Malhete Podcast

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By Luiz Sérgio F. CastroHistory
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Malhete Podcast episodes

  • COMO SPORUS, UM ADOLESCENTE, TORNOU-SE IMPERATRIZ DE ROMA DURANTE O GOVERNO DE NERO?
    Por André Milne.
    Como uma figura do mito clássico - Narciso, Ariadne, Jacinto, Andrômeda ou Perséfone - a vida de Sporus deu uma guinada trágica nas mãos dos poderosos.
    Ele era um belo jovem romano que chamou a atenção do imperador reinante, Nero Claudius Caesar Augustus Germanicus. Ao contrário daquelas figuras do mito que sofreram um destino trágico, Sporus e sua história são muito reais.
    Sporus foi dito ter uma poderosa semelhança com a falecida imperatriz, Poppaea Sabina. E assim o imperador Nero, um semideus autoproclamado, castrou o menino e se casou com ele como substituto de seu amor perdido.
    Mas a vida de Sporus como imperatriz de Roma foi muito menos glamorosa do que parece, e ele finalmente tirou a própria vida na tragicamente tenra idade de 20 anos. Esta é a trágica história de um menino que se tornou a imperatriz de Roma.
    O imoral reinado do Imperador Nero
    Muito antes de ele colocar os olhos em Sporus, o nome Nero era sinônimo de poder desenfreado e perversão desenfreada. Seu gosto por comportamento sexual aberrante ainda ecoa através dos séculos. Antigo historiador romano Suetônio registrou:
    “Além de abusar de meninos nascidos livres e seduzir mulheres casadas, ele devassou a virgem vestal Rúbria.”
    Esta foi uma acusação séria: deflorar uma Virgem Vestal era um tabu severo na Roma Antiga. Tal ato teria garantido a morte da sacerdotisa por sepultamento vivo se descoberto. Da mesma forma, os jovens nascidos livres não deviam ser tocados e certamente não deviam ser corrompidos.
    Diz-se que Nero teve relações incestuosas com sua mãe, a dominante Agripina, a Jovem, com Suetônio registrando:
    “Que ele até mesmo desejava relações ilícitas com sua própria mãe, e foi impedido por seus inimigos, que temiam que tal relacionamento pudesse dar à mulher imprudente e insolente uma influência muito grande, era notório, especialmente depois que ele adicionou a suas concubinas uma cortesã que diziam se parecer muito com Agrippina.
    Mas em 59 D.C., Nero assassinou sua mãe. Os historiadores acreditam que o imperador cometeu matricídio porque Agripina se ops ao seu caso com Sabina, com quem Nero se casou em 62 D.C.
    A morte de Sabina permanece um tanto misteriosa. Algumas fontes afirmam que ela morreu devido a complicações da gravidez. Outros rumores afirmam que Nero enfurecido chutou a imperatriz grávida até a morte.
    De qualquer maneira, em 66 D.C., Nero viu o rosto de Sabina novamente no menino chamado Sporus.
    A vida de Sporus como um eunuco
    Não se sabe muito sobre o início da vida de Sporus, nem mesmo seu verdadeiro nome.
    “Sporus” vem da palavra grega para “semente” ou “semeadura”. O nome é provavelmente um epíteto cruel dado por Nero, com o objetivo de zombar da incapacidade de Sporus de produzir herdeiros. Diz também que Nero chamou o menino de “Sabina”.
    Mesmo o status de Sporus não é claro. Algumas fontes afirmam que ele era um menino escravo, outras um liberto. O que se sabe é que Sporus era extraordinariamente atraente, exibindo um rosto adorável muito parecido com o de Sabina.
    De acordo com Suetônio, Nero castrou Sporus, depois manteve o menino envolto em uma estola e véus de mulher, e anunciou ao mundo que sua amante agora era uma mulher. Ele até realizou uma cerimônia de casamento em 67 D.C. e tomou o menino como esposa e nova imperatriz.
    “Esporo”, escreveu Suetônio, “enfeitado com as elegâncias das imperatrizes e cavalgando em uma liteira, [Nero] o levou às cortes e mercados da Grécia e, mais tarde, a Roma pela Rua das Imagens, beijando-o afetuosamente de tempos em tempos."
    Por que Nero insistiu em não apenas tomar Sporus como amante, mas também apresentá-lo como uma mulher - era simplesmente luxúria? Ou foi uma derrota simbólica para um rival?
    Homossexualidade sob o governo de Nero
    Os costumes em torno da homossexualidade na Roma antiga eram distintos daqueles encontrados em grande parte do mundo contemporâneo. Como Júlio César poderia atestar, a atração pelo mesmo sexo era menos sobre gênero e mais sobre posição, tanto no sentido físico quanto social da palavra.
    Socialmente, os escravos eram um jogo justo: descer era abrir mão do poder, e isso era inaceitável. E com quem você fazia sexo importava apenas se ambos fossem membros importantes da sociedade romana.
    Nessas frentes, Nero estava livre. Ele era quase certamente o parceiro sexual dominante de Sporus, especialmente após a castração deste último.
    No entanto, a união provavelmente foi considerada uma impudicitia, significando falta de castidade ou perversão de acordo com Roman Homosexuality: Ideologies of Masculinity in Classical Antiquity por Craig A. Williams.
    O sexo também era uma arma na Roma antiga, como observou Steven DeKnight, criador da série Spartacus:
    “Foi bastante aceito entre os homens. A diferença era que se tratava de poder. Se você estivesse em uma determinada posição, precisava estar no topo. Só funcionou de uma maneira. Além disso, os romanos, quando conquistavam um povo, era muito comum que os homens das legiões romanas estuprassem os outros homens que haviam conquistado. Isso também foi uma demonstração de poder e força.”
    Então, embora Sporus fosse tecnicamente uma imperatriz, ele tinha pouco mais poder do que um escravo.
    Eunucos na Roma Antiga
    Embora a posição roubasse Sporus do poder social, os eunucos podiam ser muito influentes em Roma e no exterior. Sem seu próprio legado ou progênie, eles eram considerados atores neutros, muitas vezes colocados em posições de poder ou em lares femininos, de acordo com The Routledge History of the Renaissance, de William Caferro.
    Alguns exemplos famosos no mundo antigo incluem Bagoas, o favorito de Alexandre, o Grande, um eunuco persa que se tornou um companheiro de confiança, e Pothinus, o conselheiro de Ptolomeu VIII, irmão/marido de Cleópatra.
    Alguns historiadores postulam que Nero pode nem ter se apaixonado por Sporus, mas que o menino foi efetivamente castrado física e socialmente para evitar qualquer reivindicação potencial ao trono de Roma.
    De acordo com essa teoria, Sabina havia convencido Nero de que ela era de fato descendente ilegítima de Tibério, um ex-imperador, dando-lhe uma forte reivindicação imperial. Se Sporus tinha uma semelhança tão forte com a imperatriz morta, isso pode significar que eles eram geneticamente relacionados, dando a Sporus uma reivindicação ao domínio imperial.
    Nesse caso, a castração teria sido uma maneira simples de Nero neutralizar seu potencial concorrente. Um menino sexualmente humilhado tratado como uma mulher aos pés do imperador jamais seria levado a sério como rival do trono.
    Em 1º de janeiro de 68 D.C., enquanto Nero recebia auspícios para o Ano Novo, Sporus presenteou o imperador com um anel representando o Rapto de Perséfone, a garota mítica que foi sequestrada por Hades para se tornar sua noiva. A imagem de um inocente levado para o submundo pode conter múltiplos significados.
    Poderia ter lembrado ao imperador em símbolo e pedra que Sporus estava ao seu lado graças à força, assim como Perséfone estava com Hades. Presentear Nero com tal item no início do ano novo teria sido considerado, na melhor das hipóteses, de mau gosto ou, na pior das hipóteses, um grave presságio.
    E como quis o destino, Nero estaria morto bem antes do final do ano.
    A morte de Nero leva ao fim trágico de Sporus
    A população romana estava geralmente insatisfeita com a liderança de Nero. Ele é notoriamente culpado pelo Grande Incêndio de 64 D.C., embora provavelmente não tenha sido obra do imperador. Eventualmente, Nero fugiu para escapar de Roma, depois de ser declarado inimigo público pelo Senado. Sporus o acompanhou.
    Nero foi informado por um mensageiro que o senado planejava executá-lo. O secretário particular de Nero, Epafrodito, sob ordens, ajudou Nero a enfiar uma adaga em seu próprio pescoço, como forma de escapar da execução pública prevista.
    Após a morte de Nero, Sporus passou para o guarda pretoriano Nymphidius Sabinus, que manteve Sporus em seu papel de esposa substituta, de acordo com Nero por Edward Champlin. Quando esta figura do segundo marido morreu em um golpe subsequente, Sporus foi para Otho, o primeiro marido de Sabina, de quem ela se divorciou para se casar com Nero.
    Depois de se tornar imperador em 69 D.C., Vitellius propôs que Sporus desempenhasse o papel titular em “O Rapto de Proserpina”, uma performance que serviria como parte de um espetáculo de gladiadores.
    De acordo com fontes contemporâneas, Sporus escolheu acabar com sua vida em vez de enfrentar a humilhação de representar para toda Roma o papel que desempenhou para Nero, Sabinus e Otho.
    A vida do menino acabou, mas seu nome sobreviveu como sinônimo de eunucos e escárnio, transformando-se até em uma linha de poesia de Lord Byron no verso: “Sporus, essa mera coalhada branca de leite de jumenta? Sátira ou bom senso, infelizmente! Sporus pode sentir? Quem quebra uma borboleta em cima de uma roda?”
    Sequestrada, mutilada, abusada sexualmente e lembrada para sempre por isso - Sporus pagou um alto preço por usar o rosto de uma imperatriz.
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    11 min
  • PÁSCOA PARA O MAÇOM
    A Páscoa conduz à reflexão e meditação sobre os valores que a data simboliza, como a renovação, a ressurreição e a redenção.
    Por representar a ressurreição de Jesus Cristo, a Páscoa é uma das celebrações mais importantes do Cristianismo, porém seu simbolismo remonta a tradições religiosas pagãs antigas, a exemplo do Mitraísmo, religião que surgiu no Império Romano e se espalhou amplamente pela Europa durante o século I d.C. até o século IV d.C. Uma das principais celebrações do Mitraísmo era o festival de Mitras, em honra ao mito persa Mitra (um deus solar e da luz), símbolo da renovação e da vida. Realizado no final de março ou início de abril, o festival romano do "Dies Natalis Invicti Solis”, ou "Dia de Aniversário do Sol Invencível", marcava a volta do brilho do sol ao final do inverno (no hemisfério norte), e, portanto, o início da primavera e o renascimento da natureza com a volta da luz.
    De sua vez, a "Pesach" - a Páscoa judaica, ou Páscoa da libertação -, celebrava a saída dos hebreus do Egito graças a Moisés, e o início de seu percurso até a terra prometida. Com o advento do cristianismo, a Páscoa adquiriu um novo significado, indicando a passagem da morte à vida por Jesus e a passagem a uma vida nova para os cristãos, libertados do pecado. Através da sua morte e ressurreição, o Cristo ofereceu a promessa da salvação, de renovação e de vitória da vida sobre a morte.
    A Páscoa é uma celebração com tradições repletas de simbolismo, a exemplo da oferta de ovos decorados. O coelho e o ovo são símbolos de renascimento e fertilidade, relembrando as celebrações antigas pela chegada da primavera. Na cultura cristã, o ovo representa a tumba de Jesus, que se abriu para revelar a sua ressurreição, e os ovos coloridos também são uma forma de celebrar a alegria da ressurreição e a chegada da primavera.
    Outro símbolo importante da Páscoa é o cordeiro, associado ao sacrifício de Jesus Cristo na cruz. Na tradição cristã, o cordeiro simboliza a inocência e pureza de Jesus. Na tradição judaica, o cordeiro simboliza o sacrifício oferecido durante a celebração da Páscoa, representando a libertação do povo judeu da escravidão no Egito. O pão e o vinho são outros símbolos importantes, representando o sacrifício na cruz do corpo e sangue de Jesus Cristo.
    Para o Maçom, a Páscoa conduz à reflexão e meditação sobre os valores que a data simboliza, como a renovação, a ressurreição e a redenção. Os símbolos da Páscoa, como os ovos e o cordeiro, também podem ser interpretados de forma maçónica. Os ovos, por exemplo, como símbolos da fecundidade e da fertilidade, representam a ideia de que a vida sempre se renova e se regenera. A inocência e a pureza, representadas pelo cordeiro, são valores muito prezados na Maçonaria.
    A busca pela verdade, pela sabedoria e pela iluminação espiritual também pode ser vista como uma busca pela vida eterna e pela renovação da esperança. A vida, a morte e o renascimento também são temas fundamentais para a Maçonaria, que ensina a pensar sobre a natureza da existência e a trabalhar pela melhoria do homem e do mundo ao seu redor, visando construir uma sociedade mais justa e fraterna.
    A crença maçónica na imortalidade do espírito e no aperfeiçoamento moral do indivíduo está em sintonia com a ressurreição de Jesus Cristo como símbolo da imortalidade da alma e da esperança na vida eterna. A busca constante pelo aperfeiçoamento moral e pela perfeição é um dos pilares da Maçonaria, e a Páscoa é a oportunidade para refletir sobre esse tema.
    Fonte: Loja Maçônica Perseverança – Paranaguá – PR
    5 min
  • A LOJA DE PERFEIÇÃO: CONSEQUÊNCIAS DA BUSCA

    Por  Michael Pall.

    Os graus do Rito Escocês da Loja de Perfeição vão do quarto ao décimo quarto graus. Se resumirmos esses graus, eles são a continuação e a conclusão do ritual artesanal do Rito Escocês, bem como a descoberta da palavra que foi perdida. Os diplomas nos conduzem por um caminho moral de lições onde aprendemos que somos responsáveis ​​por nós mesmos e por nossas próprias ações. E aprendemos que devemos agir de certas maneiras se quisermos esperar resultados positivos. Este artigo, no entanto, não pretende focar nos graus reais da Loja de Perfeição ou um comentário de sua filosofia que pode ser lido em muitos dos livros sobre este assunto.

    Eu queria tomar uma direção um pouco diferente com este artigo e focar em um aspecto que muitas vezes é ignorado, mas é uma parte importante da filosofia; as consequências da busca pela perfeição. Somos ensinados que a Maçonaria é uma organização moral que pega homens bons e os torna melhores. Devemos optar por ingressar e depois avançar gradualmente. A sugestão aqui é que, passo a passo, crescemos e nos tornamos melhores (seja qual for a definição). Este é um aspecto importante de toda filosofia moral porque, embora a mudança seja inevitável, a mudança positiva, ou crescimento, é nossa escolha. Nós não temos que fazer nada que escolhemos não fazer. Se desejar, devemos escolher o caminho maçónico. Se os maçons, ou neste caso, os maçons do Rito Escocês, receberem as ferramentas adequadas, eles poderão usá-las para tomar a decisão consciente de melhorar a si mesmos quando mudarem. Nesse caso, podemos esquecer que estamos usando a palavra específica perfeição. O que queremos dizer com essa palavra? Muito poucos humanos afirmam ser perfeitos e, se o fizerem, são normalmente considerados delirantes.

    18 min
  • ESOTERISMO

    por Taylor Nauta New River

    O que é esoterismo? Talvez você tenha ouvido falar sobre "Estudos Esotéricos" e tenha ouvido falar que a Maçonaria tem trabalhos "esotéricos". Bem, a Maçonaria é de fato uma organização esotérica e um componente chave na Tradição Ocidental de Mistérios.

    Em primeiro lugar, a palavra "esotérico" implica algo "destinado ou passível de ser compreendido apenas por um pequeno número de pessoas com conhecimento ou interesse especializado". E "Esoterismo Ocidental", ou a "Tradição dos Mistérios Ocidentais", é um termo que vagamente descreve uma grande variedade de ideais filosóficas que influenciaram grandemente a Sociedade Ocidental; principalmente a ideia de que existem mistérios ou "verdades ocultas" sobre Deus, a natureza e nós mesmos que podem ser buscados e pelo menos parcialmente compreendidos pela experiência de algum método de iniciação e instrução simbólica.

    9 min
  • O RITO DA DESCALÇA

    A prática de descalçar - tirar os sapatos - tem um significado ritual em culturas de todo o mundo. Qual é o seu lugar na Maçonaria?

    Um candidato à iniciação em uma Loja Maçônica muitas vezes acha estranhos os requisitos que ele deve cumprir para fazer o mesmo que todos os bons irmãos e companheiros que passaram por esse caminho antes. Na verdade, essa preparação muitas vezes permanece um enigma para ele, já que a explicação ritualística é apenas parcial. Não apenas o irmão recém-criado, perplexo com o novo mundo em que é lançado, investiga mais para verificar se tudo o que poderia ter acontecido foi dito a ele; aprender um significado ainda maior para a cerimônia e o símbolo que a passagem em Rute pretende esclarecer.

    Aqueles que lerem o quarto capítulo do imortal Livro de Rute notarão especialmente o sétimo e oito versículos:

    “Ora, esta era a maneira antigamente em Israel com relação à redenção e à mudança, para confirmar todas as coisas; um homem tirou o sapato e o deu ao vizinho; e isso foi um testemunho em Israel”.

    17 min
  • NIILISMO MAÇÓNICO
    Por Sérgio Quirino
    A doutrina filosófica niilista é de uma extensa complexidade e possui viés que aparenta contradições. A própria palavra “niilismo” carrega o cerne do conceito “nada”, do latim “niil”, para traduzir a vida como negativa, sem valor, sem propósito, “um nada”.
    Porém algumas perspectivas visualizam o positivo no niilismo, acreditando que é pela crítica da realidade que as mudanças aconteceram. O interessante é que, baseado em um contexto ou um exemplo não edificante, cria-se uma visão pessimista e cética de tudo o que envolve tais circunstâncias. E tudo está perdido! Tudo não vale mais nada!
    Tais situações às vezes são cotidianas e veem acompanhando a história da humanidade. Pergunto ao Irmão: qual é sua visão da juventude atual?
    A resposta do filósofo Sócrates, que viveu entre 470 e 399 antes de Cristo, foi: “Os jovens de hoje gostam do luxo. São mal comportados, desprezam a autoridade. Não têm respeito pelos mais velhos, passam o tempo a falar em vez de trabalhar. Não se levantam quando um adulto chega. Contradizem os pais, apresentam-se em sociedade com enfeites estranhos. Apressam-se a ir para a mesa e comem os acepipes, cruzam as pernas e tiranizam os seus mestres”.
    Mas muito antes dele, em um artefato datado do ano 2000 A.C., resgatado das ruínas da Babilônia, há uma mensagem reveladora: “Esta juventude está podre no fundo do coração. Os jovens são maus e preguiçosos. Nunca serão como a juventude de outros tempos. Os de hoje não serão capazes de manter a nossa cultura”.
    Adentrando no tema deste artigo, faço uma segunda pergunta ao leitor: você conhece algum Maçom que vive reclamando dos Irmãos e da Maçonaria, questionando os mais jovens e as modernidades?
    Esse Irmão é um contumaz crítico de tudo e de todos? Acredita que a Ordem caminha para o fim e cria ficções para justificar o caos que só ele, niiliticamente, vê? A gravata torta do Irmão Hospitaleiro é, para ele, um indicativo de que deve questionar a eficiência do caridoso mal-arrumado?
    O praticante do niilismo existencial argumenta que a vida é sem sentido, não tem objetivo, não há propósito ou valor intrínseco. Assim é o niilismo Maçónico. O Irmão desconhece o sentido de ser Maçom, não procura servir a um objetivo, não vai às reuniões com um propósito e desvaloriza o valor intrínseco da Maçonaria.
    O mais interessante é que talvez ele agiu assim quando era Aprendiz, como Companheiro, como Mestre, ao dirigir uma Loja ou até mesmo após décadas de iniciado. A grande questão é: por que, com tantos “dessabores”, com tanta visão crítica, ele continua no meio de nós?
    Por dois motivos: o primeiro é que, de tão cego que está, ele permanecerá até a consumação do fim da Ordem, que nunca virá, para dizer orgulhosamente a todos: “Eu avisei!”.
    O segundo ponto, e perdoem-me a forma incisiva, contumaz e pragmática como tenho por hábito me manifestar: ele simplesmente não tem mais o que fazer da vida.
    MAS NÃO O DESPREZEM! ELE É ESSENCIAL PARA A MAÇONARIA!
    É EXEMPLO VIVO DO COMPORTAMENTO QUE NÃO PODEMOS TER.
    É POR ELE E COM ELE QUE MENSURAMOS A TOLERÂNCIA.
    NO CONVÍVIO, ADMINISTRAMOS NOSSO NÍVEL DE SERMOS INFLUENCIADOS.
    E O PRINCIPAL: NA MAÇONARIA, NOSSAS FERRAMENTAS SÃO UTILIZADAS
    PARA A CONSTRUÇÃO, NUNCA PARA A DEMOLIÇÃO.
    Neste décimo sétimo ano de compartilhamento de instruções Maçónicas e provocações para o enlevo moral e ético dos Irmãos, permanecemos no nosso propósito maior de disponibilizar uma curta reflexão a ser discutida em Loja. O Ritual não pode ser delapidado. A Ritualística deve ser seguida integralmente. O Quarto-de-hora-de-estudo é fundamental em uma sessão Justa e Perfeita.
    Sinto muito, me perdoe, sou grato, te amo. Vamos em Frente!
    Fraternalmente,
    Sérgio Quirino,
    Grão-Mestre da Grande loja maçónica de minas gerais 2021/2024
    5 min
  • OS SONHADORES MUDAM O MUNDO
    Por Kheytte Vasconcelos Gomes
    EU TENHO UM SONHO: de que a Maçonaria volte aos seus fundamentos, ao primeiro amor da iniciação, a emoção da elevação, ao orgulho da exaltação; que seus fins supremos de liberdade, igualdade e fraternidade sejam a essência de nossas ações;
    EU TENHO UM SONHO: de viver a pureza da filosofia, a dedicação ao estudo, a fraternidade entre os Irmãos;
    EU TENHO UM SONHO: de ver todas as Lojas fortes, vibrantes e compactadas, de sessões compostas e planejadas, de sentir a prevalência do espírito sobre a matéria, de uma ritualística com excelência;
    EU TENHO UM SONHO: de ver pompas fúnebres repletas de Irmãos, de ver nossos antepassados serem lembrados, de conhecer e admirar todos os ritos, e da modernidade conviver com a tradição;
    EU TENHO UM SONHO: de viver a Maçonaria próspera e respeitada como uma instituição unida, útil e forte; com as cunhadas participando das ações filantrópicas e embelezando eventos;
    EU TENHO UM SONHO: de ver os adolescentes e jovens acolhidos, estudando e praticando as virtudes, de estarem unidos e estimulados com apoio e participação das Lojas, de vê-los formados como bons filhos e admiráveis cidadãos;
    EU TENHO UM SONHO: de que as Oficinas estejam cheias, que sejam um solo fértil, um templo de harmonia, de estudos e acolhimento; de ver novos líderes estimulados, formados e preparados pelos mais experientes;
    EU TENHO UM SONHO: de me emocionar com a união das potências em prol da comunidade em projetos compartilhados e grandiosos; que haja cooperação e diálogo para o fortalecimento mútuo, e que divisas entre os municípios não existam;
    EU TENHO UM SONHO: Que na busca constante da "Pura Maçonaria", os Irmãos estejam compactados, e que as Lojas fortes, atrativas e vibrantes sejam um sonho real...
    A seara é grande e grandes também são as oportunidades de realizar com amor a “Maçonaria que dá Prazer”.
    Obrigado aos meus considerados Irmãos por sonharem esse sonho, por apoiar e por acreditar...
    E nunca se esqueçam: “Os sonhadores mudam o mundo”.
    Que Deus abençoe a todos e a Maçonaria Universal!
    “Navegar é preciso...”
    Kheytte Vasconcelos Gomes
    Mestre Maçom Instalado
    Vitória – Espirito Santo
    3 min
  • CORRIDA MAÇÔNICA EM COLATINA, CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM E LINHARES

    Este ano a Corrida Maçônica vai

    contemplar também os atletas do interior do Estado, chegando a Colatina em 18
    de junho, Cachoeiro de Itapemirim em 3 setembro e no dia 5 de novembro estará
    em Linhares, encerrando o circuito de 2023. São percursos de 5 km de corrida e
    caminhada de 3 km, com premiações nas mesmas categorias da prova de Vitória. As
    inscrições serão abertas em breve.

    Para a Corrida Maçônica Cidade de

    Vitória 2023, marcada para dia 21 de maio, os interessados podem se inscrever
    até o dia 14 de maio pelo site www.ticketsports.com.br. Há opções de
    caminhada de 3km e corrida de 6 km ou 10 km com saída e chegada em frente à
    Grande Loja Maçônica do Estado do Espírito Santo (GLMEES), em Bento Ferreira,
    na capital.

    A prova, que já entrou para o calendário

    de corridas do Estado, vai premiar com troféus os três primeiros lugares
    masculino e feminino nas modalidades geral e faixa etária, atleta com
    deficiência, maçom e esposa de maçom. A novidade desta sétima edição é a
    inscrição solidária, com valor de R$ 60,00, mediante a doação de 1 kg de
    alimento não perecível no dia da retirada do kit atleta.

    Os atletas vão sair às 7 horas em

    direção à avenida Beira-Mar, depois seguem até o centro de Vitória, retornando
    pela avenida Vitória e César Hilal até a Leitão da Silva, onde pegam de novo a
    Beira-Mar até a chegada na Grande Loja, em Bento Ferreira. O trajeto é adaptado
    para cada distância escolhida.

    A entrega dos kits será realizada na

    sede da GLMEES, localizada na avenida Joubert de Barros, nº 358, Bento
    Ferreira, nos dias 19 de maio, das 13 às 18 horas, e dia 20, das 10 às 15
    horas.

    Além de proporcionar saúde e bem-estar

    aos participantes e a possibilidade de contemplar as belezas da cidade, a
    corrida tem como principal meta arrecadar fundos para o Instituto Grande Loja.
    Todos os anos, parte do dinheiro das inscrições é revertido na aquisição de
    cadeiras de rodas e de banho, que são doadas para ambulatórios, hospitais,
    asilos e pessoas necessitadas.

    3 min
  • MAÇONARIA APOIA PROGRAMA BAHIA SEM FOME

    MAÇONARIA APOIA PROGRAMA BAHIA SEM FOME

    Com o objetivo de estabelecer mais uma

    parceria de apoio à campanha de arrecadação de alimentos do programa Bahia Sem
    Fome, o governador Jerônimo Rodrigues recebeu, representantes da Grande Loja
    Maçônica do Estado da Bahia, do Grande Oriente do Brasil (GOB) e do Grande Oriente
    da Bahia (GOB-BA), em reunião no Centro Administrativo, na capital. O encontro
    marcou o início da colaboração da Maçonaria nas ações realizadas pelo Governo
    do Estado, que contemplam a arrecadação e distribuição de alimentos para a
    população em situação de vulnerabilidade social em toda a Bahia.

    “O diálogo é para a gente estreitar os

    laços, respeitando toda a prática política, religiosa e cultural disseminada na
    Bahia. A missão de vocês é a mesma que estamos discutindo aqui agora, juntar
    todas as forças para combater a fome. Onde houver campanhas com esse lema, o
    Governo do Estado quer estar presente. Essa força é válida em qualquer canto”,
    afirmou o governador.

    Ainda na oportunidade, Jerônimo destacou

    que o Bahia sem Fome conta com dois momentos. “Neste primeiro momento,
    emergencial, o Estado está trabalhando com base na arrecadação e distribuição
    de alimentos através de suas secretarias, órgãos e através da mobilização
    social. Num segundo momento, nós enviamos um projeto de lei que está tramitando
    na Assembleia Legislativa, e que prevê um orçamento para o investimento em
    políticas públicas de combate à fome”, explicou.

    O grão-mestre da Grande Loja Maçônica do

    Estado da Bahia, Arlindo Neto, disse que o Programa Bahia sem Fome é um
    incentivo a mais para que a organização realize o trabalho de solidariedade.
    “Foi um motivo de grande satisfação conhecer o programa Bahia sem Fome, já que
    nós da Maçonaria já trabalhamos no dia a dia para atender à população mais
    carente. E esse convite nos serve como incentivo para trabalhar pela sociedade
    mais carente, que as pessoas chamam de invisíveis, mas que são mais visíveis do
    que tudo. A fome tem pressa e nós temos que atender as pessoas, trazer a
    dignidade ao povo”.

    O grão-mestre estadual do Grande Oriente

    Brasil, Ocimar Torres, colocou a instituição à disposição para o combate à
    fome. “Da nossa parte, dos maçons presentes, estamos engajados para que a gente
    possa, de fato, contribuir para a diminuição da fome. A maçonaria vai estar
    envolvida no que for necessário. Os maçons já fazem campanha de combate à fome,
    já ajudam abrigos, asilos, nós agora teremos novas reuniões técnicas para
    desenharmos um formato que agregue o que os maçons, as esposas e os filhos já
    fazem no dia a dia para ampliar esse trabalho e permitir que essa campanha seja
    exitosa”. 

    Também participaram da reunião, pela

    Grande Loja Maçônica do Estado da Bahia, o grande primeiro vigilante Claudiano
    Fonseca, e o presidente do tribunal de disciplina, ética e eleitoral, Juracy
    Barreto Torres Júnior; e pelo Grande Oriente da Bahia, o grande secretário de
    Relações Exteriores, Leonardo Abreu Neves. Pelo Governo da Bahia, estiveram
    presentes o chefe de gabinete do governador, Adolpho Loyola; o chefe de
    gabinete da Secretaria de Comunicação, Luciano Suedde; o coordenador-geral das
    Ações Estratégicas de Combate à Fome, Tiago Pereira; o superintendente da
    Secretaria de Desenvolvimento Rural, Israel Santos; o diretor-superintendente
    da CAR, Lanns Almeida; e o diretor do Departamento de Qualidade dos Serviços da
    Agerba, Eurico Silva.

    4 min
  • ROSACRUZES E MAÇONARIA SE UNEM PARA MELHORAR A HUMANIDADE

    Na sede da AMORC em Curitiba-PR o

    Grão-Mestre Frater Hélio de Moraes e Marques recebeu a ilustre visita de dois
    líderes maçónicos: Grão-Mestre Marco Antônio Corrêa de Sá, da Grande Loja Maçónica
    do Estado do Paraná, e Grão-Mestre Aílton Elisiário de Souza, da Grande Loja Maçónica
    do Estado da Paraíba. A Ordem Rosacruz-AMORC e a Maçonaria se uniram nessa
    ocasião, quando o Grão-Mestre Marco Antônio Corrêa de Sá tomou posse na Grande
    Loja Maçónica do Estado do Paraná com seu deputado José de Faria.

    Embora sejam entidades independentes,

    ambas as ordens se esforçam para melhorar a humanidade através da boa ética e
    dos princípios da trindade de Luz, Vida e Amor, inspirados pelo Cósmico e pelo
    Grande Arquiteto do Universo. A Maçonaria e a Ordem Rosacruz têm tradições
    seculares de estudo e reflexão, com experiências muito semelhantes em momentos
    difíceis da história humana.

    Para o Grão-Mestre Hélio de Moraes e

    Marques, essa visita foi uma oportunidade importante para destacar a amizade e
    solidariedade entre as duas entidades. "Tudo que sobe, vai para o mesmo
    ponto e a missão é o bem comum", afirmou Hélio. Por meio do trabalho
    dessas organizações, muitos indivíduos encontram uma comunidade de apoio e um
    ambiente acolhedor que promove o crescimento pessoal e espiritual na busca de
    um propósito maior na vida.

    A Maçonaria e a Ordem Rosacruz têm

    ensinamentos e práticas que visam a evolução do indivíduo e da sociedade em
    várias áreas da vida, incluindo o intelecto, o emocional e o espiritual. Ambas
    as ordens promovem valores como liberdade, igualdade e fraternidade sob os
    auspícios do Rosacrucianismo. A importância dessas organizações pode ser vista
    nos momentos mais significativos da história da humanidade.

    Embora sejam instituições distintas, a

    Maçonaria e a Ordem Rosacruz se respeitam e preservam a harmonia e a empatia
    entre si. A visita foi orientada pelo assessor jurídico da URCI, José de Jesus
    Gonçalves Bambil.

     

    3 min

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