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By Luiz Sérgio F. CastroHistory
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  • UMA PROVÁVEL RELAÇÃO DOS ARTÍFICES DIONISÍACOS COM A CONSTRUÇÃO DO TEMPLO DE SALOMÃO (IV – FINAL)

    COMENTÁRIOS INICIAIS:

    Na última parte, nosso foco esteve predominantemente

    voltado para o ensaio de autoria do Irmão Hipólito da Costa, que vem sendo apresentado
    ao leitor de uma maneira bastante sucinta.

    Repassando aquilo que foi visto anteriormente

    na Parte III (anterior):

    –A importância das doutrinas ou sistemas

    de moralidade da Antiguidade, responsáveis por guiar os homens em alguns dos
    períodos mais difíceis pelos quais a humanidade se deparou no decorrer da sua
    história.

    –Apresentada uma variedade de deuses que

    possuíam relação direta com os Mistérios Antigos e cujas denominações estavam
    associadas ao sol, destacando-se conforme o ensaísta as seguintes representações
    simbólicas do sol: Osíris, Adônis e Baco.

    –Os lugares mais prováveis onde poderiam

    ter se originado alguns dos cultos ao sol e o simbolismo inerente aos mesmos.

    –Uma descrição breve a respeito de como

    eram realizadas admissões de novos candidatos aos mistérios de Dionísio.

    –Uma descrição dos jônios, um dos povos

    gregos que mais se destacaram no referente às suas importantes contribuições
    para a cultura da Grécia. E partiu de um grupo de jônios, dedicados à arte de
    construir, a ideia de formarem uma sociedade cujos objetivos era a construção
    de edifícios, dos templos, etc.

    –Já fechando a Parte III, revisitamos a obra

    de Joseph Fort Newton, de onde extraímos mais uma de suas interessantes conjeturas,
    na qual foi feito o comentário seguinte: se é certo que as leis da arquitetura
    naquela época eram segredos conhecidos apenas pelo iniciados, então poderia se
    dar como certo o pertencimento dos construtores do Templo de Salomão à uma
    ordem secreta, o que já poderia também remeter aos Artífices Dionisíacos, ideia
    que é compartilhada por vários historiadores que foram citados, onde os seus argumentos
    apresentados são de que os Artífices pertenciam a uma sociedade com
    características desse tipo, eis que, se reconheciam entre si por intermédio de
    sinais e palavras especiais, se utilizavam de emblemas tomados da arte da
    construção, além de que, haviam ido parar na Ásia Menor e na Fenícia, cinquenta
    anos antes da  construção do Templo de
    Salomão. Depois de todas essas considerações sendo levadas em conta, o que deveria
    ser questionado na verdade, é porque diante de tantas evidências, em sua
    maioria apoiadas por autoridades e estudiosos, inclusive Hipólito da Costa, elas
    acabaram sendo, de certa forma, desprezadas.  

    Daremos prosseguimento agora à Parte IV,

    a que finaliza a abordagem do tema relativo aos Artífices Dionisíacos.

    Da última vez que foi feita referência direta

    à tese do Irmão Hipólito da Costa (Parte III) foi quando ele faz sua descrição de
    quem eram os jônios e do surgimento dos Artífices Dionisíacos entre eles.


    16 min
  • A POESIA DE THOMAS SMITH WEBB

    Por

    Adriano Viégas Medeiros

     

    INTRODUÇÃO

    No rito

    York temos como um dos mais influentes a figura de Thomas Smith Webb que foi o autor de "O
    Monitor dos Franco-Maçons, ou Ilustrações da
    Maçonaria", uma das mais importantes obras para o estudo sobre o rito praticado em boa parte do mundo, mas que
    ainda é relativamente novo ou pouco praticado no Brasil, dentro da proposta
    de Webb.

    Ao compilar informações sobre o York

    acabou sendo reconhecido nos EUA como o responsável por instituir informações necessárias para manter a organização de tal rito, alguns irmãos
    historiadores indicam Thomas como sendo
    o “pai do rito York” nos Estados Unidos da América, onde teve grande desenvolvimento e por isto também é chamado
    de rito americano.

    Originalmente, seu trabalho foi montado a partir das informações divulgadas por William Preston, um maçom

    inglês que publicou uma série de informativos
    sobre a prática do rito na Inglaterra, mas o fato relevante é justamente a organização que Webb promoveu
    no seu texto, servindo de base para
    a formação do corpo maçônico e as diferentes jurisdições na América do Norte,
    mais particularmente nos EUA.

    Publicou seu livro aos vinte e seis anos

    de idade, quando se mudou para a cidade
    de Albany, Nova York, lá se filiou a uma loja maçônica e depois se tornou VM, passando a estudar os graus
    crípticos, ele formou um Capítulo do Arco Real do Templo
    e se tornou seu Sumo Sacerdote, que é o mais alto oficial em um Capítulo da Maçonaria do Arco
    Real.

    14 min
  • MONAQUISMO
    Por Filippo Grammauta
    A hipótese do erudito argentino Eduardo R. Callaey sobre as origens da arte régia, dos beneditinos aos canteiros de Estrasburgo.
    O objetivo desta reflexão é ilustrar a tese das origens beneditinas da Maçonaria medieval, tese sobre a qual o estudioso argentino Eduardo R. Callaey trabalhou por muito tempo em base documental, mas que já, na indiferença de muitos, o francês Paul Naudon (1915-2001), um importante historiador da Maçonaria, havia antecipado. A Maçonaria Andersoniana, de fato, foi construída sobre documentos relativos exclusivamente às tradições tardias das Ilhas Britânicas, como o Poema Regius, datado de 1390, ou o Manuscrito Kooke, datado de 1410, certamente tão importantes quanto algumas Constituições continentais adotadas por monges beneditinos entre séculos VIII e XI, como os de Cluniac e Hirsaugiens, ou por corporações civis a partir do século XIII, como a Carta de Bolonha, de 1248, os Regulamentos e prescrições dos maçons da cidade de Bruges, de 1441, o Estatuto dos canteiros de Estrasburgo, de 1459, as Ordenações de Torgau, de 1462, os Estatutos do ofício dos maçons da cidade de Maline, de 1539, que, se levados em devida consideração na formação do aparato ético e ritual da A Maçonaria especulativa poderia ter proporcionado uma visão mais próxima de suas origens, ou seja, das estruturas maçônicas medievais.
    A Alta Idade Média
    Um estudo atento destes últimos documentos, de fato, teria feito a organização, o funcionamento e os rituais das irmandades de maçons medievais aparecerem sob uma nova e diferente luz e teria retrocedido o nascimento da Maçonaria especulativa, remontando ao início da Idade Média. Vejamos porquê. Após a idade das trevas vivida após a queda do Império Romano do Ocidente, até mesmo o "Collegia fabrorum" romano, especialmente devido à falta de ordens, começou a perder importância. Perdeu-se assim uma riqueza de conhecimentos que só no período carolíngio recuperaria força e vigor. A difusão do monasticismo, então predominantemente de tipo beneditino, impôs a necessidade de novas igrejas e conventos. E como a Regra beneditina exigia que os monges fossem totalmente autônomos para atender a todas as suas necessidades, eles também deveriam providenciar a construção dos edifícios que os abrigavam.
    Construtores de Deus
    No século VIII, o monge inglês Beda deu início a uma nova tradição em benefício dos monges construtores que enchiam a Europa de abadias e conventos. Bede, mais conhecido por ter escrito a Historia Ecclesiastica Gentis Anglorum (História eclesiástica do povo inglês, de Júlio César a 731 DC), que o tornou o "pai da história inglesa", nasceu na Inglaterra por volta de 673 (...) na Nortúmbria. (…) Morreu a 26 de maio de 735. (…) Bede passou toda a sua vida nos dois mosteiros de Wearmouth e Jarrow, e por isso pôde observar diariamente o trabalho feito pelos frades para construir novas alas dos dois conventos, o características dos materiais utilizados e seus métodos de processamento. Assimilando metaforicamente a Igreja ao Templo de Salomão, a ser constantemente reconstruído, e aos fiéis os mestres envolvidos em sua construção, em seu "De Templo Salomonis Liber" ele usa a numerologia para trazer à tona os significados ocultos das várias formas arquitetônicas e assimila os mestres pretendem construir o Templo nas pesadas pedras lavradas que fornecem orientação e estabilidade aos outros. (…) No "De Templo Salomonis Liber" Bede, para explicar a sua visão da Igreja e da reforma promovida por Gregório Magno (⁓540-604), recorre a muitas metáforas. A arquitetura, por exemplo, atribui ao Templo tanto as características de um povo quanto as dos membros de um corpo, e propõe uma descrição sistemática de um edifício real, “do qual é possível deduzir significados ocultos”. Ao mesmo tempo, ele descreve em detalhes os métodos de fornecimento de materiais de construção e a organização das atividades no canteiro de obras (...) Bede nunca deixou a Inglaterra, mas sua fama logo se espalhou pelo continente europeu; suas obras, fortemente influenciadas pela tradição judaica do Antigo Testamento, encontrarão continuidade nos tratados de outro hebraísta: Rabanus Maurus.
    O Livro de Raban
    Nascido em Mainz entre 780 e 784 de uma nobre família franca, aos seis anos Hrabanus Maurus foi confiado aos cuidados e educação do mosteiro de Fulda, onde fez os votos em 814 e tornou-se abade em 814. 822. Em 847 foi nomeado arcebispo de Mainz, cidade onde morreu em 4 de fevereiro de 856. Entre as muitas obras escritas por Hrabano, um lugar de destaque certamente merece o "De rerum naturis libri", uma espécie de dicionário dos livros XXII, no qual para cada termo o autor identifica "uma passagem bíblica correspondente e fornece sua interpretação de acordo com o costume prática exegética". Abaixo relatamos algumas passagens que, com o tempo, se tornarão elementos essenciais da tradição da Maçonaria. A areia, que em si é móvel e escorregadia e vem do mar instável, quando misturada com a cal ganha firmeza e é útil para a construção; assim a esterilidade do pecado, que em si não é útil, produzida pela conversão e convivência com os santos, alcança a estabilidade das boas obras, e passa a pertencer ao mandato da predestinação para a edificação da santa Igreja”. A «perpendicular» ou «prumo» é assim chamada porque pende sempre de um ponto de onde pende: portanto, se nas construções não se fizesse tudo segundo a régua e a perpendicular, tudo ficaria distorcido, de modo que as coisas ficariam instáveis, algumas cairiam no chão, outras ficariam inclinadas, outras virariam, e consequentemente tudo o que foi tão mal construído ficaria arruinado. (...). “O nome da espátula (trulla) deriva de sua ação de empurrar e repelir (trudit et detrudit)], ou seja, de unir as pedras com cal ou lama. A espátula para cimentar simboliza a edificação espiritual de Deus, que o mesmo excelente artesão consegue na construção da sua Igreja. “As escadas são assim chamadas porque sobem (ab scandendo), ou seja, sobem, sendo unidas às paredes. (…) As escadas significam a contribuição dos santos com seus sermões. (…)
    Constituições Hirsaugienses
    Entre aqueles que na Idade Média atribuíam significados sagrados aos vários componentes da arte da alvenaria, um lugar de destaque certamente pertence a Guilherme de Hirsau, ligado por um fino fio vermelho tanto a Hrabanus quanto a Bede. (…) A Abadia de Hirsau expandiu-se e tornou-se um centro de estudo e aprendizagem tão importante que competiu com as abadias-mãe de Fulda e Reichenau. Mas a peste antes e os confrontos devido à controvérsia da investidura depois, causaram o declínio da abadia, que também foi saqueada, com consequente dispersão dos monges e destruição da preciosa biblioteca. No entanto, foi graças ao sucessor de Frederico, Guilherme de Hirsau, e às reformas por ele iniciadas, que a abadia se tornou um ponto de referência para a reforma cluniacense na Alemanha. (…) Guilherme em 1075 foi a Roma para que o Papa Gregório VII confirmasse os privilégios de sua abadia. Em seu retorno a Hirsau, ele pôs a mão nas "Constituições de Hirsaugiensi", para cuja redação contribuíram Bernardo de Morland, delegado pessoal do papa, e o monge cluniíaco Udalrico de Cluny. As "Constituições Hirsaugiensi" nasceram, portanto, do trabalho desse grupo de monges eruditos e, portanto, são fortemente afetadas pela influência cluniacana. Eles impuseram uma forte disciplina na Abadia de Hirsau, que logo se estendeu a vários mosteiros na Alemanha. Assim, quando a expansão das Ordens de estilo beneditino atingiu seu auge e a demanda por novas abadias e catedrais era alta, as lojas dos construtores a elas associadas adotaram a simbologia descrita por Beda, Raban e Guilherme de Hirsau, e as transformaram no modelo alegórico e moral que teria caracterizado toda a atividade das irmandades dos construtores. (…)
    O Mestre Pedreiro
    As "Constituições Hirsaugiensi" descrevem detalhadamente os vários ofícios exercidos pelos irmãos leigos, onde um lugar de destaque era reservado ao mestre pedreiro (magister caementarius): eles também previam os sinais distintivos que, para cada ofício, deveriam ser adotados e praticados em um reservado. Por exemplo, para se reconhecerem, os mestres pedreiros tinham de opor várias vezes punho a punho, "como se simulassem a construção de um muro" (...) Guilherme de Hirsau é o primeiro a definir os ofícios de irmãos leigos e os sinais de reconhecimento são descritos em detalhe em dois capítulos das “Constituições de Hirsaugiensi”, nomeadamente no “De signis Aedificorum” e no “De signis Ferramentorum.” Até o “avental” encontra a sua expressão nas “Constituições de Hirsaugiensi”. (…) A importância do trabalho de Guilherme de Hirsau na formação da Maçonaria foi reconhecida em 1893 por Danton Grado, que em sua "Historia General de la Masòneria" afirma que "a ordem maçônica sempre terá que reconhecer como fundadora das lojas modernas Wilhelm de Hirsau" E novamente, no "Livro do Mestre Maçom", um manual escrito em 1982 por Marcial Ruiz Torres a pedido da Grande Loja da Argentina de Maçons Livres e Aceitos, afirma-se que "Abade Wilhelm von Hirsau foi o primeiro que, por volta do século XI, educou pedreiros e pedreiros e também dotou sua loggia de regulamentos. Que serviu de modelo para outras lojas alemãs…”. No século XII, graças também à difusão do movimento cisterciense, as lojas formadas por monges barbudos, convertidos e frades, tendo adotado símbolos, sinais de reconhecimento e senhas, já possuíam toda a parafernália da futura Maçonaria. Eles atribuíram um valor transcendental ao "avental" e assimilaram plenamente "os fundamentos do simbolismo maçônico e a lenda da construção do Templo de Salomão". Neste contexto cultural, “o Templo de Salomão é definido como uma «prefiguração» da «Igreja universal», que na linguagem cristã medieval equivalia à «sociedade perfeita». Consistia em "pedras vivas" ("os irmãos", segundo Bede) que repousam sobre "os fundamentos dos apóstolos e profetas", cuja "pedra angular é o próprio Jesus Cristo", simbolizado por Hiram Abif". Sua conotação esotérica é evidente e é surpreendente que a Maçonaria moderna não a tenha levado em consideração. Muito provavelmente a causa se encontra nas correntes anticlericais que no século XIX quiseram ocultar a sua existência devido ao evidente conteúdo cristão. Em conclusão, no século XII os beneditinos haviam concluído o processo de construção do simbolismo maçônico e já haviam criado um regime de trabalhadores especializados sob o comando de um grupo de monges que caracterizava o desenvolvimento de irmandades religiosas primeiro e de corporações leigas depois. No entanto, alguns séculos se passariam antes que uma geração de convertidos, quebrando o vínculo que os tornava dependentes dos mosteiros, lançasse as bases da maçonaria especulativa.
    13 min
  • INAUGURADA SEDE ADMINISTRATIVA DO DEMOLAY PARANÁ

    Por Celso Dircksen

    No dia 18 de março de 2023, no XV

    Encontro Paranaense da Ordem da Cavalaria (XV EPOC), membros e participantes da
    Ordem DeMolay e da família maçônica reuniram-se na cidade de Curitiba, nas
    dependências da sede da Grande Loja do Paraná, para a inauguração da sede do
    Grande Conselho do Paraná da Ordem DeMolay, que passa então a atuar com sede
    física.

    O evento de inauguração ocorreu

    concomitante ao XV EPOC, evento estadual de cavaleiros da Ordem DeMolay, que
    congregou inúmeros participantes e autoridades maçônicas que se fizeram
    presentes na inauguração como: Sereníssimo Grão Mestre da Grande Loja Maçônica
    do Paraná, Marco Antônio Corrêa de Sá, Grande Mestre Estadual Yuki Lopes
    Tamura, Grande Secretário Nacional Diego José, Membro do DeMolay International
    Evanir Pereira, Eminente Deputado do Grão Mestre José de Faria, Grão Mestre de
    Honra da Grande Loja do Paraná Iraci Borges, Assessor das Entidades
    Paramaçônicas do Grande Oriente do Paraná Clóvis de Abreu e representando o
    Grande Oriente do Brasil – Paraná o maçom Diego Astori, também Grande Mestre
    Estadual Adjunto.

    Na recém inaugurada sede do GCE consta o

    gabinete do Grande Conselho, uma galeria de lideranças com todos os Past Grande
    Mestres e Past Mestre Conselheiros Estaduais, bem como seus adjuntos, da Ordem
    DeMolay Paranaense. Consta também a placa de agradecimento ao apoio maçônico
    incessante que possibilitou a existência do local. Além disso, itens que agora
    fazem parte do acervo da sede do GCE-PR foram trazidos de diversas partes do
    Estado do Paraná. Estão expostas peças como a primeira capa de oficial
    utilizada por um DeMolay no estado e diversas premiações que as lideranças
    foram presenteadas e agora fazem parte da história da Ordem DeMolay no amado
    estado do Paraná.

    A sede física agora será utilizada para

    realizar despachos do Grande Conselho Estadual, servirá também como espaço de
    secretaria e administração dos trabalhos da Ordem DeMolay e ficará aberta para
    visitação aos itens do museu em anexo ao gabinete.

    O Grande Conselho Estadual do Estado do

    Paraná, bem como toda a ordem DeMolay paranaense, reitera o incessante e
    incondicional apoio e sustento que as três potências maçônicas regulares do
    Paraná sempre têm oferecido e disponibilizado às lideranças e DeMolays e se
    coloca à disposição para a ordem maçônica como um todo na busca do
    aperfeiçoamento do jovens e da criação e aprimoramento de homens livres e de
    bons costumes para a sociedade.

    3 min
  • FRAFEM- MG PROMOVE EVENTO BH

    Por

    Bianca Gracioso Moreira

    Nos

    dias 17 e 18 de março, as cunhadas da Fraternidade Feminina Cruzeiro do Sul –
    Minas Gerais (FRAFEM-MG) participaram de uma série de atividades para unir as
    fraternas e os Irmãos Maçons em um autêntico espírito de harmonia e integração.

    O

    cronograma teve seu início na noite de sexta-feira (17) com a presença da
    Ilustre Presidente da FRAFEM-MG, Maria Aparecida Dante Cruz, e da Presidente em
    Exercício, Rita Cunha, que representaram toda a família maçônica do GOB-MG ao
    participar da solenidade de abertura dos trabalhos do Supremo Tribunal Federal
    Maçônico (STFM-GOB), na entrega de presentes e mimos aos Eminentes Ministros e
    ao Sapientíssimo Presidente do Tribunal.

    4 min
  • MAÇONARIA É MOVIMENTO

    Por Irmão Juarez de Oliveira Castro

     

    Maçonaria é movimento. É movimento no

    sentido de que os Maçons devem estar sempre se reciclando, lendo e procurando
    sempre melhorar a vida para ser sempre um exemplo vivo dentro
    da sociedade em que vive.

    Há pouco tempo, em Loja de

    Aprendiz Maçom, o Irmão Arion Peixoto Gershenson apresentou
    uma Peça de Arquitetura (artigo) intitulada “Porque ainda estou aqui?”.
    Trata-se de uma Peça de Arquitetura, primorosa e perfeita, encaixada para os
    nossos dias e que nos levou a refletir sobre essa energia que
    devemos ter na Maçonaria. 

    Partindo de um convite para

    entrar para Maçonaria com a Iniciação e, depois executando as diversas tarefas
    maçônicas exigidas para o prosseguimento e permanência na Maçonaria, foi dada
    como um dos motivos porque estava na Maçonaria. 

    E aí é o que vem o que quero

    falar, que foi inspirado pelas reflexões da Peça de Arquitetura: Disse o Irmão
    que “Aqui em nosso Templo, sempre observo os meus Irmãos, não consigo encontrar
    nenhum igual ao outro, todos são pedras, pedras diferentes, mas que em nossa
    construção vão se desbastando e encaixando-se perfeitamente”.

    É essa dinâmica de “pedras”

    diferentes que vão se amoldando para a construção e que está sempre em
    movimento para se encaixarem perfeitamente na construção do Templo da
    Humanidade. 

    Cada um com suas peculiaridades e

    defeitos vão se talhando, uns se transformando em pedras grandes, outros em
    pedras menores, mas todas importantes para a construção. É essa energia
    constante que vai acionar o fogo da fraternidade e
    o trabalho em equipe para a consecução dos objetivos maçônicos.

    É como ele disse na Peça de

    Arquitetura, que lendo “um livro em que tinha uma citação sobre uma inscrição
    Persa que foi traduzida assim”: “Oh! Enquadra-te para ser utilizada; Uma pedra
    adaptada ao muro não fica abandonada no caminho”. Ou seja, trabalha, trabalha e
    trabalha, mas como Pedra “enquadra-te” e se junta com os
    outros para ser bem utilizada e energizada a fim de que não fiques para trás,
    jogada no meio do caminho ou abandonada. 

    Como disse muito bem o Irmão no

    final de sua Peça de Arquitetura, de que a Maçonaria: “... entrega ao iniciado o
    ambiente a as ferramentas necessárias para seu aprendizado e desenvolvimento. E
    nós, os iniciados, temos o livre arbítrio, nós decidimos: Ser uma
    pedra desbastada ou uma abandonada no caminho”.

    E aí chegamos à conclusão de que

    a Maçonaria realmente é estímulo, é movimento, é ação constante para que a vida
    seja construída de homens dignos e dispostos a se enquadrarem na felicidade e
    no bem da Humanidade.

     

    4 min
  • FATOS MAÇÔNICOS PARA O DIA 23 DE MARÇO

    FATOS MAÇÓNICOS PARA O DIA 23 DE MARÇO:

     

    Em 1794 -

    Nasce o Irmão Francisco Jê Acaiaba de Montezuma, Visconde de Jequitinhonha.

    Francisco Jê Acaiaba de Montezuma, primeiro e único visconde

    de Jequitinhonha, nascido Francisco Gomes Brandão (Salvador, 23 de março de
    1794 — Rio de Janeiro, 15 de fevereiro de 1870), foi um advogado, diplomata,
    jurista e político brasileiro. Foi senador pela Província da Bahia de 1851 até
    1870, comandou dois ministérios durante a regência de Diogo Antônio Feijó e foi
    presidente do Banco do Brasil.

    Formado em Direito pela Universidade de Coimbra,

    Montezuma foi fundador e o primeiro presidente do Instituto dos Advogados
    Brasileiros. Foi ainda um pioneiro na maçonaria do Brasil, sendo a maior
    autoridade maçónica brasileira de sua época. Como político, foi um dos
    proponentes iniciais do abolicionismo.

     

    Em 1816 - Chega

    ao Rio de Janeiro o Irmão Jean-Baptiste Debret, autor da famosa Voyage
    Pictoresque et Historique au Brésil e a quem devemos as mais célebres gravuras
    sobre a vida no fim do período colonial e no início do Brasil independente.

     

    Em 1869 - O

    Irmão Luís Alves de Lima e Silva, “Pelos relevantes serviços prestados na
    Guerra do Paraguai”, o Imperador lhe concedeu em 23 de março de 1869, o título
    de Duque, o mais alto título de nobreza concedido pelo Imperador.

    Caxias foi ministro da Guerra e Presidente do Conselho de

    Ministros mais duas vezes sendo a última de 1875 a 1878.

     

    Fonte: Professor Gabriel Campos de Oliveira

    3 min
  • FATOS MAÇÔNICOS PARA O DIA 22 DE MARÇO:

    O dia

    22 de março é repleto de fatos significativos na história da Maçonaria. Um dos
    eventos mais marcantes foi a morte do Irmão Goethe, em 1832. Antes de fechar os
    olhos pela última vez, o poeta e escritor alemão pediu "Mais Luz!",
    uma frase cheia de simbolismo maçónico. Goethe é considerado um dos maçons mais
    importantes da Alemanha e suas obras foram influenciadas pela Maçonaria.

    Outro

    fato importante ocorrido no dia 22 de março foi a criação do Grande Oriente de
    Cuba e Antilhas, em 1862. A organização foi fundada pelo Irmão Vicente Antonio
    de Castro e tinha como objetivo trabalhar pela independência de Cuba. Homens da
    mais alta posição social e jovens talentosos com pensamento separatista foram
    incorporados à organização.

    Em

    1846, foi fundada a Grande Loja "A Concórdia" em Darmstadt, na
    Alemanha. Essa organização também teve grande importância na história da
    Maçonaria.

    1938 - No dia 22 de março, Irmão Silas Pioli foi iniciado na

    Maçonaria na Loja Luz Invisível, do Grande Oriente do Brasil - GóBi. Elevado em
    10 de junho desse mesmo ano, aos 12 de abril de 1939 foi Exaltado, filiando-se
    à Loja Dario Vellozo, também do GóBi. Silas de Faria Pioli foi um pioneiro,
    político, dirigente esportivo e maçom brasileiro. Foi fundador da cidade de São
    Carlos do Ivaí, à qual foi prefeito entre 1961 e 1965. Também foi prefeito de
    Rio Branco do Sul entre 1973 e 1977.

     

    1969 - Assembleia Geral da Grande Loja Maçónica de Brasília no dia

    22 de março de 1969, sendo aprovado por unanimidade a aquisição do acervo ativo
    e passivo da Sociedade Beneficente de Educação e Ensino do Distrito Federal,
    além da criação de uma contribuição extraordinária, a ser satisfeita pelos
    Maçons e pelas Lojas (Ata 17 e Decreto nº 37/66-69, de 22/03/69). Pelo Decreto
    39/66-69, de 22/03/69, foi delegado aos Irmãos que compuseram a Comissão
    Especial, poderes para representar a Grande Loja nas providências cabíveis à
    transferência dos bens da Sociedade Beneficente de Educação e Ensino do
    Distrito Federal para a Grande Loja Maçónica de Brasília.

     

    Fonte: Professor Gabriel Campos

    de Oliveira

    4 min
  • Grande Loja do Pará inaugura nova sede

    Necessidade de expansão dos serviços aos

    maçons e melhor estrutura levaram à mudança

    Solenidade das mais concorridas, com a

    presença de autoridades maçônicas de outros estados e de representantes das
    lojas do interior, a Grande Loja Maçônica do Estado do Pará (Glepa) inaugurou
    na noite de 18 de março a sua nova sede em Belém. A instituição sai do prédio na
    esquina da Tamandaré com a Padre Eutíquio e vai para a Travessa do Chaco, no
    Bairro do Marco, em endereço também dos mais valorizados.

    No local, em imóvel que já pertencia à

    Glepa, foi necessária uma grande intervenção arquitetônica, que durou 18 meses,
    dividida em 8 etapas. Ao final, a potência maçônica está instalada com seus
    departamentos administrativos, beneficência, templo central e salas das
    entidades paramaçônicas como a Ordem Demolay, Ordem do Arco-Íris para Meninas e
    clube de damas. As lojas que se reúnem na sede também terão seus templos ali.

    “Tudo está sendo muito gratificante. Ver

    essa obra nascer, se desenvolver, crescer e chegar ao que estamos vendo hoje,
    não tem preço. Ver a felicidade estampada no rosto de cada irmão que visualiza
    essa magnifica obra, compensa todas os cansaços e todos momentos da vida
    dedicados a esse sonho”, disse o grão-mestre da instituição, o advogado Edilson
    Araújo, grande entusiasta da mudança.

    6 min
  • Fatos Maçônicos do dia 18 de março

    No dia 18 de março, a história maçônica registra uma série de acontecimentos

    importantes. Em 1314, Jacques DeMolay, Grão-Mestre dos Templários, foi queimado
    vivo por ordem do rei Felipe IV da França e do papa Clemente V. Esta tragédia
    resultou em uma lenda de maldição, já que os responsáveis pela execução, bem
    como o Inquisidor Guillaume de Nogaret, morreram em menos de um ano.

    Em 1783, foi fundada a Grande Loja Mãe da União Eclética na Alemanha. Em 1817, os

    Grandes Capítulos dos Antigos e dos Modernos fundiram-se para formar o Supremo
    Conselho Maçônico Real da Inglaterra. No mesmo dia, em 1846, o Grande Capítulo
    Maçônico Real do Mississipi, nos Estados Unidos, foi fundado.

    Em 1871, eclodiu a revolta de Paris contra o governo francês, que se rendera às

    tropas prussianas vitoriosas. Muitos maçons parisienses juntaram-se aos
    "comunards" nos combates de rua. Em 1902, o Papa Leão XIII emitiu a
    bula Annum ingressi, condenando a Maçonaria.

    No entanto, nem todos os eventos do dia 18 de março foram negativos para a

    maçonaria. Em 1909, Harry Truman, que mais tarde se tornaria o 33º presidente
    dos Estados Unidos, foi iniciado como Mestre Maçom na Belton Lodge, em
    Missouri. E em 1919, a Ordem DeMolay foi fundada nos Estados Unidos em
    homenagem a Jacques DeMolay. A ordem é patrocinada oficialmente pela maçonaria
    desde 1921 e tem como objetivo desenvolver liderança e habilidades sociais em
    jovens homens.

    Estes são alguns dos fatos maçônicos que ocorreram no dia 18 de março ao longo dos

    anos. Cada um deles tem seu lugar na história da maçonaria e ajuda a moldar a
    organização como ela é hoje.

    3 min

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