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Ninguém sabe muito bem como as coisas ocorrem e como são tratadas na China no que tange a economia e o sistema financeiro. Mas é fato que a situação da gigante incorporadora chinesa Evergrande está assustando todos os investidores desde a semana passada. Há quem diga que tem o mesmo poder de arrasto da situação, iniciada pela quebra da instituição centenária Lehman Brothers, mas achamos isso um exagero (mas também não temos certeza). Não vemos poder de arrasto nessa situação, apesar de que muitos sairão chamuscados. Hoje, os mercados refletiram isso desde a madrugada na Ásia, com o agravante de alguns mercados fechados por feriados, como Xangai, Tóquio e Seul. Em Hong Kong, as ações da Evergrande caíram mais de 13%.
O efeito foi uma corrida por ouro, derivados, treasuries (ouro em alta e taxa de juros em queda) e investimentos em dólar. Os mercados acionários sentiram bastante e, aqui, passamos rapidamente pela zona de suporte de 110.000 pontos.
Semana começando novamente tensa nos mercados do mundo por conta dos problemas financeiros da incorporadora chinesa Evergrande e também pelas relações tensas entre os EUA e a China que podem originar, segundo a ONU, nova guerra fria.
Antes disso, a semana passada já tinha sido de grande tensão, mesmo considerando a capitulação do presidente Bolsonaro em atacar o STF e TSE. Petróleo volátil em NY, queda acentuada do minério de ferro (-21%) na semana em Qingdao na China, vencimento quadruplo n o mercado de derivativos dos EUA, vencimento de opções no mercado local; deram o tom dos mercados. Além disso, previsões ´piores sobre dados de conjuntura de 2022 (PIB e inflação). A Bovespa terminou a semana com queda de 2,49% (no ano -6,37%) e índice emm111439 pontos, dólar com alta de 0,45% e cotado a R$ 5,29 e juros também com altas.
A próxima semana reserva alguns indicadores importantes. O FOMC, do FED, vai divulgar sua decisão de política monetária seguida de coletiva do presidente Jerome Powell e o BOE também anuncia sua decisão – todos de olho em alguma postura de retirada de estímulos (tapering). Teremos ainda indicadores PMI da atividade industrial e de serviços em diferentes países e, aqui, sai a prévia da inflação oficial pelo IPCA-15, a nota do setor externo e a decisão de bandeira tarifária para o próximo mês.
Investidores sem rumo no curto prazo acabam sempre apostando no pior. Resultado disso, Bovespa em queda de 1,10% na sessão de ontem, com o índice em 113.794 pontos, dólar em alta para R$ 5,27 e juros só um pouco mais comportados. O exterior também não ajudou com Bolsas americanas indefinidas.
Os mercados domésticos se ressentiram hoje do noticiário sobre a Reforma Administrativa, principalmente, com relação às discussões (ainda sem solução aparente) sobre o pagamento de precatórios. Os investidores ficaram na defensiva, com a Bovespa em boa queda, dólar em alta e juros idem.
No exterior, o Japão reduziu sua avaliação sobre a economia, depois de ter mantido por quatro meses. Já Christine Lagarde, presidente do BCE (BC europeu), declarou que a região já atravessou o período mais complicado, mas nem por isso estão fora de perigo. Mas, de qualquer forma, a recuperação está sendo mais rápida que o previsto e que as políticas monetária e fiscal devem seguir juntas para a recuperação. Ressaltou que a transição verde digital é imperativa.
A agência de classificação de risco Fitch (entre as três maiores do mundo) revisou sua expectativa de crescimento do PIB global de 2021 para 6%, de anterior em 6,3%. Também advertiu que muitos setores podem estar expostos ao risco de crédito, se a gigante chinesa incorporadora Evergrande entrar em default. E a China virou aliada de trabalhadores contra as grandes empresas de tecnologia, como Alibaba e Tencent, no que chamam de Nova Era de Prosperidade Comum.
Ontem foi dia de a Bovespa pesar e só não foi pior em função da performance das ações da Petrobras, seguindo alta do óleo no mercado internacional. Chegamos a perder o patamar importante de 115.000 pontos do Ibovespa, para fechar com queda de 0,96%, e índice em 115.062 pontos. O dólar fechou com queda e cotado a R$ 5,24, mas durante a sessão vazou R$ 5,27. Os mercados americanos encerraram o dia com boas altas e Europa também.
Hoje, mercados da Ásia terminaram o dia com quedas e destaque para Xangai com -1,34%, Europa com altas neste início de manhã e tentando manter recuperação consistente. Futuros do mercado americano com pequenas perdas. Aqui, seguimos na toada de não perder o patamar de 115.000 pontos do Ibovespa e os 112.000 (zonas de suporte gráfico), bom mesmo só quando voltar a passar a zona de 118.000 pontos e tentar buscar 121.000.
Investidores da Ásia preocupados com a incorporadora Evergrande que não vai pagar parcelas de empréstimos e temor com o aumento da regulação na China. Aqui, preocupação com o quadro fiscal e medidas populistas eleitoreiras, e permeando tudo isso a variante delta do covid-19 e desaceleração global.
Hoje os mercados começam o dia tendo que ajustar para dados divulgados durante a madrugada, na China, e aguardando outros dados de conjuntura aqui e no exterior. Ontem, a inflação medida pelo CPI (consumidor) nos EUA em agosto, declarações de Campos Neto, do Bacen, e pressão de parlamentares sobre política de preços de combustíveis e térmicas da Petrobras deram o tom dos mercados de risco para a sessão, com vista da relatória dos precatórios.
Resultado disso, a Bovespa fechando em queda de 0,19% e índice em 116.180 pontos, dólar pressionado em alta para fechar em R$ 5,26 e juros mais comedidos por conta de mudanças na previsão de alta da Selic em 22/09. Mercados americanos fechando com quedas, com o auxílio luxuoso das ações da Apple em queda com lançamentos anunciados.
Hoje, os mercados da Ásia encerraram o dia com quedas, Europa começando com mercados no campo negativo (exceção para Londres) e futuros do mercado americano com leve alta nesse início de manhã. Aqui, seguimos marcando o patamar de 118.000 pontos do Ibovespa como meta a ser superada, para depois buscar a faixa de 121.000, quando teríamos comportamento mais consistente.
Os mercados de risco no mundo tiveram que se ajustar para eventos acontecidos. Aqui, dois influíram na tendência geral (presidente da Petrobras em comissão da Câmara e fala de Campos Neto) e, no exterior, a divulgação da inflação medida pelo CPI (consumidor). Isso mexeu com as Bolsas, o câmbio e também com os juros.
No exterior, logo cedo o BCE (BC europeu) se disse atento à inflação alta, mas segue indicando que é temporária. Além disso, mostrou que vai ceder, não há muitas dúvidas, mas também era esperado que fosse mais breve. O mesmo vale para os EUA. Já o presidente do Bundesbank (Weidmann) declarou que o euro digital deve ter papel limitado no lançamento, enquanto aqui o presidente do Bacen disse que estão adiantados na moeda digital.
Mas o que mexeu mesmo com os mercados foi a divulgação da inflação medida pelo CPI de agosto nos EUA, que veio menor que o previsto. A taxa de agosto ficou em 0,3% de previsão de rodar em 0,4%, enquanto o núcleo foi de 0,1%, de previsão de 0,2%. Na comparação anual a inflação por este indicador está em 5,3% e o núcleo em 4,0%, um pouco abaixo dos 4,2% previstos. A Comissão Europeia é que vai delinear ainda em setembro as soluções de comércio para a Irlanda do Norte, aliviando tensões no comércio com o Reino Unido. Já o Reino Unido comemorou o número de empregos maior em 1,0 milhão em relação ao período pré-pandemia.
Bastou um período de certa tranquilidade no ambiente político para que os mercados reagissem na direção correta. A Bovespa terminou o ontem com valorização de 1,85%, aos 116.403 pontos, o dólar em queda de 0,76%, cotado a R$ 5,22 e os DIs com comportamento comedido. Nos EUA, os mercados terminaram mistos e o dólar permaneceu forte.
Hoje o início do dia indica prudência dos investidores aguardando a divulgação da inflação americana medida pelo CPI (consumidor) de agosto, que pode desacelerar em relação ao mês de julho, e sai as 9:30 horas de Brasília.
Mercados da Ásia encerraram o dia com comportamento misto (Xangai com -1,42% e Tóquio com +0,73%), Europa começando o dia também indefinida e futuros do mercado americano próximos da estabilidade. Aqui, precisamos voltar a superar o patamar de 118.000 pontos do Ibovespa para almejar atingir os 121.000, quando o mercado pode adquirir maior tração.
Como dito, os investidores esperam o CPI de agosto nos EUA para definir tendência do dia, mas miram também na elevação do teto da dívida americana, que se não for feita até o final do mês pode paralisar algumas atividades do Estado. Também avaliam o aumento da carga de impostos para empresas e pessoas físicas, além da possível elevação de alíquota sobre ganhos de capital. O programa de investimentos de Biden também está no radar.
A AIE (Agência Internacional de Energia) divulgou relatório cortando a oferta de óleo por conta do furacão IDA e outros fatores, além do novo furacão que entrou hoje no Texas e vai novamente em direção da Louisiana. No mercado internacional, o petróleo WTI, negociado em NY, mostrava alta de 0,76%, com o barril cotado a US$ 71,00. O euro era transacionado praticamente estável em US$ 1,18 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,34%. O ouro e a prata em queda na Comex e commodities agrícolas com comportamento de alta na Bolsa de Chicago.
Aqui, ontem o presidente da Câmara, Arthur Lira, produziu tweet dizendo que a Petrobras é dos acionistas brasileiros e colocando pressão na visita de hoje do presidente da Petrobras, Silva e Luna. Isso provocou queda de mais de 1,0% nos ADRs da empresa, negociados no after market dos EUA. Portanto, pode inibir a abertura de hoje do mercado.
Na agenda do dia teremos o IBGE anunciando o volume de serviços prestados no mês de julho e falas de Campos Neto, do Bacen, e Paulo Guedes. Nos EUA, a inflação pelo CPI e durante a noite sai aquela bateria de dados de conjuntura da China referente ao mês de agosto, contendo produção industrial, vendas no varejo, investimentos em ativos urbanos, preço de residências, etc.
Expectativa para o dia de a Bovespa conseguir manter alta (mas fica complicado por Petrobras e indicador nos EUA), dólar forte e juros em queda.
Bom dia e bons negócios!
Alvaro Bandeira
A semana mostra sinais de que pode ser melhor para os mercados de risco, tanto aqui como no exterior, o que pode ensejar recuperação da Bovespa, apagando a queda anual de 3,98%. Antes disso, na semana passada a Bovespa registrou perda de 2,26%, com o índice em 114.285, após ter novamente se aproximado dos 118.000 pontos. O dólar encerrou a semana, cotado a R$ 5,266, com alta de 1,60% e mercados americanos também terminaram a semana no campo negativo.
Nem precisamos lembrar os efeitos das declarações de Bolsonaro nas manifestações do 7 de setembro, depois a carta divulgada na semana mostrando recuo e versando sobre os excessos cometidos nas manifestações de Brasília e São Paulo. Membros do governo, como o ministro Paulo Guedes, disseram que o presidente recolocou as coisas nos trilhos e o governo prepara ofensiva para aprovar medidas, dentre elas o orçamento de 2022, definição sobre os precatórios e reforma do imposto de renda no Senado.
Mas, o quadro é ainda de suspeição sobre a real motivação de Bolsonaro e a perenidade do recuo. Ainda na sexta-feira o presidente disse que ainda não errou em seu governo e que o 7 de setembro não foi em vão. O final de semana foi bem tranquilo no ambiente político, as manifestações da oposição foram bem fracas e o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, prepara ofensiva junto ao Congresso para aprovações.
No exterior, mercados iniciando o dia bem, com Bolsas da Ásia em alta (exceto Hong Kong com -1,50%), Europa começando o dia com boas altas e futuros do mercado americano com comportamento positivo. Aqui, precisamos recuperar o patamar de 115.000 pontos, depois nos aproximarmos de 118.000 pontos, para almejar buscar a casa de 121.000. O dia é de agenda fraca, mas o resto da semana contém dados importantes e com capacidade de mexerem com os mercados.
No mercado internacional, dia de petróleo WTI, negociado em NY, com alta de 1,16% e barril cotado a US$ 70 53. O euro em queda para US$ 1,179 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,33%. O ouro e a prata com quedas na Comex e commodities agrícolas com desempenho positivo neste início de manhã.
Aqui, o dia parece tranquilo no campo político com parlamentares ainda fora de Brasília e o petróleo em alta no exterior pode ajudar com Petrobras e dar certa trégua. Lá fora, investidores ainda sob o efeito de declarações suaves do BCE, mas a presidente Christine Lagarde volta a discursar hoje. Também avaliam as conversas de Xi Jinping, da China, com Biden e Merkel sobre cooperação e investimentos. Além disso, o Irã permitiu acesso às câmeras da área nuclear pela agência internacional de energia nuclear.
Na agenda do dia teremos a nova pesquisa semanal Focus, do Bacen, o saldo da balança comercial da semana anterior e nos EUA, o resultado fiscal de agosto. Expectativa de Bovespa seguindo exterior em alta, dólar mais fraco e juros comportados, depois da alta da semana passada.
Bom dia e bons negócios.
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