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Bianca Pyl e Luís Brasilino conversam com o
O post #135: Trabalho e capitalismo, a metamorfose da escravidão, com Tiago Muniz Cavalcanti apareceu primeiro em Central 3.
Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem o pesquisador e jornalista Tiago Soares, autor da tese de doutorado “Make it new: Hayek, modernismo e a invenção do neoliberalismo (1920-1950)” (https://bit.ly/3kb2coM), defendida na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP em 2019. O estudo acompanha a trajetória do economista austríaco Friedrich Hayek e a renovação do pensamento liberal no início do século XX, e faz uma arqueologia da noção de neoliberalismo. Falamos sobre o liberalismo enquanto visão de mundo – portanto, mais que uma corrente econômica –; a influência da conjuntura da primeira metade do século XX na obra de Hayek, com a ascensão soviética, a crise de 1929 e as duas grandes guerras; a ideia de livre mercado como antídoto para o totalitarismo; o peso das formulações de Hayek na fase atual do capitalismo; a atual presença do neoliberalismo mesmo em formações progressistas, como os partidos socialistas e trabalhistas europeus e social-democratas no Brasil; a face fascista do liberalismo; as relações deste com o bolsonarismo; e muito mais! Tiago é doutor em História Econômica pela USP, ativista nos movimentos das tecnologias livres e abertas há cerca de duas décadas e colaborador da Cátedra Unesco em Educação a Distância/Iniciativa Educação Aberta, e da Lavits (Rede Latino Americana de Estudos sobre Vigilância, Tecnologia e Sociedade). *Trilha: Gang of Four, “Damaged goods”; e Gilberto Gil, “Cérebro eletrônico”.
O post #134: Hayek, modernismo e a invenção do neoliberalismo, com Tiago Soares apareceu primeiro em Central 3.
Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem o jornalista Dennis de Oliveira, autor do livro “Racismo estrutural: uma perspectiva histórico-crítica” (https://bit.ly/2X0k3pL), lançado em junho pela editora Dandara. A obra analisa o racismo enquanto fenômeno político, portanto, para além de comportamentos preconceitos, desvios morais ou ainda “falta de educação”. Dennis explica como o racismo articula-se histórica e socialmente nas relações capitalistas a partir da formação do Brasil na periferia global. Conversamos sobre os problemas de se procurar soluções conjunturais questões estruturais, o papel do neoliberalismo em impulsionar o racismo enquanto dimensão individual, as consequências da subalternização da questão racial pela esquerda, teoria marxista da dependência e a função do racismo na superexploração do trabalho em economias periféricas, as armadilhas deixadas pelas ações afirmativas e muito mais! Dennis é professor da Escola de Comunicações e Artes da USP, coordenador científico do Centro de Estudos Latino-Americanos sobre Cultura e Comunicação e pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da USP; e do GT “Epistemologias decoloniais, territorialidades y cultura” do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (Clacso). Ele também é professor visitante da Universidad Minuto de Dios, de Bogotá, e da Faculdad Latino-Americana de Ciencias Sociales, de Buenos Aires, integrante da Cátedra da Universidade Central do Vaticano e autor, entre outros, do livro “Jornalismo e emancipação: uma prática jornalística baseada em Paulo Freire” (Appris, 2017) e organizador da coletânea “A luta contra o racismo no Brasil” (Publisher, 2017). *Trilha: Orquestra de Berimbaus do Morro do Querosene, “Toque de mestre”; e Elena Guarner, Ras Soto e Renato Gama, “Aquilombar” (Renato Gama).
O post #133: Racismo estrutural, com Dennis de Oliveira apareceu primeiro em Central 3.
Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem o pesquisador das Forças Armadas no Brasil João Roberto Martins Filho, organizador do livro “Os militares e a crise brasileira” (https://bit.ly/3jrhG7v), lançado em março pela editora Alameda. A obra, que não poderia ser mais atual, reúne um conjunto de textos que procuram entender as raízes, o significado e as perspectivas da participação dos militares na crise econômica, social e, principalmente, política que atravessa o Brasil. Falamos sobre a de início surpreendente presença castrense no governo Bolsonaro, a identificação das Forças Armadas com a ditadura, a atuação das escolas militares, a adesão ao recente movimento de supermoralização da política, o anticomunismo e o antipetismo, nacionalismo e neoliberalismo, a participação de oficiais nas redes sociais, as perspectivas de golpe com apoio dos militares e muito mais. Professor titular da Universidade Federal de São Carlos, João criou o Arquivo de Política Militar Ana Lagôa, é autor, entre outros, de “O palácio e a caserna – 1964-1969” (Alameda, 2019), e ocupou cátedras no King’s College, em Londres, e na Universidade de Leiden, Holanda. *Trilha: Roberto Carlos, “Todos estão surdos” (Erasmo Carlos e Roberto Carlos); e Pink Floyd, “The Fletcher Memorial Home” (Roger Waters).
O post #132: Os militares e a crise brasileira, com João Roberto Martins Filho apareceu primeiro em Central 3.
Bianca
O post #131: Do partido único ao stalinismo, com Angela Mendes de Almeida apareceu primeiro em Central 3.
Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem a pesquisadora Poliana da Silva Ferreira, autora do livro “Justiça e letalidade policial: responsabilização jurídica e imunização da polícia que mata”, que está sendo lançado em agosto pela editora Jandaíra. A obra analisa as abordagens policiais que resultaram em mortes a partir do estudo minucioso de um único episódio, pra lá de emblemático. No caso, ocorrido na virada de 2014 para 2015, dois homens negros foram mortos pela PM de São Paulo. Exceção à regra, desta vez um dos policiais foi dias depois à delegacia contar que havia executado um dos jovens já desarmado e rendido, porque teria ficado com “raiva”. Apesar da confissão, entretanto, o agente foi absolvido. Poliana analisa em detalhes a atuação dos órgãos públicos ao longo do processo – da PM às instâncias superiores do Judiciário, passando pela Polícia Civil, Corregedoria e Ministério Público – para desvendar o funcionamento do que define como a “blindagem institucional da polícia que mata”, uma engrenagem que deixou 6.416 mortos apenas em 2020 (Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública). Mestre e doutoranda em Direito pela Fundação Getúlio Vargas em São Paulo, Poliana é pesquisadora do Grupo de Pesquisa em Criminologia da Universidade do Estado da Bahia, do Núcleo de Estudos sobre o Crime e a Pena e do Núcleo de Justiça Racial e Direito da FGV. Foi pesquisadora visitante na Universidade Católica de Louvain, na Bélgica, e é bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo e diretora da Plataforma Justa.org.br. *Trilha: Paralamas do Sucesso, “Selvagem” (Bi Ribeiro / Herbert Vianna); e The Clash, “Police & thieves” (Lee Perry e Junior Murvin).
O post #130: Justiça e letalidade policial, com Poliana da Silva Ferreira apareceu primeiro em Central 3.
Atualmente, realizar aborto induzido é crime no Brasil. Contudo, a legislação prevê exceções em caso de estupro, risco de vida para a gestante e feto acefálico. Apesar disso, em 2020 assistimos ao episódio da menina de 11 anos do Espírito Santo que teve que recorrer à Justiça para interromper sua gravidez, mesmo a gestação sendo resultado de um estupro. O procedimento médico foi cercado de protestos até diante do hospital onde foi realizado. Isso acendeu o alerta em relação aos retrocessos que o pouco que está garantido na lei pode sofrer. Neste episódio de estreia do Guilhotina Feminismos, Bianca Pyl, Laura Toyama e Samantha Padro conversam com Priscilla Brito, assessora técnica da CFemea, sobre o levantamento anual que a organização faz do desemprenho de pautas importantes para as mulheres no Congresso Nacional. Conversamos também com a deputada federal Taliria Petrone (PSOL-RJ) sobre os principais entraves que a pauta do direito ao aborto enfrenta na Câmara; e com a doutora em História Marcela Boni, autora do livro “O aborto na vida – experiências femininas” (https://bit.ly/3sdHqXK), acerca dos mitos e estereótipos criados em relação à mulher que aborta e a importância de humanizar as mulheres que escolheram interromper uma gravidez.
O post Guilhotina Feminismos #01 – A questão do aborto e o retrocesso dos direitos reprodutivos no Brasil apareceu primeiro em Central 3.
Caio Maia e Felipe Lobo estão aqui para te apresentar a temporada dois do Secos e Molhados.
O post Secos e Molhados | 2ª temporada, ep.0 apareceu primeiro em Central 3.
Bianca Pyl e Luís Brasilino conversam com a economista Rosa Maria Marques, autora, com Marcel Guedes Leite, Solange Emilene Berwig e Marcelo Álvares de Lima Depieri, do livro “Pandemias, crises e capitalismo” (https://bit.ly/3lIgIFG), publicado em maio pela Expressão Popular. A obra traça um histórico, faz um panorama e aponta saídas (boas e ruins) para a crise atual do capitalismo, agudizada pela pandemia de Covid-19. Rosa explica os fundamentos do colapso de 2007-2008 e as razões da sua permanência, a resiliência do neoliberalismo e sua defesa dos interesses do capital a juros, os impactos da pandemia na desigualdade, os efeitos da emergência sanitária no resgate do serviço público, as perspectivas da crise com a indústria 4.0, internet das coisas etc., e os caminhos apontados pela renda básica e pela ecologia. Rosa tem mestrado (PUC-SP), doutorado (FGV) e pós-doutorado (Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Pierre Mendes, em Grenoble, e na Universidade de Buenos Aires) em Economia e é professora titular de economia da PUC-SP. Foi presidente da Sociedade Brasileira de Economia Política (SEP) e da Associação Brasileira de Economia da Saúde (ABrES). *Trilha: NOFX, “Thatcher fucked the kids” (Frank Turner); Pulp, “Common people” (Candida Doyle, Jarvis Cocker, Nick Banks, Russell Senior e Steve Mackey).
O post #129: Pandemias, crises e capitalismo, com Rosa Maria Marques apareceu primeiro em Central 3.
Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem o sociólogo Frantz Rousseau Déus, autor do livro “Paradoxo haitiano: identidade negra e ‘branqueamento’ na contemporaneidade” (https://bit.ly/37qbrKB), publicado em junho pela editora Appris. A obra analisa a permanência da questão racial no Haiti à luz de uma prática difundida nacionalmente: o consumo de produtos destinados ao “branqueamento” da pele. Conversamos sobre o racismo em um país com 95% da população negra e com a história da Revolução Haitiana, o conceito do movimento indigenista local, a instrumentalização da questão racial pelas ditaduras Duvalier, o fenômeno da despigmentação ou branqueamento da pele, a comparação com a realidade brasileira e os desdobramentos recentes do assassinato do presidente Jovenel Moïse, no dia 7 de julho. *Trilha: Fela Kuti, “Colonial mentality”; Arcade Fire, “Sprawl II (mountains beyond mountains)” (Win Butler, Jeremy Gara, Regine Chassagne, Richard Reed Parry, Tim Kingsbury e William Butler).
O post #128: Identidade negra e “branqueamento” no Haiti, com Frantz Rousseau Déus apareceu primeiro em Central 3.
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