Lado M

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Lado M episodes

  • Mercado continua “nervosinho”

    Ontem, Bolsonaro voltou a repetir que o mercado é “nervosinho” e, sempre que isso acontece, toca os juros longos e dólar para cima. Hoje não foi diferente, mesmo depois de o Copom ter saído de seu plano de voo original de alta da Selic de 1% para 1,50%. A percepção dos agentes é que, mesmo com isso, o Bacen segue atrás da curva de juros, mantendo a expectativa para dezembro em 1,75%.

    Dia tenso também por conta da PEC dos precatórios, cuja votação foi adiada para a próxima quarta-feira (03/11), mas parece que agora pode sair, mesmo com os “jabutis" lá colocados.

    6 min
  • Mirando agora na PEC dos precatórios

    Ultrapassada a decisão do Copom e a expectativa formada para a reunião de dezembro, os investidores vão mirar na avaliação da PEC dos precatórios, cheia de “jabutis” que ainda não foram retirados. A sensação de ser eleitoreira e de parlamentares apoiando para tirar outros benefícios, que não de assistir as classes de baixa renda, é inevitável.

    Mas antes, ontem, na última hora de pregão, os mercados deram guinada negativa, por precaução, com a decisão do Copom e os precatórios. Já no exterior, a decisão do banco central do Canadá de manter juros em 0,25%, mas encerrar o programa de compras de ativos, também fez preço. A Bovespa terminou o dia com leve queda de 0,05% e índice em 106.363 pontos, e dólar em queda para R$ 5,55, enquanto juros ajustaram expectativas. O Dow Jones teve queda de 0,74% e Nasdaq ficou estável.

    6 min
  • Buscando recuperar

    O dia parecia que seria novamente ruim para os mercados domésticos, já que logo cedo os mercados no exterior mostravam tendência de queda. O dia foi salvo por resultados divulgados por empresas no exterior e também por aqui, adicionalmente, alterando o comportamento do câmbio e juros. Só o petróleo é que se manteve fraco, por conta de crescimento dos estoques nos EUA anunciado pela API e pelo departamento de energia dos EUA. Mas, faltando cerca de uma hora para o encerramento do pregão, a Bovespa voltou ao campo negativo com as preocupações sobre a reunião do Copom aflorando.

    No exterior, as incorporadoras chinesas com dívidas em dólares propuseram a extensão dos bônus ou reestruturação das dívidas. Antes, o governo chinês já tinha anunciado lucro industrial em setembro voltando a subir 16,3% anualizado e expansão nos nove meses do ano de 44,7%, no comparativo com igual período de 2020.

    6 min
  • Cadê um momento de paz?

    Todos nós estamos precisando urgentemente de um momento de paz que teima em não acontecer. As tensões são enormes e os mercados evidenciam isso claramente, afastando investimentos e provocando reações irracionais.

    Ontem, tivemos mais um dia ruim para os mercados de risco domésticos, depois do ajuste técnico da véspera e trabalhando na contramão dos principais mercados do mundo. A Bovespa terminou o dia com nova queda de 2,11% e índice em 106.419 pontos. Dólar em alta de 0,32%, cotado a R$ 5,573, e juros absolutamente tensionados por expectativa da decisão do Copom de hoje sobre política monetária e Selic. As projeções de alta da Selic passaram rapidamente para +1,50%, existindo ainda quem justifique um choque, chegando ao dobro. Mas isso poderia ensejar discussões novas sobre estagflação e dominância fiscal, igualmente negativas.

    6 min
  • Mais um dia na contramão

    Mercados domésticos seguem com enorme tensão, grande volatilidade e rotação de ativos, além de operarem na contramão dos principais mercados no exterior. Tudo, ou quase tudo, pode ser atribuído ao risco fiscal e estimativas para o ano de 2022. Como os números estão mostrando, em 2021, as projeções são melhores, mas partindo de posições bem baixas. Como temos dito, os problemas estão em 2022, com previsões cada vez piores e voltando à discussão de estagflação e dominância fiscal.

    Ontem, caracterizamos o movimento melhor como de ajuste técnico, dissociado da realidade que seguia ruim. Hoje, tivemos a comprovação, com a Bovespa em queda, dólar novamente em alta e juros estressados. No exterior, mercados acionários fortes na Europa e EUA, dólar ganhando tração e investidores ampliando a propensão ao risco em função dos resultados favoráveis de empresas no terceiro trimestre de 2021.

    6 min
  • Buscando recuperar mais

    Ontem foi dia de ajustes técnicos nos mercados domésticos, depois das fortes perdas registradas na semana anterior. A Bovespa recuperou a faixa de 108.000 pontos do índice (chegou a 109.000 pontos), depois de ter transitado na casa de 102.000 pontos, e o dólar encerrou cotado a R$ 5,55, depois de ter atingido R$ 5,75. Só os juros que não foram na mesma direção, dada a percepção de quadro fiscal complicado depois do extrateto. O exterior também ajudou bastante com resultados do terceiro trimestre e recordes de pontuação nos três principais índices americanos.

    Hoje, mercados da Ásia terminaram o dia com comportamento misto e destaque para Tóquio, com +1,77%. Europa começando o dia em alta, e até acelerando um pouco, e mercados futuros americanos também mantendo novas altas. Mas, e aqui?

    6 min
  • Ajuste técnico

    Depois das fortes quedas da semana anterior, quando a Bovespa desvalorizou 7,3% e o dólar ficou em alta de mais de 3%, hoje tivemos um dia de reajuste técnico e rotação de ativos que tinham caído muito durante o período anterior. Os mercados no exterior ajudaram bastante, com novos recordes históricos nos três principais indicadores do mercado americano. Aqui, as ações da Petrobras puxando alta, depois de anúncio de novo aumento nos preços da gasolina e do diesel. Somente os juros não deram resposta adequada, por conta do risco fiscal.

    Outro fator que chamou a atenção foram as mudanças de rota sobre projeções da taxa Selic, que deve subir 1,50% na reunião do Copom de 27/10, taxa cambial de final de ano indo para R$ 5,50 e inflação pelo IPCA rondando a casa de 9%. Outra situação a que tudo isso levou foram as projeções do PIB de 2022, já chegando próximas de zero ou até negativas em 0,5%, colocando de volta a discussão de estagflação e dominância fiscal.

    6 min
  • Semana começa com estresse pós-traumático

    A semana começa com o mesmo estresse das anteriores, com o agravante de uma agenda intensa de resultados do terceiro trimestre de empresas, dados de conjuntura e reunião do Copom, que pode definir novo plano de voo do Bacen.

    A semana passada foi caótica para os mercados domésticos, com a Bovespa encerrando o período com perda de 7,28%, aos 106.296 pontos, mas chegou a bater na faixa de 102.000 pontos. Dólar com valorização de 3,15%, aos R$ 5,63, mas também transitou na casa de R$ 5,75. Já os DIs assumiram altas e vazaram a casa de dois dígitos nos juros, e houve piora nas previsões de dados de conjuntura para este e o próximo ano.

    6 min
  • Por conta do desmanche

    Os mercados domésticos ficaram por conta da sensação de desmanche da equipe econômica de Paulo Guedes e do fura-teto legal do limite de gastos incluído na PEC dos precatórios, abrindo brecha de R$ 83 bilhões para o Auxílio Brasil e, depois, com a promessa de Bolsonaro estender o auxílio diesel para os caminhoneiros autônomos no mesmo valor mensal de R$ 400.

    O dia foi quase caótico (como previsto) para os mercados, com o Ibovespa fazendo mínima em 102.853 pontos, dólar batendo acima de R$ 5,75 e os DIs curtos interrompendo negociação por terem atingido limite de alta. O CDS (credit default swap) de cinco anos do Brasil, uma espécie de seguro de crédito, atingiu 242 pontos, o maior patamar em mais de um ano, quando ontem estava em 226 pontos.

    5 min
  • Ajustando para saída de técnicos

    Álvaro Bandeira comenta sobre o fechamento do mercado de ontem e como foi danoso para os mercados domésticos. Aqui, no Brasil, é necessário avaliar o efeito das demissões e saídas que ocorreram, o que irá mostrar desgaste por conta da aprovação da PEC.

    O dia é de divulgação de indicadores. Na agenda do dia, teremos divulgação da nota do setor externo do mês de setembro. Expectativa do dia é de Bovespa com alguma melhora, seguindo o exterior, porém, ainda sob pressão.

    6 min

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