Gilson Aguiar

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By Gilson AguiarEducationSelf-Improvement
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Gilson Aguiar episodes

  • Perguntar não ofende

    Cinco ex-presidentes da república mandaram emissários conversar com o alto escalão das forças armadas e indagar sobre a possibilidade de não ocorrerem eleições no ano que vem (2022) ou de existir a possibilidade de um golpe militar.

    Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Michel Temer, Fernando Collor de Melo e José Sarney queria passar a limpo as falas do presidente Jair Bolsonaro em relação ao pleito presidencial e a estabilidade da democracia de uma forma geral.

    Segundo reportagem da Gazeta do Povo, de ontem (22 de agosto), não a resposta foi contundente; “Haverá eleição o ano que vem e quem for eleito será empossado”. Sobre o perigo de um golpe militar, a resposta foi enfática: “Não, as forças armadas não vão se insubordinar a Constituição”. Ainda sobre a participação do chefe do Poder Executivo da União nos eventos militares, os oficiais das forças armadas comunicaram que “não se pode impedir a participação do presidente, mas isso não significa insubordinação”.

    Logo, é possível desacreditar as falas golpistas do presidente Bolsonaro. O que, caso os oficiais das três armas cumpram com suas falas, o que sempre se espera de alguém de farda, que não traia, faz o presidente acabar assumindo uma postura de descrédito e de valor inconfiável em relação a intenção de se manter no poder que não seja pelo voto.

    Viva a democracia!!!

    2 min
  • Messianismo e demagogia política

    A política é marcada apela demagogia. O representante público eleito por seu capital eleitoral vomita demagogias esperadas para colher cédulas necessárias a sua manutenção no poder. Não há espaço para a sinceridade quando a busca de ser eleito não envolve a lógica racional e sim a tradição afetiva carregada de valores de crença sem comprovação.

    O governante de hoje usa a mesma lógica do governante do passado para receber a aprovação da massa. Ser um escolhido, um mito, o filho pobre que ascendeu ao poder, o fardado que purifica e o operário que ascende sem diploma e é diplomado.

    Na lógica aparentemente oposta, a demagogia une na simbologia os aparentes inimigos. A retórica do “perseguido pelos inimigos do povo” ou “pela imprensa golpista ou comunista”, dependendo do contexto e do interesse.

    Ser vítima do contexto e não protagonista de sua condição é outra retórica comum. Vargas já deixava claro em sua “Carta Testamento” ao se auto santificar, sair da vida para entrar na história, entregar seu sangue para as “aves de rapina” para que não suguem o sangue do povo. Se você não leu a Carta Testamento, leia. Encontrará semelhanças no discurso do messias escolhido no que se dizia pai dos pobres.

    Quantos heróis nossos, aprendidos nos bancos de escola, foram uma construção do nacionalismo deturpado e recheado de santos e mártires. Na verdade, não eram nada disso, são seres humanos comuns, como qualquer um de nós. Porque a sociedade, a economia e a política são feitas de pessoas. Não se constrói a história com mitos e sim com mentes e ações de seres comuns. Quando descobrirmos isto, estaremos mais próximos da liberdade.

    3 min
  • Radicalismo avança e vivemos retrocessos

    Às vezes me pergunto o que as pessoas querem com o radicalismo. Que ameaça elas vêm na contrariedade? Nas ideias diferentes? Nas condutas diversas, em um mundo onde se tem o direito a tantas opções e ações? Aonde se quer chegar com extremos?

    Acabo de ler a notícia de que o Taliban tomou o Afeganistão. O presidente do país se retirou, aparentemente de forma covarde, e deixou a nação a mercê do radicalismo. Independente dos desdobramentos dos fatos, haverá sofrimento. A intolerância sempre tem em seu caminho e nos rastros que deixa, muitas vítimas.

    Me espanta que a incompreensão e a insegurança, o descontentamento pouco entendido, seja descarregado no ódio. Quando que vamos perceber que não existe uma verdade absoluta? E as nossas convicções que se tornam incompreensões esmagam as diferenças tão necessárias para o nosso crescimento como seres humanos.

    Não há nenhuma verdade na atitude extrema, no extermínio, na busca de eliminar o opositor e de calar a oposição. Há erros na generalização. Se desconhecemos algo, temos que entender antes de tomar uma atitude, agir de maneira incisiva. Nenhum regime autoritário dura muito tempo sem provocar violência e em pouco tempo traz o arrependimento.

    Impor nossa vontade não nos fará ter razão, apenas alimentará o ódio naqueles que em um primeiro momento oprimidos não podem reagir, mas com o tempo se tornaram rancorosos e alimentaram a vingança gerando mais violência. Estamos vivendo dias tristes, de falta de civilidade e ponderação. Neste ambiente, não há solução que se construa de maneira coerente e razoável, não se supera e sim nos embriagamos por ideias tolas mergulhados em problemas.

    2 min
  • Estupidez humana

    O escritor israelense Yuval Noah Harari tem uma série de obras sobre o comportamento do homem contemporâneo. Mas, sem dúvida, a mais impactante, no meu ponto de vista, é “21 lições para o Século 21”. Nela, o autor busca analisar e desvendar as relações sociais na atualidade e os desdobramentos para o futuro da humanidade neste século.

    Analisando temas como trabalho, desenvolvimento tecnológico, controle e convivência social, no capítulo 13 de sua obra, Guerra: nunca subestime a estupidez humana, ele trata da violência. Uma demonstração de como o renascimento da agressão desmedida é um mal que ressalta nossa falta de lucidez.

    Vivemos tempos e alimentamos a ideia de que podemos atingir a paz promovendo a violência. O extermínio armado se generalizou no Século XX com muitos conflitos, inclusive com duas guerras mundiais.

    Este século, estamos presenciando a “violência molecular”, como afirma o ensaísta alemão Hans Magnus Enzensberger. Os conflitos generalizados que ocorrem diariamente. Os nossos conflitos urbanos, como o que assistimos nos grandes centros de grandes e médias cidades. O conflito entre o crime organizado e o aparato de segurança. Fora, os conflitos do dia a dia da vida urbana e nossas demências particulares.

    A “justiça pelas próprias mãos” e nossos critérios pobres do que é o “certo” e o “errado” gera cotidianamente um grande número de agressões e o extremo de homicídios. Não por acaso se propaga a ideia do “bom cidadão” armado em defesa dos seus interesses.

    Seria uma tolice acreditar que a violência gera paz, gera mais violência. Quem anda armado tem sempre a intensão de usar a arma que tem. Não há boa intenção em que se prepara para a guerra que não seja agir para atacar ou reagir com força a uma suposta ameaça, nem sempre real.

    Se deveríamos melhorar, ficarmos civilizados, orientarmos nossas ações por princípios que contenham nossos instintos, resolvemos despertar o animal que há em nós. Geramos possibilidades para que nossa fragilidade lógica seja destituída em nome do sentimento animalesco de defender nossos interesses e espaços.

    Se as pessoas querem conter a violência, se defender da agressão, não podemos multiplicar possibilidades de agressão como a fabricação de armas em larga escala e a divulgação da lógica torpe de que ser um agressor fará as pessoas te deixarem em paz.

    3 min
  • Santos do pau oco e a fé miserável que o beatifica

    Dom Hélder Pessoa Câmara, pronunciou uma frase que se faz importante nestes tempos que estamos vivendo, "Quando dou comida aos pobres, me chamam de santo; quando pergunto por que eles são pobres, chamam-me de comunista".

    O líder católico soube expressar de forma pontual e assertiva a mente imbecil e pouco esclarecida expressa em falas e atos que se multiplicam no país. Os julgamentos que se faz sem ter critérios ou entender o que está acontecendo.

    A conduta de alguns seres humanos em uma sociedade carente de racionalidade amplia a confusão e a incerteza. Há pessoas que desconhecem as condições que geram suas vidas. Tem uma compreensão limitada do que os cercam, da história por de trás de sua existência. Uma desinformação sobre as condições que se geram sua vida na sociedade.

    Na formação do país se simplificou a realidade com condutas de bons e maus. Se fala como na religiosidade cristã e sua lógica corrente mais comum, que há o injustiçado e o justiceiro. O santo de boa conduta, apedrejado pelos maus feitores que lhe querem tirar o poder de salvar os brasileiros.

    Assim foi no messianismo que se formou em tantos lugares do Brasil onde nasceram os santos que lideraram multidões na luta pela terra, na luta pelo prato de comida, das migalhas, da titularidade de “pai dos pobres”. As caricaturas políticas de fala populesca e caricaturescas. Amamos a identificação carismática e nos perdemos da razão das coisas.

    Até quando vamos usar critérios místicos e religiosos, falsos e insustentáveis para avaliar atos de poder e ações de desmandos que em vez de nos livrar da dor, nos afunda cada vez mais na miséria de sempre.

    Vivemos chamando os que praticam filantropia de santos. Ajudas como bolsas família e subsídios para a manutenção da permanente miséria. Não é comunista quem pergunta por que da existência dos pobres e sim, merecem respeito quem pratica ações para tirar os miseráveis desta condição. Não com retóricas messiânicas, mas com um projeto concreto e objetivo para o país.

    3 min
  • Mediocridade e miopia são modelos de comportamento e visão de futuro

    Vivemos tempos em que os ignorantes se sentem no direito a má educação. O respeito deu lugar ao desprezo e agressão. A trava na língua das ofensas, não funciona mais, foi desligada pelo excessivos. Uma mudança perceptível. Repare, perceba o quanto o respeito a diferença se perde.

    As agressões estão legitimadas e os agressores destilam. As pessoas se sentem no direito de invadir a vida alheia e agredir. Falam o que vem a cabeça e não pensam no que estão falando. Se lhes cabe o direito de invadir a vida alheia. A carência de sentido e interesse em nossas vidas nos faz ficar atentos a vida dos outros.

    A limitação que grande parte dos seres humanos tem de compreensão da complexidade de sua própria vida. O “reino do nada” tem que se preocupar com alguma coisa. Alguns, em seu mundo limitado necessitam da vida alheia como debate para distrair uma vida monótona e gerar um sentimento de utilidade e relevância.

    Estes tempos que estamos vivendo, ultrapassou o limite do esperado e tolerável para avançar com intolerância e imposição. Potencializou as pessoas que antes tinham ciência de sua inabilidade para analisar a complexidade. Deu falsa notoriedade aos limitados e acabou com os limites do bom-senso.

    Mas como isso aconteceu?

    A taba rasa é coisa comum. Em um país limitado na formação de seus membros com a racionalidade necessária, a expressão da miséria humana não se dá só na desigualdade econômica, no empobrecimento da população. Está principalmente na compreensão da realidade de maneira pobre.

    Aqui, não se empobrece o ser humano pela limitada condição de vida material. O que se tem como principal problema, é o empobrecimento mental. A formação brasileira gerou um grupo de seres intermediários que se coloca na condição fundamental do controle da vida coletiva das populações mais pobres. Distribui migalhas como fonte de recursos e estabelece uma visão precária da vida.

    Entre os pequenos empresários há uma parcela embriagada por sua história que considera referência universal. Alguns, também, herdeiros dos governos autoritários que fizeram a fortuna de seus pais, acreditam que foi este ambiente que deve ser reinstalado como a garantia de prosperidade futura.

    Pobres criaturas, vão descobrir de uma maneira amarga, dolorosa e monetariamente cruel, que estavam errados. Foi exatamente a liberdade, as oportunidades de um mercado diversificado e as políticas econômicas de investimento social que geraram o favorecimento para suas empresas, fazendo que elas prosperassem.

    Se o que defende em praça pública acontecer, vão “cava a própria cova” e não terão muitos para chorarem em seu enterro. Possivelmente, nem os próprios filhos. O que não se pode conter é o movimento das mudanças. E quando se tenta represá-lo, ele ganha mais força. E, se corre o risco, de acontecer de forma violenta pelo tempo que foi contido.

    3 min
  • O peso do sucesso e a desumanização do herói

    O mundo assistiu o desempenho de Simone Biles na Olimpíada de Tóquio. Por que a maior estrela da ginástica rítmica fracassou? Ela foi derrotada pelo que? Por si mesma ou pelo peso de existir para si e não para os que querem fazer de sua vida um espetáculo.

    Ouso a dizer que a internet e as redes sociais têm muito com isso. Os próprios jogos olímpicos se transformaram em uma produção de ídolos e mitos de vida curta ou de duração idealizada. Não há mais seres humanos atletas, há o desejo que se tenha super-humanos. Um ser que vá além do possível.

    Da mesma forma que muitos gostariam de ser além de si. Se produzem para expressar uma fantasia de sua existência, cobra-se dos ídolos que sejam a fantasia extrema. Decepciona o ídolo quando ele demonstra ser somente um ser normal. O grito de “chega” se dá de alguma forma.

    Tantos desejam o sucesso. Mas não suportariam seu peso. Saber que a medida elevada para os outros elimina a possibilidade da normalidade do eu. A singularidade controversa e contraditória que todos carregamos não passa pelo crivo dos que veem o ídolo como a expressão absoluta da possibilidade do impossível.

    2 min
  • Parlamentarismo: solução ou problema?

    Agora ressurgiu a discussão de implantação do parlamentarismo no país. O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, fala de “semipresidencialismo”. Reduzir o poder do chefe do executivo e transferir parte do poder de governabilidade ao Congresso.

    A iniciativa seria para resolver a tensão política que o país vive. Manter o equilíbrio entre os poderes. As falas do presidente Jair Bolsonaro questionando as instituições e instigando um “golpe militar” acendeu o sinal de alerta.

    Importante lembrar que a história se repete em forma de comédia. Em 1961, quando o então presidente Jânio Quadros renunciou a presidência havia o temor do vice, João Goulart. Pregava-se que ele era um “comunista”, ligado as forças de esquerda. Que seria um iminente perigo a segurança do país. Os militares já vinham ameaçando tomar o poder. Mas Jango era um risco eminente de golpe. Para buscar o equilíbrio, implantaram o parlamentarismo.

    Agora, estamos diante de uma crise. 60 anos depois há quem não amadureça e tenha a mesma saída na manga. Não aprendemos depois de seis décadas que a questão não é se o parlamentarismo é um “sonho ou pesadelo”. O problema é maior do que um presidente destemperado, como já tivemos.

    A sociedade brasileira nasceu sobre a opressão do Estado e não por sua representação. A história do poder no país sempre denunciou a inversão. O que deveria se consequência das demandas sociais acaba por ser deslocado como um instrumento de interesse da casta política. A emergência de forças políticas que realmente represente segmentos da sociedade de caráter popular sempre foi barrada.

    Não tem regime político que resolva a emergência constante das mesmas pessoas, independente do sistema que se adote, da forma de governo que se implante. Quando o Império ruiu e a república se instalou no país, os personagens políticos não mudaram. É só observar os sobrenomes dos parlamentares que compunham a Câmara de Deputados e o Senado antes e depois da proclamação (1889).

    Precisamos é repensar a escolha dos parlamentares. Pararmos com a paixão personalista e exigirmos um programa de governo. Metas e objetivos em vez de promessas. Programas de governo devem chamar mais nossa atenção do que envolvimento em discussões, debates, revanches e acusações.

    Não existe um salvador da pátria. Nunca existirá. Há uma diferença entre considerar um governo eficiente e rotular o chefe do executivo de bandido ou santo, “deus ou o diabo”. É ingênuo em uma república acreditar que a permanência de um personagem é fruto exclusivo de seus méritos. Há que se dar mais atenção e perceber as forças que o sustentam.

    3 min
  • Homeschoolling: a educação de sucesso ou do excessivo?

    O sonho de muitas pessoas é se isolar. Alguns até acreditam que fazem isso com pouco contato físico e muitas “seguidas” e “seguidores” virtuais, mensagens para lá e mensagens para cá. Os olhos e os dedinhos na tela do celular. Isolado mais conectado.

    Fugimos do convívio alheio por consideramos que as pessoas são o problema, não nós. Estamos sempre com a razão e os outros com a má intenção. Doce ilusão. O isolamento nesta sociedade é prática impossível. O ambiente domiciliar já foi invadido e o negócio agora é gerenciar a invasão.

    Agora emerge a discussão sobre o homeschoolling, a educação domiciliar. Pais devem ter o direito de educar seus filhos dentro de casa e não na escola? Quais seriam os critérios que norteariam esta educação?

    A justificativa dos pais é de que a qualidade do ensino pode melhorar e que os filhos podem ser educados nos valores que a família defende. O direito dos pais de escolher a escola que os filhos devem cursar passa também pelos princípios que a educação moral e ética devem promover. Agora, como fica a ciência?

    Para que o conhecimento científico chegue de forma eficiente é necessário que os pais tenham acesso a capital humano qualificado e plataformas eficientes com conteúdos básicos da educação. Aquele que receber a educação domiciliar deve passar pelos mesmos testes de aferição de conhecimento que os alunos que frequentam as instituições educacionais.

    Logo, não sou contra a educação domiciliar. Ela é um luxo em tempos de famílias inteiras que precisam se dedicar ao trabalho e não tem condições de se dedicar minimamente a educação e, até mesmo, criação dos filhos em tempo integral.

    Porém, considero que a falta de contato humano com o ambiente de uma escola faz falta a qualquer criança. Ter amigos, conviver, divertir-se e ter medidas de algo que vá além dos seres que habitam minha vida doméstica.

    Apenas lembro, que se as escolas são responsáveis pela segurança física e mental das crianças e adolescentes que estão sob sua guarda durante o período escolar, os país que educarem seus filhos em casa devem também ser responsabilizados. Cada escolha tem seu bônus e seu ônus.

    Retorno a questão com a qual iniciei este comentário. O mundo em que estamos, a tecnologia da informação, inteligência artificial e os múltiplos meios de contato da virtualidade. O quanto eles afetam as pessoas na atualidade. A educação de qualquer ser humano passa por esta consideração.

    Durante a pandemia, as famílias de baixa renda perderam o contato com a escola por não ter acesso a internet. Já os de melhor renda se lambuzaram com ela, mergulharem de cabeça. A educação domiciliar vai atender que renda? Claro que os que podem criar um ambiente educacional na escola.

    Antes, pais excessivos protegiam seus filhos das críticas da escola ao mal comportamento. Defendiam com “unhas e dentes” o rebento mal-educado. Agora, muitos destes pais vão criar uma escola para seus filhos. Educar o ser a imagem e semelhança. Evitar a medida necessária que a sociedade dá aos excessos cometidos.

    Logo, muitas famílias em sua educação doméstica vão gerar excessivos e abusivos que um dia saíram da toca e vão mostrar a educação que tem, ou não.

    3 min
  • Corporatismo é o mal deste país

    Corporativismo, este é o mal deste país. Temos que respeitar a importância das mais diversas funções profissões dentro da sociedade. Mas, defender a todo o custo um membro de uma corporação profissional quando age de forma ilegal ou abusa do poder que tem na função que exerce, isso é corporativismo e não ajuda em nada.

    Vamos pegar duas funções profissionais que estão em evidência na sociedade, o aparato de segurança pública, a corporação militar, o exército especificamente; a outra é os profissionais de saúde, os médicos, de forma mais específica. Duas importantes funções dentro da vida social, não se discute a importância do trabalho bem-feito destas duas profissões.

    Lembrando que as forças de segurança são públicas, uma instituição que é instrumento do uso legítimo da força. A segunda é uma função que atua tanto no âmbito público como privado. Mas é na inciativa privada que está grande parte do rendimento destes profissionais.

    No Brasil, estas duas corporações ganharam força ao longo da história. Por um lado, porque o país tem um histórico de violência. Ingenuidade considerar que os brasileiros são pacíficos. A violência é tema diário, veja a porção que representa das notícias nos meios de comunicação, fique atento a quantidade de pessoas feridas e mortas relatadas nas páginas policiais. Passe um dia em um pronto socorro de um hospital público ou privado que receba as vítimas da violência.

    Na porta dos hospitais, médicos e policiais se encontram. Considerados por muitos senhores de nossa verdade e solução para os nossos problemas. Não se nega a contribuição, porém, não podemos perder de vista os abusos cometidos. Recentemente tivemos 25 policiais militares comprometidos com contrabando e tráfico de drogas. Já tivemos médicos envolvidos em supervalorização e reutilização de instrumentos cirúrgicos.

    Veja outro corporativismo constante, o professor e a educação. Muitos profissionais fazem muito com pouco. A docentes que podem ser considerados heróis por mudarem a vida de muitas pessoas e dar um destino melhor através da formação e informação aos alunos. Eles merecem respeito. Porém, há os que são péssimos profissionais, precários e incapazes de cumprir de forma eficiente a sua função.

    Quando se fala da crise da educação não se pode inocentar o professor, na proporção que ele é a solução. Mas tem muitos docentes que não merecem o que ganham e muitos outros que nunca ganharam o que realmente merecem. Porém, os maus reivindicam o direito dos bons e consideram que há um padrão na corporação docente, não há. A mesma lógica serve para médicos e militares.

    Neste sentido o corporativismo é um mal. Ele cega o trato justo para o que merecem justiça, inocenta os malfeitores e impõe sobre muitos o interesse de poucos, os membros da corporação. O que fortalece o corporativismo no Brasil é muitos mais o excesso de problemas do que a luta pela prevenção.

    Médicos deveriam ser formados para educar e orientar uma vida preventiva. O policial deveria anteceder o crime e atuar para evitar que a violência ocorra. Assim como, o professor deve educar para gerar um ser humano qualificado desde a infância, valorizar os profissionais dos primeiros anos da educação, evitar um adulto desqualificado.

    Se isso não ocorre, o acúmulo de problemas demonstra os benefícios das corporações. Elas vivem enxugando gelo, reprimindo o malfeito eterno, remediando o paciente que se comporta mal e buscando regeneração qualitativa precária para quem já perdeu boa parte da vida sem ser educado. Assim que o corporativismo se fortalece e domina a manutenção dos problemas que nunca se resolvem.

    2 min

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A vida não é tarefa fácil. A gente tem que gestá-la depois de ter sido fruto de uma gestação. As coisas não param e a gente também não. Mesmo os que se neguem a se movimentar serão arrastados ou…