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Para além dos protocolos formais, o calendário eleitoral se transformou em um momento de tensão, ansiedade e desgaste emocional para muitos brasileiros. A exposição constante a telas, discursos inflamados, notícias falsas, faz brotar um mar de incertezas sobre o futuro do país, tornando o ambiente político em uma fonte inesgotável de estresse. Segundo estudos nas áreas de psicologia política, saúde mental e comportamento social, a exposição frequente a situações percebidas como ameaçadoras ou fora de controle pode afetar o bem-estar, tendo efeitos diretos na saúde física e mental, tais como: alterações no sono, fadiga, dificuldade de concentração e sintomas de ansiedade. Até que ponto acompanhar a eleição o tempo todo pode afetar a saúde mental, por que o ambiente político desperta respostas emocionais tão intensas e como diferenciar estar bem informado de viver em estado permanente de alerta? Para responder essas e outras questões, recebemos Ciane Lopes, publicitária, professora de pós-graduação em mídias digitais da Estácio de Juiz de Fora (MG) e especialista em comunicação humanizada; e Lutz Franthesco da Silva Rocha, psicólogo e mestre em política social pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
Entra e sai governo, e o compromisso estrutural com o enfrentamento à crise climática e às catástrofes ambientais parece resetar a cada quatro anos. Ao contrário de outros países que enfrentam graves intempéries e mantêm diretrizes firmes, o Brasil patina na construção de uma verdadeira política para o setor. Qual é o preço dessa descontinuidade? De que maneira a gangorra das políticas públicas sabota a prevenção e a resposta aos desastres climáticos? Para responder a essas e outras questões, convidamos Suely Araújo, coordenadora de políticas públicas do Observatório do Clima; e Ricardo Galvão, ex-presidente do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
A eleição de 2026 escancarou uma profunda transformação no debate político brasileiro: se nos pleitos anteriores a discussão se concentrava quase exclusivamente na polarização tradicional, na corrupção e na pauta de costumes, o cenário atual tem sido marcado por uma forte pulverização de temas. O pleito foi atravessado por frentes inéditas e complexas, indo da crise institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e do avanço da inteligência artificial até a regulamentação das bets (apostas esportivas on-line), o reajuste do Bolsa Família, o peso da religião, a economia e a segurança pública. Como essas múltiplas pautas ganharam tração na disputa e o que elas revelam, no fundo, sobre as novas angústias, as transformações estruturais e os grandes desafios do Brasil de hoje? Para discutir o tema, convidamos Cláudio Couto, cientista político e professor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getulio Vargas (FGV EAESP); e João Feres, professor titular do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), e pesquisador do Laboratório de Estudos de Mídia e Esfera Pública (LEMEP), da mesma universidade. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
Durante as eleições de 2026, a inteligência artificial expandiu sua atuação na violência de gênero. Um levantamento do projeto MonitorA, observatório dedicado a acompanhar e combater a violência política e eleitoral contra candidatas nas redes sociais, identificou indícios de uso de IA em 25% das imagens classificadas como ataques ou insultos, na rede social X. Charges, memes, montagens e falsos materiais de campanha são constantemente produzidos para humilhar, ridicularizar ou desumanizar as candidatas. Paralelamente, um estudo internacional envolvendo as universidades de Stanford e Harvard revelou que a IA direcionou votos em quase metade das respostas ao traçar perfis de eleitores, apesar da proibição do Tribunal Superior Eleitoral (TSE); e o Panorama de Visibilidade em IA Eleições 2026, da VeroRank, plataforma brasileira de inteligência focada em visibilidade orgânica, monitorou sistemas generativos até o segundo turno e expôs falhas, como lentidão em dados oficiais e ausência de recusa a perguntas sobre o pleito. Qual a influência da IA nas eleições de 2026? Para debater o assunto, falamos com Matheus Soares, cocoordenador do Observatório IA nas Eleições e coordenador de conteúdo no Aláfia Lab; e Erica Costa, advogada especialista em tecnologia, proteção de dados e privacidade da Daniel Law. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
A feira livre digital invadiu as plataformas de redes sociais. O que antes era exclusividade de grandes influenciadores virou uma máquina de vendas na mão de pequenos criadores de conteúdo e microempreendedores. Segundo dados da plataforma global Awin, que conecta marcas a afiliados e criadores de conteúdo, e acompanha as vendas geradas por esses parceiros, perfis com até 10 mil seguidores podem gerar R$ 18 em vendas para cada R$ 1 investido pelas marcas. Isto é, se uma empresa investir R$ 1 mil em ações de marketing de afiliados com um criador menor, o valor das vendas geradas pode chegar a R$ 18 mil. Como esse tipo de marketing virou o "emprego dos sonhos" da Internet e transformou qualquer pessoa com um celular em um vendedor de porta em porta digital? Para discutir o assunto, recebemos Marcos Souza, diretor de desenvolvimento e parcerias da Awin; e Lilian Carvalho, professora de marketing digital da Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getulio Vargas (FGV EAESP), e titular na Saint Paul Escola de Negócios. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
Um relacionamento iniciado em um aplicativo de namoro que terminou em investigação policial por estelionato sentimental acende o alerta para um crime cada vez mais comum. No Rio de Janeiro, a Polícia Civil indiciou um homem acusado de conquistar a confiança de vítimas e convencê-las a fazer transferências em dinheiro, utilizando falsas promessas de emprego e outras histórias inventadas. As apurações revelam um padrão: outra vítima relatou um prejuízo de R$ 12 mil e a perda de pertences após conhecer o suspeito, numa plataforma de relacionamento. Segundo o inquérito, ela ainda recebeu cheques sem fundo antes de o homem desaparecer. Enquanto os casos se multiplicam nos tribunais, o Judiciário avança na responsabilização. A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, que o estelionato sentimental, caracterizado pela simulação de um relacionamento amoroso com o objetivo de obter vantagem financeira, configura ato ilícito passível de indenização por danos morais e materiais. Para conversar sobre o assunto, recebemos Felipe Santoro, delegado da Polícia Civil; e Camila Ribeiro, psicóloga, palestrante e especialista em saúde mental feminina. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
Cabelos que antes teriam como destino o lixo agora ganham uma nova missão no Rio de Janeiro: ajudar na despoluição da baía de Guanabara. Em uma iniciativa inédita no Brasil, 300 fardos compostos de fios recolhidos em salões e barbearias de várias partes do país foram instalados em uma barreira de contenção de resíduos na ilha do Fundão, no campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A tecnologia aproveita a alta capacidade de absorção dos fios para filtrar óleo, graxa e outros poluentes (até mesmo metais pesados), além de atuar na proteção dos manguezais da região. Como um resíduo orgânico se transformou em uma poderosa ferramenta de combate à poluição? Para conversar sobre a iniciativa, convidamos Mariana Robrahn, idealizadora do projeto Fiotrar; e Susana Vinzon, doutora em engenharia oceânica e professora de engenharia costeira da UFRJ. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
Muito além do imóvel, o leilão judicial decorrente de dívidas pode abranger uma ampla diversidade de bens, que vão muito além de casas, apartamentos, terrenos, salas comerciais e veículos. O leilão pode incluir vagas de garagem, obras de arte, joias, relógios, equipamentos industriais e eletrônicos de alto valor, além de itens supérfluos ou duplicados da residência; no caso de empresas, ações, cotas de sociedade e até o faturamento entram na conta para tentar resolver o débito. No entanto, o processo segue regras específicas e a lei resguarda o devedor: conforme o artigo 833 do Código de Processo Civil, itens essenciais para a sobrevivência e o trabalho da família são impenhoráveis. Para discutir o tema, recebemos Júlio César Sanchez, professor e advogado; e André Zalcman, CEO e fundador do Leilão Eletrônico. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
Nas últimas décadas, o crescimento expressivo da população evangélica reconfigurou profundamente a relação entre religião e política no Brasil. Segundo os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país já conta com 47,4 milhões de pessoas com 10 anos ou mais que se declaram evangélicas — o que representa 26,9% dessa população. Com o fim do primeiro turno das eleições de 2026, surge a pergunta central: qual é o verdadeiro peso político das bancadas religiosas no novo Congresso? Para debater esse cenário e analisar os desdobramentos das urnas, conversamos com Clemir Fernandes, mestre em sociologia, doutor em ciências sociais e diretor do Instituto de Estudos da Religião (Iser); e Priscila Lapa, doutora em ciência política pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
Mais de 100 economistas e mais de 60 organizações da sociedade civil — entre elas a Plataforma CIPÓ e a organização Transforma — lançaram a iniciativa Vida em Conta, que busca aproximar o debate econômico das condições concretas de vida da população brasileira. São cinco diretrizes para orientar o próximo ciclo de prosperidade econômica no país, formuladas a partir de pesquisas, escutas e diálogos com economistas, movimentos populares e trabalhistas, organizações da sociedade civil e representantes dos poderes Executivo e Legislativo. São as diretrizes: reduzir as desigualdades; reduzir o custo de vida e ampliar o tempo e as condições para uma vida digna; fortalecer a soberania tecnológica e colocar a inovação a serviço do desenvolvimento sustentável; acelerar a diversificação produtiva para gerar empregos de qualidade; e reorientar a tributação e o orçamento público para o bem-estar e o desenvolvimento sustentável. A iniciativa ressalta avanços importantes na agenda econômica, com reconstrução de políticas públicas e fortalecimento das capacidades estatais a partir de 2023, mas reforça que ainda existem desafios estruturais e que o Brasil permanece entre os países mais desiguais do mundo. Como a coalizão foi formada? Para conversar sobre ela, recebemos Maiara Folly, diretora-executiva e cofundadora da Plataforma CIPÓ, mestre pelo Departamento de Desenvolvimento Internacional da Universidade de Oxford (Reino Unido); e Marco Rocha, professor do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e diretor-executivo do Transforma. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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