História pros brother

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By AGÊNCIA DE PODCASTEducation
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História pros brother episodes

  • Eu vou fazer você odiar a França
    No ano de 1816 um navio da marinha francesa chamado Medusa partiu em direção ao Senegal, na África, para criar uma colônia ali. Nesse período a França era uma grande potência econômica e militar e tinha uma série de colônias pelo mundo e queria fazer mais uma no Senegal.
    Porém, por uma série de erros do comandante Huges Durou Charmery, a embarcação naufragou! Dentro do navio tinham mais de cem tripulantes, mas apenas 15 foram resgatados com vida. Só que adivinha quem salvou esses quinzes que estavam tentando chegar na praia nadando? Sim, os Senegaleses.
    As mesmas pessoas que iriam ser colonizadas e depois escravizadas ajudaram os franceses a sobreviveram a esse naufrágio. Essa é uma história muito bonita de como os senegaleses resgataram e salvaram os franceses.
    Além disso, o século XXI é marcado por diversas questões guerras civis, guerras ao terror que geraram diversas crises migratórias. Pessoas que moram em países como Síria, Afeganistão, Eritréia e outros países do Norte da África enfrentaram diversas guerras civis e com isso precisaram fugir.
    O principal destino dessas pessoas é a Inglaterra por acreditarem que lá serão mais bem recebidos e por falarem inglês. Só que para chegaram à Inglaterra eles tem que passar pelo Canal da Mancha, uma região que fica entre a França e o Reino Unido. A questão é que a cidade de Callis, na França, se tornou um lugar em que esses refugiados acabaram se concentrando e ficaram presos sem conseguirem ir para a Inglaterra.
    A França desde 1999 tem debatido diversas leis antimigração e o país se tornou um caos, para quem deseja ir para lá se refugiar. A cidade de Callis começou a receber uma série de denúncias de maus tratos e de violação dos diretos humanos.
    A quantidade de refugiados em Callis é tão grande que o local que eles ficam é conhecido como A Selva. E não ache que eles foram bem acolhidos e que tem moradias minimamente dignas. Nada! Tem gente morando a meses em uma barraca!
    E tem uma notícia de 2016 que alguns deputados aprovaram a construção de um MURO para separa “A Selva” da cidade de Callis. Ou seja, os caras queriam literalmente barrar a entrada de qualquer pessoa que estivesse procurando ajuda referente ao refúgio.
    37 min
  • Phantom Time - 300 anos da história foram inventados
    De acordo com um historiador alemão, 300 anos (297 mais precisamente) da nossa história foram forjados! Não existem! Se essa teoria estiver certa estamos vivendo no ano 1725.
    O calendário que nós usamos hoje é o Calendário Gregoriano, aquele que é organizado em dias, meses e anos a partir das estações do ano. Só que vai existir um historiador que vai falar que esse calendário é uma completa farsa! Toda essa discussão só existe porque um historiador alemão chamado Heribert Illig, em 1991, publicou uma pesquisa chamada “Hipótese do Tempo Fantasma”.
    Para Illig, não existe nenhuma prova histórica de que os anos 614 d.C. até 911 d.C. existiram de verdade. Na prática, é como se existisse um buraco de uns 300 anos na Idade Média.
    Mas se essa teoria estiver correta, muitas coisas que temos como verdade hoje são simplesmente falsas, como por exemplo Carlos Magno!
    De acordo com o calendário falso (o nosso) Carlos Magno viveu entre 742 d.C e 814. Não só ele, como seu pai e avô foram reis dos Francos. E o Reino Franco foi importante porque foi aquele que conquistou uma série de reinos menores na Europa e deu uma unidade política; além disso foi um reino bastante católico e que conforme eles cresciam, doavam e dava terras para a Igreja, fazendo com que ela crescesse também.
    Se a teoria do Illig estiver certa, tanto Carlos Magno como toda sua família não passam de uma história inventada, um mito como o Rei Arthur.
    Um dos gatilhos que levaram o Heribert Illig a pesquisar essa hipótese, é que para ele, entre 614d.C. a 911 d.C não aconteceu nada de muito relevante para a história. Além disso, por existirem poucos vestígios arqueológicos desse período e apenas documentos escritos, reforçaria a ideia de que os documentos foram forjados. A publicação do artigo de Illig foi feita em uma revista histórica e isso fez com que muitas pessoas fossem atrás de provar essa ideia dele para saberem se procede.
    Uma das principais críticas que a Teoria do Tempo Fantasma recebe é na própria história do Carlos Magno. O cara foi um personagem tão importante, que seu reino teve contatos comerciais e culturais com diversos outros reinos em lugares distantes. E existem documentos sobre o Império Carolíngio na Inglaterra, no Império Bizantino etc. A Teoria do Tempo Fantasma acaba falando que o período que foi inventado, foi exatamente aquele que Maomé teve o encontro com o Anjo Gabriel dando início ao Islamismo, ou seja, existe documentação sobre isso. Conseguimos olhar até documentos do governo Chinês, que estava sob a Dinastia Tang, que os anos do calendário realmente existiram e não foram fraudados.
    Além de historiadores, arqueólogos e astrônomos rebateram com veemência essa teoria com fatos que a levaram ao descrédito rapidamente.
    35 min
  • Eu vou fazer você odiar a Argentina
    Um dos presidentes mais populares e famosos do país foi um homem chamado Juan Domingo Perón, chamado apenas de Perón. Ela era um populista clássico! Se fossemos fazer uma comparação com o Brasil ele era tipo um Getúlio Vargas. Só que o interessante é que não era só Perón que era bastante conhecido no país, mas sua esposa também, a Eva Perón. Alguns historiadores até dizem que a Eva Perón tinha mais prestígio social que o marido que era presidente. A sua primeira passagem pela presidência da Argentina foi entre 1946 até 1955. Como todo presidente, mesmo sendo bastante popular Perón estava sofrendo uma série de pressões internas para mudar algumas políticas. Um dos principais grupos que faziam oposição ao presidente era uma parte das Forças Armadas que estavam o ameaçando com um golpe militar. Para demonstrar que tinha o apoio popular, milhares de pessoas foram a Casa Rosada (nome do palácio onde fica o presidente) se manifestar contra o que estava acontecendo e a favor do Perón. Só que nesse dia, 16 de junho de 1955, as Forças Armadas vão tentar um golpe de Estado contra Perón. E o quando o exército quer dar um golpe, o que eles geralmente fazem? Tiram o presidente. Mas nesse dia não foi assim. As forças armadas, principalmente Marinha e Aeronáutica, se organizaram para bombardear o entorno da Casa Rosada, ou seja, bombardear a PRÓPRIA POPULAÇÃO! Isso realmente aconteceu e mais de 30 aeronaves sobrevoaram a Praça de Maio e lançaram as bombas bem onde os manifestantes estavam, simples assim. Foi literalmente um massacre! As fotos são horríveis e a imprensa mundial ficou chocada com a brutalidade e a forma que os Militares tentaram tirar Perón do poder. Por baixo, pelo menos, 320 civis foram mortos nesses bombardeiros e outras centenas ficaram feridas. Essa ação foi entendida como uma tentativa de golpe contra o Perón que conseguiu organizar parte do exército que o apoiava para “limpar” esses rebeldes das Forças Armadas e conseguiu se manter no cargo. Ou seja, todas essas pessoas morreram para nada. Não dá para gostar de um país que mata a sua população assim, a sangue frio em uma tentativa de golpe.
    30 min
  • O ladrão que roubou mais de 1 bilhão de dólares em arte
    Em março de 1990 ladrões entraram no Museu Isabella Stewart Gardner em Boston, EUA, e levaram mais de um bilhão de dólares em obras de arte!
    Durante todo o século XX o museu funcionou muito bem, até a fatídica noite de 18 de março de 1990, data do maior roubo de arte da história.
    Mesmo o museu sendo grande, só dois guardas estavam fazendo a segurança naquela noite. Um desses guardas se chamava Rick Abath e Randy Hestan. Durante a noite, Abath estava fazendo uma ronda pelo museu e alguns alarmes de incêndio tocaram. Como ele viu que não tinha nenhum fogo e o prédio já era meio antigo com um sistema de segurança ultrapassado, ele achou que foi alguma falha técnica e desligou o painel de controle.
    Às 1:00 da madrugada, Abath voltou pra guarita e o Randy foi fazer a ronda. Depois de 20 min o telefone da guarita tocou e quem estava do lado de fora eram dois homens que se identificaram como policiais e disseram que estavam lá por conta de uma ocorrência naquele endereço. Abath achou que tinha sido por conta das festas de São Patrício e deixou os “policiais” entrarem.
    Quando os dois homens entraram, perguntaram quem mais estava no museu e mandaram chamar o Randy. Quando ele se juntou ao Abath e aos “policiais”, os dois homens disseram pro Randy: “Ei, você parece um cara que é foragido da justiça”. E o algemaram. Logo em seguida algemaram o Abath e depois de amarrá-los revelaram que não eram policiais de verdade. Para evitar que os seguranças do museu não fizessem nada, pegaram os documentos deles para chantagear e ameaçar a família deles.
    Os bandidos ficaram circulando pelo museu por aproximadamente 81 minutos (1h20) e levaram as obras roubadas para um furgão que ficou estacionado no lado de fora do museu. Com as peças que eles levaram, tiveram que fazer duas viagens. Os ladrões foram embora as 2h45 da madrugada e levaram também as fitas de segurança. O roubo só foi percebido pela manhã quando o turno da segurança foi trocado.
    Os ladrões levaram apenas treze itens do acervo! Entre eles tinha uma Água Napoleônica, esboços de um artista chamado Edgar Degas; pinturas de Manet e Remabrant.
    Até hoje, não sabemos quem fez esse crime, mas existem alguns suspeitos. Em 1994 a diretora do Museu recebeu uma carta com detalhes que só pessoas que praticaram o roubo poderiam ter mandado, a carta dizia que eles negociariam caso fosse publicado uma mensagem cifrada no jornal da cidade. Isso foi feito e uma segunda carta foi enviada dizendo que a negociação não seria feita porque tinha chamado muita atenção.
    Até hoje os locais dos itens roubados estão “em branco” esperando a volta dessas obras de arte. Caso tenha alguma informação você pode fazer uma denúncia e receber 10 milhões de dólares!
    31 min
  • Eu vou fazer você odiar o Japão
    Até boa parte do século XIX o Japão era um país completamente atrasado. Economia feudal, terras divididas em várias partes e sofrendo influência potências. Só que o Japão viveu um período que na história chamamos de Era Meiji (1868-1912) que é justamente o período em que o Japão se modernizou. A Era Meiji foi importante porque o Japão passou a se colocar como uma potência militar e como uma economia forte e aberta a investimentos estrangeiros.
    Então o Japão começou a querer se impor contra outros países como China e Coréia. O Japão começou uma guerra contra a China que ficou conhecida como Primeira Guerra Sino-Japonesa que começou em 1894. Mesmo sendo pequeno, o Japão era muito mais poderoso militarmente e venceu os chineses, levando como prêmio a influência na Coreia e a ilha de Taiwan, que se tornou uma colônia japonesa.
    Mas o que ocorreu na Segunda Guerra Sino-Japonesa foi muito mais pesado.
    Essa segunda grande guerra contra os chineses foi marcada por uma brutalidade e por um massacre por parte dos japoneses. Um dos episódios mais traumáticos e violentos desse conflito foi o Massacre de Nanquim, que aconteceu em dezembro de 1937.
    A cidade de Nanquim foi um dos palcos da derrota chinesa, porém, após a vitória os japoneses pilharam a cidade e massacraram não só os membros do exército chinês como também a população civil. Uma das estimativas mais conservadoras diz que 200 mil civis foram mortos e milhares de mulheres, inclusive adolescentes, foram estupradas pelos soldados japoneses.
    O Japão também fez incursões em outros países, como nas Filipinas, colocando em prática o Massacre de Manila que foi responsável por matar mais de 100 mil filipinos na década de 1940. Os que sobreviveram ao massacre foram obrigados a marchar a pé em direção aos campos que os japoneses haviam criado para manter seus prisioneiros. Nessas marchas os prisioneiros de guerra não tinham água nem alimento e milhares morreram no meio do caminho.
    Os japoneses também desenvolveram armas químicas e biológicas que foram usadas e testadas em chineses e coreanos. Todas essas atrocidades cometidas em guerra foram constantes e se fizeram presentes durante o imperialismo japonês. É provável que entre 1931 até 1945 o governo japonês tenha matado aproximadamente 8 milhões de pessoas se somarmos todas as guerras de expansão que os japoneses participaram.
    31 min
  • Para qual círculo do Inferno de Dante você vai?
    Um dos escritos mais usados pela cultura pop foi o de Dante Alighieri, quando ele escreveu a Divina Comédia. A história é dividida em três atos: Inferno, Purgatório e Paraíso. E a parte que mais afetou o imaginário coletivo dos homens medievais foi justamente o primeiro. Em Inferno, Dante volta das Cruzadas mas quando chega, vê sua esposa Beatrice sendo raptada pelo diabo. Ele decide então ir atrás dela: no Inferno. Ele descobre com a ajuda do poeta romano Virgílio, ele percebe que o inferno possui círculos. E cada um deles é específico pra receber as pessoas que cometeram pecados específicos durante a vida. Os círculos são: Limbo Aqueles que por acaso nunca ouviram falar que Cristo existiu acabam no Limbo, o primeiro círculo do inferno. Então, elimine esse da sua lista... Já que se você nunca ouviu falar do cara, acabei de te falar sobre ele. No livro, Dante encontra nesse círculo algumas figuras conhecidas como Sócrates, Aristóteles e Júlio César, entre outros. Luxúria Esse é autoexplicativo. Gostar da coisa não tem nada errado, mas o desejo do corpo, de forma exacerbada, pode te levar ao segundo círculo do inferno. De acordo com a história medieval, Dante encontra lá Aquilles, Cleópatra, Tristão e outros notáveis. Gula Ninguém nega que comer é bom. Calma. Mas gostar demais da hora do rango pode te levar para o terceiro círculo: a Gula. “Divina Comédia” narra Dante encontrando pessoas comuns e não figuras lendárias como antes, dando a entender que é um pecado bem comum de se cometer. Ganância O quarto círculo do inferno é a ganância. Um lugar onde as pessoas que pensam demais em adquirir dinheiro ou poder e acabam ficando. Na história, Dante passa com Virgílio sem falar com ninguém, mas comenta sobre a ganância ser um pecado mais sério que os outros. Ira Dante e Virgílio encontram pessoas furiosas no quinto círculo do inferno. Permitir que a Ira se torne um sentimento dominante na sua vida pode te levar a esse lugar. Na própria obra, Dante se questiona se ele pode ir para lá quando morrer, afinal, participou das Cruzadas e definitivamente permitiu que o sentimento o dominasse algumas vezes. Heresia A rejeição das normas religiosas (ou políticas) da época poderiam te levar para o sexto círculo. E isso no mundo moderno vai levar uma galera pra lá, não é? Dante encontra figuras conhecidas como Epicuro, o imperador do Sacro Império Romano Germânico Frederico II e o Papa Anastácio II. Violência O sétimo círculo é onde começam os chamados subcírculos. Dependendo do tipo de violência que você cometeu em vida, pode parar nesse nível profundo do inferno. O primeiro subcírculo do sétimo círculo – um pouco confuso, né? – é o externo; o segundo é o do meio e o terceiro é o interno. No externo ficam as pessoas que foram violentas com outras pessoas e com propriedade. Na história, Dante encontra Átila o Huno. O subcírculo do meio é onde ficam as pessoas que cometeram violência contra elas mesmas – automutilação, suicídio etc. O subcírculo interno é o local reservado às pessoas que cometeram blasfêmia ou violência contra Deus. Na história, Dante encontra Brunetto Latini, um sodomita que foi mentor de Dante – que climão, né? Fraude Pessoal que tem CNPJ tem que prestar atenção nesse oitavo círculo do inferno. Pessoas que cometeram fraudes conscientemente, sendo sedutores, elogiadores, falso profetas, políticos corruptos – imagine Brasília lendo isso –, ladrões, hipócritas e outros. Basicamente, para você não parar nele é só não tentar enganar alguém de forma consciente. E pelo nível que estamos nesse momento do texto, deu para perceber que Deus não gosta mesmo de quem faz isso, né? Traição É muito curioso como funciona o último círculo do inferno, onde o próprio Satanás reside. Ao criar esse local no livro, Dante Alighieri acaba divulgando um pouco da sua própria visão sobre a traição. Esse círculo é dividido em quatro. O primeiro se chama Caina, referenciando Caim, que matou seu próprio irmão. É o lugar onde ficam aqueles que traíram seus p
    41 min
  • Eu Vou Fazer Você Odiar o Catar
    Muitas pessoas não sabem onde fica o Catar, e muito menos sobre a sua história. De forma resumida, o Catar fica na Ásia e é um dos países do Oriente Médio, e fica ao lado da Península Arábica; é um vizinho da Arábia Saudita. Os humanos chegaram nesse lugar que hoje chamamos de Qatar há pelo menos 50 mil anos. Mas a gente costuma falar que essa Península nunca foi uma área muito importante no sentido econômico porque se trata de um grande deserto. Essa região começou a ser mais visada quando o Islamismo surgiu e com isso vários reinos muçulmanos conquistaram outras áreas. Boa parte da história do Qatar foi sob domínio de outros Impérios. Primeiramente o Império Otomano e em seguida ficaram sob administração do Reino Unido. A independência do Qatar como um Estado é algo recente, aconteceu em 1971. O Qatar é um país muçulmano em que as leis religiosas também podem ser aplicadas na política. Se alguém cometer adultério, o artigo 88 da constituição deles diz que a pena para esse crime são 100 chibatadas! E isso chegou a acontecer: em 2006 uma mulher filipina foi condenada por adultério e recebeu 100 chibatadas. O maior problema é que a maioria das pessoas que são pegas nesses crimes são estrangeiros. Talvez por não conhecer as leis do local ou não acharem que isso é realmente crime. Consumir álcool também é um crime e a pena é cobrada em chibatadas. Se uma pessoa é pega blasfemando da fé islâmica, ela pode ser presa e ficar até 7 anos na prisão. O mesmo código penal do país afirma que a homossexualidade pode ser punida com a morte. Além de ser crime ser homossexual, a pessoa pode ser condenada à morte. Isso chegou até a administração da Copa e tem jogadores com medo de ir pro Catar. Um exemplo é o atleta Josh Cavallo, da Austrália e que se assumiu gay, nas eliminatórias para a Copa chegou a dar uma declaração pública dizendo que estava com medo. Além disso, o Qatar emitiu uma nota dizendo que não recomenda que casais LGBTQIA+ façam demonstrações de afeto em público, muito menos nos estádios. Uma outra característica muito importante sobre o Qatar é que eles recebem muitos imigrantes. Geralmente são pessoas que foram barradas nos EUA e em países da Ásia e vão para o Qatar tentar trabalhar. Mas o problema é que geralmente os trabalhos que esses imigrantes pegam não são os melhores e as condições são bem precárias. Existe um regime de trabalho no Qatar chamado Kafala. Esse modelo de trabalho diz que quando um trabalhador é imigrante ele estabelece o contrato diretamente com o seu contratante. Não existe uma CLT que afirma que determinada pessoa tem direitos básicos. Na prática, esse sistema de trabalho faz com que a pessoa vire um refém do empregador. O imigrante fica sujeito à autorização do patrão para realizar diversas atividades, como alugar imóvel, sair do país e até trocar de emprego. Além disso, o trabalhador tinha o passaporte retido pelo seu chefe que se negava a fornecer vistos para saída do país. Pra muitos, é considerado escravidão. Além disso, existe no Qatar a Lei da Tutela Masculina, onde se uma mulher quiser estudar, viajar, ter acesso a anticoncepcionais e se casar, ela precisa pedir autorização para o seu tutor. Normalmente o tutor é o marido ou o pai da mulher, mas pode ser o irmão. Existem ONGs internacionais que monitoram essa situação e denunciaram o Qatar por não permitir que as mulheres façam atividades básicas do dia a dia sem o aval dos homens, mas para que esse tipo de denúncia realmente mude alguma coisa muitas vezes demora anos!
    34 min
  • Guerra ao Terror em Cuba
    A partir de 2002 a penitenciária de Guantánamo se tornou um lugar onde os acusados e julgados por terrorismo eram presos. Só que como prática de obtenção de informações a tortura passou a fazer parte do cotidiano.
    Depois de 2001 o mundo mudou. Os ataques às Torres Gêmeas colocaram não só os EUA, mas o mundo como um todo em estado de atenção e medo. Logo em seguida o presidente George W. Bush declarou a Guerra ao Terror e que iria acabar com todas as células terroristas.
    Diversas agências dos EUA começaram a trabalhar não só na investigação, mas na prevenção a atos terroristas. Nesse assunto a CIA (Central Intelligence Agency) passou a ter um papel muito importante prendendo pessoas que tinham algum tipo de relação com grupos terroristas como o Talibã e a Al-Qaeda.
    Mas como a islamofobia nesse período atingiu níveis enormes, muitas prisões de pessoas que não tinham nenhuma relação com grupos terroristas. Eram apenas árabes ou muçulmanos.
    Essas pessoas foram mandadas para uma prisão chamada Campo de Detenção da Baía de Guantánamo, que fica localizada na ilha de Cuba. Logo em 2002 chegou o primeiro grupo de 20 combatentes que foram capturados no Afeganistão e levados para Guantánamo.
    O governo Bush classificou esses primeiros 20 prisioneiros em Guantánamo como Terroristas, e quando isso é feito o governo não precisa obedecer a Convenção de Genebra, que é uma espécie de conjunto de regras básicas do que pode ou não ser feito com prisioneiros etc.
    Em novembro desse ano, um brother chamado Willian J. Haynes, que era um psicólogo, recomendou técnicas agressivas para tirar mais informações sobre os grupos terroristas. Só que com técnicas agressivas ele meio que autorizou a tortura.
    Em novembro desse ano, um brother chamado Willian J. Haynes, que era um psicólogo, recomendou técnicas agressivas para tirar mais informações sobre os grupos terroristas. Só que com técnicas agressivas ele meio que autorizou a tortura.
    Esses dois psicólogos chegavam para a CIA dizendo ter uma série de estudos comprovando que a tortura era muito efetiva para extrair informações e quando o prisioneiro se recusava a falar algo, eles acreditavam que as torturas tinham que ser mais graves para extraírem o que queriam ouvir.
    Dentre os métodos, os psicólogos ensinavam que trancar em pequenas salas, ligar um som altíssimo, induzir afogamento, simular estupros e restrições alimentares.
    Em 2004 a Suprema Corte americana concedeu a permissão dos prisioneiros o direito de apelar à justiça caso seus direitos estivessem sendo descumpridos. Após esse ano, Guantánamo começou a entrar no radar da mídia porque começaram a surgir algumas fotos de prisioneiros que eram fotografados nessas situações humilhantes.
    Essa pressão da mídia deu certo e conseguiram levar um desses militares que foram fotografados torturando prisioneiros para julgamento. Charles Garner, soldado acusado de ser o mentor dos torturadores é julgado por esses crimes, mas em 2007 conseguiu ser absolvido.
    Em 2006 a nossa querida ONU entra na parada e produz um relatório denunciando essas torturas e recomenda que a prisão de Guantánamo seja fechada.
    Em 2008 o diretor do FBI afirma em uma comissão do congresso que não só as torturas aconteceram como eles extrapolaram o que os psicólogos ensinaram. Os agentes da penitenciária colocavam os prisioneiros em altas temperaturas e desrespeitavam o Alcorão.
    Nesse período Obama estava em campanha eleitoral e caso vencesse prometeu fechar Guantánamo e encerrar os casos de tortura contra presos nos EUA. Em 2009 ele assumiu como presidente e cumpriu sua promessa de campanha e fechou a penitenciária.
    32 min
  • Eurico Miranda e Pablo Escobar
    Eurico Miranda foi um político e dirigente do Vasco da Gama, se tornando presidente do clube de 2001 a 2008 e depois de 2015 a 2018. Algumas vezes deputado, Eurico teve envolvimento com escândalos políticos e midiáticos. Em determinado momento foi acusado de envolvimento com sonegação fiscal e outras coisas. Em 2006 ele teve a sua candidatura indeferida pelo TRE do RJ, e segundo a juíza Jaqueline Montenegro, foi por falta de condições morais para exercer um mandato. Ele também foi acusado por envolvimentos em diversas irregularidades durante a liderança no Vasco. Houve um CPI pra apurar irregularidades do futebol brasileiro e Eurico estava em várias acusações. Em 1990, quando Eurico era vice-presidente do Vasco, o time cruz-maltino enfrentou o Atlético Nacional da Colômbia, durante a Libertadores, nas quartas de final. O primeiro jogo foi no Maracanã e o resultado se manteve em 0 a 0. Mas no segundo jogo, na cidade de Medelín, juízes e auxiliares foram ameaçados e subornados por homens que supostamente eram do Cartel de Medelín, comandado por Pablo Escobar. O Cartel era muito poderoso e já havia sido provado alguns envolvimentos dele no futebol colombiano, como uma maneira de fazer Escobar e o Cartel ganharem apoio popular com esse apoio direto no esporte que era tão popular. Mas casos de violência, ameaças a árbitros eram comuns. O ex-árbitro brasileiro Renato Marsiglia disse o seguinte sobre a relação entre o Cartel e o esporte: "Não foram poucos os árbitros que tiveram revólver na cara. Nenhum árbitro gostava de apitar na Colômbia, as federações não deixava. Não era novidade que o narcotráfico colombiano comandava o Nacional e o América de Cali. E tinha muita coisa de aposta. A gente ouvia falar em reuniões com árbitros colombianos. O primeiro lateral valia US$ 100, o primeiro amarelo, US$ 500. Se o pênalti valia US$ 10 mil, imagina o resultado do jogo? E esse dinheiro vinha do narcotráfico. A relação era essa." Eurico só soube das ameaças e tentativas de suborno depois do jogo (que acabou 2 a 0 para o Atlético Nacional). Assim que soube, Eurico decidiu ir até o Paraguai, na sede da Conmebol para impugnar o jogo. Após um debate acalorado na Conmebol que envolveu Eurico, dirigentes do Atlético Nacional e supostamente membros do Cartel, o jogo foi remarcado para o dia 13 de setembro no Chile. Mas o Vasco perdeu de 1 a 0.
    34 min

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Um professor e um brother conversam sobre várias paradas históricas inacreditáveis que realmente aconteceram.

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