Malhete Podcast

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By Luiz Sérgio F. CastroHistory
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Malhete Podcast episodes

  • A Maçonaria está Virando um Clube de Serviços?

    Por Dário Ângelo Baggieri

    Iniciamos esse ensaio, após inúmeros

    debates em grupos de irmãos, onde é perceptível o desconforto, da grande
    maioria, sobre o futuro que se delineia nos horizontes da Maçonaria
    contemporânea. Muitos estão desanimados, se afastando progressivamente dos
    trabalhos, alegando reuniões insonsas, cansativas, sem objetivos práticos e
    desprovidas do verdadeiro sentido filosófico e simbólico de nossos usos e
    costumes.

    Essa situação recorrente, vem paulatinamente

    esvaziando nossos templos, de maneira irrefutável e observável em todas as
    ditas Potências reconhecidas como regulares, e ao mesmo tempo, presenciamos o
    aparecimento de inúmeras potencias, " chamadas de espúrias" onde se
    percebe que o vil metal campeia a passos largos, nessa nova MODALIDADE DE
    PICARETAGEM CIBERNÉTICA, de ludibriar os incautos que porventura caiam nessas
    redes de cunho meramente financeiro.

    9 min
  • A MAÇONARIA, O DIABO E O EMBUSTE

    Por Carlos Orsi

    Existem vários mitos

    divertidos sobre a origem da maçonaria, alguns que mencionam a construção das
    pirâmides do Egito, outros a do Templo de Salomão (o original de Jerusalém, não
    a imitação kitsch em São Paulo). O que a história ensina, no entanto, é que a
    ordem emergiu a partir de algumas características particulares das guildas de
    artesãos que trabalhavam com pedras entre o fim da Idade Média e o início da
    Moderna.

    No mundo medieval, profissões

    que requeriam treinamento e habilidades especiais – fabricar móveis, por
    exemplo, ou forjar metal – tendiam a se organizar em grupos chamados guildas,
    que faziam um papel semelhante ao que hoje é desempenhado por sindicatos,
    conselhos de classe e escolas técnicas: defender os interesses da categoria,
    manter um código de ética, fofocar sobre os colegas e instruir a próxima
    geração.

    Enquanto a maioria das guildas

    tinha base geográfica fixa e os membros se conheciam todos entre si, os
    artesãos que trabalhavam pedra para construção – os pedreiros, enfim – eram
    itinerantes: grandes obras (palácios, catedrais) podiam surgir em toda e
    qualquer parte, e era improvável que uma mesma cidade ou região se lançasse
    numa longa sequência ininterrupta de grandes construções, o que forçava os
    maçons a se deslocar em busca de emprego cada vez que uma obra terminava.
    Pedreiros viajavam muito a trabalho, e sempre que encontravam serviço podiam
    também encontrar pedreiros de outras partes da Europa.

    15 min
  • OS "FANTASMAS" DO COPAN, FAMOSO EDIFÍCIO DE SÃO PAULO

    Há anos ronda um "boato" de

    fantasmas e assombrações entre os moradores do edifício Copan, no centro da
    cidade de São Paulo. Esta semana o assunto ganhou destaque no portal de
    notícias G1 da Rede Globo, fomentando assim mais e mais especulações a
    respeito. Acompanhando os relatos, nós pudemos constatar especialmente uma
    coisa, e com pesar, claro: como o Espiritismo é ignorado pelas pessoas! A
    partir disso, lançamos algumas reflexões.

     

    Sobre o Copan

    O Copan é um dos ícones da capital

    paulista, projetado pelo consagrado arquiteto Oscar Niemeyer, com
    projeto estrutural do engenheiro Joaquim Cardozo, e inaugurado em 1966
    como parte das comemorações do quarto Centenário da cidade de São
    Paulo. Ele é caracterizado pela sua forma curva, lembrando um
    "S", ou um til (~), se visto pela perspectiva frontal da Avenida
    Ipiranga, onde está instalado na altura do número 200.

    Os relatos

    Dentre os relatos malassombrados,

    conta-se histórias (ou estórias) de aparições de antigos moradores ou
    funcionários do Copan, vozes e sussurros "ao pé do ouvido", um
    elevador "temperamental", que sobe e desce por vontade própria, e até
    sensação de toques, inclusive impressão de estar sendo abraçado ou esganado.
    Ultimamente esses relatos se tornaram ainda mais frequentes por conta da
    facilidade da tecnologia — basicamente, um grupo de Whatsapp dos seus
    residentes.

    Nesse reino de especulações, há quem

    defenda que as "lendas" têm um propósito bem material: apavorar o
    público e desta forma desvalorizar o aluguel dos apartamentos. Mas são muitas
    as narrativas, desde há tempos, e testemunhas de casos bem semelhantes.
    Conseguiria uma mentira perdurar por tanto tempo?

    Com relação à veracidade ou não do que

    se conta, nada podemos dizer, mas sabemos ser absolutamente possível —
    porque tem acontecido alhures — que os Espíritos se manifestem e que
    produzam fenômenos de efeitos físicos (como no dito caso do elevador). Em suma,
    há Espíritos, há comunicabilidade espiritual e há razões lógicas e justas para
    que tudo isso se dê. Porém, não podemos deixar de salientar a ocorrência de
    mistificação, charlatanismo e má-fé das pessoas. Cada caso é um caso.

     

    Superstição e ignorância do

    Espiritismo

    Como dissemos, o que mais nos chamou a

    atenção foi o quanto o Espiritismo é ignorado; as pessoas falam de
    "fantasmas" e "assombração" como se estivessem na longínqua
    Era Medieval, onde a superstição era característica. Entre os depoimentos
    colhidos pela reportagem do G1, vemos gente "protegendo-se" com
    energia de um gato, com uma vela acesa etc. Ou seja, coisas sem sentido.
    Ninguém para cogitar que os tais fantasmas possam ser Espíritos, ou melhor
    dizendo: "gente como a gente", diferenciados apenas pela condição de
    mortos, ou desencarnados, talvez em estado de perturbação e, portanto,
    precisando de um auxílio.

    Tudo isso é reflexo de uma sociedade

    ainda muito materializada, como os prisioneiros da caverna na alegoria de
    Platão; gente alheia à sua natureza espiritual, alienada pela ilusão da
    matéria. Mas também, um reflexo de que o nosso movimento espírita ainda é muito
    fraco, por não conseguir imprimir uma cultura espiritualista e minimamente
    informada sobre as leis do mundo do além-túmulo: um grito de alerta para
    que nos despertemos ao dever de fazer mais e melhor para semear as luzes da
    espiritualidade.

    Cumpre-nos, como espíritas, sermos mais

    atuantes e propagar os valores espirituais através dos conceitos fundamentais
    da nossa amada Doutrina Espírita — para o nosso bem, para
    o bem do nosso povo.

     

    4 min
  • ÁRIES - OUTUBRO - FOGO - MAÇONARIA.

    Por Sérgio Quirino

    Que ligação poderá haver entre

    essas palavras? Na verdade, não entre as palavras, mas entre o que elas
    representam e as possibilidades do simbolismo que carregam em nossas
    instruções.

    Áries ou Ares, na mitologia

    grega, é filho de Zeus e de Hera. Venerado como o Deus da Guerra, ansiava por
    conquistas. Já na astronomia, é uma das 88 constelações mapeadas, icnografadas
    nos céus na forma de um carneiro, o qual em latim se escreve “aries”. Por Fim,
    na astrologia, é o primeiro signo zodiacal.

    O Outono, por sua vez, é uma

    das quatro estações do ano, cujas características principais são o declínio das
    temperaturas, a diminuição do tempo de claridade durante os dias, o tempo mais
    seco e o vento mais forte.

    O Fogo é fogo! Seria

    desnecessária a explicação. Todavia há um aspecto para o qual gostaria de
    chamar a atenção: Fogo é um fenômeno que consiste no desprendimento de calor e
    luz advindo da relação entre um combustível e um comburente.

    Maçonaria? É uma escola de

    Moral e Ética que utiliza símbolos e alegorias para, com eles, desenvolver nos
    Maçons a capacidade de especularem de onde vêm, onde estão e para onde vão como
    cidadãos e partícipes conscientes dos grupos em que estão inseridos.

    Apresentado um resumo bem

    técnico e, até mesmo, profano das palavras, vamos às provocações alegóricas.

    Há 21 dias, em 20 de março,

    celebramos o Equinócio de Outono – época de mudanças, após a agitação e a
    luminosidade do profano verão e antes da quietude e do penumbroso, porém sacro,
    inverno. Precisamos nos preparar para uma época tão ímpar que até como nos
    vestimos é interessante: nem com pouca nem com muita roupa.

    Nesse sentido, iniciamos uma

    verdadeira batalha, cujo primeiro passo é junto à primeira coluna zodiacal do
    Templo, que é a Coluna de Áries. As mudanças exigem e resultam em crescimento e
    desenvolvimento a partir da fagulha da iniciação, cujo fogo promoverá o calor
    da moralidade e a luz da conduta ética.

    Entre os acasos que não

    existem, foi justamente no dia 20 de março que o Sol, essa grande bola de fogo,
    iniciou pela Constelação de Áries sua marcha pelo céu, encetando, desse modo,
    um novo Ano Astrológico. Ele assim o faz há 4,6 bilhões de anos.

    QUANTAS VEZES SERÁ PRECISO

    INICIAR UMA MESMA JORNADA?

    QUANTAS VEZES DEVEREMOS

    VIVENCIAR UMA MESMA ÉPOCA?

    QUANTAS VEZES  PRECISAREMOS SENTIR A MESMA COISA?

    QUANTAS VEZES HONRAREMOS A

    CONDIÇÃO DE MAÇOM?

    As respostas serão muitas e

    diversificadas. O importante é que estejamos atentos a tudo o que nos rodeia.
    Os símbolos podem e devem ser vistos sob inúmeros pontos de vista.

    Ressaltei acima a passagem:

    desprendimento de calor e luz advindo da relação entre um combustível e um
    comburente.

    Tal desprendimento de calor e

    luz é o ardor iniciático que devemos ter a cada instante de nossa vida, pois a
    relação entre a Virtude e o Vício, pode queimar e consumir ou aquecer e
    iluminar.

    Neste ­17º ano de

    compartilhamento de instruções maçônicas e provocações para o enlevo moral e
    ético dos Irmãos, permanecemos no nosso propósito maior de disponibilizar uma
    curta reflexão a ser discutida em Loja. O Ritual não pode ser delapidado. A
    Ritualística deve ser seguida integralmente. O Quarto-de-hora-de-estudo é
    fundamental em uma sessão Justa e Perfeita.

    Sinto muito, me perdoe, sou grato,

    te amo. Vamos em Frente!

    Fraternalmente

    Sérgio Quirino

    Grão-Mestre - GLMMG 2021/2024

    5 min
  • A VERDADEIRA RAZÃO PELA QUAL UM TEMPLO MAÇÔNICO É CHAMADO DE LOJA
    Por que um Templo Maçônico é chamado de Loja? Esta é uma pergunta muito boa; e a resposta correta a esta pergunta está cheia de sabedoria valiosa que é de grande e essencial importância para os maçons em particular e para os filósofos em geral. Comecemos, então, a desvendar este mistério para que possamos descobrir algumas das úteis lições de vida que ele nos reserva como Filósofos, ou como amantes da sabedoria.
    Todos os estudantes da Maçonaria sabem que a Maçonaria é de natureza simbólica e que a maioria dos costumes e símbolos fundamentais dos maçons são derivados do trabalho dos pedreiros do antigo Egito e de outros países antigos. O costume maçônico universal de se referir aos nossos templos ou locais de reunião como “lojas” é um exemplo de um desses costumes e símbolos fundamentais da Maçonaria que vêm da antiga alvenaria de pedra. Infelizmente, muitos estudantes da Maçonaria falham em perceber que a alma ou espírito da Maçonaria é essencialmente religiosa, filosófica e espiritual. Isso faz com que esses alunos não tenham conhecimento do significado verdadeiro e pretendido da maioria dos nossos símbolos maçônicos e, sem saber, dêem uma falsa interpretação não apenas aos nossos símbolos, mas à Maçonaria como um todo.
    Na maioria das vezes, isso é o resultado de o aluno limitar seus estudos a um monte de lixo de livros e artigos propositadamente enganosos sobre a história e o assunto da Maçonaria que foram publicados por “autoridades” autoproclamadas não qualificadas, excessivamente pretensiosas e abertamente tendenciosas.
    No entanto, esta falta de uma verdadeira compreensão da Maçonaria se deve principalmente ao fato de o aluno cometer o erro caro de ignorar o significado do simples fato de que o trabalho da antiga alvenaria de pedra, que a Maçonaria usa como uma analogia ou símbolo de seu próprio trabalho e ensinamento, estava centrado em religião e filosofia, ou seja, a adoração e estudo da Mãe Natureza, de nós mesmos e do divino.
    Como diz o velho ditado, “a verdadeira natureza de uma árvore pode ser conhecida pelo tipo de fruto que ela produz”, e os antigos pedreiros (não confundir com pedreiros), que eram de muitas culturas, nacionalidades e religiões, foram os construtores e criadores de todos os edifícios mais importantes do mundo antigo, que eram os templos e monumentos dedicados aos Deuses e Deusas da religião antiga. Ao negligenciar este aspecto da natureza do trabalho da antiga alvenaria de pedra, o estudante não maçônico da Maçonaria geralmente perde o ponto de que a Maçonaria também é centrada em Deus, o Arquiteto Supremo do Universo.
    A natureza religiosa, filosófica e espiritual da Maçonaria é a razão pela qual o local de reunião de qualquer grupo de maçons é chamado de templo, que é definido na linguagem cotidiana como sendo um edifício dedicado ao culto, ou considerado como a casa ou morada, de um Deus ou Deuses.
    Por outro lado, um templo maçônico, como já foi mencionado, também é chamado de loja, e isso porque os antigos pedreiros (que eram literalmente viajantes, devido à natureza de seu trabalho, que muitas vezes os obrigou a deixar para trás suas famílias e casas por longos períodos de tempo enquanto viajavam de um lugar para outro e trabalhavam em vários projetos de construção por todo o país) sempre construíam várias casas temporárias, chamadas “lojas”, perto de seu local de trabalho, que eles usaram como abrigos e oficinas.
    Embora isso obviamente nos dê a razão superficial pela qual chamamos simbolicamente nossos templos de “lojas”, seria muito imprudente de nossa parte concluir automaticamente que essa é a razão desse antigo costume universal em sua totalidade, pois sabemos que a Maçonaria é essencialmente filosófico e espiritual, e usa seus símbolos como seu principal método de ensino e expressão de importantes lições de vida baseadas em princípios e verdades filosóficas atemporais. Portanto, é muito provável que a palavra loja seja um símbolo maçônico que expressa indiretamente uma lição muito profunda e fundamental para nós sobre a verdadeira natureza de nossa existência.
    Uma vez que a palavra loja é sinônimo da palavra templo na linguagem simbólica da Maçonaria, devemos concluir logicamente que ambas se referem simbolicamente ao corpo humano como a “casa” em que Deus habita. A Bíblia Sagrada, que é outro dos muitos símbolos da filosofia e espiritualidade maçônica: Você não sabe que é o templo de Deus e que o espírito de Deus vive em você?
    Aplicando ao corpo humano o princípio maçônico e hermético da correspondência* (“Como dentro, assim fora”), que é uma lei universal da Natureza, descobrimos que o corpo humano pode ser descrito simbolicamente e com muita precisão como sendo uma miniatura réplica do Universo, ou existência como um todo infinito. Isso nos permite saber que o templo maçônico, ou a loja maçônica, é um símbolo tanto do Universo quanto do corpo humano; e isso é fortemente sugerido para nós na descrição simbólica da loja no ritual do primeiro grau da Maçonaria. Agora que sabemos que a loja maçônica é um símbolo tanto do Universo quanto do corpo humano, e que a Maçonaria assim compara o Universo e o corpo humano a uma loja de antigos pedreiros, tudo o que resta é descobrir por que isto é tão.
    Mais uma vez, uma loja, por definição comum, é uma casa ou lar temporário, em oposição a uma casa ou lar permanente, o que tornaria uma loja um símbolo muito adequado do Universo, uma vez que o Universo não é apenas “a casa e o lar da humanidade”, mas uma casa temporária e um lar para nós, pois não viveremos neste mundo para sempre. Todos nós, um dia, morreremos. Mas até então, devemos nos unir continuamente como maçons para fazer o trabalho da Maçonaria (que é evoluir e aperfeiçoar a humanidade) dentro da “loja” ou “oficina”, ou seja, dentro do Universo ou mundo da vida cotidiana. Esta é talvez a mais básica de todas as valiosas lições de vida que aprendemos indiretamente pela loja maçônica sendo um símbolo do Universo ou do macrocosmo (o “grande Universo”).
    Quando olhamos para a loja maçônica como um símbolo do corpo humano ou do microcosmo (o “pequeno Universo”), aprendemos uma lição de vida igualmente valiosa. Da mesma forma que o Universo é uma casa temporária e um lar para a humanidade, o corpo humano também é para o Espírito de Deus. E assim como devemos continuamente nos reunir e nos unir como maçons para fazer o trabalho da Maçonaria dentro da oficina ou loja do Universo coletivamente, também devemos fazer o trabalho da Maçonaria em uma base igualmente constante individualmente. dentro do segredo, interior l de nós mesmos como indivíduos, alcançando assim o equilíbrio e a harmonia entre os dois pólos opostos de abnegação e egoísmo dentro de nós.
    Como podemos ver agora, o uso da palavra loja como um símbolo da Maçonaria contém algumas lições de vida muito úteis e valiosas para nós, de fato. Portanto, prestemos atenção. E continuemos a trabalhar coletiva e individualmente, mas o mais importante de tudo, incessantemente. em direção à evolução e perfeição da humanidade.
    8 min
  • A ASCENSÃO E QUEDA DE ROMA: ESTAMOS INDO PARA UMA REPETIÇÃO?
    Por Mpswriterjoe
    Roma: a maior civilização ocidental de todos os tempos? A civilização que todos os outros admiram. Suas conquistas militares, proezas de engenharia e contribuições culturais continuam a moldar nosso mundo hoje. Afinal, há uma razão para o Capitólio em Washington, DC, ou o Banco da Inglaterra não parecerem deslocados na Roma do século I.
    Mas por mais espetacular que tenha sido sua ascensão, seu colapso foi igualmente devastador. Gerações de historiadores dissecaram cada documento e fragmento para decifrar exatamente o que deu errado. Para entender aquela lição mais preocupante: que tudo que sobe deve cair.
    Então, por que Roma entrou em colapso? Como o maior império que o mundo já viu se fragmentou? E isso vai acontecer conosco? Essas questões têm sido debatidas há séculos e as respostas nem sempre são claras. Neste artigo, vamos explorar a ascensão e queda de Roma e considerar se há alguma lição que possamos aprender com seu colapso que possa ser aplicável à nossa própria sociedade.
    O colapso de Roma
    Do Coliseu ao Panteão, o legado do Império Romano ainda pode ser visto e sentido no mundo de hoje. A data dada para o colapso de Roma é normalmente 476 DC, quando o rei germânico dos Torcilingi depôs Romulus Augustulus. Na realidade, a Queda de Roma não foi um evento único. Roma sofreu crises intermináveis no século III. Em resposta, eles degradaram gradualmente a moeda até que, em 265 DC, havia apenas 0,5% de prata em um denário em comparação com a prata pura nos primeiros dias do Império. Os custos logísticos e administrativos de administrar um império tão colossal aumentaram, causando o colapso.
    Além disso, a partir de 250 d.C., um período de 300 anos de variabilidade climática começou levando a grandes mudanças na precipitação e temperatura. Essas convulsões climáticas também afetaram os gauleses e os bárbaros germânicos que invadiram e saquearam a cidade. Foi a morte por mil cortes.
    O colapso das sociedades complexas
    A ideia de uma sociedade em colapso não é nova, e muitos historiadores e estudiosos estudaram os fatores que contribuem para o colapso social. Em seu livro de 1988, “O colapso das sociedades complexas ”, o antropólogo Joseph Tainter sugere que, à medida que as civilizações se expandem, elas devem se tornar mais complexas para lidar com os vários problemas que surgem. No entanto, a complexidade requer energia. À medida que a sociedade gasta cada vez mais energia para manter sua complexidade, os retornos diminuem com o tempo. Eventualmente, uma parte do sistema quebra, ou o ambiente muda, e o sistema complexo é incapaz de responder com rapidez suficiente, levando ao colapso total.
    O Império Romano não estava sozinho em seu colapso devido à sua complexidade. A civilização maia também enfrentou um destino semelhante. Eles construíram sistemas complexos de agricultura, irrigação e comércio, mas seu sucesso acabou levando à sua queda. À medida que sua população crescia, eles desbravavam mais e mais terras, mas eventualmente tiveram que desmatar demais. O desmatamento levou à erosão do solo, que destruiu sua capacidade de produzir alimentos. Sem comida suficiente, a população diminuiu e a complexa sociedade entrou em colapso.
    Não são apenas os fatores ambientais que podem contribuir para o colapso social. Tainter argumenta que, à medida que as sociedades se tornam cada vez mais complexas, os benefícios tornam-se cada vez menores. Os recursos necessários para sustentar a complexidade tornam-se cada vez mais significativos enquanto os benefícios diminuem. Eventualmente, a sociedade chega a um ponto em que não consegue mais sustentar sua complexidade e o sistema entra em colapso.
    Os desafios que enfrentamos
    Então, somos como Roma? Existem paralelos definidos entre nossa própria sociedade e a da Roma antiga. De certa forma, nossa sociedade é ainda mais precária, dependendo de um grande número de insumos, cada um dos quais funciona como um fator limitante. Se não tivéssemos um, tudo pararia. A pandemia expôs algumas dessas limitações, pois as cadeias de suprimentos just-in-time e a manufatura global deixaram muitas nações vulneráveis. No entanto, o COVID-19 teve uma taxa de mortalidade abaixo de 1%. E se a próxima catástrofe for ainda pior?
    À medida que continuamos a expandir e desenvolver nossa própria civilização, devemos estar cientes dos riscos de complexidade e dos desafios de manter nossos sistemas ao longo do tempo. Podemos precisar escolher entre complexidade cada vez maior e longevidade. Se quisermos sobreviver, uma vida mais simples pode ser a única solução.
    Fonte: Masonic philosophical society
    6 min
  • PRATICANDO OS PRINCÍPIOS PRINCIPAIS DA MAÇONARIA

    Por Irmão Adam Samuel Roth (*)

    Da próxima vez que você for à Loja e se

    sentar à margem, dê uma olhada no irmão à sua direita. Você tem o número dele
    no seu telefone? Dê uma olhada no irmão à sua esquerda. Você tem o número dele
    no seu telefone? Quão bem você conhece seus irmãos? Você se sentiria à vontade
    para pedir ajuda ou conselho ao seu irmão, se necessário? Você o ajudaria ou
    daria conselhos verdadeiros se ele pedisse?

    Os princípios principais da Maçonaria

    são Amor Fraterno, Alívio e Verdade. Esses princípios estão interligados porque
    você não pode ter um sem o outro. Você não pode ser irmão de alguém a menos que
    esteja disposto a ser fiel a eles e a ajudá-los. É assim que você expressa
    amor.

    Em muitas jurisdições, uma cobrança é

    cobrada quando uma Loja é fechada. Nesse encargo, somos desafiados a lembrar
    que nos comprometemos "solenemente" a "socorrer todo irmão que
    precisar de sua ajuda". Mas nós realmente fazemos isso? Usamos a desculpa
    de que nosso reboque de cabo é muito curto com muita frequência? Sendo pai de
    dois filhos que ainda não estão na escola, sei que sou culpado disso.

    Além de ajudar nossos irmãos

    necessitados, precisamos garantir que um irmão não seja orgulhoso demais para
    pedir ajuda. Em muitos círculos judaicos, você é encorajado a pedir ajuda
    quando precisar. Quando você pede ajuda, você está dando a alguém a oportunidade
    de cumprir sua obrigação de cumprir uma mitsvá. Uma mitsvá é frequentemente
    traduzida como uma boa ação, mas na verdade significa mandamento. Na fé
    judaica, existem 613 mitsvot ou mandamentos que precisam ser observados. Vários
    deles estão relacionados a ser verdadeiros ao ajudar os necessitados. A palavra
    mitzvá está relacionada com a palavra aramaica tzavta, que significa anexar ou
    juntar. Ao cumprir a mitsvá e o princípio maçônico de Alívio, você está criando
    um apego ao seu irmão, uma conexão para que o Amor Fraternal floresça.

    Meu desafio para você é que, da próxima

    vez que precisar de ajuda, peça a seu irmão. Você precisa de conselhos? Peça ao
    seu irmão. Da próxima vez que você ouvir o chamado para ajudar um irmão
    necessitado, mostre seu amor fraternal e atenda-o.

    3 min
  • OS DOGMAS DE SANTO AGOSTINHO E OS PRIMEIROS MOVIMENTOS HERÉTICOS

    O início da Idade Média no

    Ocidente remonta ao momento em que as culturas presentes no território
    aceitaram oficialmente, por qualquer meio, a autoridade nominal da Igreja
    Católica. A partir desse momento, os dogmas básicos delineados por Santo
    Agostinho tornaram-se a norma da ortodoxia. Os ortodoxos chamavam as doutrinas
    heterodoxas de "heresias" e, na maioria dos casos, as identificavam
    com a obra do diabo. Em contraste, praticamente todos os "heréticos"
    se viam como verdadeiros cristãos que defendiam os ensinamentos de Jesus contra
    as forças ortodoxas, descritas como malignas.

    Os dogmas de Agostinho sobre a

    Trindade, Pecado Original, Livre Arbítrio e Graça tornaram-se o teste decisivo
    para outras doutrinas. As sementes de muitos movimentos heréticos logo foram
    plantadas.

    O mais famoso foi o arianismo,

    Ário havia sido sacerdote em Alexandria no Egito e havia professado que Jesus
    Cristo não era o próprio Deus, mas um homem que se tornou um semideus. Este
    ensinamento foi condenado como herético porque negava o dogma da Trindade, a
    doutrina de que o Pai e o Espírito Santo são coeternos e iguais. Esta
    controvérsia cristológica surge substancialmente de duas palavras gregas usadas
    para descrever Cristo: theotetos, "tendo a substância divina" e
    theomorphos "ser semelhante a deus".

    Na prática, com seus

    ensinamentos, Arius tentava preservar a pureza e a simplicidade do monoteísmo.
    A elevação ortodoxa de Jesus ao nível de Deus Pai teve duas consequências:
    criou uma espécie de duoteísmo (ou triteísmo) e alienou Jesus ainda mais da
    humanidade. Como resultado, tornou-se cada vez mais difícil para o crente
    cristão ver Jesus como o modelo a seguir para sua própria salvação e, ao mesmo
    tempo, aumentou o poder e a presença da igreja institucionalizada na vida
    espiritual dos indivíduos. Na Idade Média, um tema como a cristologia tinha
    efeitos diretos não apenas na vida espiritual dos indivíduos, mas também nas condições
    sociais, políticas e econômicas vigentes.

    Outro importante pensador

    herético foi Pelágio, que professava que todo homem nasce livre do pecado
    original e é responsável por suas próprias ações morais. Herdeiro da cultura
    celta, Pelágio empenhou-se sobretudo em aprimorar a prática moral cristã,
    muitas vezes negligenciada ainda neste período inicial, em que sempre havia
    como escapar da responsabilidade ética. De acordo com Agostinho, a conduta
    moral era um sinal da graça de Deus, enquanto a conduta imoral era de alguma
    forma "causada pelo diabo"; em ambos os casos, o indivíduo não é
    responsável. Pelágio foi condenado pela Igreja e morreu em um local
    desconhecido no Oriente Médio.

    Os principais expoentes desta

    primeira forma de heresia cristã que se converteram ao arianismo foram as
    várias tribos germânicas orientais: os ostrogodos, os visigodos, os vândalos,
    etc. Seu cristianismo gótico também havia assimilado elementos da religião
    nativa germânica; no entanto, foi destruído após uma série de guerras travadas
    contra as tribos pelo papa e outros reis entre os séculos VI e VIII.

     

    (Baseado em: Lords of the Left

    Hand, de Stephen Flowers).

    4 min
  • OS DEVERES DO MAÇOM
    Deveres pessoais do Maçom
    O maçom deve saber usar as próprias virtudes, evitando qualquer forma de intemperança e excessos que o impeçam de cumprir os deveres do ofício.
    Ele deve ser diligente em sua profissão.
    Nas horas vagas dedicar-se ao estudo das artes e das ciências para melhor se preparar para os seus deveres para com Deus, a pátria, o próximo e consigo mesmo.
    Deve adquirir, na medida do possível, espírito de paciência, calma, sacrifício e abnegação, a fim de dominar-se e conduzir a família com afeto, dignidade e prudência.
    Ele deve saber reprimir qualquer ato que possa prejudicar seus semelhantes, esforçando-se sempre por promover entre eles o amor e a cooperação que os membros de uma mesma família sentem.
    Ele deve possuir uma boa reputação, deve aprender a obedecer aos que estão acima dele, por mais inferiores que lhe pareçam em posição e condição social; pois embora a Maçonaria não tenha privado nenhum de seus títulos e honrarias, nas Lojas, a excelência das virtudes e do conhecimento tornam-se uma verdadeira fonte de nobreza, liderança e governo.
    Deveres civis do Maçom
    O maçom é um cidadão pacífico; ele nunca deve participar de conspirações contra a paz e o bem-estar do país, nem deve agir atropelando seus deveres para com as Autoridades. Ele deve cultivar a concórdia e viver em harmonia e amor fraternal.
    Deveres sociais do Maçom
    Os maçons devem ser homens de virtude: bons maridos, bons filhos e bons vizinhos. Devem evitar qualquer excesso que possa prejudicar a si mesmos e suas famílias; eles devem conduzir os assuntos de suas famílias e suas Lojas com sabedoria.
    Deveres fraternos do Maçom
    Os maçons sempre tiveram a obrigação de evitar caluniar um irmão, de alimentar sentimentos injustos e malignos, de criticar um irmão ou suas ações. Jamais devem permitir que se espalhem culpas e calúnias contra um irmão ausente, bem como que seu caráter seja prejudicado, mas terão que defendê-lo, alertá-lo de qualquer perigo ou dano que ele ameace e ajudá-lo a escapar, mas não devem ir além.
    As Virtudes Maçônicas
    A solidariedade maçônica inclui: socorro a irmãos infelizes e prática geral de filantropia; contribuição em Lojas para a educação e aceitação dos Irmãos.
    Assistência individual prestada no mundo profano dentro dos limites da justiça e sem prejuízo da independência de cada um nos seus deveres e no seu próprio interesse.
    Tolerância é aceitar e encorajar até mesmo opiniões que você não compartilha de acordo com o que muitas vezes se repete: “Não concordo com o que você diz, mas defenderei seu direito de dizê-lo até a morte”; parece afirmação, mas não confirmada por Voltaire de buscar sempre o que une e não o que divide. Respeite a liberdade de cada irmão em assuntos filosóficos, políticos e religiosos, não critique de forma alguma os atos de sua vida privada, desde que esses atos não afetem sua honra.
    Igualdade, isto é, esquecer as distinções profanas na Loja e não tomar partido, na Loja, nas várias opiniões dos Irmãos.
    A Maçonaria se esforça para emancipar os espíritos, eliminando todas as distinções de credo, raça, nacionalidade, fortuna, ancestralidade e posição social. A conquista da perfeição maçônica só é alcançada após uma transformação espiritual integral que envolve o abandono do personalismo e do individualismo após a descoberta do VITRIOL. Tudo isso surge sobretudo no trabalho na Loja, junto com os irmãos e com a egrégora que se percebe durante as Sessões.
    O segredo maçônico ou confidencialidade
    A confidencialidade é necessária porque, como maçom, o iniciado não pertence mais a si mesmo.
    Também devem permanecer reservados os Ritos particulares praticados nos Templos, dos quais não se deve absolutamente falar fora. Vivemos em um contexto de pessoas que não são muito benevolentes conosco e estão prontas para fazer uso da menor indiscrição para nos atacar, deturpando seus propósitos.
    A Maçonaria é uma irmandade que guarda um segredo, nomeadamente o de conseguir racionalmente, solidamente, o aperfeiçoamento do indivíduo e através dele para a comunidade. Seu sistema racional, que se baseia em éticas não apenas teóricas, mas também praticadas, faz com que ela apareça à Igreja como uma rival formidável.
    Mas a Maçonaria só pode ser vista como aliada da religião; naturalmente não pode aceitar os dogmas que o raciocínio rejeita, porque no caminho maçônico pretende-se chegar ao conhecimento através de um processo naturalmente lógico, através de um processo interior de amadurecimento que exclui a imitação servil.
    Essa, portanto, é a mais nobre das peculiaridades que nos são concedidas pelo GADU ou a de pensar e se aperfeiçoar.
    Convencida da contínua transformação e devir de todas as coisas, da sua natureza infinita e eterna, a Maçonaria afasta-se de qualquer doutrinarismo em que um horizonte de verdade, compreendido ou vislumbrado, se torne um limite e, portanto, um obstáculo a novas intuições de pensamento.
    6 min
  • A HISTÓRIA DE THOMAS WADHOUSE, O HOMEM COM O NARIZ MAIS COMPRIDO DO MUNDO.

    Por Kaleena Fraga.

    Thomas Wadhouse, também conhecido como Thomas

    Wedders, foi um artista de circo do século 18 que tinha o maior nariz já
    registrado com impressionantes 7,5 polegadas de comprimento - mas pouco mais se
    sabe sobre sua vida misteriosa.

    No século 18, um homem de Yorkshire atraiu

    significativa curiosidade de seus compatriotas ingleses. Eles não estavam
    intrigados com suas ideias, convicções ou opiniões, mas sim com seu nariz.
    Thomas Wadhouse, cujo nariz tinha 7,5 polegadas de comprimento, tinha o maior
    nariz já registrado.

    Também chamado de Thomas Wedders, Wadhouse se

    tornou uma espécie de celebridade graças ao seu nariz extremamente
    grande. Ele foi exibido em todo o condado e até chegou a Anomalias
    e Curiosidades da Medicina, um livro do século XIX sobre condições médicas
    raras e estranhas.

    Hoje, ele detém o Recorde Mundial do Guinness

    por ter o nariz mais comprido, e uma réplica de cera de sua cabeça está em
    exibição no museu Ripley's Believe It Or Not, em Londres. Mas quem era o
    homem atrás do nariz? Até o momento, a história e a identidade de Thomas
    Wadhouse são difíceis de farejar.

     

    7 min

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