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Bastou um período de certa tranquilidade no ambiente político para que os mercados reagissem na direção correta. A Bovespa terminou o ontem com valorização de 1,85%, aos 116.403 pontos, o dólar em queda de 0,76%, cotado a R$ 5,22 e os DIs com comportamento comedido. Nos EUA, os mercados terminaram mistos e o dólar permaneceu forte.
Hoje o início do dia indica prudência dos investidores aguardando a divulgação da inflação americana medida pelo CPI (consumidor) de agosto, que pode desacelerar em relação ao mês de julho, e sai as 9:30 horas de Brasília.
Mercados da Ásia encerraram o dia com comportamento misto (Xangai com -1,42% e Tóquio com +0,73%), Europa começando o dia também indefinida e futuros do mercado americano próximos da estabilidade. Aqui, precisamos voltar a superar o patamar de 118.000 pontos do Ibovespa para almejar atingir os 121.000, quando o mercado pode adquirir maior tração.
Como dito, os investidores esperam o CPI de agosto nos EUA para definir tendência do dia, mas miram também na elevação do teto da dívida americana, que se não for feita até o final do mês pode paralisar algumas atividades do Estado. Também avaliam o aumento da carga de impostos para empresas e pessoas físicas, além da possível elevação de alíquota sobre ganhos de capital. O programa de investimentos de Biden também está no radar.
A AIE (Agência Internacional de Energia) divulgou relatório cortando a oferta de óleo por conta do furacão IDA e outros fatores, além do novo furacão que entrou hoje no Texas e vai novamente em direção da Louisiana. No mercado internacional, o petróleo WTI, negociado em NY, mostrava alta de 0,76%, com o barril cotado a US$ 71,00. O euro era transacionado praticamente estável em US$ 1,18 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,34%. O ouro e a prata em queda na Comex e commodities agrícolas com comportamento de alta na Bolsa de Chicago.
Aqui, ontem o presidente da Câmara, Arthur Lira, produziu tweet dizendo que a Petrobras é dos acionistas brasileiros e colocando pressão na visita de hoje do presidente da Petrobras, Silva e Luna. Isso provocou queda de mais de 1,0% nos ADRs da empresa, negociados no after market dos EUA. Portanto, pode inibir a abertura de hoje do mercado.
Na agenda do dia teremos o IBGE anunciando o volume de serviços prestados no mês de julho e falas de Campos Neto, do Bacen, e Paulo Guedes. Nos EUA, a inflação pelo CPI e durante a noite sai aquela bateria de dados de conjuntura da China referente ao mês de agosto, contendo produção industrial, vendas no varejo, investimentos em ativos urbanos, preço de residências, etc.
Expectativa para o dia de a Bovespa conseguir manter alta (mas fica complicado por Petrobras e indicador nos EUA), dólar forte e juros em queda.
Bom dia e bons negócios!
Alvaro Bandeira
O dia tinha tudo para seguir na recuperação do finalzinho da tarde de ontem, quando o noticiário deu conta de uma carta escrita por Bolsonaro (com o apoio ilustre de Temer), recuando dos excessos cometidos em Sete de Setembro, e de uma suposta ligação para Alexandre de Moraes. Começamos bem, com a Bovespa se aproximando dos 117.000 pontos, dólar fraco e juros em queda, mesmo com as pressões inflacionárias latentes.
Mas o dia, que seria presumível tranquilo, acabou sendo disfuncional. O presidente no conhecido “cercadinho” do Alvorada declarou que o Sete de Setembro não foi em vão e refutou ter errado até agora no comando do país ao dizer que “posso um dia errar, mas até o momento não errei”. Junto a isso, tivemos o pedido de destaque do ministro Lewandowski, do STF, sobre o julgamento de normas que regulamentem prazo para o presidente da Câmara decidir sobre pedido de impeachment do presidente. Foi o que bastou para a Bovespa fazer mínima no meio da tarde e o dólar voltar a subir com consistência.
No exterior, a China anunciou que novos empréstimos cresceram pouco em agosto em relação ao mês anterior, atingindo US$ 189 bilhões, mas os financiamentos sociais (visão mais ampla) quase triplicaram em relação ao mês anterior. Depois de conversar com Biden, Xi Jinping, da China, conversou com Merkel, da Alemanha, e defendeu relação e acordo de investimentos China-União Europeia. Na Rússia, o banco central subiu os juros básicos em 0,25%, para 6,75%, além de prever outras elevações. Lá, o PIB do segundo trimestre no comparativo anual cresceu 10,5%, na maior leitura. Christine Lagarde, do BCE, falou que a economia da zona do euro superou a previsão de crescimento.
Nos EUA, a inflação medida pelo PPI (atacado) registrou alta em agosto de 0,7% (previsão era 0,6%), com o núcleo em +0,6%. No comparativo anual, a alta é de 8,3% (recorde), e o núcleo com +6,3%. Os estoques no atacado de julho expandiram 0,6%, como previsto. Também tivemos declarações da presidente regional do FED de Cleveland, que disse estar confortável com tapering começando ainda em 2021 e concluído em meados de 2022. Destacou ainda que, desde abril de 2020, o mercado de trabalho registrou notável melhora, e que a inflação de 2021 pode subir mais antes de declinar em 2022.
Ontem, no finalzinho da tarde circularam notícias de uma carta escrita por Bolsonaro recuando de sua posição beligerante de sempre e principalmente das falas feitas na manifestação de 7 de setembro. O ex-presidente Temer teria sido o redator e conciliador de posições, com direito até a uma conversar com Alexandre de Moraes, ministro do STF, atacado pelo presidente na Avenida Paulista.
Os mercados abertos reagiram imediatamente, assim como os ADRs brasileiros negociados no after hour, nos EUA. A Bovespa terminou o dia com alta de 1,72% e índice em 115.360 pontos, enquanto o dólar fechou com queda de 2,06% e cotado a R$ 5,22.
Hoje, mercados da Ásia terminaram o dia com boas altas, Europa também mostra altas neste início de manhã (exceto Madri) e futuros dos EUA com valorizações. Aqui, foi positivo termos recuperado o patamar de 115.000 pontos do Ibovespa, mas resta identificar se teremos sustentação.
Investidores assimilam conversa ocorrida entre Biden e Xi Jinping, da China, com a postura suave do BCE (BC europeu) e Christine Lagarde sobre a política monetária e manutenção dos estímulos e novas medidas adotadas pelos EUA sobre combate da covid-19 e variante delta.
Na Alemanha, a inflação pelo CPI de agosto ficou estável e na comparação anual com +3,9%, dentro do previsto. No Reino Unido, a produção industrial de julho cresceu 1,2%, de previsão de +0,3%. Julho contra igual período de 2020 mostra expansão de 3,8%, mas ainda está 2,1% abaixo do período pré-pandemia.
No mercado internacional, o petróleo WTI, negociado em NY, mostrava alta de 1,66%, com o barril cotado a US$ 69,27. O euro era transacionado em alta para US$ 1,183 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,33%. O ouro e a prata com altas na Comex e commodities agrícolas com altas na Bolsa de Chicago.
Aqui, resta ver se Bolsonaro não terá nenhuma recaída em sua posição anterior, principalmente no “cercadinho” do Alvorada, assim como fez com relação ao voto impresso e urnas eletrônicas, assunto já enterrado pelo Legislativo. Também se foi por conta de medidas populistas e gastos eleitorais. Dessa postura depende a recuperação dos mercados hoje.
A Fipe divulgou o IPC da primeira quadrissemana de setembro com desaceleração para 1,34%, de anterior em 1,44%. Na agenda teremos as vendas no varejo de julho e a inflação medida pelo PPI americano de agosto.
Expectativa para o dia de Bovespa em alta, dólar em queda e juros também.
Bom dia e bons negócios!
Alvaro Bandeira
Perdemos a conta de quantas vezes o mercado local passou do positivo para negativo ao longo do dia. O mesmo pode ser estendido para a taxa cambial e também para o comportamento dos juros, esse menos por conta da divulgação da inflação oficial de agosto. No exterior, também as incertezas bateram forte com covid-19 e Delta e, notadamente, com o espectro do tapering rondando a retirada de estímulos. Dia difícil, mas nada além do previsto. Em nosso comentário de abertura, dissemos que depois do rompimento do suporte em 115.000 pontos do Ibovespa, a próxima trava estaria em 110.000 pontos. Na mínima do dia, chegamos a 112.400 pontos.
No exterior, o BCE (BC europeu) anunciou o resultado de sua decisão sobre política monetária, mantendo juros estáveis em -0,5%, refinanciamento em zero e compra de títulos de 1,85 trilhão de euros. Mas Christine Lagarde deixou claro que podem reduzir a compra de ativos, calibrando o mercado. Isso não significava deixar a política acomodatícia. Os mercados até reagiram positivamente a isso. Também ampliou a expectativa de inflação para 2,2% (anterior em 1,9%) e PIB crescendo 5% em vez da previsão de 4,6%.
Nos EUA, os pedidos de auxílio desemprego da semana encolheram 35.000 posições, para total de 310.000, e os pedidos continuados (com uma semana de defasagem) reduziram 22.000 posições para 2,78 milhões. O presidente Biden aproveitou para declarar que isso reforça uma recuperação duradoura. Em compensação, dirigentes regionais do FED voltaram a afirmar crença de começar tapering ainda em 2021. Já líderes democratas não descartam a possibilidade de redução do pacote social de US$ 3,5 trilhões, e permanece a novela de elevação da dívida, enquanto o prazo se esvai.
A OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) observou que a taxa de desemprego dos países membros caiu para 6,2% em julho, mas ainda está maior que no período pré-pandemia. Já a China disse que tenciona vender petróleo de suas reservas para equilibrar o preço da commodities e, com isso, derrubou os preços no mercado internacional. Foi só mais uma incerteza para os mercados.
No mercado internacional, o petróleo WTI, negociado em NY, mostrava queda de 1,83%, com o barril cotado a US$ 68,03 (esteve mais baixo ainda). O euro era transacionado em alta leve para 1,183, e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,30% em queda. O ouro e a prata com altas pela fraqueza do dólar, e commodities agrícolas com quedas na Bolsa de Chicago. O minério de ferro registrou queda de 1,46%, com a tonelada cotada em US$ 130,26.
Aqui, tivemos uma minirreprise dos estresses. No final da tarde, caminhoneiros ainda mantinha bloqueios brandos em 13 estados, conversaram com Bolsonaro e o ministro Tarcísio, mas querem encontro com Rodrigo Pacheco para pressionar pelo impeachment de Alexandre de Moraes, o que extrapola qualquer pleito para a categoria. De onde vem essa demanda?
Na economia, tivemos a divulgação da inflação oficial pelo IPCA de agosto em desaceleração, mas acima do esperado em 0,87% (Previsão era 0,70%). No ano, a inflação está em 5,67% e, em 12 meses, em 9,78%, beirando os dois dígitos. Mas isso acabou produzindo expectativas maiores para inflação do ano e taxa Selic. A estimativa para o Copom de 22/09 agora caminha para 1,50%. E a inflação já extravasa 8%.
Os mercados devem seguir navegando em águas revoltas na sessão de hoje, depois de tudo que aconteceu durante o feriado e também ontem. Os mercados domésticos reverberaram as manifestações do 7 de setembro, as primeiras repercussões da postura dura do STF, a suspensão das atividades pelo Senado e a opção do presidente da Câmara de atuar como “bombeiro” na crise entre os poderes, mantendo a agenda.
Resultado do dia, a Bovespa encerrando com queda de 3,78% e índice em 113.412 pontos, dólar com alta de 2,93% e cotado a R$ 5,33 e juros dos DIs nas máximas. Os mercados no exterior também não ajudaram, com Bolsas da Europa em queda e nos EUA também, mas bem mais leve.
Hoje, os mercados da Ásia terminaram o dia majoritariamente com quedas (Xangai com alta de 0,49%), Europa iniciando o dia com novas quedas e aguardando decisão de política monetária do BCE (BC europeu). Mercados futuros americanos mantendo igual tendência. Aqui, já tínhamos anunciado em nossa live de segunda-feira que se perdido o patamar de 115.000 pontos do Ibovespa, o próximo suporte estaria em 110.000. Já passamos pelos 115.000 pontos.
Como previsto, os diferentes segmentos do mercado local foram atingidos pelas manifestações pacíficas do Sete de Setembro e, principalmente, pelos discursos de Bolsonaro em Brasília e em São Paulo, repetindo agendas velhas como as das urnas eletrônicas, já enterrada pelo Legislativo, e ataques deliberados com membros do STF, TSE e governadores.
Até aí, nenhuma novidade. Porém, o tom dado pelo PR foi acima do esperado e as repercussões se fizeram presentes, exploradas por todos os órgãos de imprensa e redes sociais. O maior prejudicado em tudo isso foi o Brasil. O CDS (credit default swap), uma espécie de seguro de risco contra o país, já tinha subido ontem e hoje foi além, negociado acima dos 177 pontos. A Bovespa, vitrine mais visível para todos, fechou em queda de quase 4% e ficou próxima de perder o patamar de 113.000 pontos. O dólar chegou a vazar a casa de R$ 5,30 e juros em alta. Aliás, as projeções de Selic para a reunião de 21/09 já começam a se mover para alta de 1,25%.
Bem verdade que o exterior não ajudou ontem, com quedas dos principais mercados e também na sessão de hoje, com renovadas preocupações com a covid-19, a variante Delta e os reflexos sobre a recuperação econômica global. Na China, as vendas de carros encolheram pelo terceiro mês seguido em agosto, basicamente pela escassez de chips. Mas o país prometeu estabilizar expectativas de mercado e combater monopólios.
Carlos Drummond escreveu um poema que diz: “e agora José, a festa acabou, a luz apagou e a noite esfriou”. O day after das manifestações do 7 de setembro podem se prolongar por muito tempo num país institucionalmente conturbado.
Não muito como fugir. O dia está e será marcado pelos desdobramentos das manifestações de ontem e fala do presidente em seus discursos de Brasília e São Paulo. Em Brasília, por ato falho ou não, o presidente disse que convocaria para hoje reunião do Conselho da República, onde teoricamente poderia tentar oficializar um golpe. A reunião não acontecerá, pois, nem membros designados irão e pode ser somente uma reunião de ministros.
Depois, em São Paulo, disparou cobras e lagartos contra o STF e TSE e, principalmente sobre o ministro Alexandre de Moraes, que será o presidente do TSE nas próximas eleições, dizendo que não acatará decisões do ministro. Também voltou a criticar governadores (Dória principalmente), as urnas eletrônicas e eleições limpas, assunto já enterrado no Legislativo.
Mas felizmente as manifestações foram pacíficas (incluindo as da oposição) e infelizmente amanhecemos hoje com os mesmos problemas do país e adicionado das manifestações de partidos sobre possível impeachment do presidente. O STF fez ontem reunião virtual de seus ministros para formatar uma resposta (os membros ficaram mais unidos), Rodrigo Pacheco suspendeu as sessões remotas de hoje e amanhã, enquanto Arthur Lira ainda não se posicionou, mas certamente está sendo instado para tal.
No mercado, o clima será ruim, apesar da alta ontem dos ADRs de Petrobras e do ETF mais conhecido do Brasil, o EWZ. Mas os mercados foram de queda ontem e também estão dessa forma na sessão de hoje, o que exige ajustes na abertura.
No Japão, o PIB do segundo trimestre mostrou alta de 0,5% e na comparação anual com expansão de 1,9%, mas o presidente do BOJ (BC japonês) Kuroda disse que manterá política monetária acomodatícia até que a inflação chegue aos 2,0% da meta. Já o presidente regional do FED de ST. Louis, Bullard, defendeu a retirada rápida de estímulos (tapering), mesmo com o emprego ainda lento e fraco.
No mercado internacional, o petróleo WTI, negociado em NY, mostrava alta de 1,21%, com o barril cotado a US$ 69,18, após queda de 1,31% na sessão de ontem. O euro era transacionado em queda para US$ 1,182 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros em queda para 1,35%. O ouro e a prata tinham altas na Comex e commodities agrícolas com viés positivo na Bolsa de Chicago. O minério de ferro ontem registrou alta de 4,22%, com a tonelada em US$ 137,97, o que garantiria bom desempenho hoje para vale e siderúrgicas.
Aqui, além dos ajustes necessários na abertura, teremos que avaliar o clima das respostas e as movimentações políticas. Mas certamente, tudo isso só piora a situação para reformas essenciais, crise hídrica, inflação, taxa cambial, juros e também para a expansão do PIB.
Na agenda do dia teremos o IGP-DI de agosto, o IPC-S da primeira semana de setembro e a produção de veículos pela Anfavea. Nos EUA, dados do Livro Bege (síntese da economia dos EUA), o crédito ao consumidor de julho e discursos de dirigentes regionais do FED. Na China, durante a noite sai a inflação pelo CPI (consumidor) e PPI (atacado).
Expectativa para o dia de Bovespa fraca, mas mercados externos buscando recuperação, dólar forte (ontem foi assim no exterior) e juros também com viés de alta.
Bom dia e bons negócios!
Alvaro Bandeira
O dia foi de feriado nos EUA (Dia do Trabalho) e, como tal, o mundo perde muito da liquidez e da precificação dos ativos. Aqui mais ainda, por conta do feriado da Independência amanhã com clima tenso sobre manifestações. Mas, no conjunto da obra, o dia acabou sendo bem positivo nos mercados da Ásia, passando pela Europa e também pelo Brasil, com os futuros americanos no campo positivo.
Investidores no mundo reagindo bem à mudança do primeiro ministro do Japão (pode ser uma mulher), e com possibilidade de maior flexibilização monetária, assim como também tem sido a determinação do governo da China. A China voltou a afirmar que deve relaxar a política monetária e gastos com infraestrutura, e os bancos estatais entraram comprando dólares para conter a valorização do yuan. Ainda na China, a área diplomática busca estreitar relações com a Rússia para “nova era de desenvolvimento”.
No Reino Unido, as vendas de carros novos tiveram o pior desempenho em agosto desde o ano de 2013, registrando contração de 22%. Muito disso se prende aos desequilíbrios no fornecimento de componentes, principalmente semicondutores, que dirigentes da Mercedes Benz acreditam que pode perdurar até 2023.
No mercado internacional, o petróleo WTI, negociado em NY, chegou a ficar no campo positivo durante a curta sessão, mas voltou a fechar em queda de 0,58%, com o barril cotado a US$ 68,89. A redução de preço feita pela Aramco para mercados da Ásia manteve o preço em queda. O euro era transacionando em leve queda de 0,09% e cotado a US$ 1,187. O ouro e a prata com quedas na Comex, e commodities agrícolas com desempenho mais para positivo na Bolsa de Chicago. O minério de ferro transacionado em Qingdao, na China, é que registrou um tombo de 8,52%, com a tonelada encerrando em US$ 132,38.
No segmento local, tivemos a divulgação da nova pesquisa semanal Focus, do Bacen, com a inflação estimada para o ano voltando a subir para 7,58% (anterior em 7,27%) e a de 2022 com alta para 3,98% (anterior em 3,95%), quando o centro da meta está em 3,50%. A taxa Selic também subiu para 7,63% (de 7,50%) e 2022 com alta para 7,75%. O PIB estimado para o ano é que voltou a cair para 5,15%, de anterior em 5,22%. A estimativa para 2022 já veio para baixo de 2%, agora em 1,93%, e deve seguir em queda.
Ainda no Focus, o dólar projetado de final do ano está em R$ 5,17 e para 2022 ficou estável em R$ 5,20. Os preços administrados de 2021 estão projetados em alta de 11,90% e o déficit nominal em queda para 6,10% do PIB, O saldo da balança comercial de 2021 subiu para US$ 70,8 bilhões, vindo de anterior em US$ 70 bilhões. Até a primeira semana de setembro, o superávit acumulado de 2021 está em US$ 52,78 bilhões.
Na semana passada a Bovespa observou queda acumulada de 3,10%, com o índice fechando em 116933 pontos e queda também acumulada em 2021 de 1,75%. O dólar teve ligeira queda de 0,13% com a moeda americana cotada em R$ 5,18.
A nova semana começando complicada pelos feriados de hoje nos EUA (dia do Trabalho) e amanhã no Brasil (Independência). Nessa situação os mercados perdem muito da liquidez e da boa precificação dos ativos. Mas o dia terminou bem positivo nos mercados da Ásia e começando também forte na Europa e nos futuros do mercado americano. Aqui, enquanto não conseguimos ultrapassar a faixa de 120500 pontos ou perdermos a casa de 115000 pontos do Ibovespa, não teremos definição maior de tendência.
A saída do primeiro ministro Suga do Japão abre espaço para mais estímulos de compras de ativos, que se junta com postura já declarada de incentivar por parte do governo chinês. Na Europa tivemos logo cedo bom indicador na Alemanha, que garante a alta.
Na Alemanha as encomendas à indústria expandiram em julho 3,4% (recorde para um mês), quando o previsto era alta de somente 0,2%. As encomendas externas cresceram 8,0%, enquanto as domésticas encolheram 2,5%. Contra igual mês de 2020 a expansão foi de 24,4%, mas a base de comparação é bastante fraca.
No petróleo, a gigante saudita Aramco reduziu seus preços para a Ásia, mas manteve estável para Europa e EUA. Isso ajudou no comportamento dos mercados asiáticos. Já no Golfo do México o oleoduto danificado pelo furacão Ida pode ser a causa do vazamento encontrado.
Semana terminando e vamos para o fim de semana, que tem sempre algumas surpresas reservadas, quase sempre negativas em termos de estresse político e institucional. Na segunda-feira, feriado nos EUA do Dia do Trabalho e, na terça-feira, feriado da Independência do Brasil. Bolsonaro não está deixando a agenda morrer, fala para seus apoiadores, mas as pesquisas indicam que o raio de ação está reduzindo.
Pelo noticiário divulgado e declarações de hoje de Bolsonaro, sua tônica discursiva será contra os dois ministros do STJ, Alexandre de Moraes e Luiz Roberto Barroso, considerados seus algozes e de sua família. Outra vertente preferida são os governadores que fecharam a economia e não tiraram o ICMS do botijão de gás; além de todos não deixarem o presidente governar. Nenhuma agenda para o Brasil e nenhuma luta por reformas.
Enquanto isso, segmentos organizados da sociedade produzem manifestos buscando a paz e integração dos poderes, para buscar um consenso de gestão organizada para o país. Precisamos de uma agenda positiva, que quase todos sabem exatamente qual é, e não de críticas às urnas eletrônicas, armar a população ou programas assistencialistas com propósito eleitoral.
No exterior, o dia foi de preocupação com indicadores de atividade PMI de serviços e composto em desaceleração em todos os países, com a expansão da cepa Delta da covid-19 e um payroll (criação de vagas na economia) fraco nos EUA. Concomitante preocupação com inflação em alta e quando começará a retirada de estímulos.
Nos EUA, a divulgação do payroll de agosto trouxe um pouco de decepção, com as vagas criadas em 235.000. Mas a taxa de desemprego encolheu para 5,2% (anterior em 5,4%) e o salário por hora trabalhada com alta de 0,56%. Olhando por dentro e levando em conta os efeitos da variante Delta e o distúrbio na cadeia de produção, até que não foi tão grave. O presidente Biden versou sobre a cepa Delta para justificar, mas investidores voltaram a se proteger. De certa forma, os dados fracos do payroll podem adiar um pouco a retirada de estímulos monetários.
Ainda nos EUA, o PMI composto de agosto encolheu para 55,4 pontos. e o de serviços para 55,1 pontos. O ISM de Chicago de serviços também caiu para 61,7 pontos, vindo de 64,1 pontos. Já o governo e parlamentares discutem o orçamento de US$ 3,5 trilhões, mas há uma situação mais premente, qual seja a elevação do teto da dívida para não paralisar (shutdown) algumas atividades do governo. O prazo termina em 01/10.
Na Turquia, a inflação medida pelo CPI de agosto mostrou taxa anual de 19,24%. No mercado internacional, o petróleo WTI, negociado em NY, começou o dia em alta, perdeu tração e voltou a trabalhar em queda. Perto do fechamento, mostrava queda de 0,94%, com o barril cotado a US$ 69,33. O euro era transacionado em alta para US$ 1,189, e notes americanos de 10 anos com taxa de juros em alta para 1,32%. O ouro e a prata com boas altas na Comex, e commodities agrícolas com comportamento misto na Bolsa de Chicago. O minério de ferro, depois de quatro pregões seguidos de forte queda, teve alguma recuperação em Qingdao, na China, com alta de 1,89% e tonelada em US$ 144,71. Mas isso não garantiu grande recuperação das mineradoras e siderúrgicas.
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