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Bianca Pyl e Luís Brasilino entrevistam o jurista Rafael Mafei, autor do livro “Como remover um presidente: teoria, história e prática do impeachment no Brasil” (https://bit.ly/3hifgGd), lançado em junho pela Zahar. A obra analisa os aspectos jurídicos e políticos do impeachment e a sua história no Brasil. Conversamos sobre as origens do impeachment na Inglaterra do século XIV, a chegada ao Brasil e, claro, a sua adoção no país após a redemocratização: a queda de Collor; os processos contra Itamar, FHC e Lula; o impeachment ilegítimo de Dilma e a singularidade do caso de Bolsonaro. Rafael é bacharel, mestre, doutor e livre-docente em Direito e professor associado da Faculdade de Direito da USP (Departamento de Filosofia e Teoria Geral do Direito). Foi pesquisador bolsista no Instituto Max Planck para Direito Penal Estrangeiro e Internacional (Alemanha), no Center for Latin American Studies da American University em Washington-DC (EUA) e no Centre for Socio-Legal Studies da Universidade de Oxford (Reino Unido). *Trilha: Chico Buarque, “Vai passar”; e Scissor Sisters, “Comfortably numb” (David Jon Gilmour e Roger Waters).
O post #123: Como remover um presidente, com Rafael Mafei apareceu primeiro em Central 3.
Bianca Pyl e Luís Brasilino entrevistam o professor de geografia da Uerj e da UFF Denilson Araújo de Oliveira e a articuladora da Agenda Nacional pelo Desencarceramento Eveline Duarte no sexto episódio da segunda temporada da série Cidade livre. Eles escreveram para o livro “Mobilidade antirracista” (https://bit.ly/3uItoOh), que nos inspira nesta temporada, respectivamente, os artigos “Geopolítica da morte: periferias segregadas” e “Mobilidade urbana, encarceramento e violações de direitos: a quem serve que pessoas encarceradas fiquem cada vez mais inacessíveis?”. Conversamos sobre o papel do sistema de Justiça na construção da imagem da população negra como inimiga da sociedade, a dificuldade de acesso às penitenciárias como uma punição extra às pessoas presas e seus familiares, a dimensão geopolítica do racismo, a importância dos transportes no controle dos corpos negros, a construção da indignidade e sua aplicação para justificar a segregação e o extermínio, os impactos da pandemia e alguns caminhos para reverter o quadro atual.
Denilson é professor do Departamento e do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Faculdade de Formação de Professores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, professor do Programa de Pós-Graduação em Cultura e Territorialidades da Universidade Federal Fluminense, coordenador do Núcleo de Estudo e Pesquisa em Geografia Regional da África e da Diáspora (Negra) e integrante do Instituto Búzios.
Mulher negra, periférica e estudante de Direito, Eveline é sobrevivente de situação de rua e familiar de pessoa em situação de privação de liberdade. Ela é fundadora do Coletivo Rosas do Deserto de familiares dos apenados, articuladora da Agenda Nacional pelo Desencarceramento, membra da Frente de Desencarceramento do Distrito Federal e da Rede Nacional de Feministas Antiproibicionistas e articuladora e membra da ONG Tulipas do Cerrado – Rede de Redução de Danos e de profissionais do sexo do Distrito Federal e entorno.
O conto da abertura, e a sua interpretação, é de Meimei Bastos, escritora, poeta, formada em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília (UnB), educadora, atriz e coordenadora do Slam Q’brada.
Ilustração: Juliana Del Lama. Foto: Matheus Alves.
Esta publicação foi realizada com o apoio da Fundação Rosa Luxemburgo e fundos do Ministério Federal para a Cooperação Econômica e de Desenvolvimento da Alemanha (BMZ). O conteúdo da publicação é responsabilidade exclusiva do Le Monde Diplomatique Brasil e não representa necessariamente a posição da FRL.
O post Cidade livre, 2ª Temp. #06 – Segregação e repressão, com Denilson Oliveira e Eveline Duarte apareceu primeiro em Central 3.
Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem o professor Adilson Moreira, autor do livro “Racismo recreativo” (https://bit.ly/35METJO), título da coleção Feminismos Plurais, da editora Jandaíra. A obra discute o humor enquanto política de hostilidade a minorias raciais, seja nas redes sociais, nos veículos de comunicação ou no sistema de Justiça. Falamos sobre a importância da intenção na caracterização do racismo, a proliferação de microagressões racistas, a psicologia do humor e o papel que este cumpre em nossa sociedade, as manifestações e os personagens racistas dos programas televisivos, a proteção (e o apoio) do Judiciário aos humoristas racistas, o racismo recreativo como estratégia de dominação, a necessidade de reformulação do conceito de liberdade de expressão a partir da perspectiva do oprimido e muito mais! Adilson é mestre e doutor em Direito Constitucional pela Faculdade de Direito da Universidade de Harvard e bacharel em Direito pela UFMG. *Trilha: Nina Simone, “Backlash blues” (Langston Hughes e Nina Simone); e Rashid “Estereótipo” (Rashid e Skeeter).
O post #122: Racismo recreativo, com Adilson Moreira apareceu primeiro em Central 3.
Neste quinto episódio da segunda temporada da série Cidade livre, Bianca Pyl e Luís Brasilino conversam com o fotógrafo e jornalista João Bertholini e com a ativista independente, publicitária e diretora de arte Neon Cunha. Eles escreveram para o livro “Mobilidade antirracista” (https://bit.ly/3uItoOh), que nos inspira nesta temporada, o artigo “Transicionar o coletivo é preciso”. No texto, João e Neon apresentam um panorama da transfobia e sua relação com o sistema de transportes no país. Falamos sobre como a transfobia atravessa todas as dimensões da vida nas cidades; a violência contra a população LGBTQIA+ no Brasil e a falta de resposta do poder público; o transporte enquanto local privilegiado para as agressões; a política de ódio promovida pela ascensão da extrema direita; e os caminhos possíveis para reverter esse quadro e “transicionar o coletivo”.
O João é fotógrafo e jornalista. Foi artista residente na Casa das Caldeiras, em São Paulo, e, desde 2014, fotografa pessoas LGBTQIA+, principalmente pessoas trans e travesti, para o projeto “Afetividades ordinárias”.
Mulher negra, ameríndia e transgênera, a Neon é ativista independente, publicitária e diretora de arte e é uma das maiores vozes do Brasil na luta sobre despatologização das identidades de pessoas trans. Tem como pauta principal a racialidade interseccionalizada com a transgeneridade como negação da humanidade e é membra conselheira da Comissão de Política Criminal e Penitenciária e da Comissão da Diversidade Sexual da OAB São Paulo.
Trilha: GOG, “Rumo ao Setor Comercial Sul” (GOG e Piolho). Ilustração: Juliana Del Lama. Foto: Matheus Alves.
Esta publicação foi realizada com o apoio da Fundação Rosa Luxemburgo e fundos do Ministério Federal para a Cooperação Econômica e de Desenvolvimento da Alemanha (BMZ). O conteúdo da publicação é responsabilidade exclusiva do Le Monde Diplomatique Brasil e não representa necessariamente a posição da FRL.
O post Cidade livre, 2ª Temp. #05 – Transicionar o coletivo é preciso, com João Bertholini e Neon Cunha apareceu primeiro em Central 3.
Bianca Pyl e Luís Brasilino entrevistam a professora
O post #121: Branquitude, hierarquia e poder, com Lia Vainer Schucman apareceu primeiro em Central 3.
Bianca
O post #120: A crise 2008 e a nova dinâmica do capitalismo, com Iuri Tonelo apareceu primeiro em Central 3.
Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem as ativistas Jô Pereira, Kelly Fernandes e Mayra Ribeiro neste quarto episódio da segunda temporada da série Cidade livre. Elas compartilham seus olhares enquanto mulheres negras e militantes sobre a mobilidade em São Paulo e falam sobre as expressões da opressão de gênero, raça e classe no transporte, a segregação velada que impera nas grandes cidades do país, a relação com o Estado e seus agentes, a desumanização do corpo negro e feminino, a expansão dos ônibus e as estratégias, lutas e conquistas num quadro de resistências.
Jô é graduada em Educação Física, especialista em arte integrativa, criadora e intérprete em dança contemporânea, arte-educadora, treinadora física e desenvolvedora de projetos socioculturais em arte inclusiva e mobilidade ativa de bicicleta. Ela é diretora fundadora do Pedal na Quebrada, idealizadora do Mapa Pedal Afetivo e do Mapa Afetivo da Mobilidade Ativa, atual diretora geral da Ciclocidade, Bicycle Mayor SP e integrante da Rede Mobilidade Periferia-Unifesp Zona Leste de São Paulo.
Kelly é arquiteta, urbanista e especialista em Economia Urbana e Gestão Pública e dedica-se a construir narrativas para evidenciar os efeitos das facilidades e dificuldades da mobilidade no desenvolvimento urbano e na distribuição das atividades e dos grupos sociais no território.
Mayra é diretora executiva da organização social Amalgamar, psicóloga e ativista da Uneafro Brasil.
Trilha: Emicida, “Sementes”. Ilustração: Juliana Del Lama. Foto: Matheus Alves.
Esta publicação foi realizada com o apoio da Fundação Rosa Luxemburgo e fundos do Ministério Federal para a Cooperação Econômica e de Desenvolvimento da Alemanha (BMZ). O conteúdo da publicação é responsabilidade exclusiva do Le Monde Diplomatique Brasil e não representa necessariamente a posição da FRL.
O post Cidade livre, 2ª Temp. #04 – Olhares de mulheres negras, com Kelly Fernandes, Jô Pereira e Mayra Ribeiro apareceu primeiro em Central 3.
Neste terceiro episódio da segunda temporada da série Cidade livre, Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem a vereadora Tainá de Paula e as pesquisadoras Marcelle Decothé e Monique Cruz para um papo sobre a produção e o controle de cidades desiguais. Tainá é autora do artigo “Gênero, raça e cidade: uma nova agenda urbana é necessária” e Marcelle e Monique de “Novas formas de controle policial na perspectiva da cartografia social: mobilidade racial urbana”, partes do livro que inspira esta série, o “Mobilidade antirracista” (https://bit.ly/3uItoOh). Conversamos sobre como as opressões de gênero, raça e classe se articulam para conformar as desigualdades urbanas no Brasil, o elitismo do planejamento metropolitano, a militarização e seu espraiamento para todas as dimensões da vida em sociedade e as manifestações dessa estrutura injusta nos transportes.
Tainá é arquiteta e urbanista e em 2020 foi eleita vereadora pelo PT no Rio de Janeiro. Já atuou em diversos projetos de urbanização e habitação popular, realizando assistência técnica para movimentos de luta por moradia como a União de Moradia Popular e o MTST, e atualmente, presta assistência para o movimento Bairro a Bairro, onde atua como arquiteta e mobilizadora comunitária em áreas periféricas.
Marcelle é doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal Fluminense, mestre em Políticas Públicas em Direitos Humanos e articuladora do Fórum de Juventudes do Rio de Janeiro e do Movimento Liberdade Ativa de Parada de Lucas. Atualmente coordena o eixo de Incidência do Instituto Marielle Franco.
Já a Monique é mestre e doutoranda em Serviço Social pela UFRJ, membra do Grupo de Pesquisa GPSEM, do Fórum Social de Manguinhos, do Coletivo Zacimba Gaba e da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros e Negras (ABPN) e pesquisadora da Justiça Global.
Trilha: Ataque Beliz, “Super” (Higo Melo). Ilustração: Juliana Del Lama. Fotos: Matheus Alves.
Esta publicação foi realizada com o apoio da Fundação Rosa Luxemburgo e fundos do Ministério Federal para a Cooperação Econômica e de Desenvolvimento da Alemanha (BMZ). O conteúdo da publicação é responsabilidade exclusiva do Le Monde Diplomatique Brasil e não representa necessariamente a posição da FRL.
O post Cidade livre, 2ª Temp. #03 – Produção e controle de cidades desiguais, com Tainá de Paula, Marcelle Decothé e Monique Cruz apareceu primeiro em Central 3.
Bianca Pyl e Luís Brasilino conversam com André
O post #119: O papel dos bancos no golpe de 16, com André Flores Penha Valle apareceu primeiro em Central 3.
Acompanhe o segundo episódio da nova temporada da série Cidade livre! Neste programa, Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem Paíque Duques Santarém, militante do Movimento Passe Livre, mestre em Antropologia Social e doutorando no Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo na UnB. Ele é um dos organizadores do livro que inspira esta segunda temporada, o “Mobilidade antirracista” (https://bit.ly/3uItoOh), e autor de diversas contribuições para a publicação, dentre elas o artigo “Ensaio sobre a mobilidade racista”. Na entrevista, Paíque define o que entende por mobilidade racista e explica por que ela vai além da segregação socioespacial e alcança todas as dimensões da vida social por meio de quatro categorias de distinção racial no transporte: territórios e imobilidades; fenótipo e aparência espacial; abordagem econômica da mobilidade racial; e encarceramento modal. Trilha: BNegão, “Giratória (Sua direção)” (BNegão, Fabiano Moreno e Pedro Selector). Ilustração: Juliana Del Lama.
Esta publicação foi realizada com o apoio da Fundação Rosa Luxemburgo e fundos do Ministério Federal para a Cooperação Econômica e de Desenvolvimento da Alemanha (BMZ). O conteúdo da publicação é responsabilidade exclusiva do Le Monde Diplomatique Brasil e não representa necessariamente a posição da FRL.
O post Cidade livre, 2ª Temp. #02 – Transportes e a luta antirracista, com Paíque Duques Santarém apareceu primeiro em Central 3.
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