Leitura de Ouvido

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By LP Lucas e Daiana PasquimArtsBooks
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Leitura de Ouvido episodes

  • Cesário Verde - Poesias

    O poeta José Joaquim Cesário Verde (1855-1886) foi um dos primeiros intérpretes do Modernismo português, uma obra que antecipou Fernando Pessoa (1888-1935). Ele nasceu e morreu em Lisboa, de tuberculose, aos 31 anos. A breve existência e a renovação de estilo não o permitiu reconhecer mérito literário. Por isso, teve um único livro e póstumo “O livro de Cesário Verde” (1886). Fizemos uma seleção de três de algumas de suas mais famosas poesias: “Deslumbramentos”, “A Débil” e “Contrariedades”. Seus temas mais recorrentes costumam ser campo e cidade, com estilo delicado, artifícios impressionistas e sensibilidade (misturando moral com físico). Utiliza os versos decassílabos e quadras e também versa muito sobre mulher, as do campo (pobres, feias, doentes, esforçadas e trabalhadoras) e as da cidade (maduras, frívolas, frias, autodestrutivas, dominadoras). O poeta do concreto. Boa leitura!


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    #cesarioverde #literaturaportuguesa #audiobook #audiolivro #podcastliterario #literatura

    30 min
  • Aladim e a Lâmpada Maravilhosa - Livro das Mil e Uma Noites

    "Aladim e a lâmpada maravilhosa" é um dos contos de As Mil e Uma Noites, histórias que começaram a surgir no Oriente Médio no século IX e que vieram sendo contadas através dos tempos, passadas de geração em geração. É um mergulho no Mundo Islâmico do Profeta Maomé, iniciador do Islamismo em 570 a.C na cidade de Meca, na Arábia Saudita. Maomé teria recebido do arcanjo Gabriel o ditado do Alcorão, que significa “leitura recitada”. As Mil e Uma Noites versam histórias de vários países: Arábia, Iraque (cuja capital Bagdá foi um grande centro cultural), Índia, África e China. Em "Aladim e a lâmpada maravilhosa" temos a narração da história de um menino esperto, que vivia pelas ruas, mas não gostava de trabalhar. Quando órfão de pai, fora abordado por um mago africano dizendo-se ser seu tio distante, que arma um plano para usar Aladim para desenterrar a lâmpada mágica, que abriga um gênio assustador. Sucede-se daí uma sequência de erros, até a paixão fulminante do rapaz, agora com 15 anos, pela princesa Badr al-Budur.


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    #aladim #asmileumanoites #audiobook #audiolivro #podcastliterario #literatura

    56 min
  • Elphinstone Dayrell - O Rei e a Árvore Ju Ju (conto de fadas)

    Contos folclóricos africanos são histórias coletadas por exploradores, governantes e missionários europeus, contadas por nativos. Elas revelam o folclore, crenças e códigos africanos. O conto “O rei e a árvore Juju” (1910) é um desses exemplos. Neste texto, o literato e folclorista nigeriano Elphinstone Dayrell (1869-1910) desenhou um conto de fadas que explora a moça bonita carregada para a terra dos mortos, por seu amado fantasma. Neste enredo, costuma aparecer a recompensa pela cortesia, que pode ser compreendido pelas oferendas em determinados momentos. Outra característica típica das lendas africanas é a repetição de um mesmo incidente, diante de personagens que agem com condutas diferentes. Assim como nas camadas do conto, na tradição religiosa e mística afro-brasileira, a árvore é um símbolo de conectividade entre os mundos imanente e transcendente. Neste caso, fazemos a leitura da árvore Ju Ju como o Baobá, a árvore símbolo das culturas africanas. Nesta país, a fitolatria (adoração por plantas) também faz parte das crenças e reflete nas lendas. Boa leitura!


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    #contodefadas #africa #audiobook #audiolivro #podcastliterario #literatura

    36 min
  • Victor Hugo - Poemas

    Vitor Hugo (1802-1885) atravessou o século XIX como um grande pensador, crítico, poeta, dramaturgo, romancista, político e artista plástico. Diante de múltiplos gêneros e papeis sociais, foi reconhecido como um herói nacional ainda em vida. É reverenciado na França como poeta e lembrado no resto do mundo pelos romances “O corcunda de Notre Dame” (1831) e “Os miseráveis” (1862). No episódio de hoje selecionamos alguns de seus poemas. Seu primeiro livro no gênero foi "Odes e Poesias Diversas", em 1821 - quando já apresentava seu estilo clássico na forma, a voz íntima e pessoal e a hibridização de temas de fantasia e ideias políticas. Por tudo isso, foi considerado o “poeta iluminado”, pois guiava os homens para a paz e a união fraterna. Boa leitura!


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    #victorhugo #poesia #poemas #audiobook #audiolivro #podcastliterario #literatura

    37 min
  • Anton Tchekhov - A Feiticeira (conto)

    Anton Tchekhov (1860-1904) é o mestre do conto moderno. Ele dizia que “A medicina é minha legítima esposa; a literatura, minha amante”. Formado médico em 1884, foi um dos dramaturgos russos mais famosos do século XIX. Considera-se que Tchekhov renovou o conto mundial por defender que “a brevidade é a irmã do talento”. Nota-se em suas histórias que ele não se preocupava em dar todos os desfechos, atuava com paradigmas técnicos e estilísticos que consagraram escritores como Machado de Assis e Jorge Luís Borges. Seus protagonistas são pessoas comuns, normalmente pobres, vivendo situações cotidianas. Ele abordava a condição humana e as relações sociais. Em “A feiticeira”, constrói a atmosfera de uma noite de inverno em que um casal - com uma mulher bonita e um homem asqueroso, vive uma discussão, motivada por uma acusação. Segundo o marido, ela enfeitiçaria homens para atraí-los à sua casa. E o mau tempo seria também sua obra. O conto leva a discussões patriarcais, sem deixar no ar a premissa do sobrenatural.

    Boa leitura!


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    #antontchekhov #conto #audiobook #audiolivro #podcastliterario #literatura

    1 hr 3 min
  • Machado de Assis - A Causa Secreta (conto)

    O ponto mais alto e mais equilibrado da Prosa Realista brasileira acha-se na ficção de Machado de Assis (1839-1908), segundo Alfredo Bosi, em História Concisa da Literatura Brasileira (2006). 

    A Causa Secreta é um dos contos mais famosos do Bruxo do Cosme Velho e narra a história de três personagens: os médicos Garcia e Fortunato, e a esposa deste e paixão daquele, Maria Luiza. Fortunato tem olhos de expressão fria e dura; Maria Luiza é nervosa e frágil e Garcia decifrava os homens, penetrava nas camadas morais. É assim que surge o interesse de um amigo pelo outro: um observa o interesse estranho do outro em anatomia, que inclui rasgar e envenenar gatos e cães - o que não é suportado pela mulher. O outro, revela-se um dissecador de almas. Teóricos analisam o episódio do rato e do beijo, mas você terá que fazer sua leitura aqui, para tirar suas próprias conclusões. Neste conto de segredos, os olhos do leitor importam muito!


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    52 min
  • Maria Firmina dos Reis - A Mendiga (poema)

    Maria Firmina dos Reis (1822-1917) desafiou todas as convenções sociais, pois acumulava os predicados de ser: mulher, negra e educada. E assim, deixou uma obra importantíssima de postura antiescravista, precedente inclusive às famosas produções do cantor dos escravos, Castro Alves. 

    A mendiga é uma poesia que está no livro Cantos à beira mar, que a autora dedicou à sua saudosa mãe. Seus versos são oferecidos ao Exmo sr. dr. Roberto Leal, membro da Sociedade Escravocrata dos Oitocentos. Traz a história de uma donzela de olhar fagueiro, que deste carinho, se enamora, mas acaba sendo vítima de promessas ligeiras e se vê “perdida”. Na evolução do poema há a interlocução entre os amantes e é possível sentir o desprezo do homem cruel de coração de mármore para com a mulher,  para a qual tudo acabou. E ela morreu de amor.


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    38 min
  • Augusto dos Anjos - Monólogo de Uma Sombra (poema)

    O poema “Monólogo de uma sombra”, reunido na reedição do livro de Augusto dos Anjos (1884-1914) Eu e outras poesias em  1919, representa bem o conjunto de sua obra. Caráter original e  paradoxal, formada entre o contraste e a hipérbole como pilares de sua  expressão. Um texto com vocabulários físico, químico e biológico que  resulta no “mau-gosto” de algumas palavras rebuscadas e científicas: cientifista-naturalista. Quanto à semântica: abarca a dimensão cósmica e  a angústia moral, canta as misérias da carne em putrefação. Quanto à  forma: são quartetos de decassílabos com rimas ricas, palavras raras e  esdrúxulas. “Disse isso a sombra”, conclui seu monólogo evolucionista que denota a postura  existencial do poeta, a angústia funda, letal, ante a fatalidade que  arrasta toda carne para a decomposição.


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    37 min
  • Florbela Espanca - Charneca em Flor (audiolivro)

    Florbela Espanca (1894-1930) nasceu em Vila Viçosa, Alentejo, região centro-sul de Portugal, como Flor Bela Lobo, fruto de um relacionamento entre patrão e empregada. Sua mãe Antónia Conceição Lobo a registrou com pai incógnito. Após a morte da mãe, Florbela e o irmão Apeles foram adotados pelo pai biológico João Maria Espanca, que mesmo relutante com as consequências da sociedade burguesa, teve uma filha que ficou conhecida no universo literário e entrou para a história como a primeira feminista de Portugal e exímia sonetista. Teve dois livros publicados em vida: Livro de Mágoas (1919) e Livro de Sóror Saudade (1926). 

    Charneca em Flor é a obra-prima que estava às vésperas da publicação, quando Florbela supostamente pôs fim à sua vida. Trata-se de um conjunto de sonetos, finalizados com dez poemas principiados com o verso “É um não querer mais que bem querer (Camões)" que tratam de temas como solidão, feminilidade, erotismo, desencanto, sofrimento e a busca incessante pela felicidade. Seu interlocutor principal é o universo masculino e seus poemas têm uma musicalidade que provoca, são dotados de carga romântica e juvenil. Escreveu ao longo da vida de 36 anos: poesias, contos, um diário e epístolas. Também traduziu romances para a Língua Portuguesa e colaborou com jornais e revistas.


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    #florbelaespanca #charnecaemflor #audiobook #audiolivro #podcastliterario #literatura

    1 hr 5 min
  • H. G. Wells - O Ovo de Cristal (conto)

    Herbert George Wells (1866-1946) é o patriarca da investigação espacial, criador de A máquina do tempo (1895), A Ilha do Dr. Moreau (1896), O homem invisível (1897) e A Guerra dos Mundos (1898). Em quatro anos, com esses quatro livros, consagrou-se escritor e divide o título de “pai da ficção científica com Mary Shelley e Julio Verne - a chamada santíssima trindade da ficção científica. Mas H.G.Wells foi pioneiro no tom pessimista a suas histórias sobre evolução, ciência e tecnologia. Também foi o primeiro a usar a desconfiança do progresso como um sucesso editorial. Em seus textos, nota-se o mundo caminhando para uma catástrofe até que as pessoas percebiam que existia outra maneira de viver. 

    Na semana em que se celebrou 155 anos do nascimento do escritor inglês, trazemos “O ovo de Cristal” conto de 1897 narrado por um inominado que apresenta a história do Sr. Cave, comerciante de antiguidades que, de repente, se depara com um misterioso cristal, no qual se visualiza uma estranha luminescência e um cenário exótico, com planícies, prédios e criaturas desconhecidas. Era Marte. Dessa janela ovalada, Sr. Cave ganha esperança e passa a defender o ovo dos outros. 


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    #hgwells #oovodecristal #audiobook #audiolivro #podcastliterario #literatura

    1 hr 20 min

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Leitura de Ouvido vai além do audiolivro, é o podcast que transforma linhas em ondas sonoras, criado por Daiana Pasquim e Lucas Piaceski. Contos e poesias, nacionais e internacionais, em domínio…

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