As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas pela morte do actor francês, Jean Rochefort e a greve na Função Pública, em França, mas a nível internacional, há igualmente um tratamento especial sobre a Catalunha.
LE FIGARO, titula Jean Rochefort, gentleman burlesco. Elegante, fleumático e cómico, o actor e entrou no mundo da equitação aos 30 anos, teve sucesso no cinema aos 40 e realizou o seu primeiro filme aos 80 anos. Aos 87 anos teve foi recompensado com um César de melhor actor no filme, O Sapo Tambor.
Desde cedo, Jean Rochefort, sonhou ser comediante e aos 18 anos entrou para o Centro de Arte Dramática de Paris, onde teve como condiscípulos, Philippe Noiret, Jean -Paul Belmondo e Annie Girardot. Divertir era a sua preferência, sublinha LE FIGARO.
Por seu lado, LIBÉRATION, titula Cavaleiro, outro dos seus filmes que conta a sua paixão pelos cavalos. Símbolo de elegância à francesa e figura do cinema dos anos 70, o actor francês, Jean Rochefort, morreu, ontem, aos 87 anos.
Relembra a sua passagem pelo Conservatório, dizendo que naquela altura em que começou os comediantes trajavam-se a rigor, fato, laço borboleta e colete, e de repente, depara-se com com o seu bando de vadios, como Belmondo e Girardot, na cantina de ratinhos da Opera, e pensa todo contente, estou em casa, nota LIBÉRATION.
LE MONDE, divide a sua primeira página, funcionários e Jean Rochefort, cujo pai queria que ele fosse contabilista, mas acabou em ser uma das figuras maiores do cinema francês dos últimos 50 anos.
Mas o vespertino, coloca em primeiro plano Poder de compra, número de empregados: porque é que os funcionários estão revoltados? Quase 5 milhões e meio de funcionários públicos eram chamados a manifestar hoje pelas federações sindicais.
Os funcionários denunciam o recuo do seu poder de compra e supressões de postos de trabalho, assim como a reposição do dia de carência, que é o prazo de espera em que se está suspenso o salário por motivos de doença e o pagamento do subsídio de previdência.
Mas neste dia de greve, os sindicatos estão uma vez mais desunidos frente à denúncia da reforma do Código do trabalho. Apenas a confederação comunista, CGT, apelou a uma nova mobilização, sublinha LE MONDE.
Que futuro para os funcionários, pergunta em título LA CROIX. Os funcionários reclamam um debate de fundo sobre as missões do serviço público e o estatuto da Função pública.
As reestruturações são permanentes, todos os anos, são despedidos 2,000 a 3,000 empregados no quadro de despedimentos económicos, declara um sindicalista ao jornal LA CROIX.
L'HUMANITÉ, titula funcionários em greve: o serviço público é uma bagunça! Pela primeira vez desde 2007, todos os sindicatos da Função pública apelaram à manifestação. Face a uma frente unida dos sindicatos dos funcionários, o primeiro ministro, lança à mesa o seu último trunfo, que consiste em adoptar um tom conciliador para deslegitimar o movimento de greve, nota L'HUMANITÉ.
Na actualidade internacional, LE FIGARO, refere-e à Espanha, perguntando se os dirigentes catalães pisarão a linha vermelha da independência?
Submentido a intensas pressões, Carles Puigdemont, presidente do executivo catalão está hoje no Parlamento regional, onde poderia proclamar a independência da Catalunha, com base nos resultados do referendo de 1 de outubro.
Face a Catalunha, o primeiro-ministro espanhol, Rajoy, não quer ceder nada, replica LE MONDE, mas ele é criticado pela sua gestão das reivindicações dos independentistas.
Enfim, é o mesmo vespertino, que sobre a ♫frica, destaca a Libéria e as ambições presidenciais da ex-estrela de futebol, George Weah. A antiga glória de futebol, apresenta-se como candidato dos pobres pela terceira vez a eleições presidenciais, cuja primeira volta, decorre esta terça-feira, nota LE MONDE.