Embora escrita há muito tempo, a Bíblia toca em questões muito relevantes hoje,
como a relação entre os cristãos e o governo.
Em alguns casos, ela é bastante óbvia. Apocalipse 13 descreve uma época em
que obedecer aos poderes políticos significará desobedecer a Deus. Nesse caso, a
escolha é clara. (Veja o estudo de quinta-feira).
1. Leia 1 Pedro 2:13-17. Como o cristão deve se relacionar com o governo? Assinale
a alternativa correta:
A. ( ) Sujeitando-se às autoridades constituídas na Terra, como bons servos de
Deus.
B. ( ) Militando e se envolvendo diretamente nas questões políticas.
C. ( ) Ficando indiferente, pois Jesus está voltando.
As crueldades do Império Romano eram bem conhecidas por aqueles que viviam
em seu território. Ele havia se expandido graças aos caprichos de homens
ambiciosos que usavam de força militar implacável. O Império Romano enfrentava
com violência qualquer resistência. Tortura e morte por crucificação eram
apenas dois horrores que seus soldados infligiam sobre aqueles a quem puniam.
O governo romano foi dominado pelo nepotismo e pela corrupção. A elite dominante
exercia o poder com arrogância e crueldade. Apesar de tudo isso, Pedro
exortou seus leitores a aceitar a autoridade de toda instituição humana no império,
desde o imperador aos governantes (1Pe 2:13, 14).
Pedro argumentou que os imperadores e governantes castigam os que fazem o
mal e louvam os que praticam o bem (1Pe 2:14). Ao fazer isso, eles desempenham
um papel importante na formação da sociedade.
Na verdade, apesar de todas as suas falhas, o Império Romano proporcionou
estabilidade e trouxe libertação da guerra. Sua justiça era severa, mas era baseada
no Estado de direito. Os governantes romanos construíram estradas e estabeleceram
um sistema monetário que atendia às suas necessidades militares. Ao fazer
isso, Roma criou um ambiente que possibilitou o crescimento da população e
fez com que ela, em muitos casos, prosperasse. Vistos por esse prisma, os comentários
de Pedro sobre o governo fazem sentido. Nenhum governo é perfeito, e certamente
aquele em que Pedro e seus leitores viveram também não era. Portanto, a
lição para nós é que devemos ser bons cidadãos, obedecendo às leis do nosso país
tanto quanto pudermos, apesar das imperfeições do governo sob o qual vivemos.