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Em semana de agenda lotada de eventos importantes, indecisão e volatilidade dos mercados assumem grande protagonismo entre investidores e gestores de recursos. Isso vale para o exterior e para o segmento doméstico, com rara consistência das Bolsas europeias, que têm trilhado caminho de alta. Mas o mercado americano tem mostrado menor consistência, com investidores temendo a postura do FED na reunião de março do FOMC. Há quem fale em alta dos juros e quem não acredite nisso, da mesma forma que chegam a falar em até seis elevações. Função disso, a volatilidade segue elevada nas Bolsas americanas e na performance do dólar no mercado internacional. Nos EUA, a dívida pública de fechamento de janeiro passou um pouquinho dos US$ 30 trilhões em função de empréstimos para a pandemia, crescendo cerca de US$ 7 trilhões desde um pouco antes do início da pandemia.
Estamos no meio da semana, e a agenda de hoje e do resto do período tem capacidade de mexer com os mercados no mundo. Teremos a safra de balanços do 4º trimestre, decisões de bancos centrais sobre política monetária, reunião da OPEP sobre oferta de petróleo e a nova pesquisa ADP de criação de vagas no setor privado americano antecedendo o payroll, que será anunciado na sexta-feira.
Ontem, os mercados acionários vacilaram na tendência em boa parte do dia, mas encerraram com altas. Dólar encerrou fraco no mundo e também aqui. A Bovespa terminou o dia com valorização de 0,97% e índice em 113.228 pontos, com Vale e siderúrgicas como destaques (Petrobras também), e o dólar em queda de 0,62%, cotado a R$ 5,27. Nos EUA, Dow Jones terminou o dia com +0,78% e Nasdaq com 0,75%, mas depois subiu forte por conta do resultado mostrado pela Alphabet (Google).
Que o mercado americano sempre ditou o ritmo das Bolsas e do câmbio, ninguém tem muita dúvida. Mas até quando os mercados da Europa e do Brasil vão seguir tendência distinta parece ser a questão a ser pesquisada. Ainda, até quando o dólar vai ficar fraco no mercado internacional, sabendo que é uma das economias de melhor performance neste mundo “covidado”?
Espanta um pouco a performance desses mercados, mesmo com nossa crença de que os ativos por aqui estavam defasados., e alguns bem baratos para aquisição, principalmente em dólares, nos segmentos de commodities, bancário e de equipamentos. Mas fato é que a Bovespa sobe neste início de ano e o dólar cai para níveis insuspeitos. Só em janeiro, a queda do dólar foi de 4,89%, e a Bovespa subiu 6,98%.
Logo cedo, tivemos indicadores um pouco mais positivos que podem dar sustentação à alta dos mercados acionários. Porém, a agenda da semana é ainda forte e com capacidade de influenciar o comportamento dos mercados. Ômicron, safra de balanços e tensão entre Rússia e Ucrânia dominam as preocupações dos investidores.
Ontem, virada do mês de janeiro, mercado brigado na taxa cambial e Bovespa lutando para ficar acima dos 112.000 pontos do índice. No final, valorização da Bovespa de 0,21%, com índice em 112.143 pontos e, em janeiro, com alta de 6.98%. O dólar, com queda de 1,56% (fraco no exterior), fechou a R$ 5,31, depois de ter batido R$ 5,29. Nos EUA, Dow Jones com +1,17% e Nasdaq em alta de 3,41%, com recuperação das Techs.
O encerramento do mês de janeiro trouxe grande disputa no fechamento da PTAX, que terminou o dia em R$ 5,357, mesmo com o mercado da moeda tendo batido em R$ 5,29, em queda de 1,85%. No mercado acionário, também muitas disputas e trocas de sinal ao longo de todo o dia, sempre rodeando o patamar de 112.000 pontos. Por sua vez, a semana também traz três reuniões de bancos centrais (Bacen, BOE e BCE), e no final da semana a divulgação do payroll com a criação de vagas no conjunto da economia americana em janeiro.
No exterior, logo cedo, tivemos a notícia que os socialistas tiveram vitória confortável em Portugal, mas a extrema direita também se tornou a terceira via. No México, o PIB do 4º trimestre encolheu 0,10% e na comparação anual cresceu 1%. Na Alemanha, a inflação medida pelo CPI de janeiro foi de 0,4% e na comparação anual com +4,9%, quando o previsto era 4,3%. O dirigente do FMI e ex-presidente do Bacen, Ilan Goldfajn, estimou o PIB da América Latina crescendo 3,1% em 2022, enquanto aqui ficaremos com 1/10 disso.
Janeiro vai se despedindo, e faltando somente o pregão de hoje acumula alta em janeiro de 6,76%, e na semana passada com alta de 2,72% e índice em 111910 pontos. O dólar encerrou a semana com queda de 1,19% e cotado a R$ 5,39%. O Dow Jones na semana registrou alta de 1,34% e Nasdaq praticamente estável
Hoje mercados da Ásia terminaram o dia com altas (Tóquio +1,07%), mas China e Coreia do Sul não operaram por conta de feriados. Na Europa o dia começou forte, mas já está abaixo das máximas alcançadas. O mercado americano com comportamento misto nos índices futuros e aqui é possível a retomada depois da perda da última sexta-feira, com o objetivo mais longo em atingir a faixa de 115000 pontos, quando adquiriria maior tração. Afinal, até o dia 27/01, os investidores estrangeiros já ingressaram com R$ 28,1 bilhões, e normalmente são os que fazem a tendência do mercado.
A semana na totalidade e a sexta-feira no específico foram de muitas informações para serem digeridas pelos investidores e gestores de recursos no mundo. Safra de resultados do quarto trimestre de empresas importantes, divulgação de PIB em diferentes países, reunião de política monetária do FED e certa surpresa na coletiva de Jerome Powell, risco geopolítico com Rússia e Ucrânia, aumento de preços de commodities e muitos indicadores de conjuntura, tanto aqui como no exterior.
O resultado disso não poderia ser outra que não a volatilidade dos mercados. Bolsas, câmbio e juros mostraram bruscas mudanças de sinais intra e entre sessões, mas pelo menos aqui o quadro acabou sendo positivo.
Ontem, novamente, tivemos mercados voláteis no mundo, com investidores ajustando expectativas após a decisão do FED sobre política monetária e, principalmente, a coletiva de Jerome Powell, presidente. Mas a Bovespa ainda seguiu seu caminho de alta, fechando com +1,19% e índice em 112.611 pontos, depois de ter vazado os 113.000 pontos. O dólar encerrou em queda de 0,32% e cotado a R$ 5,42 (no exterior em alta), enquanto Dow Jones terminou praticamente estável (-0,02%) e Nasdaq ficou com queda de 1,40%.
Hoje, as Bolsas da Ásia terminaram o dia com comportamento misto, mas destaque positivo para Tóquio, com valorização de 2,09%, depois de o FMI estimar o PIB de 2022 em +3,3% e inflação menor que a meta de 2%. Europa começando o dia com quedas, e aprofundando, e futuros do mercado americano com comportamento misto. Aqui, mantemos aquele objetivo de mirar nos 115.000 pontos do Ibovespa, quando ganharíamos maior tração.
Poderíamos caracterizar os mercados de hoje como de ajustes de expectativas, depois da fala inicialmente mansa do presidente do FED, Jerome Powell, e declarações finais bem mais duras que as esperadas. Isso mudou expectativas sobre elevação de juros em até cinco vezes em 2022 e voltou a mexer com o equilíbrio dos mercados. Como consequência, temos volatilidade no dólar, nos juros e nas Bolsas, mas o viés seguiu ainda positivo para as empresas, apesar da rotação de ativos.
Logo cedo, dirigentes da Rússia disseram enxergar algum espaço para diálogo com os EUA sobre a Ucrânia, mas sem muito otimismo, reduzindo um pouco tensões, com a China pedindo calma aos EUA. Os resultados de empresas no 4º trimestre também mexeram pontualmente na precificação dos ativos, reduzindo perdas nos índices americanos no início do dia.
Ontem, na última meia hora, os mercados americanos realizaram forte e inibiram melhor performance do mercado local. A Bovespa ainda conseguiu encerrar com alta de 0,98% e índice em 111.289 pontos (chegou a vazar a faixa de 112.600 pontos), enquanto Dow Jones passou para campo negativo em -0,38% e Nasdaq praticamente estável com +0,02%. Aqui, o dólar também reverteu queda e fechou em alta de 0,11%, cotado a R$ 5,44.
Tudo por conta da coletiva de imprensa do presidente do FED, Jerome Powell. Powell começou sua fala como sempre suave nas declarações, mas no final endureceu posição, abrindo espaço para um FED mais agressivo no tapering, alta de juros (principalmente) e redução de tamanho dos ativos carregados. Além disso, podemos estimar encurtamento de prazos para essas atividades.
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