Leitura de Ouvido

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By LP Lucas e Daiana PasquimArtsBooks
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Leitura de Ouvido episodes

  • Guy de Maupassant - O Colar de Diamantes (audiobook)

    “O Colar de Diamantes” é um conto naturalista escrito por Guy de Maupassant, publicado em 1884. Ele apresenta a vida miserável do casal Monsieur e Madame Loisel, que desejava a riqueza e o luxo, mas havia casado com um amanuense e por isso não tinha toiletes, tapeçarias, louças, nem móveis finos carregados de bibelôs inestimáveis. Lamentava-se, até que um dia o marido chega em casa com um convite para um baile, mas ela ainda reclamou pois não há nada pior do que ter um ar de pobre em meio aos ricos. Dá-lhe dinheiro para o vestido, mas a mulher ainda não se alegra, pois não tem joias. Até que o marido sugere que empreste alguma da amiga rica e ela escolhe um colar de diamantes, que eles perdem após a festa e assim caem numa peregrinação e calvário. O texto levanta uma pergunta: “Que teria acontecido? Quem sabe?” se acaso um pequeno detalhe tivesse sido diferente. Gustave Flaubert foi quem estimulou o jovem Maupassant o amor à arte, aos princípios estéticos do realismo, e lhe indica as melhores leituras. Entre 1875 a 1885, teve uma profícua carreira de escritor, criando cerca de 300 histórias curtas que se tornaram internacionalmente conhecidas. Rico e famoso, é um dos nomes de destaque do naturalismo e do realismo psicológico francês do século XIX. Boa leitura!


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    #guydemaupassant #audiobook #audiolivro #literatura

    47 min
  • Monteiro Lobato - Meu Conto de Maupassant (audiobook)

    "Meu conto de Maupassant” é um texto de 1915 de Monteiro Lobato (1882-1948), que está no livro Urupês, de 1918. O texto faz uma espécie de homenagem ao contista francês do século XIX, Guy de Maupassant (1850-1893), conhecido pelo estilo econômico e pelo dom da observação social. A Maupassant é atribuído, na França, a invenção do conto. Ele fez mais de 300 histórias curtas. Lobato parte do clássico diálogo entre dois sujeitos, para remeter-se a um acontecimento anterior, de um assassinato misterioso, que envolve uma saguaragi, "árvore comparsa” nativa do Brasil, na Mata Atlântica, que motiva o contar da história. Um conto enxuto, com elementos falhos para uma narrativa policial, mas sem perder de vista um toque humorístico. Nas horas vagas, Lobato pintava aquarelas, tirava fotografias e jogava xadrez. Ele participou de muitas evoluções do país do começo do século XX e a Lobato é atribuído, por exemplo, o Dia Nacional do Livro Infantil, devido à sua data de nascimento, 18 de abril (Taubaté, SP, 1882), pois a turma do Sítio do Picapau Amarelo é sua principal obra e criação e incentiva a formação de leitores, até hoje. Boa leitura!


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    37 min
  • Castro Alves - Espumas Flutuantes

    “Espumas flutuantes” (1870) foi o único livro publicado em vida, pelo poeta abolicionista 
Castro Alves (1847-1871). Trazemos aqui uma seleção de cinco poemas: “Mocidade e morte”, “Às três irmãs do poeta”, “O adeus de Teresa”, “O coração” e “Hebreia”. O primeiro deles é bastante autobiográfico e nasceu como “O tísico”, escrito em certa noite de outubro quando, aos 17 anos, Castro Alves teve uma forte crise de tuberculose - que viria a vitimá-lo aos 24 anos, após um acidente numa caçada. Para ele, as três irmãs do poeta são: a indiferença, a fome e a morte. Em O adeus de Teresa, Coração e Hebreia vertem suas veias de amor, como ele se relacionava com suas paixões. No último deles, a inspiração são três irmãs judias, invoca o oriente e vaticina que há duas coisas santas: a infância feliz e a morte em paz. Nesta poesia, repete-se no desfecho de várias estrofes: “no funéreo chão”. Na produção abolicionista enaltece-se que o escravo, para ele, era devotado aos seus, nobre, altivo, valente e reto. Contemplar a sua obra é conhecer os poemas de um rapazinho bonito, insinuante, amado pelas moças, que dizia seus versos em voz alta, vibrante e emocionada. Boa leitura!


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    39 min
  • Olavo Bilac - Profissão de Fé

    “Profissão de fé” é o poema em que Olavo Bilac compara a escritura com a ourivesaria, assemelhando o trabalho artesanal que ambos realizam, para chegar ao objeto precioso, no caso do escritor, o poema. Para ele, a ourivesaria e a poesia buscam a perfeição, por isso “lima a frase” e “corre a pena como em prata firme corre o cinzel”. Desta poesia ecoam os ideais parnasianos, do culto à forma, da objetividade no trato dos temas e das concepções tradicionalistas de metro, ritmo, rima. “Invejo o ourives quando escrevo. Imito o amor”. A crítica está no ato de o parnasianismo compor uma poesia elitista, sem tanto se preocupar com a profundidade e o despertar de sentimentos que - sabe-se, têm uma poesia na vida de qualquer pessoa. Olavo Bilac é tido como o principal representante do Parnasianismo brasileiro, escola literária inspirada na Escola de Paris que, desde 1866 passou a publicar as antologias Parnasse Contemporain. Com ele, destacam-se Alberto de Oliveira, Raimundo Correia, Francisca Julia e, os já neoparnasianistas Vicente de Carvalho (poeta naturalista) e Arthur Azevedo (avesso dos medalhões parnasianos). Boa leitura!


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    #olavobilac #audiobook #audiolivro #literatura

    31 min
  • Edgar Allan Poe - O Corvo (poema)

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    Um dos poemas mais difundidos na literatura mundial, o Corvo, foi publicado pelo autor romântico norte-americano Edgar Allan Poe (1809-1849) no segundo número da American Review, no dia 29 de janeiro de 1845, em Nova Iorque. São 108 versos que narram o desespero do eu-lírico que perde a sua amada, Lenora. Naquele dezembro, o corvo entra subitamente na casa do narrador e pousa sobre o busto da estátua de Pallas Atenas (deusa da sabedoria grega). O poema apresenta as nuances do diálogo entre o eu-lírico e o corvo, que transmite insistentemente a mensagem “Nunca mais”. Foi no ano de 1924 que Fernando Pessoa traduziu o poema de Poe, em Lisboa e preservou ao máximo componentes rítmicos e de musicalidade presentes no original em inglês. Boa leitura!


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    #ocorvo #poema #leituradeouvido #edgarallanpoe #poe #theraven #romantico #norteamericano #fernandopessoa #evermore #nevermore #nuncamais 

    Leitura de Ouvido Ep. 23

    10 min
  • Charles Perrault - O Barba-Azul

    "O  Barba-Azul" é um conto de memória popular que recebeu acabamento  literário, pela primeira vez, do escritor e poeta francês Charles  Perrault (1628-1703), reunidos no volume Contos da Mamãe Gansa (1697),  ao lado de outros como "Chapeuzinho Vermelho", "A Bela Adormecida", “A  gata borralheira”, “O gato de botas”, “Cinderela”, “As fadas" e "O  pequeno polegar”, entre outros. Foi com histórias encerradas com versos,  formando “A moral da história” - incutindo o valor ético e ensinamento  pedagógico, que ele tornou-se o Pai da Literatura Infantil, criando as  versões originais das histórias que posteriormente foram “adoçadas" pela  Disney. O Barba-Azul apresenta possivelmente um dos primeiros  personagens serial-killer da história da literatura, uma vertente da  literatura policial contemporânea, apreciada aqui em pleno século XVII,  contraposto pela expertise e união de uma família. Perrault entrou para a  história como um sisudo advogado e arquiteto da época do Rei-Sol, que tem embalado a infância do mundo todo há pelo menos três séculos. Boa leitura!


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    #charlesperrault #contodefadas #audiobook #audiolivro #literatura

    40 min
  • Lima Barreto - Carta de um Defunto Rico (conto)

    “Carta de um defunto rico” é um conto de Lima Barreto (1881-1922) da fase mais madura do autor, publicado um ano antes de sua morte. Nele temos sua versão cronista e caricaturista se vingando da hostilidade dos escritores e do público burguês. Através do emblemático “defunto-autor” ou “autor/defunto”, como bem implementou seu precedente Machado de Assis, o defunto endereça algumas considerações para sua família, enquanto comenta que “o enterro esteve lindo”, mas que estava num buraco - no cemitério de São João Batista da Lagoa - unicamente para que os familiares tivessem ali um marco, pois ele - José Boaventura da Silva - já se encontrava livre, sem amigos ou inimigos, mas que estaria sempre presente no meio deles. A crítica social se estabelece quando o defunto vaticina que os pobres que conduziram o enterro deveriam estar mais bem-vestidos, pois seus librés estavam gastos, enquanto os cavalos encontravam-se bem escovados e empoados. O jornalista e escritor brasileiro deixou romances entre eles, Recordações do Escrivão Isaías Caminha (1905), O triste fim de Policarpo Quaresma (1916), crônicas, sátiras e contos. Boa leitura!


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    34 min
  • Maria Firmina dos Reis - Cantos à Beira-mar

    Cantos à beira-mar é o livro de poesias de Maria Firmina dos Reis (1822-1917), que ela dedicou à sua saudosa mãe Leonor Felippa dos Reis, escrava alforriada de quem ficou órfã aos 5 anos, sendo criada por uma tia materna, que lhe oportunizou o contato precoce com a literatura. Dos 56 poemas deste livro, nove estão neste episódio: "Uma tarde em Cumã", "Súplica", "Eras no baile de diana…", "O meu desejo", "Ah! Não posso!", "Tributo de Amizade", "Por ocasião da Passagem de Humaitá", "Ela!" e "Meditação". No podcast há outros dois outros poemas: "A Lua Brasileira" e "A Mendiga". Maria Firmina dos Reis desafiou todas as convenções sociais, pois acumulava os predicados de ser: mulher, negra e educada - tornou-se professora concursada aos 25 anos e criou a primeira escola mista do Brasil. Deixou uma obra importantíssima de postura antiescravista, inclusive como a primeira mulher a publicar um romance no Brasil, marco alcançado com o romance abolicionista Úrsula (1859). Ao longo de sua vida de 95 anos, publicou poesias, ensaios, histórias e quebra-cabeças em jornais e revistas locais e também canções abolicionistas, pois foi folclorista e compositora. Destacam-se ainda: a novela indianista chamada Gupeva (1861), o conto A escrava (1887), além de composições musicais. Em 11 de março completar-se-á o Bicentenário de nascimento de Maria Firmina dos Reis. Boa leitura!


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    #mariafirminadosreis #audiobook #audiolivro #literatura

    52 min
  • João do Rio - A Pintura das Ruas (conto)

    “A pintura das ruas” é um texto de João do Rio, reunido em “A alma encantadora das ruas” (1908), livro com reportagens e crônicas publicadas na imprensa entre 1904 a 1907. Nesta crônica, o narrador é convidado por um amigo, num domingo, a percorrer as ruas para contemplar os pintores populares. No passeio, descobre o quanto o “ponto de vista influi”, pois uma mesma paisagem gera leituras diferentes, conforme o artista. São as grandes telas ignoradas: a arte reclamo, a arte social, a arte patriótica (regional), a arte romântica, entre outras. João do Rio é o pseudônimo para João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto, que foi jornalista, cronista, contista e teatrólogo, tradutor - principalmente de Oscar Wilde e Charles Dickens. Reconhecidamente é o dramaturgo sagaz da vida carioca do início do século XX: criador da crônica social moderna. Boa leitura!


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    #joaodorio #audiobook #audiolivro #literatura

    37 min
  • Tabacaria - Álvaro de Campos (Heterônimo Fernando Pessoa)

    “Tabacaria” é um dos principais poemas de Álvaro de Campos, o heterônimo alter-ego de Fernando Pessoa (1888-1935), considerado seu poeta moderno. Com versos paradoxais, traz uma sinopse de sua visão do mundo, saído da pena de uma das altas vocações literárias poéticas da Europa do Século XX. "Tabacaria" foi escrito em 1928 e publicado na revista coimbra Presença, em 1933. A poesia de Campos, o engenheiro naval que tornou-se poeta, é dividida em três fases: Decadentista, Futurista/Sensacionista e Intimista/Pessimista, onde se encaixa “Tabacaria". Pessoa foi poeta “plural”, o mais universal poeta português, que nasceu e morreu em Lisboa, Portugal, respectivamente em 13 de junho de 1888, e viveu até 30 de novembro de 1935. De 1942 em diante, sete anos após a sua morte, começou a sair uma sequência de obras póstumas. Boa leitura!


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    34 min

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Leitura de Ouvido vai além do audiolivro, é o podcast que transforma linhas em ondas sonoras, criado por Daiana Pasquim e Lucas Piaceski. Contos e poesias, nacionais e internacionais, em domínio…

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