Guilhotina | Le Monde Diplomatique Brasil

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  • #154: Antirracismo, afeto e política nas práticas de mulheres quilombolas, com Mariléa de Almeida

    Bianca Pyl e Luís Brasilino conversam com a historiadora Mariléa de Almeida, autora do livro “Devir quilomba: antirracismo, afeto e política nas práticas de mulheres quilombolas” (https://bit.ly/3hcOnDS), lançado em fevereiro pela editora Elefante. O trabalho, desdobramento da sua tese de doutorado defendida na Unicamp em 2018, parte de visitas e entrevistas com mulheres quilombolas do estado do Rio de Janeiro para analisar como o afeto constitui e confere sentido à luta política antirracista dessas comunidades tradicionais. Falamos sobre a realidade da população quilombola hoje no Brasil, o direito territorial conquistado na Constituinte de 1988, o papel central das mulheres quilombolas, a resistência representada pelas comunidades em todos os sentidos da vida, a educação nos quilombos, a constituição de lugares seguros para a atuação política das mulheres e mais! Mariléa escreve sobre história, literatura, filosofia e psicanálise, é doutora em História pela Unicamp e, em 2020, sua tese recebeu menção honrosa no Prêmio de Teses Ecléa Bosi, promovido pela Associação Brasileira de História Oral. Em 2015, ela realizou doutorado sanduíche na Universidade Columbia (Nova York) sobre feminismos negros estadunidenses. Trilha: Gilberto Gil, “Dandara, a flor do Gravatá” (Gilberto Gil e Waly Salomão); e Banda Pj e Raiz, “Negro Nagô”.

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    55 min
  • #153: As autobiografias de pessoas escravizadas, com Rafael Domingos Oliveira

    Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem o historiador Rafael Domingos Oliveira, autor do livro “Vozes afro-atlânticas: autobiografias e memórias da escravidão e da liberdade”, lançado em 2022 pela editora Elefante. A obra lança mão de autobiografias escritas em inglês por pessoas escravizadas entre os séculos XVIII e XIX para analisar não só o cativeiro, mas também a liberdade e a resistência dos que sofreram com trabalhos forçados e tortura nas Américas, especialmente nos Estados Unidos. Conversamos sobre as condições que propiciaram a produção dessas obras, a recepção dos trabalhos na época, a ausência de obras similares no Brasil, o continente africano relatado nas autobiografias, a violência do rapto e da travessia do Atlântico, as diferentes formas de entender as noções de cativeiro e liberdade no período, a importância fundamental dessas obras e de seus autores na luta abolicionista e muito mais! Rafael é historiador e educador, doutorando em História Social pela Universidade de São Paulo e mestre em História pela Universidade Federal de São Paulo, foi professor da rede pública de ensino do estado de São Paulo e coordenador do Núcleo de Educação do Museu Afro Brasil. É membro do Núcleo de Estudos e Pesquisas da Afro-América (Nepafro) e coordenador do Núcleo de Acervo e Pesquisa do Theatro Municipal de São Paulo. Trilha: The Carolina Chocolate Drops, “Snowden’s Jig (Genuine Negro Jig)”; e Maria Bethânia, “Yá Yá Massemba” (Roberto Mendes e Capinam).

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    49 min
  • #152: Trabalhadoras domésticas, com Juliana Teixeira

    Bianca Pyl e Luís Brasilino conversam com a professora e pesquisadora Juliana Teixeira, autora do livro “Trabalho doméstico”, lançado no fim de 2021 pela coleção Feminismos Plurais, da editora Jandaíra. A publicação debate a história e a atualidade da atividade de trabalhadora doméstica no Brasil a partir de uma pesquisa bibliográfica aprofundada e de entrevistas com mulheres de diferentes idades e trajetórias que exercem a profissão. Falamos sobre a origem desse trabalho durante a época da escravização, a transição (ou a falta de transição) durante a abolição, as heranças do trabalho escravo que marcam a profissão, a coincidência entre local de trabalho e de moradia, a importância da análise interseccional (raça, classe e gênero) do trabalho doméstico, o papel da branquitude nessa relação de opressão e da branquitude crítica para romper com ela, a recente substituição das mensalistas por diaristas, a PEC das Doméestica, a luta das trabalhadoras pela ampliação dos direitos e muito mais. Doutora em administração pela Universidade Federal de Minas Gerais, Juliana é pesquisadora e membra do colegiado do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da Universidade Federal do Espírito Santo, professora Adjunta do Departamento de Administração e do Programa de Pós-Graduação em Administração na mesma instituição, associada da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as e protagonista da Coletiva Compa. Trilha: Elza Soares, BaianaSystem e Virgínia Rodrigues, “Libertação” (Russo Passapusso); e Elza Soares, “O que se cala” (Douglas Germano).

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    1 hr 5 min
  • #151: O Brasil fora do armário: diversidade sexual, gênero e lutas sociais, com Rafael Toitio

    Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem o

    cientista social Rafael Toitio, autor, com Leonardo Nogueira e Maysa Pereira, do
    livro “O Brasil fora do armário: diversidade sexual, gênero e lutas sociais”,
    lançado em 2021 pela Expressão Popular e pela Fundação Rosa Luxemburgo e disponível
    para download em: https://bit.ly/3HRNXhL.
    Parte da coleção Emergências, a obra traça um histórico da sexualidade e do gênero
    no Brasil e no mundo e analisa como essas construções são fundamentais para a
    formação e a manutenção do capitalismo. Conversamos sobre a influência das
    relações de classe nas relações de gênero e de sexualidade ao longo da
    história, a importância da propriedade privada na constituição da família
    patriarcal monogâmica e heterossexual, a construção social do desejo, a
    naturalização dos privilégios masculinos, o choque da chegada dos colonizadores
    com as diferentes formas de viver a sexualidade e as relações de gênero que
    existiam no Brasil, a herança da escravidão para a sexualidade do povo
    brasileiro, os quilombos enquanto resistência ao modelo de família tradicional,
    história e política do movimento LGBTQIA+, a relação contraditória da esquerda
    com a diversidade sexual, limites da “política de identidade”, os avanços da
    agenda LGBTQIA+ durante o período de hegemonia neoliberal e a centralidade da
    diversidade sexual e de gênero na construção de um projeto popular para o
    Brasil. Rafael é doutor em Ciências Sociais pelo Programa de Pós-graduação em
    Ciências Sociais da Unicamp e professor do Instituto Federal de Educação,
    Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte. Trilha: Apokalypsis, “Liberdade” (Zé Brasil); e Elton
    John, “Oscar Wilde Gets Out” (Bernie Taupin e Elton John).

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    1 hr 23 min
  • #150: Alimentação e fome no Brasil contemporâneo, com José Raimundo Sousa Ribeiro Junior

    Bianca Pyl e Luís Brasilino conversam com

    o geógrafo José Raimundo Sousa Ribeiro Junior, autor – junto com Mateus de
    Almeida Prado Sampaio, Daniel Henrique Bandoni e Luiza Lima Silva de Carli – do
    “Atlas das situações alimentares no Brasil: a disponibilidade domiciliar de
    alimentos e a fome no Brasil contemporâneo”, lançado em novembro de 2021 e
    disponível para download em: https://bit.ly/3siHCHg.
    A publicação traça um panorama da fome e da alimentação no Brasil de 2002 a
    2018, mostrando os efeitos provocados pelas diversas desigualdades que marcam o
    país. Falamos sobre as diferenças entre a alimentação de ricos e pobres, as
    variações encontradas em cada região do país e entre campo e cidade, as
    características e os fatores que provocam a fome no país, a relação de raça e
    gênero com as situações alimentares, a saída e o retorno do Brasil ao Mapa da
    Fome da ONU, o avanço dos produtos ultraprocessados, os impactos do governo
    Bolsonaro e da pandemia na insegurança alimentar e muito mais! José Raimundo é
    doutor em Geografia Humana pela USP, foi professor visitante do Instituto de
    Saúde e Sociedade da Unifesp entre 2019 e 2021, é representante da seção São
    Paulo da Associação dos Geógrafos Brasileiros no Conselho Municipal de
    Segurança Alimentar (Comusan) e, desde o início dos anos 2000, desenvolve
    pesquisas acerca da fome na cidade de São Paulo. Sugestões de leitura e referências: Amrita Rangasami, “Women’s
    Roles and Strategies during Food Crises and Famines” (https://bit.ly/326CWto); Katty Radimer et al., “Understanding hunger and
    developing indicators to assess it in women and children” (https://bit.ly/320MWEE); Cheryl Wehler et al., “The Community Childhood
    Hunger Identification Project: a model of domestic hunger – demonstration
    project in Seattle, Washington” (https://bit.ly/3dT8ntL); e Josué de Castro, “Geografia da fome”. Trilha: Bob
    Marley and The Wailers, “Them belly full (but we hungry)” (Carlton Barrett e Lecon
    Cogill); e Racionais MCs, “Tempos difíceis” (Mano Brown).

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    1 hr 3 min
  • #149: O lobby na regulação da publicidade de alimentos, com Marcello Fragano Baird

    Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem o

    cientista político Marcello Fragano Baird, autor do livro “Alimentação em jogo:
    o lobby na regulação da publicidade no Brasil” (https://bit.ly/3m4ngOr),
    lançado em novembro pela editora da Universidade Federal do ABC. A obra analisa
    a atuação de grupos de interesse em torno de uma resolução da Anvisa que pretendia
    estabelecer regras para a propaganda de comidas e bebidas no país. Conversamos
    sobre as características do lobby no Brasil e as consequências da sua não
    regulamentação, a diferença entre grupos de interesses empresarias e públicos, a
    relação destes com as agências reguladoras, as funções da Agência Nacional de
    Vigilância Sanitária e sua proposta de regular a publicidade de alimentos, a
    oposição da indústria, a extensão e as ramificações do lobby empresarial para impedir
    a publicação da resolução da Anvisa, as consequências da alimentação não
    saudável entre a população brasileira e muito mais! Formado em Relações
    Internacionais pela PUC São Paulo e em Ciências Sociais pela USP, Marcello é
    mestre e doutor em Ciência Política pela USP. Entre 2015 e 2016 foi pesquisador
    visitante na Columbia University e atualmente é professor assistente do curso
    de Relações Internacionais na ESPM e professor do MBA em Relações
    Governamentais na FGV. Ele também trabalhou na Prefeitura de São Paulo, no
    Instituto Sou da Paz e hoje em dia é coordenador de advocacy na ONG ACT
    Promoção da Saúde. Link: Artigo da ACT no site do Le Monde Diplomatique Brasil:
    https://diplomatique.org.br/a-era-das-sindemias/.
    Trilha: Vinicius de Moraes, “Samba da benção” (Baden Powel, Marcelo Peixoto e
    Vinicius De Moraes); e Dona Onete, “Jamburana”.

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    1 hr 9 min
  • #148: Uma esquerda para o século XXI, com José Maurício Domingues

    Bianca

    Pyl e Luís Brasilino conversam com o sociólogo José Maurício Domingues, autor
    do livro “Uma esquerda para o século XXI: horizontes, estratégias e
    identidades” (https://bit.ly/3Dmjwxb), lançado em outubro pela editora
    Mauad. A obra, que inaugura a coleção “Esquerda em movimento”, faz um balanço
    da trajetória das principais vertentes da esquerda desde o século XVIII e
    aponta alternativas para a sequência da luta socialista neste momento de
    hegemonia neoliberal e ascensão da extrema direita. Falamos sobre o caráter do
    governo Bolsonaro e a atuação das oposições, a redução do horizonte político da
    esquerda e sua a incapacidade de pautar o debate e mobilizar a população, a
    história da social-democracia, do comunismo revolucionário e do anarquismo, o
    ciclo de manifestações globais iniciado a partir da crise econômica de 2008,
    imediatismo e consequencialismo nas forças de esquerda, os erros e acertos do
    PT, a contribuição das lutas feminista, antirracista e ambiental e a
    importância da democracia para o socialismo. Maurício é professor do Instituto
    de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro
    (Iesp-Uerj) e autor de inúmeros livros, entre eles, “O Brasil entre o presente
    e o futuro”, “Esquerda: crise e futuro”, “Emancipação e história” e “Teoria
    crítica e modernidade política”. Trilha: Titãs, “Comida” (Marcelo Fromer,
    Arnaldo Antunes e Sergio Britto); e Jorge Drexler, “Todo se transforma”.

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    1 hr 8 min
  • #147: Uma história da ciência e do poder, com Tatiana Roque

    Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem a matemática,

    filósofa e historiadora Tatiana Roque, autora do livro “O dia em que voltamos
    de Marte: uma história da ciência e do poder com pistas para um novo presente”
    (https://bit.ly/3ycbczr),
    lançado em novembro pelo selo Crítica, da editora Planeta. A obra apresenta quatro
    séculos de história da ciência, analisando como as transformações sociais incidiram
    no desenvolvimento do conhecimento e da tecnologia e, por outro lado, como esse
    “progresso” influenciou e influencia a sociedade. Conversamos sobre a formação
    das noções modernas de Ciência e Razão e sua relação com o nascimento do
    capitalismo, a importância da teoria da gravidade de Newton, o papel do
    desenvolvimento da álgebra na substituição do recurso a explicações divinas
    para fenômenos naturais, a participação das mulheres na pesquisa científica, a
    Ciência a serviço do colonialismo, as noções de inevitabilidade e neutralidade do
    avanço científico, o otimismo com o progresso e o choque provocado pelas bombas
    de Hiroshima e Nagasaki, a pesquisa bélica como motor do avanço tecnológico a
    partir do pós-guerra, apogeu e declínio dos programas espaciais, aquecimento
    global, Green New Deal, o negacionismo na extrema direita e muito mais! Mestre
    em Matemática e doutora em História e Filosofia das Ciências, Tatiana é
    professora titular do Instituto de Matemática da Universidade Federal do Rio de
    Janeiro (UFRJ), coordenadora do Fórum de Ciência e Cultura, da mesma
    instituição, e pesquisadora associada dos Archives Henri-Poincaré na França.
    Seu livro “História da Matemática: uma visão crítica, desfazendo mitos e
    lendas” foi um dos vencedores do Prêmio Jabuti de 2013. Trilha: The Alan Parsons Project, “Eye in the sky”; e
    Caetano Veloso, “Terra”.

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    1 hr 8 min
  • #146: Mulher, roupa e trabalho, com Mayra Cotta e Thais Farage

    Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem a advogada Mayra Cotta e a consultora de moda Thais Farage. Elas são autoras do livro “Mulher, roupa, trabalho: como se veste a desigualdade de gênero” (https://bit.ly/3o5XQRN), lançado pela editora Paralela em outubro. Na obra, elas investigam a relação das mulheres com a roupa de trabalho e como a opressão de gênero – e raça – se expressa cotidianamente no modo de se vestir. Conversamos sobre a formação do sistema capitalista, patriarcal e racista e sua relação com a roupa de trabalho nos dias de hoje, as diferenças entre o vestuário dos homens e das mulheres, o privilégio da neutralidade das roupas masculinas, indústria da moda, assédio sexual no trabalho, formas de subverter a ordem e utilizar a roupa para transitar melhor no mundo do trabalho, home office e pandemia, uniformes e muito mais!

    Advogada formada pela Universidade de Brasília (UnB), consultora em compliance de gênero, doutoranda em política na New School for Social Research, em Nova York, e mestre em direito criminal pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), Mayra é professora nos departamentos de Politics e Global Studies na Eugene Lang College of Liberal Arts e já trabalhou como assessora jurídica da Comissão de Direitos Humanos no Congresso Nacional e como assessora especial na Secretaria-Executiva da Casa Civil da Presidência da República.

    Thais é consultora de moda e trabalha especialmente com mulheres. Formada em Cinema pela UFF e especialista em estética e gestão de moda pela USP, criou a empresa F*inc e, durante anos, ministrou um workshop para discutir o binômio mulheres × roupa de trabalho.

    Trilha: IZA, “Quem sabe sou eu” (Gabriel Moura, Leandro Fab, Pretinho da Serrinha e Rogê); Lucy Schwartz, “I want the sky”.

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    50 min
  • #145: Judiciário e política no Brasil, com Marcelo Semer

    Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem o desembargador Marcelo Semer, autor do livro “Os paradoxos da Justiça: Judiciário e política no Brasil” (https://bit.ly/32zYL4v), lançado em agosto pela Contracorrente. A obra traça um diagnóstico das contradições encontradas no Judiciário brasileiro, um poder cada vez mais em evidência no país. Falamos sobre a perda de credibilidade da Justiça, o aumento do número de processos, a sua relação com o Executivo e o Legislativo, a judicialização da política e a politização da justiça, o papel contramajoritário dos juízes, Operação Lava Jato, populismo penal, práticas autoritárias do Judiciário, Lei de Anistia, golpe de 16, governo Bolsonaro e mais! Doutor em Criminologia e mestre em Direito Penal pela USP, Marcelo é desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, membro e ex-presidente da Associação de Juízes para a Democracia (AJD) e autor de “Entre salas e celas: dor e esperança nas crônicas de um juiz criminal” (Autonomia Literária, 2017) e “Sentenciando tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento” (Tirant Lo Blanch Brasil, 2019). Trilha: Chico Buarque, “Roda viva”; e Roberto Carlos, “Como dois e dois” (Caetano Veloso).

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    1 hr 19 min

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