Desde que o treinamento com potência foi popularizado por Coggan & Allan, nos anos 2000, FTP é o conceito mais repetido - e provavelmente mais mal interpretado - do ciclismo. O número, normalmente calculado a partir de diferentes protocolos de testes, diz muita sobre a capacidade de um ciclista, mas sempre foi só uma das muitas referências e métricas para quem treina com dados.
Neste episódio do Gregario Cycling Podcast, Geovane Krüger e Henrique Toledo, fundadores da Treinálise, abrem a caixa-preta das métricas de treinamento: o que cada uma mede de fato, onde cada uma falha e por que perseguir um número isolado é uma das formas mais comuns de treinar muito e evoluir pouco.
Geovane é mestre em Biodinâmica do Movimento Humano pela UFSC, com formação em Matemática e Educação Física, e é quem escreve a ciência dentro da plataforma. Henrique é bacharel em Esporte pela USP e cuida do outro lado da equação: transformar modelo matemático em decisão que o treinador consegue tomar na segunda-feira de manhã.
- o que o FTP realmente mede e as perguntas que ele é incapaz de responder;
- potência crítica e W': por que dois ciclistas com o mesmo FTP podem ter capacidades completamente diferentes;
- compound score, a métrica que combina potência absoluta e relativa em vez de escolher entre as duas;
- por que sono, humor, estresse e percepção de esforço antecipam problemas que nenhum powermeter enxerga;
- como saber se o seu treino está sendo guiado por ciência ou por hábito.
Você sabe o seu FTP de cor, mas sabe o que fazer quando o medidor de potência falha na hora crítica de uma prova?
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