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No programa 116 do HH, a nossa estrada vai direto ao coração do Quilombo Lemos, espaço de reconhecimento da ancestralidade negra e da luta pelos direitos básicos dos cidadãos desse país. Conversamos com Sandro Lemos, que traz a palavra da família Lemos, que se empodera, se reconhece e fortalece a história dos Quilombos Urbanos de Porto Alegre. Entre Kizombas, Festas de todas as raças, Kalunga e a sua Jamaica mítica e Negra Jaque, representante da Zona leste portoalegrense, o Heavy Hour também convida a conhecer a campanha de apoio ao trabalho do Coletivo Catarse no site www.coletivocatarse.com.br.
E, para conhecimento da história que vive o Quilombo Lemos, sugerimos a leitura desta matéria de 2 anos atrás feita pelo Sul 21: https://www.sul21.com.br/ultimas-noticias/geral/2018/11/presidente-do-padre-cacique-sobre-quilombo-lemos-vao-sair-nem-que-seja-a-ultima-coisa-que-eu-faca/
A necropolítica neoliberal se espalha por todos os meandros da sociedade. Na educação, dá as caras em sucessivos governos e, como já disse o Mestre Darcy Ribeiro, sua crise é um projeto. Para denunciar os abusos, conclamar as lutas e desvelar os mecanismos de controle que vivenciamos no dia a dia, o Heavy Hour conta com dois filósofos e artistas: Renato Levin Borges, professor da rede pública municipal de Porto Alegre e guitarrista/vocalista da Estive Raivoso, e Diorge, da Resistência Popular Sindical, baixista da banda Tarja Preta, direto de Santa Maria.
A volta às aulas durante a pandemia, as aulas remotas, plataformas de ensino, salários parcelados, os negócios escusos de gestores que não conhecem as realidades do povo em suas cidades. Esses e outros assuntos foram abordados entre os tradicionais petardos musicais do HH, dessa vez inaugurando um novo processo: a participação dos apoiadores do Coletivo Catarse na escolha de músicas que tocam no programa - neste, inclusive, o setlist não foi um samba de uma nota só, parecendo bem eclético! Logo mais a gente vai contar com a participação do pessoal que nos ajuda a manter o trabalho na concretização de uma ideia de comunicação comunitária, construindo pautas e participando ativamente dos ideiais do Coletivo Catarse.
Quer saber como pode apoiar e participar do nosso trabalho? Entra no link e escolha uma forma de apoio: https://apoia.se/coletivocatarse
O terceiro e último programa desta série de lives conta com a participação de Julia Barth, baixista nas bandas 3D Punk Rock e Cine Baltimore, além de ser vocalista da icônica banda punk Os Replicantes, produtora do Festival Vênus em Fúria, ou seja, é uma artista que surfa com grande maestria em diversas cenas do underground.
Além do bate papo, ouviveremos muita música boa do underground, é claro.
Histórias Nunca Contadas é uma série de 3 programas em formato de live, que conta uma parte de como o cenário underground de rock/metal gaúcho se constituiu dos anos 90 ao inicio dos anos 2000 e se mantém até os dias de hoje.
Setlist:
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Está série de programas foi contemplada pelo EDITAL FAC DIGITAL – Universidade Feevale/SEDAC-RS
Facebook: @RS.sedac, @feevale e @feevaletechpark
Twitter: @sedac_rs e @Feevale
Instagram: @sedac_rs, @feevale e @feevaletechpark
Site: www.cultura.rs.gov.br, www.feevale.br e www.feevaletechpark.com.br
O segundo programa da série conta com a participação de Geison Pitta, Produtor Cultural proprietário da Bombs Company, dividindo com Davi Pacote, Produtor Musical proprietário da gravadora Hill Valley e guitarrista das bandas Os Torto, Big Stone Crew e baixista na Flanders 72. Permeamos os underground do final dos anos 90 e aquele inicio de 2000 pré-internet e a revolução que ela trouxe ao aproximar e agilizar contatos, junto com a evolução dos equipamentos, possibilitando bandas a começarem a gravar e produzir suas músicas "afinadas". Mete o play e curte que o programa está divertido e com muita sonzeira da cena punkrock/hardcore de Porto Alegre.
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Essa semana o nosso Heavy Hour traz uma conversa com André Meyer, vocalista da banda Distraugth, que vai nos levar a uma viagem aos primórdios do thrash/crossover feito aqui em Porto Alegre e que, por sua excelência e insistência, junto aos seus abnegados parceiros de música, tornaram a banda em uma das mais reconhecidas formações do heavy metal nacional. Puro amor ao rock e muito peso é o que iremos ouvir no primeiro episódio dessa série que vai acompanhar o underground portoalegrense em conversas com alguns de seus principais personagens. Essa foi a primeira vez que o programa foi transmitido como live. Então, fica ligado que é só procurar no canal do Coletivo Catarse (https://youtu.be/mZOJ2lUQcVA) pra conhecer um pouco mais do Estúdio Monstro, casa do HH! Fica também o nosso reconhecimento e torcida ao FUNDAMENTAL Flávio Soares, que estaria conosco nesse programa. Força, Flávio!
Ouvimos Hellucinations, Locked Forever, To live better e o cover Scape to the Void (Sepultura), com a Distraugth, além de Guerreiros das Ruas (Leviaethan), O Alienado (Astaroth) e Shoobydahbydoobah, Porto Alegre é o meu lar (Panic).
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Este projeto é contemplado no Edital FAC Digital, parceria da SEDAC-RS com a Universidade Feevale.
O Heavy Hour dea semana ocupa as ondas dos rádios, os bits and bites da internet, ocupa escola pública, prédios abandonados, as ruas, ocupa as mentes e os corações de quem luta por vida digna. Paula Paulada, integrante da Coluna Vermelha, e Ezequiel Morais, militante do MLB, nos falam sobre a ocupação como ferramenta de luta e transformação social. Paula nos conta da experiência na Escola Estadual Rio Grande do Sul, onde uma ocupação realizada por ex-alunos e pais de alunos enfrenta uma alegada política do governador do estado: sucatear para vender o espaço público de educação. Ezequiel nos traz a palavra de quem utiliza essa ferramenta de luta há tempos, construindo experiências e esperanças para quem enfrenta as injustiças sociais com a própria vida. No som, bandas que utilizam sua arte para denunciar e agitar as cabeças. Uma verdadeira ocupação musical para os headbanger, que andam muito conservadores para nosso gosto, e uma lembrança perene do que é o RAP. Além disso, terminamos o programa com Frank Zappa, que tem lugar cativo nas nossas memórias afetivas.
Setlist:
No Heavy Hour desta semana, nós seguimos com a segunda parte da "Minha História", projeto contemplado no edital FAC Digital e que conta a safa de Dona Maria Islair Madruga Baptista, a mãe do Sopapo. Entre memórias emotivas e histórias que estavam para serem contadas, esse programa segue no embalo do tambor com a participação de Leandro Anton, do Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo, da colega de Coletivo Catarse, Têmis Nicolaidis, e, claro, Zé Baptista, herdeiro e luthier criador da linhagem de tambores da Família Baptista.
Setlist:
EDITAL FAC DIGITAL - Universidade Feevale/SEDAC RS
A Dona Maria deve ter uma peça em papel velho, desbotada pelas marcas do tempo. O Mestre Batista deve ter uma cuíca em metal pesado, desgastada pelos toques do batuque. E os sopapos que estão vindo estão saindo desse ventre de cuíca... Minha História é o Heavy Hour especial Espaço Griô/FAC Digital em que conversamos com Dona Maria, a Mãe do Sopapo. Sua trajetória de vida, memórias afetivas, os encontros de nossa grande família, formada em torno do Tambor de Sopapo, matéria e espírito, legado ancestral, presente de lutas e futuro de permanência e transformação. O grande tambor, que nas charqueadas era tronco no chão, em Rio Grande, barril de toneleiro, nas ruas de Pelotas ressoava nas mãos de negros grandes, é pura memória e metamorfose. Um símbolo da vida de nossa gente, transformou a família de Dona Maria e transforma nossas vidas. Esse é só um primeiro episódio, recheado de músicas do passado, melodias e letras viscerais, contrastando com a fala macia e pausada de nossa Mestra. Agradecemos também a participação de Têmis Nicolaidis, Leandro Anton, Jéferson Kologeski e Zé Batista, que nos ajudaram a pegar a estrada rumo ao sul do passado pra contar mais um pouco de um outro lado dessa linda história.
Setlist:
EDITAL FAC DIGITAL - Universidade Feevale/SEDAC RS
Depois de décadas de devastação por lavouras de eucaliptos e soja, os campos e seus moradores enfrentam uma nova ameaça: a megamineração. Na iminência de uma Licença de Instalação, que pode abrir as porteiras da pampa para as transnacionais, juntam-se os parceiros de luta. Luna Carvalho, cientista social e doutoranda em desenvolvimento rural, expande os horizontes para além dos esteriótipos de peões e patrões. Leonardo Melgarejo, hoje, entre tantas outras atividades, colunista do site do Coletivo Catarse, contribui com sua ampla bagagem de seu pensamento e atuação ecologista e de sua história de luta contra o latifúndio. Entorpecidos pela trilha sonora, a equipe vislumbra possibilidades de resistência. Enquanto a ave de rapina invasora ronda os campos, os quero-queros se unem na defesa do território pampeano.
Setlist:
Abaixo, outros três programas relacionados às questões de mineração no Rio Grande do Sul:
O convidado desta semana é Paulo Dionísio, músico, compositor, vocalista da Produto Nacional, que, em mais um Espaço Griô, conta parte de sua história e ajuda a equipe do Heavy Hour na tarefa de jogar luz nos mecanismos de poder da mídia cultural. Com uma trajetória que vem desde os anos 80, Dionísio nos traz o açoite das tranças horrendas contra a Babilônia, que a tudo tenta engolir. Das rodas de cerveja e música à descoberta do Reggae como linguagem universal, a formação da Produto Nacional (maior banda de reggae do Sul do Brasil!), a tomada de consciência, a mescla de estilos, o alerta a oprimidos e opressores, o artista que não se conforma e canta a esperança, a negritude, a sua voz como uma bazuca contra o sistema. Paulo, tal o deus romano da natureza e da alegria, nos embebeda com o vinho de sua música (na verdade foi com cachaça @cana_caipora) e transforma o Heavy em Reggae no Estúdio Monstro, mantendo o peso com suas ideias e melodias. Salve Marley, salve Tosch, salve Yuka, salve Paulo Dionísio!
Setlist:
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