Lado M

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Lado M episodes

  • Dia fraco nos mercados

    Ontem foi mais um dia em que os mercados no Brasil não conseguiram acompanhar o exterior, bem mais positivo. A Bovespa encerrou praticamente estável em alta de 0,06% e índice em 110.457 pontos, e dólar em nova alta de 0,71%, cotado a R$ 5,485, esbarrando em R$ 5,50. Já as Bolsas europeias e o mercado americano tiveram dia de boas altas, e o Dow Jones com +0,92% e Nasdaq com +1,25%.

    Hoje, dia negativo nos mercados acionários da Ásia, com Xangai ainda parada por feriado, Europa começando no positivo, passando para bem negativo, mas já um pouco afastada das mínimas do dia. Os futuros do mercado americano também com quedas. Aqui, seguimos naquela toada de não perder o patamar de 110.000 pontos, sob pena de acelerar vendas. Começa a melhorar somente quando ultrapassar com consistência o patamar de 112.000 pontos.

    6 min
  • Bovespa não consegue acompanhar exterior

    A Bovespa bem que se esforçou para seguir mercados mais positivos no exterior, mas as incertezas locais não deixaram. Muitos ruídos na área política, e agora também na econômica, com a chapa dos precatórios esquentando, reforma do IR e tributária, e ainda a administrativa. Mas, certamente, o exterior ajudou bastante no desempenho de hoje, com Bolsas europeias subindo perto ou acima de 1% e mercados nos EUA ao redor de 1,5%.

    No exterior, persiste a discussão sobre o teto da dívida dos EUA e projetos de infraestrutura e social de Biden. Hoje, Jante Yellen (secretária do Tesouro) disse que um default da dívida seria catastrófico para a confiança nos EUA e que deveria haver consenso bipartidário. Segundo ela, o pacote de infraestrutura está pago e é fiscalmente responsável.

    O presidente Biden ainda não se decidiu pela escolha de Jerome Powell para seguir por mais um mandato no FED, mas a senadora Elizabeth Warren disse que Powell não foi um líder no FED, depois de dizer na semana passada que não votaria pela continuidade dele no cargo. Ainda nos EUA, o saldo da balança comercial de agosto mostrou déficit em alta de 4,2%, para US$ 73,3 bilhões de previsão de US$ 70,7 bilhões. O PMI de serviços de setembro caiu para 54,9 pontos, mas a previsão era pior, de 54,4 pontos. O ISM da atividade de serviços subiu para 61,9, quando o previsto era 60 pontos.

    6 min
  • Apagão

    Calma, ainda não estamos falando de apagão de energia e sim das redes sociais, que por si só já trouxeram enormes transtornos no dia de ontem. Apagão global no Facebook, Instagram e WhatsApp que durou quase sete horas acarretou perda de muitos negócios e deixou usuários estressados. No mercado as ações do Facebook, Alphabet (Google) e outras big techs tiveram fortes perdas e jogaram o índice Nasdaq em forte queda.

    A Bovespa terminou o dia com perda de 2,22% e índice voltando para o patamar de 110393 pontos, em faixa perigosa, enquanto o dólar valorizou 1,44% e fechou cotado a R$ 5,45. O Dow Jones caiu 0,54% e o Nasdaq com -2,14%.

    6 min
  • Dia começando indefinido nos mercados

    Na semana passada, a Bovespa registrou queda de 0,33%, com índice em 112.899 pontos mesmo com a situação tensa no cenário global e local. O mercado americano caiu comparativamente mais com o Dow Jones em -1,24% e Nasdaq com -3,19%. Dólar por aqui com alta de 0,29% e cotado a R$ 5,36, e petróleo WTI, em NY, com valorização de 2,50%.

    Investidores preocupados ainda com a situação da Evergrande, gigante chinesa de incorporações, o feriado prolongado na China que atrapalha bastante (principalmente commodities), e aqui reformas que não andam, precatórios sem definição e governo e parlamentares visando medidas populistas que só pioram o quadro fiscal, apesar de dados melhores coletados no curto prazo.

    6 min
  • Feriado prolongado chinês

    Hoje, começa o feriado de uma semana na China, e isso provoca mudanças principalmente no segmento de commodities, que já vinha sofrendo com interferência, notadamente em minerais e petróleo.

    O mês de setembro foi ruim para todos os principais mercados acionários do mundo, negativo no continente europeu, nos EUA e também por aqui. A Bovespa fechou o mês com perda de 6,57% e índice em 110.979 pontos, e acumula perdas também em 2021 de 6,75%. Dólar observou valorização em setembro de 5,30%, com a moeda americana fechando cotada em R$ 5,446, e o Bacen tendo que fazer operação extra de swap cambial de 10.000 contratos no final do dia de ontem.

    6 min
  • Setembro negro

    Setembro terminando e trazendo como balanço a desvalorização nas principais Bolsas do mundo. E foi assim na Europa e no Stoxx 500, nos indicadores americanos e na Bovespa, que fechou o mês com desvalorização de 6,56%.

    Os motivos já conhecemos de muito tempo. No cenário externo, a variante Delta da covid-19 preocupando e interrompendo a recuperação mais acentuada das economias, a inflação grassando em todo planeta e bancos centrais arquitetando como farão a retirada de estímulos, o tapering. Aqui, além de tudo isso e de uma inflação que não parece ser tão transitória como no exterior, nossos problemas não foram solucionados. Precatórios sem definição, inflação também alta, dívida bruta de 82% do PIB, quadro fiscal deteriorado, governo e parlamentares buscando bondades visando às eleições do próximo ano (e só no final de 2022); além de todos os ruídos políticos de setembro, começando pelas manifestações de 07/09.

    Hoje, virada de mês, inevitável que tudo isso aflorasse e Bolsas da Europa terminaram o dia em queda, mercado americano passando para o negativo, petróleo sem encontrar tendência mais consistente e, aqui, dólar com grande volatilidade e pressionado, ainda que os indicadores de conjuntura divulgados tenham mostrado melhora no curto prazo.

    Na China, o governo voltou a injetar recursos no sistema financeiro no montante de US$ 15,5 bilhões, na véspera do feriado de uma semana, o que compromete a liquidez e formação de preços, principalmente das commodities. Além disso, temos que considerar as interferências regulatórias e de mercado, e o governo estudando medidas para aumentar o fornecimento de energia, que anda escassa.

    Na Alemanha, a inflação preliminar medida pelo CPI de setembro anual de 4,1% (previsão era 4,2%), mas no mês ficou estável. Já o Banco Mundial diagnosticou que commodities e juro alto podem piorar a dívida dos países pobres.

    Nos EUA, os pedidos de auxílio desemprego da semana anterior subiram 11.000 posições para 362.000 (previsão era de 335.000), e pedidos continuados com uma semana defasada encolheram 18.000 posições, para 2,8 milhões. O PIB do segundo trimestre na terceira leitura ficou em 6,7%, de projeção de 6,6%. O deflator de preços do consumo (PCE) do segundo trimestre em 6,5% e núcleo em 6,1%. O ISM de Chicago caiu para 64,7 pontos em setembro, vindo de anterior em 66,8 pontos.

    O dia foi de dirigentes do FED falando ao longo de todo o dia. Jante Yellen, secretária do Tesouro, e Jerome Powell, do FED, repetiram na Câmara o discurso de ontem no Senado. Outros dirigentes regionais também falaram sobre tapering e necessidade de contrair a liquidez do sistema financeiro. Nancy Pelosi prometeu aprovar hoje medida que evita a paralisação do governo e o Senado tem votos para aprovar a suspensão do teto da dívida.

    No mercado externo, o petróleo WTI, negociado em NY, mostrava alta de 0,31%, com o barril cotado a US$ 75,06. O euro era transacionado em queda para US$ 1,156, e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,52%. O ouro e a prata dentro de quadro de busca por proteção tiveram dia de boa alta na Comex, e commodities agrícolas com desempenho misto na Bolsa de Chicago. O minério de ferro é que, na véspera do ferido chinês e com o incidente em mina da Austrália, registrou alta de 4,47%, com a tonelada em US$ 119,23.

    6 min
  • Investidores esperando RTI

    O dia é de expectativa com a divulgação do RTI-relatório trimestral de inflação pelo Bacen, diante de um quadro de inflação ascendente e PIB declinante (principalmente em 2022), além de outras tantas incertezas relacionadas a precatórios, orçamento, dívida alta e postura mais populista do governo e de parlamentares da base de apoio do presidente.

    O mês de setembro vai indo embora e deixando uma queda para a Bovespa de 6,46% e com o dólar se aproximando de R5 5,50 novamente. Mas ontem foi dia de recuperação para a Bovespa, fechando com alta de 0,89% e índice em 111.106 pontos, depois de ter vazado rapidamente o patamar de 122.000 pontos. O dólar com leve valorização de 0,11%, cotado a R$ 5,43, Dow Jones com alta de 0,26% e Nasdaq com queda de 0,24%.

    6 min
  • A novela dos precatórios

    Hoje foi mais um dia positivo nos mercados de risco no exterior, e aqui também, mas com ressalvas. No Brasil, investidores assustados com a indefinição sobre os precatórios, e isso segura o orçamento, mas também com a sucessão de bondades que o governo e parlamentares desejam fazer, visando às eleições do próximo ano. Extensão do auxílio emergencial até pelo menos abril, Bolsa Família majorado para R$ 300 e aumento da tributação (além do IOF) fazem parte deste cardápio.

    Nesse ambiente, citamos declarações da agência de classificação de risco Fitch mostrando suas preocupações e incertezas com o país e agenda econômica, o tamanho de nossa dívida e reformas incompletas, dentre elas a tributária. Função disso, a Fitch não descarta rebaixamento da nota de crédito do país, dependendo do que aconteça.

    No exterior, o dia foi marcado por declarações de dirigentes dos maiores bancos centrais do mundo, todos, invariavelmente, preocupados com a inflação corrente, mas também acreditando ser transitória. Assim se expressaram Christine Lagarde, do BCE (BC europeu), Jerome Powell, do FED, e Bailey, do BOE (BC inglês). Já Kuroda, do BOJ (BC japonês), se mostrou mais preocupado com o baixo consumo, apesar da economia estar em recuperação. O BOJ voltou a comprar ETFs, coisa que não fazia desde 21/06.

    Na China, o governo preocupado com a escassez de energia pode elevar tarifa para a indústria, além de ter anunciado a intensificação do controle no câmbio para combater especulações. Na Alemanha, o parlamento, depois das eleições do final de semana, ficou o mais diversificado da história do país.

    Nos EUA, as vendas pendentes de imóveis de agosto cresceram bem mais que o previsto, em 8,1%, com o esperado era +1,2%. Os estoques de petróleo cresceram na semana passada em 4,6 milhões de barris e isso inverteu a alta do barril no mercado internacional. Já Jerome Powell repetiu um pouco de suas declarações em coletiva de imprensa da semana passada sobre as incertezas que rondam a economia, mas também disse que estão perto de atingir o progresso para iniciar o tapering. Sobre tapering, vários dirigentes também falaram sobre anuncio na reunião de novembro e encerramento em meados de 2022.

    5 min
  • Dilema: aversão ao risco X barganhas

    Ontem foi dia de fortes perdas nos principais mercados acionários do mundo, reversão da alta do petróleo no mercado internacional e alta da aversão ao risco por investidores. Aqui, a Bovespa encerrou com queda de 3,05% e índice em 110.123 pontos, tendo vazado o patamar de 110.000 pontos para baixo, e dólar atingindo a maior cotação desde maio, em R$ 5,42, depois de ter transitado em R$ 5,46. O Dow Jones teve perda de 1,63% e Nasdaq pressionado por empresas de tecnologia com -2,83%.

    Hoje, os mercados da Ásia terminaram o dia com comportamento misto, mas Xangai com -1,83% e Tóquio com -2,12%. Na Europa, mercados buscando recuperação neste início de manhã, e futuros do mercado americano com altas e até acelerando. Aqui, seria bom não perder o patamar de 110.000 pontos do Ibovespa e buscar recuperação em 112.000 e 115.000 pontos.

    6 min
  • Aversão ao risco

    O dia foi caracterizado por renovada aversão ao risco por parte de investidores e gestores de recursos. O melhor exemplo fica por conta do índice VIX, considerado com o de pânico, que subiu mais de 25% na sessão de hoje. No segmento externo, a preocupação com a expansão da inflação, sempre mostrada como transitória por bancos centrais (mas alta), e no segmento doméstico preocupação com o quadro fiscal e postura mais populista do governo.

    Em nossa abertura de mercado, mostrávamos o risco de aceleração de vendas caso o Ibovespa perdesse 112.000 pontos e 110.000 pontos. Na sessão de hoje, chegamos a perder o nível de 110.000 pontos, e pela análise técnica aponta agora para suporte na área de 107.000 pontos.

    Logo cedo, Christine Lagarde, do BCE (BC europeu), disse que vão precisar de política monetária acomodatícia para sair com segurança da pandemia e espera que a inflação alta desacelere nos próximos meses, com o PIB crescendo fortemente e superando a fase pré-pandemia. Já a China pediu que empresas estatais comprem ativos da Evergrande. Além disso, o PBOC prometeu manter política monetária “normal” pelo tempo que for possível (não disse nada).

    5 min

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