O GRANDE PRÊMIO traz hoje uma edição especial do Paddockast — o podcast da casa — aproveitando o enorme sucesso do filme 'Ainda estou aqui', que concorre na noite deste domingo, 2 de março, em três categorias do Oscar, a premiação mais famosa do mundo. O longa está na disputa de Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, enquanto Fernanda Torres busca a icônica estatueta de Melhor Atriz. É a primeira vez que um filme brasileiro é indicado na categoria máxima do cinema. A ideia aqui é explorar não só o momento de sucesso da obra de Walter Salles, mas também refletir sobre um dos períodos mais sombrios da história do Brasil, a ditadura militar e sua influência também no esporte.
O regime fez do esporte um de seus pilares de sustentação de apoio popular e político. É claro que as histórias de como o futebol foi usado pelo regime se tornaram um marco. Mas o automobilismo também acabou utilizado pelos militares como meio de propaganda. Esse podcast se propõe agora a entender como se deu essa ligação, o impacto na história e no desenvolvimento, além dos resquícios que duram até os dias de hoje.
'Ainda estou aqui' foi dirigido por Walter Salles e é baseado no livro homônimo, escrito por Marcelo Rubens Paiva. A obra, autobiográfica, foi publicada em 2015 e explora a relação de Marcelo com a mãe Eunice. E narra também a trajetória da família, revelando detalhes da ditatura militar no Brasil, especialmente o desaparecimento do pai, Rubens Paiva. O engenheiro e ex-deputado foi morto pelo regime militar em janeiro de 1971, no Rio de Janeiro, mas o assassinato dele só obteve reconhecimento 40 anos depois. Os agentes da repressão o tiraram de casa e o torturaram por suspeita de envolvimento com Carlos Lamarca e outros exilados da ditadura. Seu corpo foi enterrado em um quartel no Rio, mais tarde os restos mortais foram jogados no mar. Durante todo esse tempo, Eunice Paiva lutou para descobrir os responsáveis pela morte do marido. Ela própria também foi torturada pelos agentes, quando a levaram, junto com a filha, Eliana, DOI-CODI. Eliana ficou por 24 horas presa, enquanto Eunice passou 12 dias no quartel, sem qualquer informação da família e sob interrogatório.
Eunice se tornou um ícone de resistência e liderou movimentos para a abertura dos arquivos da ditadura. Ao se formar advogada aos 46 anos, atuou ainda em outras frentes dos direitos humanos, mais especificamente relacionadas aos povos originários. Ela morreu em 13 de dezembro de 2018, após 15 anos vivendo com a doença de Alzheimer.
O Paddockast tem apresentação de Evelyn Guimarães e comentários de Flavio Gomes e Pedro Henrique Marum. A produção é de Carol Vergilio.
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