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Por Kennyo Ismail
Efeito Borboleta é um fenômeno previsto na Teoria do Caos que acabou ganhando popularidade, sendo interpretado como se o simples bater das asas de uma borboleta pudesse desencadear uma série de acontecimentos que provocasse uma tempestade do outro lado do mundo. Esse é o cerne da Teoria do Caos, que compreende que mesmo os sistemas mais deterministas são imprevisíveis a longo prazo, frente a uma ínfima diferença nas condições iniciais, tornando-se caóticos.]
Por JOHN M. BOZEMAN,
O astrônomo francês Camille Flammarion (1842–1925), conforme observado em meu artigo anterior sobre "Uma Nova Era para a Ciência", tornou-se uma celebridade ao escrever sobre as descobertas em astronomia da época, incluindo seu best-seller de 1892, Planeta Marte e seus Condições habitáveis. Embora Camille Flammarion não seja conhecido por ter sido um maçom, suas noções de iluminação humana, liberdade e progresso universal certamente mostram sua admiração pelas virtudes maçônicas. Originalmente treinado como gravador, Flammarion provavelmente criou ou encomendou uma "gravura Flammarion" que às vezes aparece em obras maçônicas, como a capa do livro Shibboleth: A Primer on the Middle Chamber, de Charles Matulewicz, revisado no Scottish Rite Journal de março / abril de 2021. A gravura em madeira, que pode ser interpretada como mostrando um homem rompendo e vendo a experiência comum do passado a fim de compreender os maravilhosos padrões cósmicos subjacentes do universo, apareceu pela primeira vez no livro de Flammarion, The Atmosphere: Popular Meteorology, publicado em Paris em 1888.
O homem representado na gravura é um viajante que caminha bem acima de uma cidade e entra de cabeça em um reino tanto do espaço quanto do etéreo. A imagem lembra o Pilgrim’s Progress de John Bunyan, Emblems by Frances Quarles, as obras de William Blake e outros escritores emblemáticos e místicos dos séculos XVII e XVIII que elaboraram obras alegóricas combinando elementos visualmente artísticos e literários. A imagem de Flammarion é mística, ao mesmo tempo que alude claramente à ciência e a novas descobertas. Não é de admirar que tenha atraído a atenção dos maçons ao longo dos anos, com a Arte tendo os pés plantados tanto no mundo esotérico quanto no racional. Convidamos os leitores a tirar suas próprias conclusões examinando a versão moderna colorida da gravura desta página, enquanto relembram as palavras de William Wilmshurst em The Meaning of Masonry (1922):
O máximo que se pode esperar é oferecer algumas sugestões ou pistas, que aqueles que assim o desejarem podem desenvolver para si próprios na privacidade de seus próprios pensamentos. Pois no último recurso ninguém pode comunicar as coisas mais profundas da Maçonaria a outro. (Capítulo 1) •
Por Adriano Viégas Medeiros
INTRODUÇÃO
Sendo um dos momentos mais marcantes, solenes e importantes da maçonaria, o juramento, para o iniciado, se converte em um acordo entre ele e a Arte real, de um lado o neófito concorda em manter o segredo sobre sua formação como maçom e de outro lado, a maçonaria oferta para o aprendiz os seus augustos mistérios que são mantidos sob sigilo desde a sua fase operativa nas guildas dos construtores.
Tal momento exige retidão de carater e muita honra de ambas as partes, a dignidade representada pelo VM da loja coloca a disposição do iniciado um ato importante onde não se profana em nenhum momento os homens ali colocados e se usa um apanágio de lealdade entre as partes para manter o bom funcionamento das atividades.
Por Irmão Dário Angelo Baggieri
O amor incondicional é conhecido como o afeto sem quaisquer limitações. Este termo é às vezes associado a outros termos tal como o verdadeiro altruísmo, amor completo.
Não há um consenso sobre o que exatamente seja o amor incondicional. ... Lembrando que é possível amar incondicionalmente outras pessoas, como familiares, cônjuge, amigos, contudo, trata-se de algo mais raro, já que a natureza humana envolve certas condições, principalmente ligadas ao ato de retribuir.
O amor é um sentimento universal, poderoso, que podemos sentir por várias pessoas e de maneiras diferentes. Porém, existe uma versão que alguns afirmam sentir e que chamam de amor incondicional, um sentimento que é tão forte que é capaz de ultrapassar qualquer barreira. Faça uma análise interior à respeito do assunto, trazendo, aqui, à baila seus sentimentos à Luz de um Verdadeiro Iniciado.
Por Marco Antonio Peres
Em 2022 o GOB – Grande Oriente do Brasil que se fez Entidade Maçônica de união nacional completará dois séculos no dia 17 de junho.
O Brasil, como País independente, também completará 200 anos no próximo ano, em 7 de Setembro.
Enquanto o Brasil se tornou um País unido e ainda maior, apesar das divergências internas: algumas partidárias e outras de luta pelo poder. Seu povo quase sempre, com algumas pequenas exceções, não buscou dividi-lo e sim fazê-lo unido.
Qual a dificuldade que a Maçonaria Brasileira teve para se manter unida? Vaidade, busca de espaço, ou falta de objetivo em bem maior?
Tivemos grandes maçons que trabalharam pelo engrandecimento da Ordem, buscando a união – até Lojas do Uruguai prestavam obediência ao GOB e os bons maçons entenderam que tínhamos que renumerar as nossas e facilitar a unidade deles, outros que não souberam exercer a tolerância e ser menos para a causa maior nos levaram as nossas cisões.
Já tivemos de ouvir de governantes nacionais: “em nome de que maçonaria você fala?”.
Do site da Grande Loja do Estado de São Paulo: “Mário Behring, então Presidente do Supremo Conselho do Grau 33 do Rito Escocês Antigo e Aceito para o Brasil – ocupou tal cargo de 1922 a 1933 – ao voltar de um congresso na França, constatou que a Maçonaria no Brasil não era praticada como no resto do mundo, ou seja, com a organização de Potências Simbólicas de jurisdições menores. Tomou, portanto, a iniciativa de criar um movimento que daria, algum tempo depois, origem às Grandes Lojas brasileiras. Estava aberto o caminho para a instalação da Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo. No dia 2 de julho de 1927”.
Do site do Grande Oriente Paulista: “No dia 04 de agosto de 1981, nascia o Grande Oriente Paulista, pela livre manifestação e vontade dos Obreiros de 58 Lojas Maçônicas, advindas do GOB, e que assinaram a Ata de Fundação. Alguns dias após, somaram-se outras Oficinas, num total de 67 Lojas.
Constituindo-se, desde seu nascedouro, como uma Potência Maçônica Simbólica, independente, soberana, regular, legal e legítima, o Grande Oriente Paulista é filiado à COMAB. Confederação Maçônica do Brasil, entidade nacional que traz em si uma conduta voltada aos mais elevados princípios de essencialidade e existencialidade.
O Grande Oriente Paulista, é também filiado à CMI - Confederação Maçônica Interamericana, entidade internacional que congrega 78 Potências Regulares reconhecidas como tais, da América Latina e Europa, e que se identificam pelo Ideal Universalista Franco-Maçônico.”
Do site da COMAB: “A formação do Colégio de Presidentes da Maçonaria Brasileira.
Colégio de Presidentes da Maçonaria Brasileira – fundado em 04/08/1973.
Em 1973, a Maçonaria no Brasil passou por um processo de declaração conjunto de desfiliação de dez Grandes Orientes Estaduais do Grande Oriente do Brasil.
Por João Anatalino
A Maçonaria, como se sabe, também presta o seu culto ao herói sacrificado. Todo maçom que tenha sido elevado ao mestrado na Arte Real já fez a sua marcha ritual em volta do esquife do Mestre Hiram Abiff, o arquiteto do Templo do Rei Salomão, assassinado pelos três companheiros ambiciosos, que queriam abreviar o prazo de seu aprendizado e obter os graus mais elevados sem o devido mérito. A alegoria da morte de Hiram é uma clara alusão ao mito do sacrificado. Ele está conectado, de um lado ao simbolismo da ressurreição e de outro lado ao mito solar. Pois nas antigas religiões solares, o Sol, princípio da vida, morria todos os dias para ressuscitar no dia seguinte, após passar uma noite em meio ás trevas.
O sol, como acreditavam os antigos povos, era o esposo da terra. Era pelo efeito do seu calor que a semente lançada na terra renascia e frutificava. Então, por analogia, o sepultamento do corpo humano no interior da terra era uma condição necessária para que ele pudesse ressuscitar. Em consequência, todas as antigas iniciações recorriam ao estratagema do ritual funerário para simbolizar a “morte”, pois sem esta não poderia haver um renascimento. Até a teologia cristã usou esse simbolismo para dar mais força à sua pregação, com o episódio da ressurreição de Lázaro e a própria morte e ressurreição de Jesus após três dias na tumba.
A Lenda do Mestre Hiram, no ritual maçom, é uma reminiscência bastante clara do chamado sacrifício da completação. Na verdade, ela foi cunhada em cima da informação de que Salomão, ao completar a obra do Templo, sacrificou muitos animais. Em conexão com essa tradição, era preciso gerar a ideia de um sacrifício mais simbólico e impactante, para marcar a construção de uma obra tão importante, que era a própria Maçonaria, simbolizada na construção do Templo do rei Salomão. Nasceu então, na cabeça dos autores do ritual, a ideia de “sacrificar” o Mestre Construtor do Templo, assim como nas antigas tradições egípcias, o arquiteto das tumbas faraônicas costumava ser imolado para não revelar seus segredos.
Os autores do ritual sabiam que a teatralização dos Antigos Mistérios, mais do que uma simples homenagem á deusa Ceres ou Ísis, simbolizavam também a jornada do espírito humano em busca da Luz que lhe daria a ressurreição. Foi nesse sentido que a o simbolismo da semente que é enterrada na terra se conectou com o mito do herói sacrificado e deu, como resultado, a Lenda do Mestre Hiram. A marcha dos Irmãos em volta do esquife de Hiram nada mais é que uma imitação desse antigo ritual, que espelha a ansiedade do nosso inconsciente em encontrar o seu “herói” sacrificado, para nele realizar a sua ressurreição. Em suma, é uma marcha em busca do sol, que contém a energia que faz a semente se regenerar. Por isso ela é feita sempre no sentido do Ocidente para o Oriente.
Por Lucas M. Walsh
Albert Pike, em sua palestra “Cavaleiro do Sol” do 28 ° (agora 27 °), afirma que o antigo filósofo grego Platão “denomina unidade e dualidade os elementos originais da natureza”. Vemos esta combinação de atributos incorporados nas ideias de Platão sobre o "Rei-Filósofo", em quem os papéis duplos de filósofo e governante estão unidos em uma única pessoa.
Este conceito é digno de estudo para os maçons, que são chamados a atuar como líderes. Nessas ocasiões, seja na Arte, na sociedade mais ampla ou no reino doméstico, espera-se que o irmão seja eficaz e autoritário, mas também moderado e sábio - na verdade, personifique o ideal do Rei-Filósofo.
No entanto, quem é esse Rei-Filósofo de quem fala Platão? Descrito em A República - a construção de Platão da sociedade ideal - o Rei-Filósofo (ou às vezes, o Rei Sacerdote) é aquele que ascendeu ao governo político de sua nação ou estado como consequência de sua capacidade de sintetizar em seu caráter ambos os excelentes virtudes intelectuais de um verdadeiro filósofo e a sabedoria e astúcia de um estadista. Essa combinação de características, pensou Platão, era absolutamente necessária em um governante, ou classe de governantes. Platão opinou que tais indivíduos eram os únicos dignos de governar a vida cívica de seus companheiros. No Livro VI da República, Platão declara: “... devemos também reconhecer que tal [uma] união de qualidades é possível, e que aqueles em quem eles estão unidos, e somente aqueles, devem ser governantes no Estado.” (Benjamin Jowett, trad.)
Platão acreditava que a filosofia, ou o exame crítico dedicado de todas as coisas internas e externas, era o mecanismo pelo qual os homens podiam alcançar um senso de paz e unidade.
Além disso, a filosofia treina as mentes dos homens para serem mais perspicazes e, portanto, menos suscetíveis aos enganos das paixões ociosas. O Rei-Filósofo idealmente seria imune ao capricho, hedonismo, avareza e arrogância que infectou tantos funcionários nomeados, hereditários ou eleitos que existiam não apenas nos dias de Platão, mas nos milênios posteriores.
Perfeitamente integrado à mente filosófica estaria o ofício prático e calculista do engenheiro social e estadista. Em teoria, um corpo docente informaria o outro em perfeito equilíbrio e, assim, esperançosamente, evitaria as falhas que Platão observou nos líderes políticos e intelectuais de sua época.
Embora raro, vemos pelo menos alguns governantes ilustres que tentaram liderar como Platão imaginou, incluindo os reis israelitas Davi e Salomão e o imperador romano Marco Aurélio. Exemplos posteriores incluem Frederico, o Grande, da Prússia, que, como um Absolutista Iluminado, personificou o Rei-Filósofo de sua época.
Também vemos essas noções incorporadas na literatura ponderada. Pouco antes do Iluminismo na Europa, John Milton argumentou em A Segunda Defesa do Povo Inglês pelo banimento permanente dos Stuarts e pela criação de uma nova classe de liderança composta de alguns homens selecionados entre a intelectualidade da época.
A república fantasiosa de Milton foi fundada em grande parte por seu desdém pelos governantes hereditários e, portanto, sua visão serve para sublinhar o valor da noção original de Platão: o Rei-Filósofo é aquele que combina as características de filósofo e político. O Rei-Filósofo transcende as exigências mesquinhas de tempo e lugar, em vez de seguir o melhor curso de ação geral.
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