conteúdos disponíveis na rede mundial de computadores para se construir um curso de qualidade. Logo, A educação domiciliar pode se transformar em uma educação a distância.

    A recuperação da educação domiciliar como nos tempos do império é uma opção. Não é outra coisa o que temos agora. Com um novo tempo, consideramos que tudo irá se resolver na “segurança do lar”, resta saber se quando se fala em ciência o lar é o melhor lugar.

    3 min
  • Comunicação virtual e essencial

    Ontem ficamos algumas horas sem o WhatsApp, Facebook e Instagram. Um “desespero” para um número significativo de pessoas. Uma demonstração do quanto somos dependentes das redes sociais e dos aplicativos de comunicação. Sentimos na pele e nos nervos a ausência da comunicação instantânea.

    A ausência deu a oportunidade de uma reflexão, nossa dependência de plataformas que se naturalizaram com uma certeza. O “ar que se respira”. A necessidade de nos comunicarmos sempre foi uma prática humana. Conforme os meios se tornaram mais eficientes ressignificaram as pessoas envolvidas e o valor do que se comunica.

    Ontem foi um dia para refletir a importância destes meios. Eles entraram em nossas vidas e demonstram a construção de nossa ansiedade diante da resposta rápida de estarmos conectados com outras pessoas. Somos dependentes, temos que assumir.

    A dependência não envolve só a comunicação como instrumento, mas todo o significado que ela gera. Toda a comunicação traz em sim representações. As formas como consideramos os elementos a nossa volta e a maneira como isso se organiza. O valor que damos as relações está ligado diretamente aos meios de comunicação.

    Muito do que não considerávamos relevante acaba se tornando com a capacidade de nos comunicarmos. Não por acaso damos azo a futilidade constantemente. Vivemos do imediato porque não temos tempo em pensar no que é relevante. E transformamos a comunicação em uma forma de compensação das “ausências” da vida.

    Por isso, o desespero de ficarmos sem a comunicação. Por mais que há um número imenso de pessoas a nossa volta e outras formas de nos comunicarmos. Mas esta, tão íntima e abrangente, tão essencial e por outro lado aberto ao banal, nos faz uma imensa falta.

    3 min
  • Com gente educada a vida é bem melhor

    A boa educação faz falta. Em todo o lugar que for você vai sempre sentir a diferença da cordialidade e da rudeza. Enquanto as pessoas educadas abrem portas e se tornam essenciais, os mal-educados constroem inimigos cotidianos e causa repelência.

    Falamos muito da educação. Mas não precisamos só desta formal. É necessário também a educação do dia a dia. Esta do respeito as pessoas quando estamos nos relacionando com elas. A maneira de se falar sem impedir de se dizer o que se quer.

    Nas relações de trabalho, o gentil e educado foi sempre um elemento de aproximação e possibilidades. Todos querem o educado por perto. Já, o mal-educado promove o distanciamento e causa transtorno. Não traz soluções e aprofunda problemas.

    Não se pode negar que ninguém gosta de um mal-humorado e mal-educado por perto. Precisamos de quem aponte soluções e não nos lembre ou acumule problemas. Há o direito a crítica, deve ser exposto limites e complicações. Contudo, deve-se acompanhar a solução. E mesmo na hora de falar do malfeito se pode sempre ter a educação na narrativa.

    Apontar culpas deve sempre vir acompanhado da reflexão do nosso comprometimento com aquilo que condenamos nos outros. Saber criticar e saber fazer autocrítica. Os educados sabem e entendem que qualquer análise feita exige o compromisso de estar aberto a análise dos outros.

    Que venham os educados e que eles sejam muitos para fazerem nossa vida melhor.

    2 min
  • Os riscos do impulso

    Uma pesquisa feita pelo SPC através do projeto “Meu Bolso”, antes da pandemia, mostra que 33% das compras feitas nos supermercados são por impulso. Dos que admitem comprar por impulso, 84,1% culpam as promoções como incentivadoras. Já o preço é o vilão da compra de 30,4%. Tem também os que viram o produto e ficaram com vontade de comprar, estes são 20,3%. Uma curiosidade é que a influência familiar também leva a compra por impulso para 55,4%.

    Com a pandemia a relação dos consumidores com as compras mudou. O acesso restrito aos ambientes de consumo e o aumento da compra on-line mudou esta relação. Mas o impulso continuou a ser uma característica do consumidor.

    Uma pesquisa da Hibou, empresa especializada de monitoramento de mercado, aponta que 88,4% dos brasileiros vão comprar menos por impulso. Que adquiriram mais critério no consumo durante a pandemia. Que o ambiente on-line, que cresceu em consumidores mais de 50%, principalmente com um público de melhor renda.

    Existe um fator chamado represamento no consumo. A busca pelo ambiente agradável das compras e a fuga da rotina fazem muitos irem as compras. O que temos que observar é se as pessoas vão conseguir superar a ansiedade de outras formas que não seja a de ir às compras.

    Por isso, pense antes de comprar. Você precisa? Você pode? Você deve? Você realmente quer? Estes são os questionamentos de uma boa ética no consumo.

    3 min
  • Democracia: representatividade e devaneios

    Quem assiste as cessões da CPI da Covid no Senado tem um retrato do que é o país. O palanque político de uma comissão parlamentar de inquérito transmitida em tempo real por canais de comunicação. Resumos são divulgados diariamente em cadeia nacional.

    Ontem, o senado pareceu um spot publicitário. O empresário Luciano Hang conseguiu deixar sua marca e valar de si e de seu empreendimento. Literalmente ele é um grande negociante, na CPI não descartou vender a mãe, falecida por covid.

    Mas, se o empresário causou polêmica e descaracterizou a CPI, outros transformaram suas falas, lado a lado, independente de ser a favor ou contra o governo, em palanque. Mais valia argumentar em defesa e a favor do que indagar o depoente.

    Este é um aspecto da democracia, nada fora do que um regime representativo não pode expressar. Ficamos sempre criticando a postura de homens públicos no exercício de seu mandato. Por sinal, entre os nossos últimos presidentes não são um bom exemplo de comportamento com a língua.

    Dilma e Bolsonaro são exemplos de presidentes que deixaram “pérolas” em suas falas que ficaram para a memória. Não são os únicos, os parlamentos e executivos pelo país estão cheios. Até mesmo no Judiciário há quem fale tolices.

    Tudo isso está dentro da normalidade democrática e representativa. Não é um problema do regime político e sim uma expressão da sociedade que escolhe determinados representantes. Vereadores, deputados, senadores, prefeitos, governadores e o presidente são eleitos democraticamente. São a expressão de nossa vontade e critérios.

    Sendo assim, quando nos deparamos com comportamentos circenses e com vários palhaços no picadeiro. Nos sentimos sentados na plateia indignados com o espetáculo que vemos, é bom não esquecer que cada um deles expressa a forma como queremos resolver nossos problemas. Esta é a nossa piada de mal gosto.

    2 min
  • O tamanho dos micros e pequenos no Brasil

    No país são as micro e pequenas empresas que geram emprego. Este segmento empresarial é responsável por 75% da geração de postos de trabalho. Se ocorreu uma redução do desemprego no país, segundo o Cadastro de Empregados e Desempregados (Caged), saindo de 15,01% em abril para 13,7% em junho, foram as micro e pequenas empresas que geraram a maior parte desta boa notícia.

    Porém, a maioria das vagas abertas ainda são informais. O que demonstram a dificuldade de apostar na estabilidade. Um levantamento feito pelo Sebrae em conjunto com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) aponta a situação financeira das micro e pequenas empresas.

    A falta de reservas é o principal problema, 52% das micro e pequenas só tem reservas para os próximos 3 meses. O que melhorou em relação ao ano passado, quando a previsão era de um mês de recursos para manter o empreendimento.

    Alguns setores sofreram mais que outros durante a pandemia, isto é fato. Para áreas como informática ou varejo de alimentos a pandemia não foi de todo mal. Já para outros setores a crise instalada pela propagação da Covid-19 foi fatal.

    Entre os setores mais atingidos por falta de recursos estão o de serviços (59%), Indústria (50,1%) e comércio (44,5%). Em média, 52% das micro e pequenas empresas estão em dificuldade financeira. Inclusive com 12% para pagar dívidas e 64% admitem ter contas em atraso.

    Ilusão pensarmos na macroeconomia como resposta única para a superação da crise. O que precisamos é criar um ambiente saudável para micro e pequenos. Pensarmos na economia regional e investir em projetos para garantir a saúde financeira de quem mais gera emprego no país, os micros e pequenos.

    Não é só linha de crédito que estas empresas precisam, qualificação para ter capacidade de atuação estratégica, e um sistema tributário realmente favorável para quem deseja empreender. O setor é quem mais gera emprego e também uma alternativa para quem o perdeu.

    3 min
  • A desigualdade no Brasil

    30% dos brasileiros precisaram do auxílio emergencial. Isto não é um bom sinal. Por falar em sinais, a pandemia denunciou inúmeros deles que já nos acompanham faz tempo. Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) demonstram que 68 milhões necessitaram receber do governo federal o auxílio-covid.

    Antes da pandemia, já era claro que parte considerável das famílias tina renda diária abaixo de US$ 5,50. O que coloca, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), coloca o país com uma população de quase dois terços abaixo da linha da pobreza. Parte considerável, 20%, na pobreza extrema.

    Não por caso o país está entre os dez mais desiguais do mundo. Na América Latina não há quem tenha uma desigualdade maior que a nossa. Segundo o índice Gini, que mede a distribuição de renda, com uma medida de zero a 1, estamos com 0,539. Somos mais desiguais que a Botsuana (0,533). Para se ter uma ideia de nossa desigualdade, os 1% mais ricos do país possuem o dobro da renda dos 40% mais pobres. Discrepância que vem crescendo nos últimos anos.

    Enquanto esta desigualdade existir na proporção que temos, nada pode ser resolver e não há problema que podemos enfrentar sem sofrimento. A pandemia agravou nossos males e expôs nossas feridas. Isto não é um momento é uma herança maldita e corrói o futuro de grande parte dos brasileiros.

    O governo federal gastou R$ 321,8 bilhões com o auxílio emergencial. Salvar o imediato por não ter investido nas permanências. Se consideramos um montante significativo o gasto com a emergência, não podemos deixar de lamentar a ausência de investimentos para a prevenção e qualificação. Pensar no futuro e agir no presente sempre foi um dilema ao longo da história.

    Claro que sempre haverá tempo para prevenir. Podemos ter ações que tragam respostas duradouras. O que resta saber são quantos se beneficiam das condições atuais que vivemos. Mesmo que numericamente menor, os privilegiados podem deter uma força suficiente para continuar se beneficiando de um mal e anestesiar a dor que ele provoca.

    3 min
  • Consumidor é fiel quando tem respeito

    O que leva uma pessoa a ser fiel a uma empresa, uma marca? Uma pesquisa feita pela plataforma Tiendeo mostra que 77% dos brasileiros têm algum descontentamento com a marca ou empresa que lhe atendeu. A pesquisa foi feita com 800 pessoas. Há uma frustração entre o que desejamos e o que nos é retornado. O risco de perda dos clientes é grande.

    Mas como podemos superar esta frustração e garantir a fidelidade? 41% consideram que a devolução do produto e o reembolso são experiências que gera respeito pela empresa. Mas, há mais do que isso, 30% gostam de ter um tratamento diferenciado ter uma experiência diferente no relacionamento com a marca e o produto.

    14% dos consumidores de produtos on-line gostam quando as empresas oferecem um frete grátis. 13% gostam mesmo é de uma promoção e 2% preferem um prêmio.

    O curioso desta pesquisa é que a fidelidade nas lojas físicas é mais fáceis que as das empresas on-line. 42% gostam da experiência presencial, consideram mais seguras. 25% têm esta segurança nas lojas on-line e afirmam que tiveram boas experiências. 33% já tiveram boas experiências nas duas formas de lojas, on-line e presenciais.

    O que já confirma outros dados levantados em pesquisas no varejo, 15% consideram que o preço é fator decisivo na compra, contudo, 48% têm no atendimento a segurança. A forma como as empresas se relaciona com seus clientes.

    Voltamos a nossa pergunta, o que leva uma pessoa a ser fiel a ume empresa ou marca?

    Relacionamento de respeito. Demonstração de preocupação não só com a venda, mas com o pós-venda. Em saber do cliente a sua experiência com o produto e saber ouvir sua opinião e entender que uma marca deve ser coerente e ter respeito por quem a procura. Logo, fidelidade é respeito e isso não tem preço.

    3 min
  • A desumana medida humana

    Entre nas redes sociais, perceba a propaganda que os perfis fazem de si. Veja a alegria brotar da vida das pessoas. Como elas estão satisfeitas coma vida que tem. Desperta-se no mais desatento um sentimento de diminuição. Ter uma vida cheia de contradições enquanto existem pessoas sem conflitos. Como suportar ser “imperfeito” em meio a tatos perfeitos no mundo?

    As imagens registram em boa parte das redes sociais a felicidade constante. Encontros calorosos e sinceros com os bons e “fiéis” amigos. Mensagens inteligentes e corpos perfeitos decoram o ambiente virtual. Para nos deixar ciente de nossa precariedade social, quanto seguidores tem a “persona perfeita”.

    Seria tolo acreditar que este ser intocável existe. Que é natural ter aquela vida. Estamos diante de uma mentira. Não há uma vida harmônica, há uma vida normal. E vidas normais são carregadas de conflitos e cotidiano comum a maior parte do tempo. Não há nada de sobrenatural e nem de anormal em ser comum, normal.

    O problema está na medida divulgada como um padrão desejável que é insuportável e inatingível. Ela é vendida como se fosse possível a todos. Esta mania dos propagadores da “fuleira autoajuda” de que tudo depende somente de você. Não somos o umbigo do mundo e estamos jogados neles.

    As escolhas na vida nos exigem posicionamento, tomar posição requer, muitas vezes, entrar em rota de colisão com outras pessoas. Agir de uma determinada forma é contrariar a forma como as pessoas gostaria que agíssemos. Quantas vezes somos contrariados.

    Logo, o suicídio que queremos combater tem um terreno fértil neste ambiente de padrões desumanos. Nesta exigência a felicidade. Na negação de que o normal é conviver na contradição entre acertos e erros. Este culto ao “perfeito” cobra seu preço e estamos pagando caro, com vidas, por isso.

    2 min
  • Brasil: entre mentiras constantes e verdades raras

    O presidente da república fala na Organização das Nações Unidas. Fala meias verdades e mentiras. É criticado nos meios de comunicação. Mesmo na CPI da Covid, o presidente não é poupado. Um espetáculo de falas sem sentidos e críticas sem fundamentos.

    Vivemos momentos em que dar opinião e falar sobre o que se pensa não tem compromisso com a realidade fundamentada. De onde vem os argumentos que usamos? Muitos consideram que sua vivência pessoal é referência para uma análise social. Não é!

    Nos meios de comunicação, os dados apresentados são tidos como verdades absolutas, dados podem ser interpretados, manipulados e maquiados. Logo, há que se fazer um exercício árduo para saber se o que usamos como verdade tem seu fundamento mínimo ou não.

    O Brasil continua o mesmo ao longo do tempo. Cheio de contradições. A nossa realidade nada mais é que o resultado de uma jornada pouco conhecida profundamente. Da formação colonial, império e as diversas fazes republicanas, há uma sociedade que se fez diversa e regional. Integrada pela força do Estado imposto e não representativo como se idealiza na democracia liberal.

    Quantos de nós percebe este país? O que isso significa? Poucos e significa a superficialidade que tratamos diariamente nossas vidas. E, a grande maioria não está interessada na complexidade e sim na superficialidade dos fatos que nos cercam.

    Transforme as dúvidas de seus dias em um estímulo, uma sedução, para a imersão na profundidade do que se sustenta. Você descobrirá um mundo além e muito diferente deste que imaginamos conhecer.

    3 min

About Gilson Aguiar

From the publisher's feed

A vida não é tarefa fácil. A gente tem que gestá-la depois de ter sido fruto de uma gestação. As coisas não param e a gente também não. Mesmo os que se neguem a se movimentar serão arrastados ou…