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Aqui estamos, mais um dia sob os olhares virtuais de quem nos vigia. Vocês não sabem como é caminhar com a cabeça sob a mira de uma webcam. Câmera chinesa ou de Taiwan... Mas a gente segue a luta no nosso cárcere optativo, enquanto outros, sem possibilidade de escolha, estão ainda mais ameaçados em seus cárceres obrigatórios. Neste episódio do Heavy Hour, abordamos com Silvana, direto de Salvador, da organização Reaja ou Será Morto, Reaja ou Será Morta (https://reajanasruas.blogspot.com), como que segue sendo excluída a população carcerária e como é possível auxiliar neste momento com singelas - mas difíceis - ações quem é colocado no último degrau da pirâmide societária do capitalismo. Avançamos também, direto do Rio de Janeiro, cidade desespero, com o videoativista e fundador da plataforma Bombozila (https://bombozila.com), Victor Ribeiro, sobre o agravamento dessa situação toda em comunidades também desassistidas - aliás, centros definidos de forma leviana e maniqueísta pelos capitalistas da idade mídia como o último estágio antes de se tornar parte da população de presos (ou mortos em "confrontos" com a polícia) do Brasil. Fez a gente, nos nossos lugares seguros de isolamento, brancos de classe média, refletir o quão estranha é esta coincidência de que o tal Covarde-19 vai agir tão ferozmente sobre a população mais frágil, deixando de ser nesses lugares um "simples resfriado", mas um efetivo ato de uma política fascista higienista em andamento no país já há um bom tempo.
Setlist:
E é só o começo... Como a gente deve fazer para aguentar tanta pressão?! Pressão financeira, pressão política, pressão sentimental. A quarentena forçada - ou a ausência dela por falta de condições - é tratada neste Heavy Hour, em que trazemos depoimento desde a Itália, passando pela zona rural de Viamão, o bairro Cascata, em Porto Alegre, e os autoisolados (imolados?) no estúdio. Temos as ferramentas da tecnologia, que nos permitem encontrar os amigos e trabalhar remotamente. A política, que determina os rumos de um povo que está aprendendo a ser solidário, está lutando contra os desmandos de um debiloide malévolo. E há, ainda, a possibilidade do uso - moderado, ou não, depende de cada um - de substâncias que alteram os estados de consciência no Estúdio Monstro. Tudo isso, mais a boa e velha música, de Moska à Puccini, fazem parte de mais um Heavy Hour histórico! Márcia Villanova e Gabriela Godoy tentam trazer um pouco de lucidez e sanidade ao debate desvairado da turma pesada do Coletivo Catarse. Bom proveito e até a próxima semana, pois daqui não sairemos tão cedo!
Setlist:
Nesta edição do Heavy Hour, além de estrear novas ferramentas de alta tecnologia do confinamento, trocamos uma ideia sobre a exploração dos trabalhadores e a falta de recursos materiais e humanos nos hospitais e postos de saúde diante da pandemia mundial do Coronavírus – este sendo homenageado com a música inicial do programa! Até parece que as políticas liberais, de privatização da vida, do governo atual estão se voltando contra eles, é isso?! O Covid-19 está colocando em xeque o discurso neoliberal? Será?! Enquanto o "presidente" da república chama, no colmo da estupidez e contradizendo os especialistas do mundo inteiro e de todas as tendências políticas possíveis, a população a “voltar à normalidade”, seguido por empresários donos de multinacionais que mostram sua verdadeira cara genocida, afirmando publicamente que seu lucro vale mais que a vida dos seus empregados, recebemos no Estúdio Monstro… Quer dizer… Remotamente… Jonas Reis, Diretor Geral do SIMPA (Sindicato dos Municipários de Porto Alegre), e Ana Paula de Lima, Coordenadora Adjunta do Conselho Municipal de Saúde. Ainda contamos com participação em áudio do presidente da CUT-RS (Central Única dos Trabalhadores), Amarildo Cenci. Os três convidados fazem a retrospectiva da luta trabalhista dos últimos anos, do sucateamento sofrido nos setores públicos e seus impactos desastrosos hoje bem no momento de se preparar para lidar com milhares de infectados numa hecatombe de saúde pública.
A isso, somam-se outras questões: e os trabalhadores que não podem ficar confinados em casa? Aos quais os patrões nem fornecem as condições de proteção mínimas no trabalho? São milhares de pessoas que se arriscam ao contágio diariamente para que outros possam ficar a salvo nas suas casas… A prefeitura de Porto Alegre declarou guerra aos servidores no início da gestão atual, o governo federal odeia também tudo que é público, mas quem é que vai salvar a pátria? O SUS... E como fica essa relação?
Este Heavy Hour tem muito pano para a manga e vai seguir em mais dois episódios, focando na questão da saúde (física e mental) em tempos de confinamento e problemáticas ligadas à economia e geopolítica.
Playlist apocalíptica:
Nas vésperas do fim dos tempos, a maior banda do planeta abrilhanta mais uma parte do que estamos chamando de Tronco Metaleiro - uma revisitada a partir de nossos conhecimentos da genealogia do Heavy Metal. E Metallica não está na base deste tronco, mas, com certeza, é um dos maiores galhos a que os primogênitos do gênero geraram. Metallica é derivada - e talvez a principal referência - dos riffs rápidos do trash metal, mas que construiu na sua única história o seu pop metal - o que causou pânico em muitos dos seus fãs a partir dos álbuns Load e Reload. Há também a trágica perda de um excelente baixista como Cliff Burton, a contribuição do maior bateirista medíocre da história e a produção de um sem número de clássicos que se ouve até hoje sem serem superados.
Este episódio é uma homenagem à vida de Leandro Bira dos Santos.
Setlist:
Mestre Paulo Romeu, que tocou com Bedeu, que tocou com o Grupo Pau Brasil, que viu nascer e fez parte da criação do swing, o Samba Rock riograndense, com Luis Vagner e Companhia. Ele não queria ser chamado de Mestre Griô, mais por reverẽncia aos mais antigos, mas a verdade é que não teve jeito! Ele foi ungido pela Troica chalacera do Heavy Hour e entra definitivamente na nossa galeria do Espaço Griô, do Ponto de Cultura e Saúde ventre Livre! Educador popular, professor de música, ativista do Afrosul Odomodê, Paulo Romeu é também um grande contador de histórias, compositor e cantor. Isso ele demonstra pra toda gente em uma hora e meia de muita música e curtição!
Setlist:
A Ação Griô foi uma importante política pública da época em que o Brasil tinha Ministério da Cultura. Uma outra era que deixou um saudoso tempo em que, através desse reconhecimento, ficamos conhecendo tanta gente que carrega a história e o conhecimento de suas comunidades e, através da oralidade, as passa para as gerações mais novas, sendo responsável por manter e transformar as tradições. Quando produzimos o documentário O Grande Tambor, tivemos a sorte de conhecer Dona Sirley, autêntica Griô da nossa terra, mulher de coração enorme, só menor que sua imensa capacidade de transformar a palavra em histórias e memórias. A mãe de toda a griotagem, como a chamamos aqui no Coletivo Catarse, nos trouxe lembranças, ritmos, música, brincadeiras, memórias de uma Pelotas em que o Carnaval era um dos maiores do país. Esse programa faz parte da série Espaço Griô, parceria com o Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre, uma política pública implementada em edital da Secretaria de Estado da Cultura do RS.
Setlist:
Francisco Alves - Onde o céu é mais azul
Na quarta feira de cinzas o Sepultura vai reduzir tudo a pó! A surpresa ao se ouvir o mais recente álbum da maior banda brasileira de todos os tempos é o mote desse HH pós carnaval. Quadra é uma lição de fúria, ritmo e até mesmo melodia, naquilo que uma banda de metal pode oferecer de melhor: peso e velocidade em riffs matadores. O antigo e o novo estão ali, se misturando e constituído uma sonoridade apocalíptica, que casa muito bem com a desgraceira que vivemos nesse planeta cada dia mais próximo do fim. Andreas Kisser, Derick Green, Eloy Casagrande e Paulo Jr lançaram um álbum cheio de conceitos que ficará na história do rock pesado mundial! Pra completar a gente TB ouve um pouco do que era a banda qd tinha Max e Igor Cavalera nas suas fileiras; aquela brasilidade que escorre a cada palhetada, cada virada de bateria, cada verso bem gritado! Pra erguer a moral depois do carnaval, Sepultura!
Surgido no ano de 1964, no auge do movimento MOD londrino, o The Who deixa a capital britânica para se tornar uma das mais importantes e influentes bandas da história do rock! Com músicas e letras marcantes, quebradeiras nos palcos e som ensurdecedor, Pete Toushend, Roger Daltrey, John Entwistle e Keith Moon, apresentam ao mundo a fórmula que define toda a rebeldia e ousadia dos celebrados anos 60! Neste episódio Tronco Metaleiro do Heavy Hour, apresenta-se a banda que atraiu a atenção de fãs e artistas desde seu aparecimento na cena rockeira britânica da época! De Robert Plant, voz do Led Zepellin, ao virtuoso baixista do Yes, Chris Squire - a sonoridade, o estilo e a estética desenvolvida pelo The Who serviu de inspiração para toda uma geração de artistas que surgiu logo em seguida. Já consagrado nos palcos, o The Who aventurou-se por outras esferas de criação artística como o cinema! O filme Tommy, que inaugura as “óperas rock”, é um bom exemplo dessa fase! No programa de hoje, clássicos como My Geaneretion, Magic Bus, Behind Blue Eyes, Who Are You, além de muitos outros, estarão sendo prazerosamente ouvidos e comentados! Deleite-se!
Playlist:
The Who - Who are you
Para cada projeto de ditardozinho furreco e seus AI 5, um Carlos Marighella e uma Marielle a lutarem pelo Brasil!
A mineração pra tirar leite de pedra vai acabar com os últimos resquícios de meio ambiente no RS, sem falar que a boa e velha classe média vai tomar banho em água podre por muito tempo em Porto Alegre... Mas o limite da opressão está na força que somos capazes de organizar. Esta frase de Steban Hidalgo, que participa com depoimento e canção deste Heavy Hour, traz o mote do programa: a resistência organizada a partir de sindicatos, entidades da sociedade civil, cidadãos e cidadãs engajados socialmente contra a mineração. Quando nossas vidas estão correndo risco por conta da ganância de poucos, que sempre prevalece no capitalismo, a sobrevivência depende da mobilização popular. No programa desta semana, os ecochatos (Ana Guimaraens, do SindBancários, Marcelo Roncato, das praças públicas, e Anahi Fros, das feiras ecológicas) biodesagradam a agenda do capital mineral no Rio Grande do Sul mais uma vez. Entre risadas de bruxa e músicas ao vivo, denunciamos os delírios de megaprojetos de mineração orquestrados por transnacionais para sugar o Pampa.
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