Guilhotina | Le Monde Diplomatique Brasil

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Guilhotina | Le Monde Diplomatique Brasil episodes

  • #118: Transfeminismo, com Letícia Nascimento

    Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem a

    professora Letícia Nascimento, autora de “Transfeminismo” (https://bit.ly/2SknpRC),
    décimo livro da coleção Feminismos plurais, lançado em maio pela editora Jandaíra.
    No trabalho, ela traz ao público geral explicações sobre os conceitos de
    gênero, transgeneridade, mulheridade, feminilidade e mais. Conversamos sobre a
    disputa de sentidos em torno do conceito de gênero e como assegurar a aceitação
    de mulheres transexuais e travestis no feminismo, as contribuições do
    transfeminismo para o feminismo como um todo, a performatividade de gênero e
    sua importância para a compreensão das corporalidades transgêneras, a luta para
    superar a patologização da transexualidade, a autodeterminação dos corpos e os
    desafios para combater o transfeminicídio no Brasil. Letícia é mulher travesti,
    negra e gorda, filha de Xangô no Candomblé Ketu e de Cabocla na encantaria da
    Jurema. Pedagoga e professora da Universidade Federal do Piauí e doutoranda em
    Educação na mesma instituição. É vinculada aos núcleos de pesquisa Nepegeci/UFPI,
    Rimas/UFRPE e POCs/UFPelotas e pesquisadora filiada à Associação Brasileira de
    Pesquisadores Negras e Negros e à Associação Internacional de Pesquisa na
    Graduação em Pedagogia. Ativista do Acolhe Trans e do Fórum Nacional de
    Travestis e Transexuais Negras e Negros. Sugestões de links da Letícia – Documentários:
    Disclosure (https://www.netflix.com/title/81284247),
    Laerte-se (https://www.netflix.com/title/80142223)
    e A vida e a morte de Marsha P. Johnson (https://www.netflix.com/title/80189623);
    série: Pose (https://www.netflix.com/title/80241986);
    Filme: Alice Júnior (https://www.netflix.com/title/81196768);
    e perfis do Instagram: @profaleticia_, @meggrayaragomesde, @thiffanyodara,
    @jovannacardoso, @afrotrasncendente, @tdetravesti, @instadajaqueline,
    @acarolinaiara, @hilton_erika, @gabrielaloran, @ericamalunguinho,
    @venturaprofana e @neoncunha. *Trilha: Ventura Profana e Podeserdesligado, “Resplandescente”;
    e Urias, “Andar em paz” (Alice Caymmi e Lan Lanh).

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    57 min
  • Cidade livre, 2ª Temporada – #01 – Racismo e mobilidade, com Rafaela Albergaria, Elisa Lucinda e Vilma Reis

    Tem série nova no ar. Lançamos agora a segunda temporada da nossa série sobre mobilidade Cidade livre! No primeiro episódio, conversamos com a poetisa, jornalista, escritora, cantora e atriz Elisa Lucinda, com a assistente social Rafaela Albergaria e com a socióloga Vilma Reis. Rafa é uma das organizadoras, com Daniel Santini e Paíque Duques Santarém, do livro que vai inspirar esta temporada, o “Mobilidade antirracista” (https://bit.ly/3uItoOh), lançado em abril pela Fundação Rosa Luxemburgo e pela Autonomia Literária. A obra – e também esta série – reúne mais de vinte pesquisadores, artistas, ativistas e gestores públicos – de origens, vivências e lugares dos mais diversos – para analisar o sistema de transportes no Brasil com um olhar especial para a questão do racismo. Neste lançamento, Rafa faz uma apresentação do livro, explica os encadeamentos entre racismo e mobilidade no Brasil e dialoga com Elisa e Vilma, autoras da apresentação e do posfácio do livro, sobre sua experiência e suas análises do transporte público enquanto mulheres negras e ativistas antirracistas. 

    A Rafaela é militante antirracista, abolicionista e feminista negra, mestre pela Escola de Serviço Social da UFRJ e pesquisadora em direitos humanos, política públicas, mobilidade urbana, direito à cidade e racismo institucional. Em 2019 ela lançou o livro “Não foi em vão: mobilidade, desigualdade e segurança nos trens metropolitanos do Rio” (https://naofoiemvao.casafluminense.org.br/), em que registra, ao lado de João Pedro Martins Nunes e Vitor Mihessen, a história de Joana, sua prima-irmã que foi morta em 2017 ao embarcar num trem de subúrbio no Rio de Janeiro.

    A multiartista Elisa Lucinda é uma das escritoras que mais contribuíram para popularizar a poesia no Brasil. Dentre seus 18 livros, estão “Parem de falar mal da rotina” e “A menina transparente”, que lhe rendeu, em 2002, o prêmio Altamente Recomendável da Fundação Nacional do Livro Infanto e Juvenil. Já o seu romance “Fernando Pessoa: o cavaleiro de nada” foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura em 2015. Suas publicações mais recentes são, “Vozes guardadas”, de 2017, e “O livro do avesso: o pensamento de Edite”, de 2019. Como atriz, Elisa possui dezenas de trabalhos na televisão, no cinema e no teatro, como a novela “Mulheres apaixonadas”, o filme “A causa secreta” e a peça “Parem de falar mal da rotina”, em cartaz desde 2002. Em 2008 ela fundou, em parceria com a atriz Geovana Pires, a instituição Casa Poema, que desenvolve cursos de Poesia Falada. Dentre os projetos realizados está o Versos de liberdade, que ensina a palavra poética a jovens que cumprem medidas socioeducativas, pessoas em vulnerabilidade e pessoas trans.

    Vilma é socióloga, defensora dos Direitos Humanos, ativista do Movimento de Mulheres Negras e cofundadora da Coletiva Mahin Organização de Mulheres Negras.

    *Links: Estudo Iser (https://bit.ly/3bIyaUD); Mapa da Desigualdade (https://bit.ly/2Rxpt8Q); Cidade livre #05 – Cleo Manhas e Rafaela Albergaria (https://bit.ly/3yi6UpF). Trilha: Ney Matogrosso, “Tem gente com fome” (João Ricardo e Solano Trindade). Ilustração: Juliana Del Lama.

    Esta publicação foi realizada com o apoio da Fundação Rosa Luxemburgo e fundos do Ministério Federal para a Cooperação Econômica e de Desenvolvimento da Alemanha (BMZ). O conteúdo da publicação é responsabilidade exclusiva do Le Monde Diplomatique Brasil e não representa necessariamente a posição da FRL.

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    1 hr 44 min
  • #117: Estados de exceção, com Luis Manuel Fonseca Pires

    Bianca Pyl e Luís Brasilino conversam com o juiz e professor de Direito Luis Manuel Fonseca Pires, autor do livro “Estados de exceção: a usurpação da soberania popular” (https://bit.ly/341danW), lançado em março pela Contracorrente. Na obra, ele analisa a profusão de estados de exceção (no plural mesmo) dos últimos anos e seu caráter fantasmagórico, dissimulado e fragmentado. Uma dominação muito mais sofisticada que os regimes de exceção do passado. Falamos sobre o conceito de estados de exceção, a contradição entre a Constituição de 1988 e o ciclo neoliberal das últimas décadas – e a demanda por exceções que daí surgem –, o papel do medo e outros afetos na justificação desses estados, o autoritarismo visto como liberdade, a servidão voluntária do Direito e muito mais! *Trilha: David Bowie, “1984”; e “Big Brother”.

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    1 hr 9 min
  • #116: O ciberativismo na África, com Serge Katembera

    Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem neste episódio o mestre e doutor em Sociologia pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) Serge Katembera. Ele defendeu em fevereiro a tese de doutorado “Mobilização e cidadania: o ciberativismo na África francófona”. Na pesquisa, ele analisa o papel do ativismo digital nos movimentos sociais de diversos países de língua francesa do continente. Conversamos sobre a importância da Primavera Árabe neste ciclo atual de protestos, a longa tradição de mobilizações populares na África durante o século XX, os conceitos de cidadania e as demandas levantadas pelos ativistas, o pan-africanismo e a importância do conceito de raça, a recepção do pan-africanismo no Brasil e a captura do ativismo digital pela extrema direita. *Links: Guilhotina #113 – Cristiano Rodrigues (https://bit.ly/3y1SEBb); artigo na Serrote, disponível apenas para assinantes da revista, “Contra o racismo, a identidade reafirmada” (https://bit.ly/3eA40Vl); artigo sobre creches, “Quais crianças sua branquitude escolhe proteger?” (https://bit.ly/3vWdNuT); e artigo “Infância, raça e ‘paparicação’”, de Fabiana de Oliveira e Anete Abramowicz (https://bit.ly/3eCidkC). *Trilha: Papa Wemba, “Yolele”; e Yvonne Chaka Chaka, “Umqombothi”.

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    1 hr 6 min
  • Especial Todo Mundo É Artista – 100 Anos de Joseph Beuys

    Ainda pouco conhecida no Brasil, a produção artística de Joseph Beuys se expressa na forma de desenhos, esculturas, ações, atuação política, educativa e de diversos escritos. Beuys morreu em 1986 e completaria 100 anos no dia 12 de maio. A prática do diálogo, da participação do público e do questionamento sobre as potências e limites da arte são algumas das suas provocadoras contribuições para a produção artística contemporânea. Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem neste episódio especial as artistas visuais e pesquisadoras Regina Johas, doutora e pós-doutora em Artes Visuais, membro do corpo docente do Departamento de Artes Visuais da Universidade Federal do Rio Grande do Norte; e Dália Rosenthal, docente do Departamento de Artes Plásticas da Escola de Comunicação e Artes da USP, mestra em História da Arte e doutora em Poéticas Visuais pela Unicamp com a dissertação “O elemento material na obra de Joseph Beuys” e a tese “Do interno no tempo”. Este episódio é uma parceria do Le Monde Diplomatique Brasil com o Goethe-Institut Brasil. Para saber mais sobre Joseph Beuys, visite a página do Goethe-Institut Brasil na internet. As músicas que vocês ouviram nesse episódio são cantadas pelo próprio Beuys (Sonne statt Reagan 1982 e Ja Ja Ja Ne Ne Ne 1968). Link: Artigo Joseph Beuys: o elemento material como agente social, de Dália Rosenthal; Gordura, feltro e mitos; e Moldar a sociedade como uma escultura.

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    1 hr 4 min
  • #115: Quanto custa a proibição das drogas?, com Julita Lemgruber

    Quanto o governo gasta em políticas para reprimir o comércio e o consumo de drogas ilícitas no Brasil? E o que poderia ser feito com esses recursos, seja em políticas sociais, seja na própria segurança pública? Convidada desta semana de Bianca Pyl e Luís Brasilino, a socióloga Julita Lemgruber coordena um projeto que procura responder essas perguntas, o “Drogas: quanto custa proibir?” (https://drogasquantocustaproibir.com.br/). Conversamos sobre os resultados do estudo “Um tiro no pé: impactos da proibição das drogas no orçamento do sistema de justiça criminal do Rio de Janeiro e São Paulo”, lançado em março pelo projeto, e sobre os reais objetivos dessa política que, em termos de redução do consumo de substâncias ilegais, é um fracasso retumbante. Julita é coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Candido Mendes (Cesec) e foi diretora geral do Departamento do Sistema Penitenciário e ouvidora de polícia no estado do Rio de Janeiro. É autora dos livros “Cemitério dos vivos: análise sociológica de uma prisão de mulheres”, “Quem Vigia os Vigias”, em co-autoria com Leonarda Musumeci, e “A dona das chaves”, com Anabela Paiva. *Trilha: Tim Dup (feat Gaël Faye), “Porte du soleil” (Tim Dup, Guillaume Poncelet e Renaud Letang); e Beastie Boys, “Transitions” (Beastie Boys e Money Mark).

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    55 min
  • #114: Formação política do agronegócio, com Caio Pompeia

    Bianca Pyl e Luís Brasilino conversam com o antropólogo Caio Pompeia, autor do livro “Formação política do agronegócio” (https://bit.ly/3t4Owww), lançado em fevereiro em parceria da editora Elefante e com O Joio e O Trigo. A obra detalha a trajetória do agribusiness no Brasil, do surgimento do conceito nos Estados Unidos ao governo Bolsonaro, analisando a postura das entidades que representam seus interesses. Conversamos sobre as mudanças provocadas no campo brasileiro por essa visão que opera a agropecuária de forma entrelaçada com a indústria e os serviços, os principais atores políticos do setor, a bancada ruralista, o boom das commodities e os altos e baixos da relação com os governos petistas, os conflitos agrários, a postura durante o golpe de 2016, a adesão ao bolsonarismo e a ascensão da extrema-direita, os impactos da postura antiambiental do atual governo, a campanha “O agro é pop” e as bandeiras do agronegócio para o próximo período. Caio é pesquisador do Programa de Pós-Doutorado em Antropologia Social da USP e doutor pela Unicamp, com período como pesquisador visitante na Universidade Harvard. É membro do Grupo de Estudos sobre Mudanças Sociais, Agronegócio e Políticas Públicas da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Links: Artigo na Revista Brasileira de Ciências Sociais, “Concertação e poder: o agronegócio como fenômeno político no Brasil” (https://bit.ly/3aP8Z2k); artigo na Horizontes Antropológicos, “‘Agro é tudo’: simulações no aparato de legitimação do agronegócio” (https://bit.ly/3vrnTUg); Guilhotina #108, com Fernanda Perrin (https://bit.ly/330CFFq). *Trilha: Pena Branca e Xavantinho, “Cio da terra” (Chico Buarque e Milton Nascimento); e Ruspo, “Chatuba do Agroboy”.

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    1 hr 28 min
  • Cerrado dos Povos: Saberes e Biodiversidade #02 – Desmatamento e resistências nos territórios

    O Cerrado já teve mais da metade das suas matas nativas devastada ao longo do tempo, em razão sobretudo da expansão da fronteira agrícola. O processo de modernização conservadora da agricultura na região, a partir da década de 1960, foi favorecendo essa expansão avassaladora do desmatamento. Mas não se trata de um fenômeno relegado ao passado. Neste segundo episódio da série especial do Guilhotina, feita em parceria com a ActionAid Brasil e a Campanha Nacional em Defesa do Cerrado, Bianca Pyl e Luís Brasilino entrevistam Diana Aguiar, assessora política da Campanha; Joice Bonfim, integrante da coordenação da Associação dos Advogados dos Trabalhadores Rurais; e Valéria Santos, da Articulação da Comissão Pastoral da Terra do Cerrado. Conversamos sobre o quadro histórico do desmatamento no Cerrado, o desmonte das políticas ambientais e fundiárias no Brasil e o aumento de incêndios criminosos na região. Além disso, Diana, Joice e Valéria também analisam as formas de resistência das comunidades que seguem lutando para manter seus territórios de direito e assegurar a conservação das matas, da biodiversidade e das águas, base fundamental para a reprodução sociocultural de seus modos de vida. Para saber mais sobre os temas abordados neste episódio, acesse https://campanhacerrado.org.br/.

    Trilha

    Abertura e encerramento: African Impression

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    1 hr 5 min
  • #113: Protesto negro e ativismo institucional no Brasil e na Colômbia, com Cristiano Rodrigues

    Bianca Pyl e Luís Brasilino conversam com o cientista político Cristiano Rodrigues, autor do livro “Afro-latinos em movimento: protesto negro e ativismo institucional no Brasil e na Colômbia”, lançado 2020 pela editora Appris. A publicação traz uma análise comparada do movimento negro e da evolução institucional da questão racial no Brasil e na Colômbia. Conversamos sobre a importância dos estudos raciais analisarem países da América Latina e não apenas os Estados Unidos, a discussão sobre a democracia racial e a mestiçagem na Colômbia e no continente como um todo, o papel do movimento negro nas constituintes brasileira (1988) e colombiana (1991), as dificuldades trazidas pela luta armada e mais! Cristiano é doutor em Sociologia pelo Instituto de Estudos Sociais e Políticos da UERJ, professor adjunto do Departamento de Ciência Política e do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da UFMG. Foi pesquisador visitante do Departamento de Sociologia e do Centro de Educação em Gênero e Sexualidade da San Francisco State University e é pesquisador do MARGEM – Grupo de Pesquisa em Democracia e Justiça, e do grupo NEPEM, o Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Mulher (ambos vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da UFMG) e da Rede de Pesquisas em Feminismos e Política. *Trilha: Elis Regina, “O mestre-sala dos mares” (Aldir Blac e João Bosco), e Nina Simone, “To be young, gifted and black” (Nina Simone e Weldon Irvine).

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    1 hr 1 min
  • #112: Os 25 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás, com Eric Nepomuceno

    No

    dia 17 de abril completam-se 25 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás, ação
    brutal da Polícia Militar do Pará que assassinou 22 militantes do Movimento dos
    Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e deixou dezenas de feridos na rodovia
    PA-150, no sudeste do Pará. Para relembrar esse episódio, Bianca Pyl e Luís
    Brasilino recebem o jornalista, escritor e tradutor Eric Nepomuceno, autor do
    livro “O massacre: Eldorado dos Carajás – uma história de impunidade” (https://www.record.com.br/produto/o-massacre/), lançado em 2007 e relançado em
    2019 pela editora Record. A obra reconstitui o passo a passo da Polícia Militar
    naquela quarta-feira a partir da leitura das quase 20 mil páginas que integram
    os inquéritos que investigaram o caso, visitas aos assentamentos rurais na
    região de Marabá e de entrevistas com políticos paraenses, jornalistas,
    promotores e advogados e, claro, sobreviventes. Em pauta, a realidade violenta
    e o quadro de exclusão social do Pará, a organização dos trabalhadores
    sem-terra, a marcha que o MST organizava à época até a capital Belém, o dia do
    massacre e a impunidade que envolve o caso. Eric traduziu para o Brasil alguns
    dos mais importantes autores de língua espanhola, entre os quais Juan Rulfo,
    Julio Cortázar, Eduardo Galeano e Gabriel García Márquez. De 1965 a 1986 atuou
    como jornalista no Jornal da Tarde,
    na revista Veja e na TV Globo e
    atualmente é colunista do jornal mexicano La
    Jornada e do argentino Página 12.
    É autor de diversos livros, dentre os quais Memórias
    de um setembro na praça, Quarenta
    dólares e outras histórias, Hemingway
    na Espanha, Coisas do mundo, A palavra nunca e Quarta-feira. Recebeu quatro prêmios Jabuti, pela tradução dos
    livros Doze Contos Peregrinos, As Armas Secretas e Cem anos de Solidão, e pela
    autoria do livro sobre o Massacre de Eldorado dos Carajás. Áudio de abertura:
    Maria Abadia Barbosa em entrevista à TV Globo, disponível em https://glo.bo/3dgY9DG. *Trilha: Manos da Baixada de Grosso Calibre, “Eldorado dos
    Carajás”.

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    46 min

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