Gilson Aguiar

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By Gilson AguiarEducationSelf-Improvement
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Gilson Aguiar episodes

  • Alucinado e anestesiado

    Como se fossemos crianças a procura de diversão constante corremos entre corredores a procura dos objetos que nos satisfaçam o desejo. Chamamos isso de diversão na infância, na fase adulta é infantilidade. Deveríamos aprender que tudo o que nos oferecem tem um preço. Lei de mercado básica da vida.

    As crianças não escapam das consequências de suas vontades e ações. Por mais que em parte considerável delas não tenham a dimensão dos efeitos que as esperam. Elas devem ter um adulto que as guiem. Quando se é infantilizado e deveria ter juízo, quem vai guiá-lo.

    Crianças que vivem do consentimento constante de suas vontades costumam serem adultos mimados. Desconhecem o “não” necessário para colocar limites. E quando o adulto mimado não percebe suas limitações? Deveria ter um choque de realidade. Precisam de algo que os faça “acordar” para o que estão vivendo ou querendo.

    Se na infância a boa educação orienta, como é a orientação dos adultos de hoje? Fantasias e ilusões. Alguns pagam verdadeiras fortunas, seja a conta gotas ou em um único gole, para se anestesiarem e doparem. “Se não posso encarar a realidade, agora vou transformá-la em uma aventura infantil e me vestir de super-herói para encarar a vida como uma criança no playground”. O produto é imbecil, mas o cliente é adulto e chama isso de “investimento”.

    Pagamos pela ilusão. Seja nas lógicas absurdas que colocam o infantilizado no centro das atenções para tentar conter sua carência gritante por não ter tido dimensão de si mesmo. Aquele “não” faz falta. O carente se dopa. Neste ponto as drogas ilícitas cumprem o papel idêntico aos dos cursos de autoajuda ou os templos religiosos dos farsantes. Nos dois há espetáculo e uma multidão de iludidos.

    3 min
  • Não estamos nos tempos do Império

    Nos tempos do Império, o Brasil tinha em sua constituição o padroado e o beneplácito. O monarca tinha o direito de escolher os líderes clericais para os principais cargos da Igreja no Brasil, assim como, tinha o poder de fazer cumprir no território brasileiro as designações papais. Vivíamos a fusão do poder secular e o poder temporal. Ao mesmo tempo, o imperador era chefe de Estado e autoridade da Igreja Católica no país.

    A condição gerou a permanência da Igreja nas questões do Estado, e o inverso também. Os benefícios que a instituição religiosa católica teve era um desdobramento, uma herança da colonização portuguesa. Quem conhece a formação do Estado Nacional português e a formação do Estado Nacional brasileiro entende com facilidade a ética e moral cristã nas questões sociais e políticas do país.

    No final da monarquia e na proclamação da primeira república a questão se resolveu. Ocorreu a separação entre o Estado e a Igreja. Até mesmo a secularização dos cemitérios foi um dos temas. O patrimônio católico que se fundia com o patrimônio público deixou de ser um problema. Enfim, a república trouxe consigo a implantação do Estado laico.

    Contudo, nunca se deixou de perceber a forte influência que as lideranças religiosas exerceram na vida pública. Na história dos governantes brasileiros, a confissão de fé sempre foi um pré-requisito para se chegar ao poder. O Estado constitucionalmente é laico, mas a representação pública ganha prestígio se o político anunciar ser temente a Deus.

    Agora, com a indicação do presidente Jair Bolsonaro, o qual sempre deixa clara sua ligação com o cristianismo evangélico, do Advogado Geral da União, André Mendonça, a uma cadeira nos Supremo Tribunal Federal, a questão da religiosidade cristã volta a baila. Não mais a proeminência católica, mas o avanço evangélico que já se assiste no país a décadas.

    Mendonça se pronunciou a indicação agradecendo a Deus, ao presidente e jurando respeitar a Constituição e o Estado Democrático de Direito. A legalidade se mantém, mas a influência não se perde. Temos uma tendência histórica de associarmos a fé cristão ao poder político. Pode não estar na lei, mas está na prática lícita da liberdade de religião.

    Caso seja aprovado pelo Congresso, André Mendonça vai assumir sua função no STF. Ele não é uma novidade enquanto um crente, temente a Deus. Porém, não se pode esquecer que há mais de centro e trinta anos tivemos a separação da Igreja do Estado. A teocracia é uma alucinação que beira a demência.

    Logo, fico com a confiança no juramento que o novo ministro deve fazer e no que se comprometeu publicamente. Pode agradecer a quem quiser, mas o que se espera dele é que se mantenha na legalidade de seus atos. Que mantenha a lucidez de suas escolhas inspirado na racionalidade humana. E entenda que ele é um sacerdote da justiça dos homens e não um representante da palavra de Deus.

    3 min
  • O futuro é dos idosos

    A pandemia ainda está por aí. Mas ela já começa a demonstrar um pouco do que vai deixar de legado em vários aspectos. Um deles é sobre a questão demográfica e a aceleração do envelhecimento da população.

    Durante a pandemia reduziu o número de nascimentos em relação a mortalidade. No Paraná não foi diferente. No primeiro semestre deste ano, segundo dados da Transparência do Registro Civil em conjunto com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foram 71.755 nascimentos e 58.096 mortes.

    A tendência não é nova e o planeta está cada vez mais povoados por vovôs. A população mundial de pessoas com mais de 65 anos é de 705 milhões enquanto a de crianças de 0 a 4 anos é de 680 milhões. Os dados são de 2019 e a fonte é a Organização das Nações Unidas (ONU).

    Talvez não estejamos ficando atentos de o prolongamento da vida vai alterar o conceito de viver. Onde estará o momento da produtividade populacional. Também não estamos atentos a condição humana em relação a composição familiar, a qual vai se alterar muito nas próximas décadas.

    Se fala muito da manutenção econômica das pessoas com o envelhecimento da população. Possivelmente a tecnologia, em especial a Inteligência Artificial, venha a nos ajudar neste sentido. O mundo assiste nos últimos 30 anos uma queda da taxa de natalidade mundial, hoje está em 2,41 por mulher. Mas em países mais pobres, esta taxa pode chegar a 4,5.

    A juventude empobrece de inúmeras formas, inclusive os mais pobres serão os mais jovens no planeta. As nações mais ricas estão envelhecendo. Um impasse que deve repousar em nossa mente e que agora na pandemia acelerou. A ameaça da morte coloca os pobres a se multiplicarem e os ricos a prolongarem sua velhice.

    Logo, não podemos negar que há uma mudança de conceito do que há décadas era consideram um jargão, os jovens não representam mais o amanhã, o futuro é dos idosos.

    3 min
  • Apedrejando a moral e pondo a culpa no santo

    Ao longo da história são inúmeros os momentos de crise em que as explicações religiosas ou os atos justificados pela fé são exaltados. Na peste bubônica que assolou a Europa no Século XIV, conhecida como “Peste Negra”, relatos demonstram que era comum associar o mal a um castigo divino.

    Se revoltar contra Deus também é prática comum durante os momentos de crise. A perda na fé se associa ao sentimento de abando. Afinal, se exalta o sacrifício de Cristo, mas muita gente não suporta ser humilhado ou “crucificado”.

    A religiosidade ajuda a justificar a conduta ou a tentar escapar da culpa, transferir para os outros aquilo que deve ser assumir. Por isso, tanta mentira é antecedida ou legitimada com um “juro por Deus”.

    Voltaire, filósofo francês, iluminista do Século XVIII, afirmava que se Deus criou o homem, este lhe pagou com a mesma moeda no dia seguinte. A inversão da lógica da criação a imagem e semelhança. De somos a criatura a imagem e semelhança de Deus, nós fizemos o nosso deus a nossa imagem e semelhança.

    Não por acaso, a crítica do pensador francês se dava pelo uso da lógica divina moldada aos interesses dos homens. Como se pudéssemos selecionar quem merece ou não ser salvo. Se é que há salvação?

    Diante dos mistérios que não entendemos da criação e o que buscamos entender, vale a lógica do grão de areia e o deserto, a complexidade da existência e do Universo. Dentro desta lógica, a conduta humana.

    A associação entre a lógica religiosa e a conduta moral, há os atos de violência. Esta semana duas imagens de santas foram quebradas. Uma em Maringá e outra em Marialva, na Região Noroeste do Paraná. Ficamos perplexos diante do vandalismo, do desrespeito.

    Bom, como ficamos então diante dos que citam as Sagradas Escrituras, frequentam templos religiosos, exaltam a divindade pacificadora e justa cotidianamente. Corrompem a ética que juraram cumprir.

    Prefiro Voltaire, temos que pensar até onde somos criação e até onde somos criatura. Para quem professa uma religião ou não é sempre bom refletir de que “deus” está se falando. Se é aquele que fala ou o que falamos por ele.

    3 min
  • Fosso digital

    Dois terços das crianças e adolescentes do mundo não tem acesso a internet. São 1,3 bilhão de pessoas sem contato digital com o mundo. Vivendo uma realidade sem acesso as possibilidades que a virtualidade oferece. As oportunidades são maiores quando cai na rede mundial de computadores.

    Os desconectados no mundo, entre 15 e 24 anos é de 63%. Um número preocupante quando a idade exige qualificação para se ter possibilidades no futuro. É possível “viajar” o mundo nos canais da internet e, infelizmente, não se ir a lugar algum sem as possibilidades que o as ferramentas digitais oferecem.

    No Brasil a situação não é confortável. Quando menor a renda maior o distanciamento da conexão. Um terço dos domicílios do país não tem acesso à internet. A educação dos filhos durante a pandemia se torna impossível. As famílias não têm qualificação o suficiente para poder dar aos filhos suporte na ausência da orientação dos professores. A realidade da limitação familiar é gritante quando a questão é a educação.

    O contraste entre as regiões brasileiras quando se fala em acesso a internet é nítido. Enquanto em regiões como o Sudeste 8 em cada 10 pessoas tem, de alguma forma, acesso ao mundo digital, no Nordeste este número cai de 6 para cada 10.

    Ironicamente podemos nos informar desta desigualdade no mundo digital. Podemos discutir, entender e temer o futuro sem a inclusão de todos na rede mundial de computadores. Porém, este conteúdo não é acessível aos que vivem a realidade, mas não podem conhecê-la por não terem acesso ao mundo digital. Exclusão é isso.

    3 min
  • Gerações sem futuro

    Nunca gostei das definições sobre gerações que representam mais rótulos do que substância. Se empacota uma geração, se carimba com uma definição baixa e se quer acreditar que como em capítulos podemos esperar o futuro traga ao melhor e forma de rebentos.

    A questão não é geracional. Ela está no que sustenta o ambiente de mercado que tem vendido respostas prontas para problemas complexos. Nossa sociedade mercantilizou sentimentos e definiu a felicidade como se define um produto. Da mesma forma que se classifica a sociedade pelos bens adquiridos, a felicidade passou a ser algo que se tem ou não.

    Não por acaso as pesquisas de felicidade se multiplicam. O que é ser feliz, no passado, era um estado momentâneo, associado a condições da vida que permitiam por um momento finito um sentimento de plenitude. Agora vendemos este sentimento como se ele fosse eterno e somos obrigados a adquiri-la como um produto. A tal da obrigação de ser feliz.

    As redes sociais estão cheia de sorrisos registrados em selfs, de corpos definidos e lugares arquitetados que nos transformam em vasos decorando a felicidade. Empobrecemos a definição e perdemos o real sentido de ser feliz.

    Um estudo feito pela Dalloite, agência especializada em avaliar os chamados “millenials” e a Geração Z demonstra que eles estão estressados e ansiosos. Que tudo é por causa das pressões que a sociedade impõe sobre o futuro. Uma sociedade que exige respeito ambiental e cobra relações humanas. Mas os millenials e a geração Z descobriu que há um futuro e que se pode envelhecer. A solidão rodeada de objetos não é o futuro que se espera, mas é a felicidade que se vende.

    Não só os mais jovens que vivem o temor do futuro que faz desencantar a felicidade enlatada. Todos estamos sujeitos a isso. O desmonte do ambiente de potencialidade do indivíduo tende a acabar quando se percebe que a solidão cobra seu preço. Mesmo com objetos lhe fazendo companhia, todos com o que há de mais estético da humanidade, não serão capazes de substituir o ser humano.

    3 min
  • Sucesso é o esforço entre acerto e erro

    Sempre estamos a busca de uma grande ideia que nos leve ao sucesso, a imagem da genialidade é a lâmpada sobre a cabeça. Não por acaso, na história em quadrinhos, o legado do professor pardal.

    O próprio gênio que inventou a lâmpada elétrica incandescente, Thomas Edison, tem uma frase celebre, “O Sucesso é 10% inspiração e 90% transpiração”. Uma verdade. Nada surge sem esforço, trabalho, dedicação.

    O trabalho é por sinal o elemento fundamental da transformação da realidade. A genialidade, a inspiração a forma revolucionária de compreender um sistema ou de inovar a produção de nada é sem o esforço.

    Hoje, estamos vivendo a divulgação da ideia de que o sucesso é o resultado de uma grande ideia. Esta lógica das startups como se elas fossem o fruto de uma “grande sacada” e depois é só vender a ideia e pronto, alguém do nada passou a ter tudo. Uma lógica atual em nosso tempo de negação de que tudo o que desejamos e temos é fruto do trabalho.

    No reino da tolice se acreditar que ainda vamos dar a “grande tacada” de nossas vidas e que o curso de nosso destino irá mudar. Daí nasce a frase rasa de que quem trabalha não tem tempo para ganhar dinheiro. Porque em uma sociedade fundada no oportunismo e na malandragem, o ócio dá tempo ao incompetente de arrumar um jeito de se beneficiar do serviço dos outros.

    Precisamos educar para o trabalho, entender que há trabalho, suor, transpiração, esforço em tudo o que temos e vemos. Uma obra humana, que expressa de maneira concreta a inspiração, mas que sem a realização, de nada serviria.

    3 min
  • Radicalismo sem memória

    Os alemães foram marcados pelo nazismo. Oito milhões de judeus morreram no holocausto. Um fato difícil de esquecer. A Alemanha não esquece. Temos que aprender com nossos erros. Contudo, se o massacre aos judeus representou um ato extremo de discriminação e ódio, ele não é um fato isolado. Não foram só os germânicos que praticaram em sua história o extermínio.

    Os chineses, japoneses, turcos, norte-americanos, nós mesmos, brasileiros, temos em nossa formação marcas de extrema violência, “sangue nas mãos”. Temos que admitir e aprender. Não se pode colocar para baixo do tapete que a história humana é escrita com violência. Buscamos ao longo do tempo a civilidade para evitarmos novos massacres.

    O instinto muitas vezes deseja a reação mais agressiva possível. No Código de Hamurabi, escrito a milhares de anos, na antiga Mesopotâmia, se afirmava que o malfeito deve ser pago com a mesma moeda, olho por olho, dente por dente. Cultuamos o desejo de ver aquele que nos fez sofrer sentir na pele a mesma dor.

    Porém, a regra do convívio social e civilizado, nos fez dar autorizar o Estado a ser o único a ter o direito do uso da força de forma legítima. Seguindo regras de conduta, dosando o peso da mão na proporção da ordem que deve ser estabelecida. Devemos negar o direito da “justiça pelas próprias mãos” e delegar ao Estado que cumpra seu papel, puna.

    Queremos preserva a liberdade dentro de um ambiente de civilidade. Preservar a vida e não considerar a morte uma saída para nossos embates ou desejos de justiça. Na sociedade dos iguais, espelhamos no outro a autorização dos nossos interesses e desejos. Se não queremos a nós, não devemos praticar para o outro. Se agimos em nosso interesse e afetamos outra pessoa, temos que pagar pelas consequências dos nossos atos.

    Lamentavelmente, na atualidade, o “animal humano” tem sido exaltado. Estimulado como condição de busca da vontade mais torpe. Esquecemos de formar seres humanos para o convívio em sociedade onde eles devam entender que há limites. A velha questão da ética: “querer, dever e poder”. Nem tudo o que queremos podemos ou devemos ser fazer.

    Nas retóricas da liberdade banalizada e divulgada das mais diferentes formas, seja em uma campanha publicitária ou na orientação de um livro de autoajuda, existe a permissividade como um direito individual e absoluto do ser em si. Dane-se os outros e as consequências do que quero. Faço e não penso. Se devo ou não, é um dilema banal.

    Por isso, o radicalismo impera e convoca seus membros a se agruparem sem se importar com os riscos que se corre ao eliminar opositores ou divergentes. Pois os limitados da atualidade idolatram a si mesmo diante do espelho e não se acostuma a enxergar e respeitar nada que não seja um reflexo de suas vontades.

    Precisamos parar de produzir estes seres egocêntricos e transformá-los em dominantes. A vida tem ficado insuportável com a multiplicação da intolerância e da dificuldade de um diálogo coerente.

    2 min
  • Emancipação sem trabalho é farsa

    Fui criado por uma geração que desejava o trabalho para conseguir a emancipação. Meu sonho era conseguir um emprego, ter meu próprio rendimento e conquistar minha independência e emancipação. O que aconteceu com os jovens de hoje?

    Estamos diante de uma geração onde crescem os “nem nem”, nem trabalho e nem estudo. Mesmo os que se dedicam ao estudo, desejam postergar o trabalho e, se trabalham, preferem a “segurança” do lar materno e paterno para não ter que assumir os limites financeiros da vida independente.

    Construímos uma sociedade onde a estética do que simbolizava a emancipação está apartada do trabalho e de assumir os custos financeiros de si mesmo. Hoje, se pode frequentar os ambientes que se deseja, se constrói seu próprio horário e se pode buscar os seus desejos sem ter condição financeira pessoal de assumir estas atitudes.

    Os ambientes de lazer e prazer estão rodeados e recheados de seres dependentes com aparência de serem “donos do próprio nariz”. Uma farsa adquirida no mercado de trabalho. Papais e mamães que consideram que proteger seus filhos é criar um inerte que não consegue se posicionar no mundo por conta própria.

    Ao proteger seus rebentos da vida, pais matam a construção da força própria para administrar a própria vida. A qualquer risco, chame o papai e a mamãe que nós vamos te proteger. Uma regra torpe e fatal.

    Desta forma, considerando que estamos vivendo tempos de progresso humano, na prática estamos eliminando a possibilidade de formarmos uma geração melhor. Jogados nos ambientes de desejos a serem realizados, o ser humano na atualidade se tornou um ser mimando e birrento, pouco propenso a perceber a existência de um mundo que não vive em torno de si, mas que necessita da participação produtiva de todos.

    2 min
  • Como será o amanhã?

    Como será o amanhã? Esta é uma pergunta de ouro. O cenário no segundo semestre é favorável. Porém, com algumas variáveis. Você sabe que quando aliamos mercado, economia, e o comportamento social e político, temos um emaranhado difícil de entender seu movimento.

    No mercado de ações há uma tendência de alta das comodities, o que não é novidade. Foram elas, setor agrícola em destaque, que segurou as pontas do mercado. Deve continuar por um bom tempo, o mundo precisa comer e deve fazer isso com mais força no pós-pandemia. Logo, não vai faltar clientes.

    A grande questão é a condição de produção que as comodities vão ter para poder crescer. Esta é uma outra questão. No Brasil, a mecanização agrícola e o avanço técnico ligado as questões ambientais fazem do empreendimento um investimento desassociado da necessidade de mão de obra braçal nas principais culturas. Se produz mais com menos pessoas.

    O dólar está caindo e a taxa de juros no Brasil estão subindo. Esta relação costuma ser uma relação positiva para investimentos externos. Há um maior fluxo de investimentos estrangeiros. Remuneramos bem a moeda norte-americana em um cenário onde grandes investidores estão mais dispostos a arriscar. Contudo, riscos planejados. O que significa investimentos em negócios que apresentam uma tendência de sucesso. Na bolsa os investimentos de maior rentabilidade são movimentos das grandes empresas.

    A economia interna deve apontar a retomada dos setores estagnados e que terão um crescimento exponencial, turismo, varejo físico e eventos. Ninguém suporta mais ficar em casa e quer sair. As pessoas que podem consumir diversão e “experiências requintadas” perceberam a falta que isso faz em suas vidas. Uma parte restrita da força de trabalho e detentores de capital não tiveram perda, alguns conseguiram ganhos expressivos e estão dispostos a gastar.

    Não por acaso o mercado imobiliário pode ter uma retração ou redução do crescimento para financiamentos de mais baixo custo e para empreendimentos mais caros um crescimento maior. Os que tem renda vão usufruir com intensidade nestes momentos e gerando mais segurança no mercado. População de menor renda terá dificuldade de honrar compromissos com mensalidades significativas.

    O dólar deve ter baixa e chegar a média de R$ 4,70. Não por um milagre, mas pelo fluxo da moeda estrangeira procurando investimentos mais rentáveis, o Brasil estará na lista dos países com oportunidades. Isto não há dúvida.

    Logo, a lição é de que não há mal que dure para sempre. Depois da tempestade vem a bonança e o momento é de que vai se aproveitar a onda de lucratividade. A pandemia foi um mal que nos assolou e deixo marcas desastrosas. Mas o campo devastador abriu espaço para inovações e investimentos. O futuro será melhor.

    3 min

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A vida não é tarefa fácil. A gente tem que gestá-la depois de ter sido fruto de uma gestação. As coisas não param e a gente também não. Mesmo os que se neguem a se movimentar serão arrastados ou…