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Por Tiago Cordeiro
Só para variar, a maçonaria trabalhou nos bastidores políticos que resultaram na extinção do império e na adoção de um regime republicano no Brasil
A maçonaria proporcionou o palco e mobilizou os atores mais importantes para a Independência do Brasil. Sessenta e sete anos depois, lá estaria ela, de novo, dando um belo impulso para o fi m do Império e o começo da República — regime sob o qual o Brasil vive até hoje. No meio do caminho, os maçons ainda arranjariam tempo para se envolver no processo que culminou com o fim da escravidão no país.
Quando chegou ao fim 1822, a ano da independência, nada indicava que o futuro da ordem seria esse. Afinal, a maçonaria tinha sido proibida por determinação de seu próprio líder — ninguém menos que dom Pedro I, imperador do Brasil. Mesmo nos momentos de maior mobilização, os maçons não agiram todos do mesmo lado. O processo que levou da declaração de independência à Proclamação da República foi tão turbulento para os maçons quanto para a vida política do país.
Em 1822, depois de romper com os homens que o ajudaram a chegar ao poder, o grão-mestre do Grande Oriente do Brasil, dom Pedro I, proibiu a existência não só da federação maçônica como de todas as lojas. Algumas fecharam as portas da frente, mas continuaram a se encontrar em segredo. A mais famosa entre essas foi a 6 de Março de 1817, em Recife (PE), que concentrou os líderes da Confederação do Equador — uma das muitas tentativas de romper com o governo localizado no Rio de Janeiro e fundar um novo país.
“O movimento irrompeu em Pernambuco, que solicitou adesão das províncias vizinhas por meio da mensagem de 2 de julho assinada por [Manuel de Carvalho] Paes de Andrade, maçom e presidente da junta de governo”, escrevem José Castellani e William Almeida de Carvalho no livro História do Grande Oriente do Brasil (Editora Madras). Outro líder do levante era o famoso frei Caneca — homem tão carismático e respeitado que, com a derrota, foi condenado à morte, mas nenhum militar teve coragem de disparar contra ele (diante de um pelotão de fuzilamento paralisado, o jeito foi enforcá-lo). Mesmo assim, a loja continuou atuante.
Por João Anatalino
Acabo de ler um estudo feito por um instituto de pesquisas econômicas, informando que próximos cincos anos o PIB (Produto Interno Bruto) da China deverá ultrapassar o dos Estados Unidos. Isso quer dizer que a China, hoje a segunda potência econômica do mundo, logo será a primeira, se é que já não é. E dentro de vinte anos os americanos vão ficar para trás em relação aos chineses, também em termos de PNB (Produto Nacional Bruto).
Bem, abstraindo o fato de que PIB ou PNB não significa necessariamente riqueza, nem qualidade de vida, pois a China tem uma população cinco vezes maior que a dos EU, o exemplo chinês nos leva a fazer algumas reflexões. Talvez seja o momento de reler um pouco da filosofia chinesa, expressa principalmente no Tao Te King, de Lao Tse, nos Analectos de Confúcio e a Arte da Guerra, de Sun Tzu.
Alguém poderá perguntar o que isso tem a ver com a maçonaria. Eu tenho resposta para isso, mas levaria tempo e gastaria muito espaço para transcrevê-la aqui, por que implica no desenvolvimento de uma tese que envolve filosofia, história e noções de sociologia que certamente cansaria o leitor deste artigo e não vem ao caso para o objetivo para o qual ele foi escrito. Apenas gostaria de lembrar aqueles que conhecem a maçonaria, que as figuras de Lao Tse e Confúcio fazem parte do simbolismo da Cripta dos Filósofos e compõem as Oito Colunas da Sabedoria, estudadas em um dos últimos graus do Rito Escocês Antigo e Aceito. Então, se os autores do REAA colocaram como matéria de estudo a filosofia desses sábios chineses, algum motivo há de haver.[1]
Meu enteado, um jovem engenheiro recém formado, aceitou um convite para ir trabalhar na montagem de uma fábrica de papel na China. Quando lá chegou mandou as suas primeiras impressões que resumo no seguinte: 1) Foram os chineses que inventaram o papel; mas agora estão chamando brasileiros e alemães para montar fábricas para eles. Esperam se tornar o primeiro produtor mundial de papel nos próximos dez anos. 2) Os chineses estão acostumados com furacões, tufões, terremotos e outros cataclismos do gênero. Faz parte do dia a dia deles. 3) Falam uma dúzia de dialetos, alguns deles tão diferentes uns dos outros, quanto o português e o guarani. Mas todos se entendem de alguma forma. 4) A maioria dos chineses nunca ouviu falar de Jesus Cristo. Não sabem que “sobre a terra, a nenhum outro foi dado poder para salvar os homens”, como disse o Apóstolo Paulo.
A China parece ser outro planeta. Ele se surpreendeu com o fato de os chineses serem tão dinâmicos quanto disciplinados. O que quer dizer: são esquentados por fora e tremendamente frios por dentro. A China parece um imenso caldeirão fervilhante pelo lado de fora, alimentado por um fogo frio pelo lado de dentro.
Por Ayrton Senna Gazel
Luta pela abolição da escravatura e a promoção de ações sociais marcam a trajetória dos maçons no estado
Apesar da primeira sede da maçonaria em solo amazonense ter sido construída somente duas décadas após a elevação do Amazonas à categoria de província, os maçons chegaram à região amazônica décadas antes e tiveram relevante participação na integração do território ao restante do país e no incentivo à política de desenvolvimento regional.
Fundada antes mesmo da construção do Teatro Amazonas, a loja Esperança e Porvi foi construída em 1972, na rua Bernardo Ramos, bairro Centro, Zona Centro-Sul de Manaus, sendo a primeira do estado, e até hoje o local é destinado a reuniões e eventos da sociedade.
Já no século XX, em 1904, foi fundada a primeira Grande Loja Maçônica do Amazonas (GLOMAM). Considerada a primeira das Grandes Lojas Brasileiras, é considerada Potência Maçônica na Amazônia Ocidental, até os dias atuais.
Segundo Antônio Loureiro, escritor membro da Academia de Letras e historiador da maçonaria no Amazonas, os maçons se conceituam como indivíduos livres que buscam o caminho da retidão, que têm profundo respeito pelas coisas sagradas e sentem a missão de fazer o bem, buscando fazer a diferença no meio em que vivem.
Por serem seguidores de uma sociedade discreta, que desperta curiosidade e gera diversas especulações até os dias de hoje, muitas vezes os maçons são alvos de preconceito, pois os assuntos da ordem interessam somente aos membros. Entretanto, o maçom tem papel ativo na sociedade e precisa “lapidar-se” para ser um ser humano cada vez melhor.
O Sereníssimo Grão-Mestre da GLOMAM, Marcelo Barbosa Peixoto explica que, atualmente, a Grande Loja Maçônica do Amazonas funciona como sede administrativa, que controla todas as 50 Lojas do Estado, sendo 21 na capital e outras 29 no interior do Amazonas. Todas estão interligadas e dirigidas pelo Supremo Conselho do Brasil. No país, a maçonaria conta com mais 500 mil adeptos, com os mesmos propósitos.
Ajuda durante crise de oxigênio em Manaus
Um exemplo de como a sociedade trabalha a serviço da sociedade, ocorreu durante a crise de falta de oxigênio no Amazonas, em meados de janeiro. Após a divulgação do colapso dos hospitais, os maçons realizaram uma grande mobilização para arrecadar fundos, e doar o insumo para os familiares que se desesperavam em frente aos centros de saúde da capital.
"A maçonaria tem um histórico de sempre participar dos momentos cívicos mais significantes da história do país, como na Independência do Brasil,
Tales de Mileto é considerado o fundador da filosofia ocidental. Foi o criador, do ponto de vista conceitual, do problema do “princípio” (“arché” ou “arkhé”), a origem de todas as coisas.
Por Irmão Valdir Massucatti
Queridos Irmãos!!!
Tenho aproveitado esse espaço trazendo mensagens sobre a necessidade de mantermos controle emocional, especialmente neste momento de pandemia e pós-pandemia.
A Inteligência Emocional tem cinco componentes: Autoconhecimento, Autocontrole, Automotivação, Empatia e Relação interpessoal. Já escrevi neste espaço sobre a Empatia e Autoconhecimento. Agora vamos falar um pouco da necessidade do Autocontrole.
Autocontrole é a Capacidade de controlar ou redirecionar IMPULSOS e estados INTERNOS perturbadores. Propensão a PENSAR antes de AGIR, gerenciando as reações. (ouvir – refletir - agir)
William Shakespeare, dizia: “Não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito”.
Não podemos controlar a emoção gerada por um impulso, mas podemos recorrer ao autocontrole para dar uma resposta adequada a situação.
Nesse sentido, a autodisciplina funciona como um tipo de filtro, que nos permite escolher o que e de que maneira dizer ou fazer alguma coisa.
Desenvolver o autocontrole permite a adaptação profissional e pessoal a diferentes situações, levando a respostas adequadas e moderadas.
“Ter autocontrole não é anular as suas emoções, mas, sim, lidar com elas de forma madura. Ou seja, é melhorar o estado de clareza, consciência e percepção. Nesse contexto, há uma estrutura mental que pode ser modificada, e quando você muda essa estrutura, muda as suas experiências de vida” explica Alex Heriston, psicólogo.
As características das pessoas que possuem autocontrole são: Consciência, integridade, responsabilidade, adaptabilidade, bem-estar na ambiguidade, abertura à mudanças e equilíbrio.
Os benefícios do autocontrole são muitos, especialmente: a) Capacidade de dominar as próprias emoções para conseguir evitar comportamentos impulsivos e negativos. b) Conseguir tomar decisões mais assertivas. c) Aprender a lidar melhor com o estresse do cotidiano. d) Tornar-se uma pessoa com equilíbrio emocional. e) Ter domínio sobre as respostas, impulsos e emoções extremas. f) Atingir seus objetivos sem a interferência das emoções negativas. g) Avaliar melhor suas escolhas e não tomar decisões de maneira inesperada.
Todos os dias passamos por situações estressantes, seja no trabalho, em casa ou em qualquer outro lugar. Por isso, é importante ter autocontrole.
Saudações Fraternais!!!
Valdir Massucatti.
Eminente Grão-Mestre Adjunto da Muito Respeitável Grande Loja Maçônica do Estado do Espírito Santo.
Por Irmão Sérgio Quirino
Em tese, o conceito de hereditariedade está vinculado à biologia, onde há transmissão de características genéticas entre os indivíduos que, por sua vez, são transmitidas pelos ascendentes aos seus descendentes.
Como analisar este conceito sob o ponto de vista da Maçonaria?
Primeiramente, o que significa para nós a expressão popular: “Filho de peixe, peixinho é!”?
Ela sugere que a semelhança física se reflete nas qualidades ou habilidades que supostamente foram transmitidas pela hereditariedade, não é isso?
Especulemos, agora, sobre a expressão “Pau que nasce torto, morre torto”.
Neste caso, afirma-se que na característica genética há a ocorrência de fato desfigurador no gene resultando no destino final. Certo?
Continuemos o exercício procurando respostas: - Filho de maçom, iniciado é?
- Homem que nasceu profano morre profano?
Atualmente, quando poucas são as gerações de Maçons na Ordem e muitas gerações sem parentesco biológico, como explicar os estreitos laços de família que nos unem?
A herança biológica é transmitida pelo DNA (Ácido Desoxirribonucleico) dos pais para os filhos. A Maçonaria também tem seu DNA e muitos ainda não se deram conta de sua existência.
Por que será que a plena maioria das sessões maçônicas são realizadas em Grau 1?
Por causa da Dedicação Natural ao Aprendiz, que bem nos cabe. Da mesma forma que os pais transferem aos filhos suas características físicas, cabe aos Mestres transferir aos Aprendizes as características morais e éticas.
A hereditariedade maçônica não advém da materialidade do ser mas da espiritualização do ser material.
Para garantir que nossos “peixinhos” sejam como tal reconhecidos, não basta trazê-los à vida (iniciá-los). Eles precisam de alimento (instruções), devem compreender a função e as obrigações inerentes ao cardume (Loja) e compreender que o falso brilho das escamas pode, simplesmente, isolá-lo em um aquário.
Por outro lado, o mais aprumado dos paus pode, pela ação da arrogância dos ventos, ou da estiagem das gotas de afeto, tender a desvios; ou por nascerem em solos tortuosos ou em ambiente lúgubres terem aparência e manifestações “tortas”. Mas, quem de nós é totalmente “limpo e puro”?
O maior legado, ou seja, a herança que nós Maçons devemos deixar é a conduta. Indiferente da “aparência” (peixinho ou pau torto) dos Irmãos, iniciados ou não, temos o compromisso de tornar feliz a humanidade pelo amor e pelo aperfeiçoamento dos costumes.
Exercitemos, pois, a consciência. Doe amor, proteção e educação que os pais devem aos filhos e faça esta correlação como uma das nossas obrigações de Mestre.
Que em espírito sejamos eternos aprendizes mas, materialmente tenhamos condutas de eternos mestres.
Atingimos quinze anos de compartilhamento de instruções maçônicas. Nosso propósito fundamental é incentivar os Irmãos ao estudo, à reflexão e tornar-se um elemento de atuação, um legítimo Construtor Social.
Sinto muito, me perdoe, sou grato, te amo. Vamos em Frente!
Fraternalmente
Sérgio Quirino
Grão-Mestre - GLMMG 2021/2024
CONSCIÊNCIA: 1) Sentimento ou conhecimento que permite ao ser humano vivenciar, experimentar ou compreender aspectos ou a totalidade de seu mundo interior. 2) Sentido ou percepção que o ser humano possui do que é moralmente certo ou errado em atos e motivos individuais.
Neste momento que estamos vivendo – pandemia (Covid-19), nos fez conhecermos mais a nós e aos nossos próximos. Resgatando nossos instintos e sabedoria pela tolerância e convivência.
O crescimento intelectual é uma soma dos conhecimentos adquiridos! Vejamos um “hino a Deus”:
Tu que transcendes tudo, que o outro epíteto poderia dar-Te?
Com que canto posso louvar-Te, se Te ergues acima de tudo?
Que palavras poderia exaltar-Te se não Sois explicável com palavras?
Oh, Tu, Ser Inefável, que geraste tudo o que fala.
Como pode a mente abraçar-Te se não Sois pela mente alcançável?
Tu, incogmiscível que engendrou tudo o que pensa.
Mudos ou sem palavras, todos os seres proclamam Tua glória.
Dotados ou não de palavras, todos os seres Te exaltam.
Percebendo Tuas pegadas, em silêncio todos os seres Te cantam um hino.
Tudo há brotado de Ti; só Tu não procedes de nada.
Tudo em Ti permanece; tudo para Ti se dirige, Sois o fim de tudo; Sois o Uno; Sois o Todo, ainda que Tu não sejas uno nem tudo.
Oh Ser de mil nomes, como poderei chamar-Te se careces de nome?
Que ente, ainda que celeste, poderá penetrar em teu véu sublime?
Sê-me propício.
Tu que transcendes tudo, que outro epíteto poderia dar-Te?
PROCLO (412-485 d.C)
A filosofia, como tudo, não parte do zero. Já se disse em seu começo pré-socrático.
Conjecturando os saberes, às vezes inumeráveis saberes, de supostos prévios nos quais se está, e é justamente sobre eles que surge e se apresenta o problema da filosofia – se constrói uma filosofia – ou varias – em uma situação determinada – os supostos..
O pai da língua italiana
Dante contribuiu para o nascimento da língua italiana, ao escolher o dialeto toscano, em vez do latim, para escrever sua obra-prima.
"A Divina Comédia" é uma viagem imaginária ao inferno, purgatório e paraíso e foi publicada no início do século XIV.
Seu sucesso contribuiu para que outros autores da Idade Média, incluindo Petrarca e Boccaccio, também escrevessem em dialeto, lançando assim as bases do italiano moderno.
A entidade encarregada de difundir a língua e a cultura italiana pelo mundo se chama Sociedade Dante Alighieri. A Itália também planeja a criação do Museu da Língua Italiana, em Florença, cidade natal do poeta.
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