
Sign up to save your podcasts
Or


Como alertávamos em nossos comentários do início da manhã, o feriado importante de Martin Luther King nos EUA retirou boa parte da liquidez dos mercados no exterior. Aqui, isso provoca má precificação dos ativos. Portanto, podemos inferir que mercados com desempenho mais real somente amanhã e, aqui, complica um pouco mais por conta da proximidade de vencimento de derivativos.
De qualquer forma, o dia registrou mercados da Europa em alta com dados um pouco mais otimistas sobre a economia da China, fechando o mês de dezembro e o ano de 2021, com o PIB mostrando alta de 8,1%. Porém, o setor imobiliário deve seguir morno, até por conta dos problemas com as grandes incorporadoras e a aproximação do extenso feriado de uma semana do Ano Novo Lunar. Além disso, outra gigante incorporadora, Country Garden, teve que enfrentar uma onda de venda de seus bônus no mercado. A OTAN ameaçou expandir presença no leste europeu caso a Rússia ataque a Ucrânia.
A nova semana começa com o importante feriado de Martin Luther King nos EUA, com a divulgação de bateria de dados sobre a conjuntura da China e ainda com pressões políticas internas e queda da aprovação de Bolsonaro. Tudo isso vai formar o comportamento da sessão de hoje, somando ainda as relações diplomáticas da Rússia com a Europa e os EUA, por conta das tensões e ataques cibernéticos contra a Ucrânia.
Recapitulando a semana passada, a Bovespa registrou alta acumulada de 4,09%, com índice em 106927 pontos, o dólar em queda de 2,8% e cotado a R$ 5,513 e o Dow Jones com perda de 0,88% e Nasdaq com -0,28%.
Aos menos iniciados, a sensação que fica é que a Bovespa poderia ter endoidado. Quando os mercados dos EUA e da Europa batiam sucessivos recordes, por aqui, padecíamos do Ibovespa querendo vazar para baixo o patamar de 100.000 pontos. Agora que os mercados no exterior mostram maior fragilidade, a nossa Bovespa anda na contramão, em alta. Hoje foi dia típico disso, sem que haja explicação mais lógica, já que recentemente a situação por aqui piorou um pouco mais.
De um lado, podemos observar que melhorou o comportamento das ações líderes de nosso mercado, com empresas exportadoras no geral e instituições financeiras “segurando” o mercado, numa busca por companhias mais maduras, com boas administrações e política definida de distribuição de resultados. De outro, já vínhamos alertando para o fato de que os mercados ajustaram boa parte dos problemas intuídos de 2022, ainda no ano recém-findo. Também podemos argumentar o ingresso de recursos pelos segmentos de investidores.
A frase atribuída ao ex-ministro Pedro Malan dizia que até o passado é imprevisível no Brasil. Pois bem, OAN, AMB e servidores entraram no STF para suspender as mudanças da PEC dos precatórios e retirar do teto de gastos. Além disso, o novo líder do PT quer rever a autonomia do Banco Central. Eta Brasil complicado.
Ontem, no final do dia, os mercados dos EUA desaceleraram e, com isso, puxaram para baixo a Bovespa, que vinha lutando para se manter acima dos 106.000 pontos do índice. Resultado disso, a Bovespa encerrou com queda de 0,15% e índice em 105.529 pontos, dólar com leve queda de 0,10%, cotado a R$ 5,529, Dow Jones com queda de 0,49% e Nasdaq com -2,51%, muito pressionado pelas ações de tecnologia.
A sessão de hoje mostrou mercados meio sem rumo e com constantes mudanças de sinais entre positivo e negativo. Bolsas da Europa começaram o dia com quedas e fecharam em alta, nos EUA com muitas trocas e aqui também. Bovespa trocando muitas vezes de sinal ao longo do dia, dólar começando em alta e depois caindo no exterior, e por aqui acompanhamos isso de perto.
Também pudera, os investidores ainda tentam avaliar como será o endurecimento da política monetária americana (e de outros países), quais os efeitos da expansão de contagio pela ômicron, como isso impactará nas cadeias de suprimentos e inflação, e também no crescimento global. Como sempre, os países emergentes serão os que mais vão sofrer com tudo isso. O Brasil um pouco mais, já que estamos desorganizados nas finanças públicas, em época de eleição (antecipada) e com muito desgastes nos três poderes.
Ontem, tivemos dia positivo para os principais mercados do mundo, depois de um pouco mais de clareza sobre a atuação do FED na política monetária ao longo dos próximos meses. Apesar de não determinar prazos, alguma pressa nos ajustes foi sinalizada.
A Bovespa encerrou o dia com alta de 1,84%, em 105.685 pontos, e com isso passou a acumular valorização positiva de 0,82% em 2022. O dólar terminou o dia em queda de 0,81% e moeda cotada em R$ 5,53. O Dow Jones reagiu no final e fechou com +0,11%, enquanto o Nasdaq registrou alta de 0,23%.
O dia acabou sendo bem tranquilo em termos de mercados de risco, que conseguiram manter a tendência positiva desde o início da manhã. Isso, mesmo considerando alguns indicadores que poderiam mexer com os mercados e novas falas do presidente Bolsonaro. Mas o foco segue sendo a variante ômicron, com larga contaminação e menor letalidade.
No exterior, o BOJ (BC japonês) melhorou sua avaliação de todas as nove regiões do país e, na Alemanha, os preços no atacado subiram 9,8% em 2021, na maior alta em quase 50 anos. Depois da falta de progresso nas discussões entre EUA e Rússia, agora a Rússia se reúne com a OTAN para discutir tensões com a Ucrânia.
O dia está começando com comportamento positivo nos principais mercados do mundo, depois de dia também positivo na sessão anterior. Ontem, os mercados engataram processo de alta, principalmente com a arguição de Jerome Powell pelo Senado americano para ocupar novamente a cadeira de presidente do FED por mais um mandato.
A Bovespa terminou o dia com alta de 1,80%, aos 103.779 pontos, dólar com queda de 1,67%, cotado a R$ 5,58, Dow Jones com alta de 0,51% (revertendo queda inicial) e Nasdaq com valorização de 1,41%. Investidores tomaram o caminho do apetite ao risco em 2022, com Powell não se comprometendo com calendário de ajuste monetário e discurso suave, mas certamente duro em relação ao controle da inflação e volta para a normalização da política monetária, dependendo das respostas da economia e da pandemia.
O dia começou sob a égide de dois fatos principais: a expansão da contaminação pela variante Ômicron em diferentes países (vários voltando a bater recordes) e a sabatina do Senado americano com Jerome Powell pretendendo dobrar mandato de presidente do FED. Logo cedo, a Pfizer anunciou que em maio terá nova vacina contra a Ômicron e Powell, em sua leitura inicial, mostrou que o FED pode antecipar tudo (tapering, alta de juros e redução do balanço patrimonial), sem se comprometer com prazos, podendo antecipar ou postergar, segundo avaliação da situação pelos membros do FOMC, do FED.
Com isso, mercados acionários que vinham em alta se fortaleceram, os juros subiram um pouco e o dólar registrou enfraquecimento, motivando altas de commodities, como o petróleo. Powell repetiu declarações anteriores sobre gargalos na cadeia produtiva subindo inflação, mercado de trabalho apertado, inflação maior que a prevista para o momento, salários em alta sendo monitorados e atribuiu como momento ideal para retirada de estímulos e mudança da política acomodatícia. Declarou novamente que a dívida pública americana está em nível insustentável e que precisam lidar com isso.
A busca é por recuperação no início do dia, depois de quedas dos principias mercados acionários do mundo na sessão de ontem, com exceção para a Nasdaq, que teve reversão no finalzinho da sessão. A Bovespa registrou queda de 0,75%, aos 101.945 pontos, mas esteve bem próxima de entrar no perigoso patamar de 100.000 pontos. O dólar esteve sempre pressionado e fechou com alta de 0,76%, aos R$ 5,67, e o Dow Jones com queda de 0,45%, enquanto o Nasdaq ficou com alta de 0,05%.
Investidores seguem preocupados com o contágio pela variante Ômicron com recordes em diferentes países, mas também mostram intensa preocupação com a inflação em países desenvolvidos e a possibilidade de mudanças na política monetária no curto prazo. Hoje, teremos a inflação oficial de dezembro e de 2021 pelo IPCA e, durante a noite, a inflação na China, seguida na quarta-feira pela inflação nos EUA.
From the publisher's feed