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O chamado internacional da Semana de Agitação em Solidariedade aos/às Anarquistas Presos/as trouxe conosco Gro, integrante da Coordenadora 18 de Octubre pela Libertação dos Presos Políticos e da Feira Anticarceraria em direto do Chile, e Sinistro Parrhesia, que, desde Porto Alegre, nos traz um relato de uma experiência de vida nas masmorras do Estado e da situação atual nos presídios do Rio Grande do Sul. Este programa questiona a instituição carcerária, uma máquina de extermínio que se fundamenta na justiça burguesa para proteger os interesses dos poderosos… Em homenagem à luta de Sacco e Vanzetti, este programa traz para o público a dignidade dos Mapuche e a determinação dos anarquistas que lutam dentro e fora das prisões contra a dominação. Liberdade aos presos e presas políticos!
Playlist encarcerada no coração:
Uma lutadora romântica e apaixonada pela cultura de Porto Alegre. No Espaço Griô do Heavy Hour nesta semana, a conversa restauradora de ânimos e afetos nos faz viajar nos tempos de Oswaldo Aranha, Porto Reggae, FSM e nos traz, hoje, aquela vontade de dançar e sorrir, enquanto se luta! Nossa viagem, na companhia luxuosa de Marietti Fialho, inicia lá no início dos anos 90, na tradicional Lancheria do Parque, caminha pelas ruas de uma Porto Alegre negra e reggaera, enfrenta o machismo e o preconceito racial, conhece cada canto desse estado, vai pelo mundo e volta pra seguir indo à luta, sem jamais esquecer o romantismo. Marca tradicional na arte feita por esta mulher ícone da música feita na nossa cidade. Esse bate-papo nos trouxe lembranças e conhecimentos antigos, nos deu sede de limonada e etílicos, fez rodar Da Guedes pela primeira vez no programa e mostrou quais os caminhos de reinvenção e resistência essa artista segue trilhando, mesmo em pleno isolamento pandêmico. Os motivos de admiração por essa trajetória são óbvios! Muita gente já sabe, desde os tempos de Ipanema FM. Para você, que não conhece ainda, essa é uma oportunidade de ouvir e curtir a natureza guerreira e amorosa de Marietti Fialho!
Para acompanhar a cantora e compositora entre e se inscreva no canal:
Setlist:
Se o machismo é um dos pilares estruturantes do capitalismo, o feminismo é seu antídoto na busca pela igualdade de direitos e pela vida. Thaís e Itauane, da Clínica Feminista na Perspectiva Interseccional, que trabalha a escuta e o acolhimento, lutam contra a baixa qualidade da internet e batalham pelo seu direito de falar e serem escutadas no Heavy Hour desta semana. Durante esse período de pandemia e pandemônio, quando os índices de criminalidade diminuem, a sociedade observa que a violência de gênero e o feminicídio aumentam. Mais do que trazer reflexão, esses dados exigem ação. Para as mulheres que compõem a Clínica Feminista, essa ação passa pelo estudo, pela troca de saberes e, principalmente, pela escuta e acolhimento. Como se organiza a Clínica, quem dela faz parte, quais os caminhos para seguir o enfrentamento às violências escancaradas e sutis... A voz de Elza Soares e o nosso lugar de fala - outra canção que atenta contra a moral e os maus costumes. Feministas e antifascistas precisam andar juntas, ao menos no HH. Desse modo ajudamos a amplificar a voz de Lê Sisa, do Arquivo Punk Rock do Sul, que está lançando a Coletânea Bandas Antifascistas, que, além de escancarar que a arte é veículo de luta, traduz essa luta em apoio à Casa Mulheres Mirabal, casa que é referencia no acolhimento a mulheres vítimas de violência. Quando a arte se encontra com a luta das mulheres, a melodia da mudança se faz ouvir mais longe!
Quem quiser saber mais, apoiar ou procurar apoio, aqui estão os contatos da Clínica Feminista:
Quem quiser conhecer a Coletânea de Bandas Antifascistas e apoiar a Casa de Referência Mulheres Mirabal, entra em contato por aqui:
Setlist:
No Heavy Hour desta semana, conversamos com Fátima Fischer e Rafael Wolski, integrantes do Fórum Gaúcho de Saúde Mental, sobre a situação em dois grandes manicômios do estado - São Pedro e Colônia Itapuã. Ao vírus do neoliberalismo, que tudo destrói, soma-se a pandemia de Covid 19. Ouça e tire suas conclusões! O vírus genocida do neoliberalismo não está mais sozinho. Ele encontrou na parceria com o novo Corona Vírus uma oportunidade de executar seus planos mais mesquinhos. Se isso não é verdade, infelizmente parece ser. As condições sanitárias em dois dos maiores manicômios do Rio Grande do Sul já vinham sendo denunciadas lá atrás, quando a pandemia Covid-19 aportou por essas plagas. Ao que parece, nada foi feito e, agora, as denúncias são muito mais graves: contaminações de pacientes e trabalhadores, mortes, descaso... Será o plano de altas por óbito sendo levado a pleno pelas gestões da saúde mental? Na contramão das políticas antimanicomiais, os últimos governos têm voltado às praticas medievais no tratamento de pessoas que apresentam distúrbios na mente - e isso agora cobra seu preço. Em condições insalubres, pessoas amontoadas são presa fácil desses dois vírus mancomunados na arte da morte. Será que é o progresso que nos leva a esse destino? Interesses imobiliários e limpeza social fazem parte do velho e do novo normal para a maioria dos cidadãos comuns? Para aqueles que cantam e riem sozinhos, o lar é o velho sanatório, que, tal qual um sanitário, aguarda a descarga final para se livrar da sujeira? Todos nós, roubados diariamente da nossa sanidade mental não podemos nos enganar - dessa lama virá o caos, desse caos tem de brotar a vida e não mais a morte.
No link matéria do Brasil de Fato sobre as denúncias: https://www.brasildefators.com.br/2020/07/24/hospitais-psiquiatricos-em-porto-alegre-tem-surto-de-covid-e-ja-registram-mortes
Setlist:
No Heavy Hour dessa semana, o encontro entre a realidade e a ficção. Só que não! Luíza Batista, Presidenta da Federação Nacional das Empregadas Domésticas bate um papo direto com Leandro Assis, autor, junto com Triscila Oliveira, das séries em quadrinhos "Os Santos" e "Confinada", que tratam da luta de classes que é travada todos os dias nos lares mais de bem do Brasil. A herança escravocrata legou às classes mais abastadas o costume de não fazer nada em casa. Os mais nobres sobrenomes brasileiros, ou nem tão nobres assim, sempre têm aquela senhorinha que faz parte da família ou aquela jovenzinha tirada da miséria, para limpar, cozinhar, lavar, passar, organizar, cuidar das crianças, passear com os cães, morar, comer, violentar... Viver dentro de um lar que não é o seu. A busca por direitos, para fazer frente a tantos deveres, vem de longe. Quando a categoria das empregadas domésticas vê os frutos dessa luta virarem leis, quando suas filhas e filhos começam a frequentar as faculdades, multidões em verde e amarelo invadem as ruas e as redes, clamando pela volta ao passado. Desde então, não paramos de retroceder. Este é o cenário que gera ódio e revolta. Leandro Assis e Triscila Oliveira traduzem esse ódio em tirinhas de quadrinhos. Suas séries mostram o cotidiano de famílias ao melhor estilo Zona Sul do Rio, novela da Globo. E a pandemia trouxe à luz o "confinamento", o desenho de uma relação entre a digital influencer e sua empregada doméstica em período de quarentena. Na conversa com Luíza, muitas outras histórias foram contadas, tão reais quanto a ficção em quadrinhos. Nessa troca de vivências e olhares, o Heavy Hour enaltece Clara Nunes e o épico Canto das Três Raças, pede socorro com Arnaldo Antunes e vê todo amor que não existe em "esse-pê" se transformar na força matriz e motriz na luta pela transformação!
Setlist:
Que se foda o aifudi. A exploração do hipercapitalismo dos APP`s de entregas de alimentos encontra a resistência de jovens que se articulam para lutar por seus direitos. Neste programa, falamos com Matheus, Tirza e Gabriel, Distrito Federal e Porto Alegre ligados no #brequedosapps. A rapaziada conversa conosco sobre o que era para ser alternativa de renda e que se torna uma das principais fontes de sobrevivência em nosso país. Assolado por uma crise econômica que mais se assemelha a um projeto muito bem implementado, milhões de pessoas buscam nos aplicativos de entregas de alimentos uma saída para não caírem definitivamente na miséria. O que era exploração do trabalho camuflada de empreendedorismo vira filme de terror com a chegada da pandemia Covid-19 e obriga a uma reação. Naturalmente solidários entre si, durante o dia a dia nas grandes cidades, entregadoras e entregadores, de bicicleta, de moto, de carro, se veem diante do desafio de se constituírem como classe de trabalhadores e buscam na organização coletiva e na velha ferramenta de lutas - a greve - uma forma de enfrentamento àquilo que a ideologia neoliberal vende de porta em porta como Novo - o partido da megaexploração do trabalho e a ausência de direitos. Matheus, do DF, e Tirza, de Porto Alegre, integrantes dos Entregadores Antifascistas, e Gabriel, também de Porto Alegre, do Coletivo Independente de Trabalhadores de Aplicativos, nos contam desses desafios e nos mostram as músicas que embalam essa luta.
Setlist:
Uma retrospectiva completa de todos os programas ininterruptamente já produzidos. 99 dos mais variados temas apresentados pela mucho lokal equipe do Coletivo Catarse! Dá para dar umas risadas, ver que tem muita coisa interessante e ainda curtir um belo e clássico som!
Setlist:
Quando a realidade é tão óbvia que até parece piada, um meme pronto pra viralizar, pode ser um elemento estratégico que alguém plantou na sua frente. Decifrar os códigos, desnudar os ícones, perceber que aquilo que chamamos de real muitas vezes é fruto de uma construção elaborada, planejada, com objetivos de causar confusão, pautar a discussão e usar as ações do inimigo a seu favor. Como se fosse um campo de guerra. A batalha da comunicação está em toda parte e não se pode escapar! 2013, Segunda Guerra, estratégia militar, Tony Montana, sistemas operacionais, uma música que não deveria terminar. Teve tietagem explícita e curtição verdadeira! O Heavy Hour queima a largada e comemora, uma semana antes, o centésimo programa. Este 99 teve a especialíssima participação do Professor Wilson Ferreira, editor do Blog Cinegnose (cinegnose.blogspot.com), um cara que a gente gosta de ler e nos faz pensar nas armadilhas em que a esquerda brasileira está enredada. Músicas que nos fazem pensar e viajar misturadas à granadas semióticas de guerrilha lírica e imagética! Ah, saudações a toda gente que faz o Heavy Hour, uma janela para tentar decodificar a infoxicação de nossos dias, afinal, quem entende o que está acontecendo é porque não está bem informado. Ou seria o contrário?
Setlist simbólico:
A Lei Aldir Blanc tem por objetivo levar emergencialmente recursos financeiros para manter agentes e espaços culturais. Em tempos de pandemia, esta é a classe de trabalhadores que mais sofre. Inclusive, com a insegurança sobre quando as suas atividades podem voltar. Nessa escorada pela necropolítica de Bolsonero, artistas seguem a vida se equilibrando entre lives e boletos, editais toscos e falsas promessas. Se fôssemos conhecidos como "banco" de cultura, talvez Paulo Guedes viesse correndo nos trazer trilhões de dinheiro público para seguir a sangria da usura financeira. Falando sobre a mobilização dos Pontos de Cultura, trabalho em rede e estratégias de sobrevivência, Fabi Menini e Guto Obafemi, trabalhadores e representantes de setores culturais, nos dão seus panoramas e ajudam a entender como a mobilização pode fazer a diferença. No encontro entre a Capoeira e o Hip Hop, o golpe é de baixo pra cima, culturas unidas contra a opressão desmedida, cultura do rock e do folk contra as futilidades do consumo desenfreado, onde junto, do alimento sagrado, é entregue um pouco da alma da classe trabalhadora. Mestre Chico Science nos lembra que a cidade não para. Nós lembramos quem faz a cidade crescer.
Setlist:
Finalmente Queiroz apareceu. Na real, foi encontrado onde ninguém imaginaria(?)... Partindo dessa potencial bomba e seus possíveis efeitos políticos, a turma do Heavy Hour procurou aquela que é, proporcionalmente, a deputada que mais votos fez no Brasil e, principalmente, amiga dos tempos de política estudantil do nosso âncora: Manuela d'Ávila. Ela abriu uma brecha em sua disputada agenda para bater um papo sobre este país distópico, que se avizinha cada vez mais, das profecias do apocalipse. Acabamos falando pouco sobre o aparecido de Atibaia, mas bastante sobre as experiências - positivas e negativas - de quem foi tão jovem para um dos centros do poder brasileiro disputar espaço com figuras nefastas da política nacional - como o então deputado do baixíssimo clero, J. M. Bolsonero. Nessa conversa ao estilo HH, Manu nos conta um pouco da sua aventura em Brasília, a solidão no Planalto Central, a amizade com Jean Wyllys e mais um tanto sobre suas lutas. Claro que não poderia faltar o famoso jabá do programa, e esse vem com uma bela canção de Duca Leindecker, o pai da Laura.
Setlist:
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