Lado M

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Lado M episodes

  • Um susto e boas notícias

    Ontem foi dia de volatilidade na Bovespa, oscilando entre positiva e negativa, com direito a susto com Petrobras e Vale. Acidente em mina da Vale, no Canadá, deixou 39 presos (que estão vivos e sendo resgatados), e a Petrobras disse em coletiva que mantém estrutura de preços de combustíveis, após a forte pressão do presidente da Câmara na semana passada.

    Resultado disso, a Bovespa fechando novamente em alta de 0,27% e índice em 113.583 pontos, dólar com alta de 0,65% e cotado a R$ 5,36 (outro fator de pressão sobre os combustíveis) e mercados americanos com comportamento misto.

    Hoje, Bolsas da Ásia encerrando o dia mais pesadas, mas com Hong Kong com +1,20% e Xangai com +0,54%. Na Europa, dia começando com quedas, e até acelerando perdas, e futuros do mercado americano no campo negativo também acelerando. Aqui, seguimos na toada de tentar passar o patamar de 115.000 pontos do Ibovespa para poder mirar na faixa mais alta de 120.000 pontos. Não deveríamos perder a casa de 112.000 e 110.000 pontos.

    6 min
  • Radar sobre a China

    Na semana passada, apesar dos problemas com a incorporadora chinesa Evergrande, os mercados acionários tiveram alta pequena. A Bovespa encerrou com valorização de 1,65% e índice em 113.282 pontos (no ano, negativa em 4,82%), Dow Jones com +0,61% e Nasdaq com +0,26%. Petróleo na quinta semana de alta e dólar por aqui com valorização de 1,02% e cotado a R$ 5,34.

    A nova semana começando com o radar na Evergrande novamente e falta de energia, e neste aspecto estamos também juntos com parte da Europa. Hoje, mercados da Ásia tiveram a Bolsa de Xangai em queda de 0,84%, Tóquio estável (-0,03%) e demais com altas. Europa começando o dia com altas razoáveis e futuros do mercado americano com comportamento misto. Aqui, temos que buscar vazar o patamar de 115.000 pontos do Ibovespa novamente e mirar em 120.000 pontos, quando o mercado pode ganhar maior tração.

    6 min
  • Evergrande e China voltam a estressar mercados

    Até aqui, nenhum país se mostrou publicamente preocupado com eventuais efeitos produzidos pela situação da incorporadora chinesa Evergrande, e o presidente do FED, Jerome Powell, disse que era um problema particular da China e sem capacidade de arrasto. Mas é fato que os investidores voltaram a se preocupar, já que ontem a empresa deveria ter quitado débitos da ordem de US$ 83 bilhões. Surgiram boatos de que pode deixar para pagar antes de caracterizar o início de processo de inadimplência.

    Mas já faz algumas semanas que o endurecimento da regulação na China tem preocupado os investidores, independentemente do evento da Evergrande. Intervenções no segmento de commodities, dizendo vender reservas de petróleo, no mercado de minério, nos lucros do sistema educacional e ainda nas “big Techs”, como Alibaba e Tecent, fazendo parte do cardápio. Isso junto à declaração de hoje, de que considera a atividade com criptomoedas ilegal e prometendo ação contra.

    Os mercados hoje se ressentiram disso, independentemente da decisão de bancos centrais e expectativas de retirada antecipada do tapering, envolvendo o FED e, eventualmente, o BOE (BC inglês) e o BCE (BC europeu).

    5 min
  • Tentando quarta alta e 115.000 pontos

    O Ibovespa pode tentar se aproximar dos 115.000 pontos, quando ganharia maior tração para seguir recuperando. Pode emplacar o quarto pregão seguido de alta, mas mercados fracos no exterior inibem tal postura.

    Ontem foi dia de mercados reagirem em alta diante do melhor dimensionamento das dificuldades da incorporadora Evergrande chinesa e seus possíveis efeitos sobre os credores. A Bovespa teve dia de alta de 1,59%, como índice em 114.004 pontos, dólar em leve alta de 0,10%, cotado a R$ 5,31, e DIs com juros em alta por conta da decisão do Copom de elevar a Selic para 6,25%.

    6 min
  • Rotação de ativos

    Com o melhor dimensionamento dos problemas e consequências da incorporadora chinesa Evergrande, os investidores que tinham buscado proteção e outros que estavam afastados ampliaram a proporção ao risco e foram às compras. O comportamento dos juros americanos nas sessões de ontem e hoje indica essa situação. As altas dos índices acionários dos EUA também mostraram isso e ajudaram no comportamento positivo dos mercados na Europa e também na Bovespa.

    O dia foi de divulgação de indicadores PMI de setembro em diferentes países e, como tônica, todos mostrando desaceleração, mas ainda com expansão, já que permanecem acima dos 50 pontos. Nos EUA, o PMI de serviços caiu para 54,4 pontos, o industrial para 60,5 pontos (a previsão era de 61,7 pontos) e o composto com 54,5 pontos, o menor patamar dos últimos 12 meses.

    6 min
  • Evergrande, FED e Copom

    Ontem, os mercados de risco tiveram mais um dia positivo, em recuperação do estresse, produzido pela incorporadora chinesa Evergrande, e trabalharam na expectativa da decisão do FED sobre política monetária e, mais especificamente, das indicações sobre o tapering, a retirada de estímulos.

    A Bovespa encerrou o segundo dia de alta com +1,84% e índice em 112.282 pontos, mas na máxima chegou a atingir 113.321 pontos, com liderança de Petrobras e Vale. O dólar registrou alta de 0,34%, cotado em R$ 5,30, e mercados americanos com altas ao redor de 1%.

    6 min
  • Mercados acionários em recuperação

    O dia foi de mercados acionários em recuperação em todo o mundo, depois do sufoco com os problemas da incorporadora chinesa Evergrande. Mas boa parte do dia foi de “banho-maria”, aguardando a decisão do FED sobre política monetária e principalmente indícios sobre a retirada de estímulos. Bolsas da Europa fecharam com boas altas, mercado americano ganhou mais força depois da decisão do FOMC, do FED, e puxou também o mercado local.

    Logo cedo, tivemos declarações do BOJ (BC japonês) de que a demanda na China e nos EUA não deve desacelerar forte, e que a Evergrande não deve ser problema global. Na China, o governo disse garantir a estabilidade em meio aos desafios. Também circularam notícias de salvamento da Evergrande e consequente estatização. Na zona do euro, a confiança do consumidor subiu para -4 pontos, de previsão de ser -6 pontos.

    Nos EUA, as vendas de imóveis usados encolheram 2% em agosto, dentro do previsto. MCConnell, líder da oposição, descartou a possibilidade de calote com relação ao teto da dívida e disse ser essa a responsabilidade dos democratas. O estoque de petróleo americano na semana passada caiu 3,5 milhões de barris.

    O pacote de infraestrutura de Biden corre novos riscos com a cisão entre os próprios democratas. O presidente Biden anunciou a compra de mais 500 milhões de doses de vacinas para países pobres e a decisão de fomentar a produção de vacinas, depois de já ter doado mais de 160 milhões de doses para mais de 100 países.

    A decisão do FOMC, do FED, veio dentro do esperado, mantendo a política monetária estável, o que significa juros entre 0 e 0,25 e taxa de desconto de 0,2%. O emprego se fortaleceu com a vacinação e apoio político, e setores mais afetados pela pandemia estão melhorando. A política acomodatícia foi mantida, mas se o progresso seguir como esperado será necessário moderar compras de ativos. A inflação de 2021 foi projetada em 4,2% (de 3,4%), mas reflete fatores transitórios, e 2022 em 2,2% (de 2,1%). O PIB foi reprojetado em desaceleração para 5,9% (de 8%) e 2022 com alta de 3,8%.

    A coletiva de Jerome Powell, presidente do FED, foi como sempre tranquila, repetindo termos do comunicado sobre trabalho inflação e PIB, mas dando tintas sobre a possibilidade de tapering na reunião de novembro de forma gradual e com elevação de juros ainda distante. O tapering pode durar até meados do próximo ano. Segundo ele, um payroll (criação de vagas na economia) razoável já seria suficiente para retirar estímulos. Falou sobre dirigentes operando nos mercados (não sabia) e sobre o problema Evergrande ser particular da China e sem capacidade de respingo nos EUA.

    No mercado internacional, o petróleo WTI, negociado em NY, mostrava alta de 2,14%, com o barril cotado em US$ 72. O euro era transacionado em leve queda para US$ 1,169, e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,31%. O ouro e a prata com boas altas na Comex, e commodities agrícolas com desempenho de alta na Bolsa de Chicago. O minério de ferro registrou forte recuperação em Qingdao, na China, com alta de 16,84% e a tonelada cotada em US$ 108,70.

    6 min
  • Dia pode ser novamente de alívio

    Ontem foi dia de os mercados de risco respirarem um pouco e/ou de maior comedimento em posições vendedoras. A Bovespa encerrou com alta de 1,29% e índice em 110.249 pontos, mas ao longo do dia quase esbarrou no patamar de 111.000 pontos. O dólar fechou em queda de 0,84%, cotado a R$ 5,286, e mercados dos EUA terminaram o dia com comportamento misto.

    Durante a madrugada, os mercados da Ásia fecharam com comportamento misto, mas a Bolsa de Xangai terminou em alta de 0,40%, depois de feriado prolongado e problemas com a Evergrande. Europa começando o dia novamente com boas altas e futuros dos EUA também com altas (mais modestas). Aqui, seria bom que conseguíssemos manter o patamar de 111.000 pontos e abrir espaço para retornar para a faixa de 115.000 pontos.

    6 min
  • Mercados reagem à costura dos precatórios

    Depois de os mercados amargarem com os problemas relacionados à situação da incorporadora Evergrande, hoje foi dia de colocar ordem na casa bagunçada e reação positiva nos mercados de risco no mundo. Aqui, ainda demoramos um pouco diante do estresse do discurso do presidente Bolsonaro na assembleia geral da ONU e os precatórios.

    No início da tarde, com coletiva de Paulo Guedes, Rodrigo Pacheco e Arthur Lira, os investidores puderam respirar aliviados com os precatórios. Na coletiva de imprensa, os três disseram terem convergido que precatórios são obrigações a serem cumpridas, respeitando o teto de gastos e com preocupação de arranjar recursos para programa social. A difícil equação parece ter sido resolvida com aquela solução de corrigir o teto de gastos de 2016 e pagar em 2022 somente cerca de R$ 40 bilhões, deixando outros R$ 50 bilhões para o ano de 2023.

    6 min
  • Arrumando a casa

    Ontem foi dia de caminhão carregado descendo a ladeira sem freio nos mercados de risco do mundo. A Bovespa terminou o dia com queda de 2,33%, em 108.843 pontos, mas fez mínima em 107.520 pontos. O dólar encerrou cotado a R$ 5,33 (+0,93%), mas fez máxima acima de R$ 5,377, e juros voláteis para todos os vencimentos.

    Investidores buscaram proteção durante todo o dia, e as reações foram mínimas, exceto por pequena melhora no final dos pregões. O fato detonador foi a expectativa de Evergrande (incorporadora chinesa) contaminar outros segmentos e risco financeiro de não pagar serviço da dívida que vence em 23/09, em montante estimado de US$ 83,5 bilhões. A busca foi por ouro treasuries e dólar pressionado na compra.

    6 min

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