Gilson Aguiar

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By Gilson AguiarEducationSelf-Improvement
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Gilson Aguiar episodes

  • Terceira via é escolha e não imposição

    O senador Oriovisto Guimarães, do Podemos, defende um segundo turno com três candidatos. Segundo ele, o país precisa de uma terceira via. O senador acredita que não podemos ficar entre duas opções ruins e ter que escolher o menos ruim. Claro que Oriovisto está falando da tendência, segundo as pesquisas hoje, de que teremos o favoritismo do atual presidente Jair Bolsonaro e do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva.

    Para o representante do paraná, com três candidatos a população teria mais tempo para debater e poder ponderar mais opções. O atual cenário é desfavorável e acaba, segundo ele, levando o país a um destino de cartas marcadas. Já que considera que os dois líderes da pesquisa não demonstram uma boa escolha.

    Tendo razão ou não, a proposta de uma emenda constitucional não resolve o problema. É apenas um remendo querendo encobrir o rasgo. Na democracia nossas opções demonstram como consideramos o governo e que liderança desejamos. A escolha é livre e não há como atender aos anseios de uns em detrimento de outros.


    Ao eleger um determinado candidato, a população denuncia seus interesses em onde repousa suas esperanças. Se questionamos a escolha temos que questionar os critérios de quem escolheu.

    Logo, se Lula e Bolsonaro geram indignação, os que estão indignados que lutem por uma possibilidade além destas. Se não conseguimos fazer com que um terceiro nome surja com força é resultado de um ambiente de busca pelo poder sem sensibilizar a intenção dos brasileiros. É melhor aceitarmos o que somos da forma como somos do que desejar fazer remendo para esconder nossas falhas.

    3 min
  • A "força" do fake e a necessidade do fato

    Uma pesquisa feita perlo Instituto de Tecnologia de Massachusetts mostra que a fake News se espalha mais rápido do que a notícia verdadeira. Feita com milhares de usuários do twitter nos Estados Unidos, analisando milhares de postagens entre 2006 e 2017, mostra que as notícias falsas se espalham 70% mais rápidas do que as verdadeiras.

    A proporção de disseminação da falsidade chega ser assustadora. Enquanto uma notícia verdadeira postada se propaga na proporção de um para mil, a falsa pode chegar de um para 100 mil.

    Apesar do levantamento ter sido feito com perfis norte-americanos, os pesquisadores consideram que ele pode ser considerado uma medida para usuários da internet em qualquer parte do mundo.

    Uma das curiosidades da pesquisa é que os perfis que espalham as fake News não são de pessoas famosas, influenciadores. Os disseminadores de mentiras são perfis de pessoas com pouco seguidores.

    O segredo da publicação falsa está no sentimento que ela provoca, indignação, medo, surpresa. Diferente da notícia verdadeira que provoca tristeza, alegria, preocupação ou satisfação. Logo, para os propagadores de falsidade, quanto pior melhor.

    Vale lembrar que 9 em cada dez brasileiros já receberam mentiras na internet. Durante o período da pandemia as fake News sobre o coronavírus se disseminaram mais rápido que a doença. No isolamento social, o ambiente para a acreditar na mentira é ideal. A pesquisa feita em abril, e com várias redes sociais.

    Temos que aprender que nosso comportamento nas redes sociais pode ser a solução ou um dos motivadores de problemas. A informação é vital para podermos enfrentar dilemas, desafios e melhorar nossa qualidade de vida. Exercer a cidadania é resultado de conhecimento sobre o que estamos vivendo. Por isso, busque ter certeza de que as informações que recebe tem fonte segura. Faça sua parte!

    3 min
  • Poder tem lógica

    Maquiavel, o florentino, em sua obra “O Príncipe”, defende que “os fins justificam os meios”. O teórico italiano foi mal interpretado e ligado a pagar-se qualquer preço para se chegar ao poder. Não é esta a questão para ele.

    Quando estudamos as forças que sustentam o poder, percebemos que há uma lógica em que o líder busca ter o apoio de quem pode mantê-lo. Este é um princípio comum a quem deseja se sustentar no comando. Logo, ou compreendemos e aprendemos a usar do nosso poder de forma coerente com o jogo ao qual ele está subordinado.

    Na política democrática, no processo representativo, o homem público é demagogo. Ele não falará a verdade do que pensa e sim aquilo que pode aglutinar o máximo de apoio. Contrariar a verdade, construir fatos e fakes é uma das habilidades de quem sabe jogar o jogo do poder.

    Nossa mente que alimenta o homem público como um representante sincero e honesto na defesa de valores e propostas está sujeita a ser manipulado por quem detém o poder. Estamos inseridos neste jogo. Fazemos parte da medição da força.

    Se nossas escolhas fossem orientadas na lógica acima, se compreendêssemos o que significa “os fins que justificam os meios”, aprenderíamos a estabelecer nossas finalidades e associá-las a valores que nos levassem a fazer parte do poder e influenciar suas decisões.

    3 min
  • Recuo de Bolsonaro é avanço da estabilidade

    O presidente Jair Bolsonaro fez uma declaração formal demonstrando recuo nas falas agressivas contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e, principalmente, o ministro do judiciário Alexandre de Moraes. Mesmo ainda com falas atravessadas, o presidente assumiu o rumo da ponderação.

    Esta decisão de ponderar foi antecedida pela conversa com o ex-presidente Michel Temer. Quem Jair Bolsonaro chamou para um conselho. Temer parece que apontou estratégias para uma distensão. Tanto que no encontro virtual do BRICs, Bolsonaro elogiou e valorizou as relações comerciais com os países asiáticos. Segundo sua fala, acredite quem quiser, lembrando do fornecimento de imunizantes para o combate da Covid-19.

    O que está por de trás do recuo do presidente? Há quem considere que ele moderou por causa das consequências que poderia ter e já estava tendo com as falas do 7 de Setembro. Uma destas consequências é a paralização dos caminhoneiros que está em andamento e se ampliou de ontem para hoje. Bolsonaro já pediu para os manifestantes encerrarem o movimento. A ação de seus aliados agora virou problema.

    Há também os que falam do isolamento do presidente e a dificuldade de articular forças políticas com apoios reduzidos no Congresso Nacional. Não podemos esquecer que o chefe do executivo federal está sem partido. A sua atual condição tem que acabar para disputa das próximas eleições. Logo, ele poderia fechar portas em siglas necessárias para a busca da reeleição.

    Ainda tem quem considere que os processos em andamento podem desembocar em ações concretas de impedimento do presidente. Logo, distensionar seria uma forma de buscar negociações para evitar sua saída do Palácio do Planalto. Bolsonaro teria como articular uma reação política as investigações da Polícia Federal.

    Contudo e mais que isso, há o poder. Ele é o fundamento das ações do presidente. A busca de manter-se. O desejo de preservar-se no cargo e não se tornado um personagem esquecido e abandonado, sem força. Uma história trágica para muitos presidentes do país.

    O que ainda deve ser avaliado nos próximos dias é como irá reagir a massa de brasileiros que apoiam o presidente. Será que eles vão acompanhá-lo e pregarão a distensão? Também pode ocorrer de uma decepção tomar conta e termos uma debandada de aliados mais radicais.

    No fundo e o que interessa é que o presidente preferiu o equilíbrio e o diálogo, Como ele mesmo falava, “se manter nas quatro linhas da Constituição”. Desta forma, garante a governabilidade necessária e permite que o país retome seu crescimento e superação da pandemia com mais tranquilidade. Diante disso, a maioria dos brasileiros agradece.

    3 min
  • Caminhoneiros, essenciais em condição precária

    A paralisação dos caminhoneiros está em andamento. Pelo menos até o fechamento deste comentário. 25 pontos de manifestação ocorrem em rodovias federais e estaduais no Paraná. O movimento é um desdobramento das ações de 7 de Setembro, onde os transportadores tiveram presença marcante na defesa do presidente Jair Bolsonaro. Contudo, neste momento, não há clareza de quais as intenções do movimento.

    O próprio presidente pediu para que o movimento não bloqueasse estradas. Alertou, em um áudio que impedir a passagem de cargas atrapalha a economia e afeta os mais pobres. Porém, resta saber se os manifestantes vão obedecer ou não ao pedido de Bolsonaro.

    As entidades que representam o setor, como a Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (Fetranspar), afirmam não apoiar o movimento e garante que seus membros e associados não estão nestas manifestações. A mesma coisa afirma o Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e o Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC).

    Contudo, não é difícil compreender a realidade dos motoristas profissionais. A condição de trabalho em um dos setores essenciais da economia do país. Sobrecarregado com a demanda e o alto custo do deslocamento, o motorista é a peça onde a tensão por resultados acaba pesando mais.

    As relações de trabalho dentro do setor de transporte é um misto de essencialidade com precariedade para uma parte considerável dos motoristas. Muitas das grandes empresas têm uma estrutura de logística sofisticada, contudo, a condição de trabalho dos motoristas, os autônomos consideravelmente, é precária. Não por acaso o setor tem dificuldade de renovação de trabalhadores.

    Muitas empresas fazem cursos, incentivam a entrada na profissão de motorista profissional, mas não atrai o interesse dos jovens. A vida na boleia não é para qualquer um e não deve sobrar muitos com o passar do tempo. Exatamente em uma país que depende do transporte rodoviário para o deslocamento de boa parte de seus produtos.

    Há um auto índice de consumo de drogas e medicamentos por parte de motoristas que tem que cumprir jornadas longas de mais de 10 horas atrás de um volante. A legislação procura aliviar o peso, mas na vida prática o que está no papel nem sempre se realiza.

    Mesmo dispersos nas rodovias, os motoristas demonstram uma considerável união de classe. Manipulada ou não pelas empresas que trabalham, esta é uma outra história. O que vale lembrar é que uma paralização de caminhoneiros faz muita diferença e gera impactos imediatos.

    Como grande parte dos trabalhadores brasileiros de baixa renda, eles acreditam que alguém pode fazer algo por eles. Contudo e por tudo o que já vivem na profissão acabam se transformando em joguete e massa de manobra. Pouco atendidos e na maioria das vezes iludidos com promessas.

    3 min
  • Um dia depois de amanhã

    Quando era jovem o nacionalismo cego gerou falsas verdades. Uma delas está na frase: “Brasil, ame-o ou deixe-o”. A questão não é tão simples assim. Não é uma questão de amar ou deixar, de querer ou não querer, muitas vezes deixar o país não é trocar por algo melhor e sim viver em uma condição insuportável.

    Entre 2010 e 2020 o número de brasileiros que se mudaram para outro país cresceu 35%. Os dados são do Itamaraty. Pulou de 3,1 milhões para 4,2 milhões em dez anos. Segundo especialistas o número pode ser maior. Porque trata daqueles que fizeram seu deslocamento de forma legal. Há um grande número de ilegais que não foram computados.

    Nestes dez anos, são os últimos três que demonstraram o maior desejo de mudar. Foram 625 mil pessoas se deslocando. Os EUA foi o destino mais procurado. Só para ser ter uma ideia, a busca de viver nas terras norte-americanas levou 37.421 pessoas a migrarem entre janeiro e junho deste ano. Um aumento de 938%.

    A grande maioria opta por sair do país por desesperança no futuro. Não consegue constituir aqui uma vida estável e gerar o mínimo de possibilidade para constituir uma vida com o mínimo de dignidade. Muitos apontam a violência.

    O processo de deslocamento tem ficado cada vez mais intenso e conta com empresas especializadas. O processo migratório se tornou uma prática comum, com os mais variados pontos de partida e destino.

    Dos brasileiros que estão na Europa ou nos Estados Unidos há a contrapartida da remessa de dólares para o país. Segundo dados do Banco Mundial, entre 2010 e 2020, foram US$ 1,9 bilhão em remessas do exterior que entraram dentro do território nacional enviado por brasileiros.

    Antes, os migrantes eram pessoas de baixa renda ou mão de obra especializada que tinha uma oportunidade no exterior. Agora são pessoas de classe média, empresários que vendem seus patrimônios, ou não, e vão morar no exterior. Famílias de profissionais liberais que continuam partindo.

    O Brasil precisa ser melhor para os brasileiros. Ter uma perspectiva de futuro. Porém, ironicamente, muito deste futuro tem atravessado a fronteira. Não por falta de amor pelo país, não como uma escolha e sim pela falta dela.

    3 min
  • Brasil, amado e odiado

    Quando era jovem o nacionalismo cego gerou falsas verdades. Uma delas está na frase: “Brasil, ame-o ou deixe-o”. A questão não é tão simples assim. Não é uma questão de amar ou deixar, de querer ou não querer, muitas vezes deixar o país não é trocar por algo melhor e sim viver em uma condição insuportável.

    Entre 2010 e 2020 o número de brasileiros que se mudaram para outro país cresceu 35%. Os dados são do Itamaraty. Pulou de 3,1 milhões para 4,2 milhões em dez anos. Segundo especialistas o número pode ser maior. Porque trata daqueles que fizeram seu deslocamento de forma legal. Há um grande número de ilegais que não foram computados.

    Nestes dez anos, são os últimos três que demonstraram o maior desejo de mudar. Foram 625 mil pessoas se deslocando. Os EUA foi o destino mais procurado. Só para ser ter uma ideia, a busca de viver nas terras norte-americanas levou 37.421 pessoas a migrarem entre janeiro e junho deste ano. Um aumento de 938%.

    A grande maioria opta por sair do país por desesperança no futuro. Não consegue constituir aqui uma vida estável e gerar o mínimo de possibilidade para constituir uma vida com o mínimo de dignidade. Muitos apontam a violência.

    O processo de deslocamento tem ficado cada vez mais intenso e conta com empresas especializadas. O processo migratório se tornou uma prática comum, com os mais variados pontos de partida e destino.

    Dos brasileiros que estão na Europa ou nos Estados Unidos há a contrapartida da remessa de dólares para o país. Segundo dados do Banco Mundial, entre 2010 e 2020, foram US$ 1,9 bilhão em remessas do exterior que entraram dentro do território nacional enviado por brasileiros.

    Antes, os migrantes eram pessoas de baixa renda ou mão de obra especializada que tinha uma oportunidade no exterior. Agora são pessoas de classe média, empresários que vendem seus patrimônios, ou não, e vão morar no exterior. Famílias de profissionais liberais que continuam partindo.

    O Brasil precisa ser melhor para os brasileiros. Ter uma perspectiva de futuro. Porém, ironicamente, muito deste futuro tem atravessado a fronteira. Não por falta de amor pelo país, não como uma escolha e sim pela falta dela.

    3 min
  • Oliveira Viana não morreu

    Encontro pessoas que afirmam que o problema do país está em sua origem. A nossa formação nos condena, segundo alguns deles. Os mais apaixonados pela ideia de nossa “falha formadora” se apegam aos elementos de formação original, os afros, portugueses e indígenas. Para alguns, uma mistura ruim que não podia da em boa coisa.

    Já tive que ouvir que os nossos maus hábitos são fruto desta herança genética que demonstra a degeneração dos valores sociais. Nossa falta de comprometimento com causas mais elevadas. Nossa mesquinhez de ficarmos apegos as coisas que nos dizem respeito e não elevarmos nossos sentimentos e atenções para a nação. Os patriotas sempre exaltam o modelo dos países anglo-saxões, Estados Unidos em especial, para o contraponto de nossa pobreza patriótica.

    Logo, ao nos aproximarmos do Dia da Independência, o 7 de setembro, há os que digam que a democracia não combina com o país. Não temos caráter de aliança partidária, respeito ideológico e sim, segundo os “bem-intencionados”, somos “pobres de espírito”.

    Oliveira Viana, pensador brasileiro da primeira metade do século passado, considerava que deveríamos selecionar melhor as pessoas que migravam para o país. Acreditava que determinadas nações, o que na época chamava de “raças”, não faziam bem a composição social. Viana dizia, por exemplo, que os japoneses eram como enxofre, insolúveis.

    O pensador, carioca, criticava a ideia de um país multirracial e preferia a eugenia da raça. Não por acaso, foi contra a imigração de judeus fugindo do holocausto. Defendeu arduamente a implantação de um governo autoritário. Resumir a ditadura de Getúlio Vargas, da qual foi defensor, que o partido é o presidente.

    As ideias de Oliveira Viana ficaram no tempo e hoje destoam da identidade brasileira predominante. Já, em sua época, muitos críticos do seu pensamento ganharam mais destaque e passaram a demonstrar que as diferenças raciais e a miscigenação não são um mal. Aprendemos, ou deveríamos ter aprendido, que há possibilidades objetivas de desenvolvimento e melhora econômica, independente de nossas origens sociais.

    A democracia se mostrou possível e estável. Demonstra ser a forma única de darmos possibilidade de construção de um projeto nacional representativo de inclusão. Aquele que envolva todos sem discriminação e dê oportunidades de expressão a quem faz parte das minorias. Lembrando que não são somente os que são poucos, mas os que tem pouca expressão e precisam ser representados. O que em uma ditadura não teríamos.

    As ideias de Viana ficaram no passado? Hoje, há muitos que a retomam como novidade. Logo, Viana é ressuscitado não por ser relevante, mas por dar aos que ignoram uma análise rasa da sociedade, uma explicação fácil em tempos difíceis.

    3 min
  • Portadores de necessidades e deficiências: entre a exceção e a regra

    O Supremo Tribunal Federal (STF) promoveu uma audiência pública para discutir a Política Nacional de Educação Especial (PNEE). A proposta feita pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) que permite que a família escolha entre seus filhos (crianças e adolescentes) portadores de deficiência ou necessidade especial frequentarem escolas especializadas ou as escolas comuns.

    Toda a liberdade de escolha é muito bem-vinda, tanto quanto a inclusão. Vale lembrar que falar de portadores de deficiência é tratar de uma diversidade que envolve graus diferentes e condições distintas de deficiência ou necessidade. Contudo, debates são sempre generalizadores.

    A proposta de dar autonomia aos pais para escolher em qual instituição seus filhos deficientes podem ou não frequentar esbarra nas críticas que parte dos especialistas fazem de considerar exclusão tratar deficientes em instituições especializadas.

    Mas todas as deficiências podem ser trabalhadas em um ambiente escolar comum? As escolas públicas e privadas estão preparadas para receber os diferentes níveis de deficiência?

    As instituições de ensino do país, de forma geral, têm limitações no tratamento do tema. Poucos profissionais estão preparados, dentro das escolas, para receber, trabalhar e desenvolver os portadores de deficiência e necessidade especial com graus mais elevados.

    Por isso, considero que a escolha da família é fundamental para definir a possibilidade ou não de seus filhos frequentarem uma escola tradicional ou não. Os pais e responsáveis tem que se inteirar mais do trabalho desenvolvido pelas instituições de ensino. Eles precisam ter um conhecimento aprofundado das limitações ou não de seus filhos.

    Logo, o problema não é uma lei que exija ou não que um portador de deficiência seja matriculado em uma escola especializada. O principal problema é a percepção do problema pela família e pela sociedade.

    Se as escolas não estão preparadas para promover uma educação de qualidade para as pessoas, sejam elas portadoras de deficiência ou não, as famílias, em grande parte, também têm o mesmo problema. Para muitas, o portador de deficiência é um peso e sofre discriminação dentro do próprio ambiente doméstico.

    Temos, novamente, um velho dilema. Promovemos na lei a inclusão, a exigência de que as escolas recebam as pessoas portadoras de deficiência, mas não há condições objetivas para que esta inclusão ocorra. Logo, a distância entre o ideal e o real é imensa. O que faria esta realidade mudar?

    Será que colocar as pessoas dentro de uma instituição de ensino como obrigação faria a educação inclusiva existir de fato? Agravaríamos o problema dos portadores de deficiência convivendo em um ambiente que discrimina e desqualifica? Por isso, acredito que a família deva decidir e se responsabilizar para escolha que toma. E se quiser fazer uma escolha coerente e consciente, deve conhecer bem os filhos e as limitações que precisam ser superadas com suas deficiências.

    Em vez de buscarmos responsáveis, precisamos demonstrar as pessoas que elas têm responsabilidade, seja na família ou na escola, sejam os pais ou profissionais da educação.

    2 min
  • Os limites do Estado

    A economia mundial se integra e rompe fronteiras. O capitalismo em seu desenvolvimento gerou relações permanentes e intensas no mercado internacional. Os limites dos estados nação não é mais um obstáculo para as pretensões de grandes corporações.

    Hoje, os investidores internacionais conseguem mudar a realidade de nações e regiões, como também podem ocasionar a sua decadência. Os braços da economia mundial se estendem e provoca alterações que governos não conseguiriam. Os problemas crônicos de localidades marginais podem ter solução ou serem condenados ao esquecimento dependendo dos olhos dos investidores e seus investimentos.

    Logo, ainda temos no Estado um agente importante da economia. Ele ainda é o maior consumidor de bens e serviços. O maior empregador direto e indireto. Contudo, cada vez mais se curva ao desenvolvimento do integração e interdependência do capital, o que o poder público não pode controlar.


    3 min

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A vida não é tarefa fácil. A gente tem que gestá-la depois de ter sido fruto de uma gestação. As coisas não param e a gente também não. Mesmo os que se neguem a se movimentar serão arrastados ou…