O Brasil está grisalho, e os números confirmam: a pirâmide etária inverteu. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, a PNAD Contínua, revelam que quase 60% da nossa população já ultrapassaram os 30 anos. No entanto, o verdadeiro desafio não é apenas viver mais, e sim viver melhor. Uma descoberta recente de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) destaca que a criatividade é uma ferramenta contra o declínio cognitivo. Práticas como dança, música e pintura não são apenas lazer; elas atuam como uma "reserva cerebral" que pode retardar o envelhecimento da mente em até sete anos, reduzindo drasticamente o risco de doenças como o Alzheimer. Como usar a criatividade para ter uma velhice mais saudável e longeva? Para discutir o cenário brasileiro, recebemos Milton Crenitte, médico geriatra, doutor em ciências pela USP e consultor em longevidade; dr. Renato Anghinah, professor titular de neurologia da Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) e professor livre docente em neurologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP); e Thais Bento Lima-Silva, gerontóloga, professora do curso de gerontologia da USP e PhD em neurologia pela mesma universidade. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.