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Como disse Ricardo Salles em reunião ministerial: abriu a porteira, passa uma boiada.
As confusões sobre o Auxílio Brasil viraram uma discussão meramente política e eleitoral, desprezando a melhor âncora fiscal que o país tem para o momento. Não discutimos que a população de baixa renda e os invisíveis precisam ser acalentados. Isso parece evidente, mas discutimos a qualidade dos gastos públicos.
Tirar o teto de gasto e precatórios com limitações podem ser entendidos como abertura de porteira para mais gastos ineficientes, tendo em vista as próximas eleições polarizadas de 2022. Vamos perder a âncora, sem colocar nada no lugar. A qualidade dos gastos públicos é ruim e ainda temos a excrescência das emendas do relator, que quase chegam a R$ 11 bilhões para 2022.
Ontem, a Bovespa ainda conseguiu encerrar o dia no campo positivo, com alta pequena de 0,10% e índice em 110.786 pontos. O dólar teve queda de 0,59%, com a moeda americana cotada a R$ 5,56, mas com os DIs mostrando aumentos de juros em todos os vencimentos.
Pouco antes do encerramento do pregão, o ministro da Cidadania participou de coletiva. Depois de mercados encerrados, o ministro Paulo Guedes falou em dois eventos seguidos sobre o programa de assistência Auxilio Brasil. A coletiva de João Roma foi vazia em conteúdo, e Paulo Guedes conseguiu especificar um pouco melhor o Auxílio e os gastos além do teto.
Ontem foi um dia muito ruim para os mercados domésticos, com a Bovespa perdendo 3,28% e índice em 110.672 pontos, depois de ter vazado para baixo o patamar de 110.000 pontos. Dólar com mais uma alta de 1,33%, fechando cotado em R$ 5,59, depois de ter furado o patamar de R$ 5,61. Juros para todos os vencimentos também com fortes altas.
No exterior, mercados em alta na Europa e também nos EUA, e o resultado é que a Bovespa perde no ano 7%, e os mercados maduros dos EUA sobem na casa de 20%. Aqui, muito estresse com o Auxílio Brasil fura-teto e governo marcando e depois cancelando anúncio do programa (sem nova data), o que denota largo improviso.
Um dia muito tumultuado para os mercados domésticos. Queda generalizada na Bolsa, dólar em nova alta forte e juros pressionados. Podemos atribuir, quase totalidade disso, ao risco fiscal, detonado pela tentativa de burlar o teto de gastos, regra de ouro da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal). Enquanto isso, no exterior, os mercados tiveram um dia de alta, absorvendo até aqui a boa safra de resultados de empresas no terceiro trimestre.
Em reunião ocorrida ontem, ficou acertado que o Auxílio Brasil seria lançado com os R$ 300 prometidos pelo presidente, que o adicional de mais R$ 100 seria pago pelos próximos 60 dias e, ainda, ficariam fora do teto de gastos. A equipe econômica reagiu contra, mas acabou vencida pela ala política do governo. Com isso, os investidores fizeram a leitura de burlamento às diretrizes traçadas lá em 2016, ou contabilidade criativa, e isso poderia acarretar novas defecções na equipe econômica insatisfeita.
Ontem, os mercados começaram o dia negativos, mas quem estava aberto no início da tarde conseguiu melhorar com a recuperação da Bolsa Nasdaq e ações da Apple com novos lançamentos de produtos. A Bovespa chegou a perder o patamar de 113.000 pontos do Ibovespa, fechou em queda de 0,19%, mas com o índice em 114.428 pontos. O Dow Jones terminou com queda de 0,10% e Nasdaq com +0,84%. Aqui, dólar e DIs estressados durante todo o dia, com a moeda americana fechando em alta de 1,21% e cotada a R$ 5,52.
Investidores não gostaram dos rumores sobre a extensão do Auxílio Emergencial por 60 dias com pagamento maior de R$ 400, sendo parte (R$ 100) fora do teto de gastos. Além disso, muita expectativa com definições sobre precatórios e preço de combustíveis. Hoje, mercados da Ásia terminaram o dia com altas e liderança das ações de tecnologia, Europa operando com viés mais para positivo e futuros do mercado americano com altas neste início de manhã. Aqui, seguimos na mesma toada de ser preciso ultrapassar a faixa de 115.000/116.000 pontos do índice para ganhar tração e ir buscar os 120.000/121.000 pontos. Não podemos perder a faixa de 110.000 pontos.
A semana começou fraca para os mercados de risco em todo o mundo, a partir da divulgação, durante a madrugada, de uma bateria de dados de conjuntura de setembro da China, mostrando desaceleração abaixo do previsto, com destaque positivo somente para vendas no varejo que, contra setembro de 2020, cresceu 4,4%. O PIB do terceiro trimestre teve expansão de 0,2%, mas no ano ainda sobe 9,8%. As Bolsas europeias encerrando mais cedo não capturaram a melhora do mercado americano, introduzida pela Nasdaq e alta nas ações da Apple.
Nos EUA, a produção industrial de setembro registrou contração de 1,3% (a previsão era +0,2%) e ajudou na fraqueza inicial do mercado. A confiança das construtoras NAHB de outubro é que mostrou alta para 80 pontos, quando o previsto era que ficasse em 76 pontos. O primeiro secretário de estado negro dos EUA, Colin Powell, faleceu hoje por efeitos da covid-19. Ele, que tinha comorbidades e estava vacinado, trabalhou no governo de Bush no período entre 2001 e 2005.
Na semana passada, mesmo com ventos contra e vencimento de derivativos, a Bovespa conseguiu se manter em alta de 1,60%, com o índice em 114.648 pontos e o dólar com queda de 1,10%, cotado a R$ 5,455, mas com novas intervenções do Bacen. A volta do apetite ao risco, fluxo bem positivo de estrangeiros, safra de balanços do terceiro trimestre nos EUA e vendas no varejo explicam boa parte da melhora.
Hoje, mercados da Ásia terminaram o dia com quedas (destaque positivo para Hong Kong, com +0,31%), Europa começando o dia com quedas também, e até acelerando um pouco, e futuros do mercado americano no campo negativo. Aqui, seria bom mirar nos 115.000 e 116.000 pontos do Ibovespa para tentar ganhar o patamar de 120.000 e maior tração.
Hoje foi dia em que a Bovespa conseguiu reagir de forma mais intensa, mesmo sendo dia de vencimento no segmento de opções. Petróleo em boa alta no mercado internacional, minério de ferro em leve queda na China e fluxo de recursos de investidores estrangeiros fizeram a diferença. Além disso, mercados com bom comportamento no exterior, lastreado em bons resultados apresentados por empresas no terceiro trimestre e busca por barganhas.
No exterior, o dia não foi de divulgação de dados positivos. Na União Europeia, queda na taxa anual de venda de carros de 23%, muito em função do desabastecimento de chips. Nos EUA, o índice de atividade industrial de NY de outubro em queda para 19,8 pontos, vindo de anterior em 26,5 pontos, e a confiança do consumidor de Michigan de outubro também retrocedendo para 71,4 pontos (anterior em 72,8 pontos), com previsão de ficar em 73 pontos. Ainda nos EUA, as vendas no varejo de setembro subiram 0,7%, de previsão de encolherem 0,2%, e excluídos os automóveis com expansão de 0,8%.
Ontem foi mais um dia em que os mercados domésticos não conseguiram acompanhar o bom momento do exterior. A Bovespa terminou o dia com queda de 0,24% e índice em 113.185 pontos, dólar em alta de 0,13%, cotado a R$ 5,516, enquanto o Dow Jones registrou valorização de 1,56% e Nasdaq com +1,73%. Dólar fraco em praticamente toda a sessão.
Hoje, mercados do exterior começaram prometendo mais um dia forte. As Bolsas asiáticas encerraram em alta, com destaque para Tóquio, com +1,81%. Europa começando o dia com altas e acelerando, enquanto futuros do mercado americano nas mesmas condições. Aqui, seguimos indicando que os mercados só ganham maior tração se (e quando) conseguirem ultrapassar com consistência o patamar de 115.000 pontos do Ibovespa.
Hoje foi mais um dia daqueles em que os mercados domésticos não conseguiram acompanhar o bom momento dos mercados no exterior. Bovespa começou o dia em forte alta, dólar e juros em queda, mas aos poucos esse quadro foi sendo revertido, enquanto mercados no exterior operavam em alta e dólar se mantinha fraco.
A safra de balanços de instituições financeiras no terceiro trimestre trouxe otimismo ao mercado americano e europeu, mas aqui seguiram pesando fatores como as indefinições sobre precatórios, Bolsa Família, reformas estruturantes e muitos ruídos políticos, inclusive envolvendo Petrobras, mesmo com o petróleo em alta desde cedo no mercado internacional.
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