Lado M

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Lado M episodes

  • Maus presságios

    A semana começou com maus presságios e investidores esperando a divulgação de inflação em diferentes países, incluindo o Brasil (com a inflação pelo IPCA), os EUA e a China. Esse pode ser um divisor para novas previsões sobre a atuação de bancos centrais no que tange a retirada de estímulos e o comportamento dos juros futuros e mercados acionários.

    Nos EUA, a expectativa é de encerramento do tapering em março, seguida por elevação dos juros, que podem passar por até quatro altas no ano. Na zona do euro, a expectativa é que o BCE eleve juros somente em 2023, com o mercado de trabalho pressionando. Já o BOE (BC inglês) pode elevar novamente os juros na próxima reunião. Aqui, provavelmente, seguiremos na direção do encerramento do ciclo, hoje na casa de 11,75%/12%. Japão e China devem seguir com estímulos.

    6 min
  • Mercados Indefinidos

    Começamos a semana com mercados no mundo mostrando indefinições de tendência, ainda reverberando a ata dura do FED divulgada na semana passada, projetando juros em alta já em março, seguida da redução do tamanho do balanço patrimonial do FED.

    Na semana passada os mercados inauguraram 2022 com quedas. A Bovespa perdeu 2,01% aos 102719 pontos, com dólar em alta de 1,07% e cotado a R$ 5,63, o Dow Jones com perda de 0,29% e Nasdaq pressionado por vendas e rotação nas empresas de tecnologia, com queda de 4,53%.

    6 min
  • Muitas informações para ajustar mercados


    O último pregão da semana embutiu muitas informações para serem ajustadas pelos investidores ao longo do dia, trazendo volatilidade e mudanças de sinais aos mercados de risco. Nos EUA, o payroll de dezembro induziu novas expectativas. Na Europa, produção industrial, inflação e vendas no varejo. Aqui, muita encrenca para ser resolvida em um futuro próximo, na volta do recesso do Congresso.

    Na China, tivemos o surpreendente aumento das reservas estrangeiras em dezembro em US$ 28 bilhões, fechando o ano com volume de US$ 3,25 trilhões. Lá, o governo começa a preparar o feriado longo do Ano Novo Lunar logo no início do mês de fevereiro, mas também tivemos a notícia de que a incorporadora Shimao deixou de honrar pagamentos de títulos. O lockdown produzido em cidades populosas deve comprometer o fornecimento de insumos e pode acelerar a inflação pelos gargalos criados.

    6 min
  • Fechamento de Mercado

    Nos últimos seis pregões, a Bovespa teve somente um dia de alta e hoje parece ter abandonado a distopia, mostrando boa reação depois da forte queda de ontem, com a postura mais dura do FED em relação à política monetária, e claramente com os membros do FOMC incomodados com a inflação alta. Vínhamos na contramão, e hoje reagimos também na contramão, só que de alta.

    Bem verdade que o minério de ferro subiu durante a madrugada na China, impulsionando mineradoras e siderúrgicas, e o petróleo teve dia de boa recuperação no mercado internacional com conflitos no Cazaquistão e na Líbia podendo reduzir a oferta de óleo. De qualquer forma, conseguimos manter patamar de 101.000 pontos, afastando levemente a possibilidade de perder os 100.000 pontos, o que poderia gerar maior pressão vendedora.

    6 min
  • FED altera expectativas

    Ontem, no fim da tarde, os mercados aceleraram perdas depois da divulgação da ata do FOMC do FED bem mais dura que o previsto. Membros do comitê disseram que podem elevar juros mais cedo e também de forma mais rápida, falando ainda em redução do tamanho do balanço de ativos em US$ 8,8 trilhões. Seria bom acelerar o tapering, abrindo maior espaço de manobra na política monetária.

    Resultado disso, a Bovespa encerrou em queda de 2,42%, com índice em 101.005 pontos, dólar cotado em R$ 5,71, Dow Jones com reversão para queda de 1,07% e Nasdaq com perdas de 3,34%.

    7 min
  • Assim como antes e sem reação

    Os últimos dias têm sido um festival de mais do mesmo. Enquanto os mercados no exterior se mostram fortes, com o Dow Jones e STOXX-600 batendo recordes sucessivos de pontuação histórica, por aqui, os mercados não reagem. É o Brasil começando 2022 muito pesado. Mas, na nossa visão, boa parte dos ajustes na precificação dos ativos já ficou em 2021, como antecipação do que os investidores esperam de complicação neste ano.

    No exterior (e aqui também), o dia foi de espera pela ata do FOMC do FED da última reunião de 2021, com posição mais dura, mas os investidores querem descobrir nas entrelinhas quando pode começar a elevação dos juros e o que o FED pretende em termos de redução da sua carteira de ativos de quase US$ 8,9 trilhões.

    6 min
  • Covid-19 está de volta

    Ela está de volta, e estamos falando da covid-19 e suas variantes, trazendo recordes de contaminação em países como EUA, Reino Unido, França, Itália e Argentina. Aqui, não tem sido muito diferente com a infecção aumentando, mesmo com esquema vacinal completo para 67,4% da população. A aglomeração de fim de ano (Natal e Ano Novo) deve ter sido a causa, e isso já cancelou o carnaval de rua em muitas capitais, incluindo o Rio de Janeiro.

    Ontem, a Bovespa teve mais um dia de queda e sem acompanhar o exterior, fechando com perda de 0,39% (segundo dia), índice em 103.513 pontos e dólar pressionado em alta de 0,48%, cotado a R$ 5,69. Enquanto isso, o Dow Jones e o STOXX-600 bateram novos recordes de pontuação.

    6 min
  • Risco fiscal tira apetite ao risco

    Aqui, o risco fiscal e as preocupações com o desempenho da economia no ano em curso tiram o apetite dos investidores ao risco. No exterior, temos a confluência das variantes Delta e Ômicron da covid-19, e agora associada com a nova cepa da gripe influenza. Isso explica em boa parte a volatilidade dos mercados neste início de ano e mudanças bruscas de sinais ao longo do dia. Hoje não foi diferente, com destaque apenas para os mercados da Europa, que seguiram batendo recordes, e um pouco do mercado americano pelo Dow Jones e S&P. Aqui, começamos o dia bem posicionados, mas logo em seguida passamos ao campo negativo e ficamos oscilando entre positivo em negativo.

    Depois de começarmos o dia positivos com as vendas no varejo na Alemanha e indicador de atividade na China, o presidente turco Erdogan prometeu superar a volatilidade da lira turca e inflação alta. Já o presidente do BOJ, Kuroda, declarou que a inflação alta nos EUA e na Europa aumenta a incerteza na economia global.

    6 min
  • Exterior novamente em alta

    Seguindo a tendência dos últimos dias de 2021 e confirmação de ontem, os mercados de risco no exterior mostram novamente altas, mas isso não é exatamente garantia de mercados aqui melhores, mas vale a aposta positiva.

    Ontem, por mais uma vez, o mercado doméstico andou na contramão dos mercados no exterior, e a Bovespa terminou o dia com queda de 0,86% e índice em 103921 pontos, enquanto o dólar permaneceu pressionado e com alta de 1,56%, cotado a R$ 5,66. Enquanto isso, o Dow Jones e o S&P batiam novos recordes de pontuação histórica.

    6 min
  • Europa segue em recorde

    Os mercados da Europa e dos EUA trabalharam o dia em altas e novos recordes, enquanto por aqui continuamos na mesmice do final de 2021, com os mercados não conseguindo acompanhar. O foco geral segue sendo o aumento da contaminação em países e novas restrições impostas. As internações aumentam, mas a infecção parece mesmo mais branda e com pouco efeito sobre os pulmões.

    Mas, aqui, a situação é mais complicada do lado político, com Bolsonaro novamente internado com suboclusão do intestino em suas longas férias de final de ano. Seu médico foi chamado às pressas de viagem nas Bahamas e deve chegar em voo privado na madrugada de amanhã.

    6 min

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