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Apesar dos pesares, a semana acabou sendo de recuperação para a Bovespa e com queda do dólar, mesmo considerando dados negativos, notadamente na conjuntura local. Só para lembrar rapidamente, a semana incorporou inflação oficial de outubro maior que a prevista, detonando previsões pessimistas sobre juros e crescimento econômico. Tudo isso foi reforçado por vendas no varejo mais fracas que o projetado e também para os volumes de serviços prestados em setembro. Além disso, o final da safra de resultados do 3º trimestre trouxe resultados piores para muitas empresas (diferentemente do início da safra).
O último dia semana mostrou investidores operando com prudência no mercado local em função do feriado de 15/11 (proclamação da República), com mercados abertos no exterior e investidores externos preocupados com a inflação e em determinar qual o nível de tolerância do FED para a inflação. E, aqui, muitas especulações sobre a tramitação da PEC dos precatórios no Senado (nossa visão é que pode passar sem grandes problemas), e quadro fiscal decorrente que pode tornar o Bacen mais agressivo no trato dos juros.
O mercado acionário americano em dia de comportamento misto para os principais indicadores. O meio feriado do Dia dos Veteranos dificultou um pouco a maior expansão da Bovespa, liderada pelas ações de mineração siderurgia e varejo (com rotação de ativos), mas, ainda assim, mantendo o patamar de 108.000 pontos do Ibovespa. O mercado europeu, ao contrário, ajudou com alta razoável, exceto a Bolsa de Madri, que teve queda de 0,50%
No exterior, a União Europeia elevou a perspectiva de crescimento da zona do euro em 2021 para 5%, de anterior em 4,8%, mas estimou redução em 2022 para 4,3%, de 4,5%. Projetou inflação em alta de 2,4% em 2021 e alta em 2022 para 2,2%. Já a taxa de desemprego de 2021 de 7,9% deve encolher para 7,5% em 2022. A União Europeia também promete revelar plano de 40 bilhões de euros para competir com a China em tecnologia, assim como os EUA querendo tirar atrasos.
A safra de resultados do terceiro trimestre vai chegando ao fim e muitas empresas divulgaram seus números após o encerramento do pregão de ontem. Não dá para tirar um consenso dos resultados, nem mesmo referentes a um determinado setor da atividade. Tivemos lucros e prejuízos, quedas em relação a igual trimestre de 2020 e também resultados quintuplicando como o de Lojas Americanas. Vamos ter que pesquisar os motivos da performance dispare. Basta ver que a Astrazeneca teve prejuízo no trimestre de US$ 1,65 bilhão.
Ontem a Bovespa conseguiu manter a recuperação dos últimos pregões por conta das ações de mineração e siderurgia, a partir da alta do minério de ferro na China. A Bovespa encerrou com alta de 1,54% e índice em 107594 pontos e o dólar em queda forte de 1,74% e cotado a R$ 5,40. Já o Dow Jones observou contração de 0,44% e Nasdaq com +0,52.
A safra de resultados do terceiro trimestre de empresas brasileiras está em seu final e promete afetar pontualmente a precificação das ações. Alguns resultados bem positivos, como o da JBS, outros nem tanto e alguns bem piores (como BRF passando de lucro para prejuízo, a dívida da Oi no final da recuperação judicial ou os problemas trabalhistas detectados na Via Varejo).
Ontem, a Bovespa ainda conseguiu sustentar fechamento em alta de 0,41% e índice em 105.967 pontos, enquanto o dólar ficou em leve alta de 0,10%, aos R$ 5,50. A Bovespa chegou a atingir na máxima 107.407 pontos e o dólar caiu até R$ 5,43, mas não conseguiram sustentação. No mercado americano, mais um dia de realizações de lucros de curto prazo, com o Dow Jones perdendo 0,66%, Nasdaq com -1,66% e dólar forte no mercado internacional.
O dia foi quase que integralmente positivo para a Bovespa no day after da votação em 2º turno da PEC dos precatórios, que encerrou o primeiro round de votação (agora é com o Senado) com placar de 323 a 172. Não sem a apuração de que, no período entre 01/10 e 05/11, foram liberados recursos do “orçamento secreto” no montante de R$ 3,3 bilhões, sendo que, entre os dias 04/11 e 05/11, saíram R$ 300 milhões.
Os mercados da Europa operando no positivo ajudaram o caminho da Bovespa para o patamar de 107.000 pontos do índice, enquanto o mercado americano ainda mostrava realizações de lucros de curto prazo depois de sequência de recordes e preocupado com a inflação em alta.
Ontem, no final da noite, a Câmara aprovou em 2º turno a PEC dos precatórios com um único senão da manutenção da regra de ouro, que não permite que o governo se endivide para cobrir gastos correntes. Menos mal. Agora, ela será encaminhada para o Senado que, se cumprir o rito, tem que mandar para a CCJ avaliar antes do Plenário.
Ontem, os mercados tiveram dia de oscilações modestas, com as Bolsas americanas realizando lucros recentes, depois de grande sequência de recordes de pontuação histórica. Na B3, tivemos alta de 0,72%, com o índice fechando em 105.535 pontos, depois de trincar a faixa de 106.000 pontos. O dólar encerrou em queda de 0,83% e cotado a R$ 5,49, mas chegou a atingir R$ 5,45. O Dow Jones encerrou com queda de 0,31% e Nasdaq com -0,60%.
Hoje foi um dia frágil para os mercados acionários do mundo, mas com a Bovespa brigando para conquistar o patamar de 106.000 pontos do Ibovespa, mesmo com os problemas políticos de votação da PEC dos precatórios correndo na Câmara (novos apoios e retiradas) e a denúncia de que o pai do presidente, Arthur Lira, seria beneficiário de emenda. No exterior, ainda a preocupação recorrendo de retirada de estímulos monetários e aumento de juros.
Se retirada de estímulos e alta de juros passaram a ser preocupações, do outro lado tivemos vários posicionamentos de dirigentes de bancos centrais falando exatamente o contrário. O dirigente do BCE, Schnabel, disse acreditar que a inflação em 2022 recuará para baixo da meta de 2% e que as condições para alta de juros não devem ser atingidas em 2022.
Ontem, a Bovespa lutou bastante para permanecer acima dos 105.000 pontos do Ibovespa e perdeu tração na parte da tarde acompanhando desaceleração do mercado americano para encerrar com leve queda de 0,04% e índice em 104.781 pontos. Dólar fechando cotado a R$ 5,54, em alta de 0,33%, Dow Jones com alta de 0,29% e Nasdaq com leve valorização de 0,07%, depois de sucessivos recordes de pontuação.
Aqui, estresse com a votação marcada para hoje da PEC dos precatórios, quadro fiscal bem complicado, inflação acelerando e taxa de juros Selic em viés de mais alta. No exterior, assusta o tapering dos EUA e a inflação.
O dia foi de mercados acionários indecisos em todo o mundo, a partir de muitas manifestações de dirigentes do FED. As Bolsas da Europa terminaram o dia levemente negativas, com exceção de Londres, mercados americanos perdendo tração mais para o início da tarde e a Bovespa lutando para manter a recuperação da última sexta-feira, tomando por base a leve alta do minério de ferro, na China, e também do petróleo, no mercado internacional. No exterior, a preocupação é com a inflação. Por aqui, a PEC dos precatórios, quadro fiscal e também a inflação são preocupações.
Na China, a venda de carros encolheu pelo quinto mês seguido e no comparativo com outubro de 2020 mostrou contração de 13,9%. Ainda na China, a produção de carvão está no maior nível em anos e existe a crença de queda apesar dos percalços no setor imobiliário, com a economia retomando o ritmo de crescimento. Também anunciaram que vão ofertar empréstimos com juros menores para quem cortar emissão de carbono. No Japão, o BOJ, ao contrário de outros bancos centrais importantes do mundo, avalia manter a política monetária acomodatícia, já que por lá a inflação segue fraca.
O fim de semana foi agitado pelos ruídos sobre a votação da PEC dos precatórios e dados positivos divulgados na China, depois de uma semana também agitada principalmente no segmento local, gerando grande volatilidade nos mercados.
Na semana passada, apesar das complicações políticas na votação da PEC dos precatórios e pagamento de emendas parlamentares na véspera da votação, a Bovespa conseguiu encerrar o período com alta e o dólar mais fraco. A Bovespa reagiu com alta de 1,28% e índice em 104.824 pontos e o dólar encerrou cotado a R$ 5,52, com queda de 2,23%. No mercado americano, indicadores bateram seguidos recordes de pontuação, com o Dow Jones valorizando 1,42% e Nasdaq com +3,05, mesmo com anúncio do FED de início da retirada de estímulos.
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