Malhete Podcast

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By Luiz Sérgio F. CastroHistory
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  • EGRÉGORA

    Por Carlos Roberto de Oliveira

    INTRODUÇÃO

    EGRÉGORA provém do grego “egregorein” que significa velar ou vigiar e designa a força gerada pelo somatório de energias físicas, emocionais e mentais de duas ou mais pessoas, quando se reúnem com qualquer finalidade e que no latim “gregarius” quer dizer gregário: o que faz parte da grei, ou seja, rebanho, congregação, sociedade, conjunto de pessoas.

    No plano da espiritualidade usa-se o nome egrégora para designar um grupo vibracional, um campo de energia sutil em que se congregam forças, pensamentos ou vibrações com determinado objetivo.

    A egrégora acumula a energia de várias frequências. Assim, quanto mais poderoso for o indivíduo, mais força estará emprestando a egrégora para que ela incorpore as dos demais.

    Forma-se pela participação de várias pessoas num determinado ambiente. Assim, uma egrégora se caracteriza pelo espírito de congregação, que é obtido pela soma das manifestações mentais emitidas pelo grupo e que a todos beneficia, individual e coletivamente.

    Podemos dizer que qualquer aglomerado humano, seja um pequeno grupo de pessoas, uma cidade ou mesmo um país, tem sua egrégora, sua alma coletiva, como preferimos denominar.

    Para Carl Jung, podemos ter percepções intuitivas por meio da exploração do inconsciente coletivo, para o célebre psicanalista, o inconsciente pessoal descansa sobre outro mais profundo extrato, que não se origina nem da experiência, nem de uma aquisição pessoal, mas é inato no ser humano: o chamado inconsciente coletivo, uma espécie de memória genética.

    A Egrégora pode ser definida como uma energia resultante da união de várias energias individuais.

    Ela é formada pelo afluxo dos desejos e aspirações individuais dos membros daquele grupo. Esse somatório anímico é uma poderosa central de energia capaz de interferir e gerar uma série de fenômenos.

    15 min
  • UMA REVOLUÇÃO SEM PôVO

    Laurentino Gomes

    A história da independência do Brasil é repleta de mitos e fantasias. Nas escolas aprende-se que em 1822 os brasileiros estavam mobilizados e determinados, de norte a sul, a romper seus vínculos com Portugal e defender a Independência do Brasil a todo custo. No filme Independência ou Morte, de 1972, o príncipe regente dom Pedro, herdeiro da coroa portuguesa, aparece na pele do ator Tarcísio Meira como o protagonista de uma avalanche cívica nacional que parecia incontrolável e irreversível. Antes e depois do Grito do Ipiranga é aclamado nas ruas pelos “vivas!” da multidão e pelo badalar dos sinos das igrejas.

    Uma surpresa para quem se habituou a ver a história por essa perspectiva: em 1822 poucos eram os brasileiros que, de fato, desejavam o rompimento dos vínculos com Portugal. Até as vésperas do Grito do Ipiranga, a maioria das lideranças nacionais defendia ainda a manutenção do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarve, na forma criada por dom João em 1815. Os brasileiros tinham interesse na continuidade do Reino Unido por razões econômicas. Antes mesmo da chegada da família real ao Rio de Janeiro, em 1808, a colônia já se havia tornado a mais rica e influente porção dos domínios portugueses. Os traficantes de escravos, então um grande negócio, e os principais comerciantes de açúcar, tabaco, algodão, ouro, diamantes e outras riquezas estavam estabelecidos no Brasil, em especial em Salvador e Rio de Janeiro. Em alguns casos, mantinham poucas relações com a metrópole. A permanência do Reino Unido dava a esses comerciantes acesso privilegiado às outras partes do império colonial e também ao rico mercado europeu.

    Por essa razão, nos primeiros meses de 1822, o tom dos discursos dos deputados brasileiros às Cortes Constituintes de Lisboa era de conciliação. Na sessão de 21 de maio de 1822, ou seja, menos de quatro meses antes do 7 de Setembro, o deputado paulista Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, irmão do ministro José Bonifácio, chegou a negar a existência de um Partido da Independência no Brasil. “Que haja um ou outro doido que pense nisso, pode ser, mas digo que não existe um partido da independência”, afirmou. “Estou plenamente convencido que Portugal ganha com a união do Brasil, e o Brasil com a de Portugal, por isso pugno pela união.” Caso tivesse prevalecido a proposta brasileira, o império lusitano se converteria numa entidade semelhante ao da atual British Commonwealth, a comunidade dos países que antigamente compunham o Império Britânico e que concordaram em manter a rainha da Inglaterra como símbolo dos

    17 min
  • O CONDE CAGLIOSTRO E AS LOJAS EGÍPCIAS.

    Por Claudio Blanc

    Quando a Maçonaria surgiu em sua forma moderna, no século 18, foi rapidamente adotada pelos que se opunham à concentração do poder nas mãos do clero e da monarquia, e desejavam, igualmente, libertar o indivíduo através de uma sabedoria mística atingida por meio de iniciações.

    Diversas Lojas maçônicas e paramaçônicas foram fundadas em toda a Europa. Algumas eram fiéis à orientação da primeira delas, a Grande Loja Mãe de Londres, e outras, as paramaçônicas, seguiam diferentes orientações. Algumas dessas correntes maçônicas deram origem aos 117 ritos praticados hoje em todo o mundo. Elas conferiram à Ordem diferentes interpretações de uma mesma doutrina, embora compartilhem uma sabedoria comum.

    Entre as muitas Lojas que surgiram no século 18, algumas foram fundadas por iniciados que afirmavam mais ou menos certos aspectos da ordem maçônica. É o caso das Lojas egípcias, que seguiam as intuições do seu fundador, o enigmático Conde Cagliostro.

    A história do conde italiano é distorcida por boatos e envolta em mistério. Tido por muitos como um charlatão, também é visto como um místico sinceramente empenhado. Se, no início de sua carreira, foi um golpista que se aproveitava dos incrédulos, depois parece ter se dedicado com empenho à sua iluminação. Por causa das mentiras que contava, sua identidade é incerta. Normalmente, acredita-se que seu verdadeiro nome seja Giuseppe Balsamo. O escritor alemão Johann Wolfgang Von Goethe confirmou que o conde era, de fato, Balsamo. Quando visitou a Itália, Goethe conheceu um advogado que lhe mostrou documentos identificando Balsamo com Cagliostro.

    Aventureiro

    Giuseppe Balsamo nasceu em Palermo, em 1743. Com 12 anos, foi expulso do seminário por ter cometido pequenos furtos. Seu pai, um comerciário, o colocou, então, como aprendiz de um boticário de um convento. A manipulação dos remédios foi uma revelação. O jovem também aprendeu a arte do ilusionismo e começou a criar “poções de rejuvenescimento”. Para certificar a origem de seu conhecimento oculto, Giuseppe passou a se apresentar como um perito nos Mistérios Egípcios, a antiga religião iniciática dos sacerdotes da deusa Ísis. Balsamo sobrevivia explorando a credulidade das pessoas

    Em 1768, casou-se como uma mulher famosa pela beleza, Lorenza Feliciani. Inteligente e ambiciosa, Lorenza apoiou imediatamente o modo de vida de Giuseppe. Na verdade, ela o estimulou a não se contentar com os artifícios de vendedor ambulante de remédios, e a partir para um lugar onde ninguém os conhecia, em busca de fortuna. Para tanto, Lorenza criou para o marido uma nova personalidade. Batizou Giuseppe de Conde Cagliostro e ela mesma passou a ser Serafina.

    10 min
  • MADRE TERESA: AS VIRTUDES E CONTROVÉRSIAS DA RELIGIOSA QUE VIROU SANTA HÁ CINCO ANOS

    Frequentemente listada entre as personalidades mais conhecidas do século 20, Madre Teresa de Calcutá (1910-1997) acumulou homenagens, como o Prêmio Nobel da Paz de 1979, e acabou sendo oficializada como santa pelo Vaticano em um processo relativamente rápido — Francisco a canonizou em 4 de setembro de 2016, exatamente há cinco anos, menos de duas décadas depois de sua morte.

    Mas não são poucas as controvérsias acumuladas na biografia da religiosa, uma mulher de etnia albanesa nascida na atual Macedônia do Norte, cujo nome civil era Anjezë Gonxhe Bojaxhiu, que fundou uma congregação chamada Missionárias da Caridade e devotou sua missão ao serviço aos chamados "mais pobres entre os pobres", "os intocáveis", os últimos na hierarquia social da sociedade indiana.

    Biógrafos já levantaram polêmicas a respeito de seu fundamentalismo e também acerca da origem de parte do dinheiro arrecadado por sua instituição. Também há discussão sobre a qualidade do atendimento prestado aos pobres e até um questionamento sobre sua fé — com base em diários em que a religiosa afirmava não sentir a presença de Deus.

    "Na Igreja Católica, quando mais uma pessoa se doa para o próximo, mais importante ela fica aos olhos do mundo. Foi assim com São Francisco de Assis, que se desfez até de suas vestes; foi assim com a Irmã Dulce, aqui no Brasil, que se dedicou aos mais pobres e doentes e assim também foi com Santa Teresa de Calcutá, que vivia para ajudar os mais pobres na Índia", afirma frei Rogério Lima, assistente eclesiástico da fundação pontifícia ACN - Ajuda à Igreja que Sofre.

    "A radicalidade de doação de Madre Teresa ganhou fama, chamou a atenção do mundo inteiro", continua ele. "Suas atitudes e pensamentos mudaram a forma de pensar de muita gente. Quem consegue ficar com o coração indiferente quando se lembra do episódio em que Madre Teresa, ao ouvir alguém dizer que não cuidaria de um moribundo nem por um milhão de dólares, ouve sua resposta afirmando que por um milhão de dólares ela também não cuidaria, que só aceitaria cuidar por amor."

    Para Lima, "a questão da caridade define a missão dela, uma cristã acima de tudo". "O seu testemunho de caridade é visível e reconhecido mesmo por pessoas e regimes que não professam a doutrina cristã e não aceitam a Igreja Católica", enfatiza. "Sua obra não foi marcada por um proselitismo. Conseguiu ir para países comunistas e de outros lastros de credo e políticas, muitas vezes sua obra foi para países onde o catolicismo não poderia entrar e ela entrou. Dialogava com todos, foi prêmio Nobel da Paz por este forte acento de um grande humanismo."

    O Calcutá como complemento ao nome religioso deve-se à cidade indiana, capital do estado de Bengala Ocidental. Nos anos 1950, ali Madre Teresa fundou sua congregação — atualmente, funciona lá a sede mundial da instituição religiosa, que tem 4,5 mil membros espalhados em mais de 130 países do globo.

    27 min
  • MASMORRAS NÃO TEM PORTAS

    Por Irmão Sérgio Quirino

    A Maçonaria tem como missão transformar a “Pedra Bruta” em “Pedra Polida”. Este simbolismo traduz o movimento de evolução do básico e simples em direção ao elaborado e complexo.

    Compreendemos a evolução individual como ponto de partida para uma atuação coletiva. Esses são os fundamentos da postura do Maçom como um construtor social. Ele converte suas energias em ações para tornar feliz a humanidade.

    Assim como existe na atividade de produção um longo processo a ser percorrido entre a matéria prima e o produto final, na evolução individual há uma graduação processual, onde se realiza a interação e a purificação passando por algum dos quatro elementos (fogo, terra, água, ar).

    Em nossa “cadeia de produção” encontramos a matéria prima intitulada “profano”. Selecionado, se torna “candidato” e pelas tortuosas “esteiras fabris”, vai se transformando em neófito, até que o consideramos Iniciado.

    Daí até receber a etiqueta de “produto acabado”, ou seja, o título de Maçom é quando o caminho se torna difícil. Digamos que alcançar as condições para receber a certificação de ISO, será ainda mais difícil.

    Precisamos estar permanentemente vigilantes quanto a perda da qualidade do produto final (Maçom) com o passar dos anos. Não se trata de mera crítica, mas de exercício de autoconsciência.

    E o primeiro passo é compreender a realidade de que nunca estaremos completamente “polidos”. Vivemos sempre expostos a agentes de obsolescência e deterioração.

    AS MASMORRAS QUE RETÉM NOSSOS VÍCIOS NÃO TÊM PORTAS.

    NOSSA VIGILÂNCIA É QUE OS MANTÉM LÁ EMBAIXO.

    OS VÍCIOS ESTÃO ÁVIDOS PARA VIREM À TONA.

    Quais são os sinais indicadores de estarmos abrindo a guarda?

    Questionamentos de tudo e de todos. (Falta de Tolerância)

    Comparações descabidas, tais como: “no meu tempo”. (Soberba)

    Frequentar reuniões somente quando lhe interessa o tema. (Falta de amor fraternal)

    O que devemos fazer?

    Encontrar a resposta dos nossos questionamentos na fala do Irmão Primeiro Vigilante, sobre os motivos de nossas reuniões.

    Entender a invocação do Venerável Mestre após a abertura do Livro da Lei como um mantra para subjugarmos paixões e intransigências.

    Lembrarmos dos limites de nossa natureza humana e das possibilidades de desvios e devaneios. O processo de corrupção se instala lentamente. Por isto, somos estimulados à vigilância e à reflexão: Orai e Vigiai !!! .

    Portanto, retornemos sempre às Instruções e às práticas que elas nos propõem.

    NÃO HÁ NECESSIDADE SE SER O MELHOR, MAS, DE NECESSARIAMENTE FAZER O MELHOR.

    Atingimos quinze anos de compartilhamento de instruções maçônicas. Nosso propósito fundamental é incentivar os Irmãos ao estudo, à reflexão e tornar-se um elemento de atuação, um legítimo Construtor Social.

    Sinto muito, me perdoe, sou grato, te amo. Vamos em Frente!

    Fraternalmente

    Sérgio Quirino

    Grão-Mestre - GLMMG 2021/2024

    5 min
  • O PODER DO AGORA

    Queridos Irmãos!!!

    Tenho refletido no mais íntimo do meu Ser sobre os momentos difíceis que estamos atravessando.

    Busquei aproveitar o momento e tentar compreender um pouco mais sobre nossas vidas. O que é a Vida? Como ela é?

    Já publicamos neste espaço um artigo específico sobre os altos e baixos da Vida (como ondas no mar), o que nos mostra a instabilidade dela, lição tantas vezes ensinada e sempre desprezada.

    Nesta busca, encontrei um livro fantástico que nos ensina muito sobre a Vida. “O Poder do Agora – Um Guia para a Iluminação Espiritual”, de Eckhart Tolle.

    O autor nos mostra a importância de viver o único momento que efetivamente existe, o Agora. Procura nos demonstrar como nos desligar do passado e parar de pensar e querer viver no futuro. Nosso tempo, nosso momento, é Agora.

    Tem uma frase de Chico Xavier que diz muito sobre isso: “Ontem passado. Amanhã futuro. Hoje agora. Ontem foi. Amanhã será. Hoje é. Ontem experiência adquirida. Amanhã lutas novas. Hoje, porém, é a nossa hora de fazer e de construir”.

    No quadro traduzimos a frase de Chico Xavier, para melhor ilustrar e interpretar seus efeitos. Nós vivemos no presente, neste momento é que agimos e somos energia, e através das ações e das nossas escolhas e que vamos caminhando para o futuro.

    Futuro? Quando ele chega? ... Nunca!!! O Futuro é HOJE. Não vivemos no futuro – Nosso Futuro sempre será o PRESENTE. Quando o amanha chegar ele será HOJE. Não vivemos no amanhã, sempre viveremos no hoje, mais exatamente, no Agora.

    Temos que aprender a viver no agora, Não é fácil, mas devemos tentar sempre. Para exemplificar, vamos exemplificar. Imagine você indo almoçar e a tarde tem uma reunião de trabalho. Você no momento do almoço não se desliga da reunião, ou seja, você não esta vivendo aquele momento AGORA, sua mente lhe transporta para o futuro. Resultado, você vai almoçar, mas, não vai viver intensamente aquele momento, sequer talvez saiba o tempero da comida.

    Nós precisamos trabalhar nossa mente para aproveitar intensamente o momento em que estamos vivendo, para melhor aproveitar e dar o melhor de nós naquele momento, desligar do passado e do futuro e viver o PRESENTE.

    O AGORA é a coisa mais importante que existe, porque é a única coisa que existe. Então: Sinta Agora. Faça Agora. Fale Agora. Viva Agora.

    Nunca se esqueça porque do nome PRESENTE.

    Saudações Fraternais!!!

    Valdir Massucatti.

    Eminente Grão-Mestre adjunto da Grande Loja Maçônica do Estado do E. Santo.

    4 min
  • O MERCENARISMO E MERCANTILISMO NA MAÇONARIA ATUAL

    Por Irmão Dário Angelo Baggieri

    INTRODUÇÃO

    Tema polêmico dissociativo, desagregador e ratificado até como consuetudinário, por alguns irmãos mais “eruditos”, que traz à baila profundos debates em alguns círculos maçônicos, que chegam às raias de uma deletéria e pernóstica discussão contenciosa que a cada dia, desmotiva mais e mais irmãos, a continuarem praticando a arte real de maneira regular. Em uma live, agora nos tempos de pandemia, presenciei um irmão aprendiz questionar reiterados pedidos e solicitações de irmãos nas redes sociais, que não tinham, por assim dizer: “SENTIDO JUSTO, PERFEITO OU DE NECESSIDADE REALMENTE INQUESTIONÁVEL.” E também ponderou a comercialização de produtos e serviços de uma maneira QUESTIONÁVEL em termos de Ética, Moral e bons costumes. Terminou sua fala com uma alusão de impacto alegando que essa é a característica geral do país em que vivemos hoje, camuflamos nosso mercenarismo com singelos diminutivos. O Ir Policial, para manter as aparências, nunca cobra um suborno, mas uma “cervejinha”. O Ir Fiscal da prefeitura leva uma “caixinha”. O Ir Político dá uma “ajeitadinha”. Ninguém se corrompe de forma direta, metódica, profissional. Muitos irmãos são imprecisos e diletantes até para “angariarem vantagens”. Certos irmãos não entram para a história: apenas usam-na, a fim de colecionar façanhas. São ídolos somente para si mesmos. Não criam cultos nem raízes, não foram talhados para serem amados e fraternais e, a cada gesto que os alçam à glória, cometem outros que os depreciam – talvez para lembrar suas humanidades imperfeitas, que não busca a melhoria a cada dia.

    Outros preferem mercantilizar, títulos, medalhas, cargos tanto como moeda de compra, como de “venda” e está se tornando cada dia mais, corriqueira e trivial situação vivenciada em eleições de lojas, de Grão –Mestrados o que está trazendo cismas, cada vez mais frequentes em todas as Potências Maçônicas, ditas regulares. Salomão nos mostra no livro da lei as As 10 Vaidades que enodoam o vulgo profano, a saber:

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    10 min
  • O PENSAMENTO MÍTICO-FILOSÓFICO DA ANTIGA GRÉCIA E A MAÇONARIA (PARTE 2)

    Por Irmão José Ronaldo Viega Alves

    Resumo da Parte 1

    Vimos anteriormente que na Grécia antiga, num primeiro momento, surgiu o pensamento mítico. Para caracterizar melhor o que foi o pensamento mítico, dois grandes nomes daquele período bem representaram através das suas obras o que seria essa linha de pensamento denominado mítico: Homero, autor da “ilíada” e da “Odisseia”, Hesíodo autor de “Os trabalhos e os dias” e “Teogonia”.

    As duas primeiras obras, creditadas a Homero, estão constituídas de lendas, narrações de viagens marítimas e referências às culturas de outros povos com os quais o mundo grego se relacionou.

    Quanto às duas últimas, as de Hesíodo, “O Trabalho e os dias” trata dos seres humanos, das suas necessidades e das suas limitações como seres mortais. Foca ainda no trabalho agrícola e na relação deste com as estações do ano. A outra, a “Teogonia”, é considerado o mais antigo tratado de mitologia grega que chegou até nós, fala sobre a origem dos deuses e, por isso, também é conhecida por “Genealogia dos Deuses”.

    As obras pertencentes a estes autores, foram desenvolvidas na forma de poemas, revelando uma maneira de pensar onde havia a total intervenção dos deuses na vida humana e na natureza.

    No entanto, acabou chegando aquele momento em que as velhas explicações que até então vigoraram sobre a própria interpretação da natureza e para muitas questões que no fundo ainda eram inexplicáveis, já não podiam mais ser aceitas. As respostas creditadas aos deuses, essa mitologia a qual podemos nos referir como uma religião de massa, já não estava mais dando conta, e para entender o mundo que os rodeava, assim como, para pensa-lo se fazia necessária uma nova matriz de pensamento, a qual, começava a emergir: a filosofia.

    Os primeiros filósofos procuraram se libertar dos deuses, da religião. Num período em que a Grécia começava a assimilar alterações sociais importantes, esses acontecimentos a exemplo do advento da Polis, da assembleia, da ágora e da praça pública influíam, sobretudo, na mentalidade das pessoas, criando assim o ambiente propício para que a filosofia viesse a se desenvolver.

    Os primeiros filósofos preocuparam-se em saber a origem das coisas, os processos que originavam e davam fim às coisas, assim como, se algo iria permanecer, por isso, uma reflexão desse tipo, a qual denominaram de phisis. (6)

    Ainda, no capítulo anterior, também tivemos a oportunidade de conhecer alguns dos nomes que mais se destacaram dentre os filósofos daquele período, aqueles que também foram chamados de “filósofos da natureza”, sendo que, alguns nomes citados foram: Tales de Mileto, Anaximandro, Anaxímenes, Heráclito, Parmênides e outros mais.


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    24 min
  • MAÇONARIA À BRASILEIRA

    Texto e pesquisa Bruno Ribeiro

    Com as raízes fincadas em solo tupiniquim, a Maçonaria teve papel decisivo no processo de independência do país.

    Há quem diga que o maior segredo da Maçonaria é, justamente, não ter segredo algum. Mas, convenhamos: mesmo com mistérios atados pelos juramentos impostos aos maçons, é impossível ignorar as teorias que envolvem práticas ocultas, favorecimentos e jogos de interesses. Verdades ou lendas, a complexidade por trás da sociedade secreta foi capaz não somente de consolidá-la ao redor do mundo, mas também de exercer influência nos campos político, social e religioso – no Brasil, a história não foi diferente.

    Ainda sob jugo lusitano, a fraternidade alcançou terras tupiniquins nos idos finais do século XVIII, integrando-se à efervescência intelectual de grupos essencialmente aristocráticos de uma região vasta e tipicamente colonial. Em meio ao Ciclo do Ouro na região das Minas Gerais, surgia um círculo social que não possuíam os mesmos vínculos com a terra como os senhores de engenho.

    Simultaneamente, nasciam comércios, teatros e toda uma relação de maior proximidade com questões culturais que praticamente inexistiram no Brasil antes deste período. Porém, a organização em lojas regulares – e a consequente atuação em episódios históricos como a independência – só se daria no raiar do século XIX.

    Organização

    A loja maçônica Reunião é considerada a primeira no Brasil, criada em 1801, no Rio de Janeiro. É importante ressaltar que, bem como a Inconfidência Mineira, outros movimentos de contestação à dominação portuguesa e à estrutura política, social e administrativa da colônia baseadas ainda no Antigo Regime também estão de algum modo ligados à Maçonaria e seus membros. Os irmãos, como se chamam entre si, estiveram presentes em eventos importantes tais quais a Conjuração Baiana (1798-1799), a Revolução Pernambucana (1817), a Confederação do Equador (1824) e a Revolução Farroupilha (1835-1845).

    Do ponto de vista organizacional, não existiam ainda partidos políticos, mas facções ou tendências. O “partido brasileiro” ou dos “patriotas”, por exemplo, era infiltrado pela Maçonaria. No clima das Luzes, a Razão “iluminaria” as sombras criadas pelo absolutismo e, nesse sentido, era instrumento útil no processo de libertação colonial.

    Não por acaso, os autores Adriana Lopez e Carlos Guilherme Mota contam no livro História do Brasil: Uma Interpretação que “Francisco de Miranda, considerado o precursor da independência da América Latina, e o capixaba Domingos José Martins, líder da insurreição nordestina de 1817, encontraram-se em Londres para conspirar com o militar português Gomes Freire de Andrade, líder do levante em Portugal”.

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    9 min
  • INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

    Por Tiago Cordeiro

    foi dentro de lojas maçônicas que os planos para libertar a colônia do domínio português acabaram sendo traçado

    No dia 9 de janeiro de 1822, o presidente do Senado da Câmara, José Clemente Pereira, pronunciou um eloquente discurso. Pediu ao príncipe regente, dom Pedro de Alcântara, que ignorasse o chamado da metrópole, exigindo seu regresso a Lisboa, e ficasse no Brasil. Clemente era maçom. E agia de acordo com dois manifestos lançados em dezembro do ano anterior. Um deles tinha a assinatura de José Bonifácio. O outro, do frei Francisco de Jesus Sampaio. Bonifácio, um dos maiores expoentes da vida política da colônia, também pertencia à maçonaria. Assim como frei Francisco, orador da loja maçônica Comércio e Artes. Era na cela do religioso, no Convento de Santo Antônio, que se reuniam os líderes do movimento pela permanência de dom Pedro — e pela libertação do domínio português.

    Algumas horas mais tarde, o regente anunciou que desobedeceria a seu pai — o rei de Portugal, dom João VI — e permaneceria deste lado do Atlântico. Aquela data, 9 de janeiro, entraria para a história como o Dia do Fico. Oito meses depois, no dia 7 de setembro, dom Pedro declararia nossa independência.

    Foi assim, com discursos públicos inflamados e movimentos de bastidores, que a maçonaria assumiu um papel fundamental na transformação da colônia em império. Quando voltou das margens do Ipiranga, em São Paulo, para o Rio de Janeiro, no dia 12 de outubro de 1822, Pedro foi recebido com festa e aclamado o primeiro imperador do Brasil. A celebração ocorreu na mesma loja Comércio e Artes. Àquela altura, os principais líderes da nova nação eram integrantes da maçonaria. O Grande Oriente do Brasil — entidade à qual até hoje está subordinada a maioria dos templos maçônicos brasileiros — havia sido fundado apenas quatro meses antes.

    ORIGEM NEBULOSA

    A primeira loja maçônica de que se tem notícia por aqui é a Reunião, fundada no Rio de Janeiro em 1801. Alguns pesquisadores maçons, no entanto, acreditam que a história da irmandade no Brasil talvez seja ainda mais antiga. O problema é que não existem registros da suposta atividade anterior a 1801, já que a ordem vivia na clandestinidade. Naqueles tempos, a maçonaria brasileira não só era secreta como precisava fugir da perseguição portuguesa. “Muitas das informações e dos segredos (...) eram transmitidos apenas oralmente, não existindo documentos para uma melhor fundamentação dos fatos”, escreve Celso Ávila Júnior no livro A Maçonaria Baiana e Sua História.

    Ávila defende a tese de que a ordem, naquele momento, atuava nos porões de associações literárias. E acredita que uma loja maçônica chamada Cavaleiros da Luz já estava em atividade no ano de 1797. A existência desse templo, supostamente localizado na povoação da Barra, em Salvador, jamais foi comprovada. Mas existe um documento datado de 1798 que parece fazer referência a ela. Trata-se de uma carta de Rodrigo de Souza Coutinho, então ministro da Coroa portuguesa, enviada a Fernando José de Portugal e Castro, governador da Bahia: “Sua Majestade [a rainha de Portugal, dona Maria I] manda remeter (...) a inclusa denúncia de várias pessoas que parecem infectas de princípios jacobinos; e ordena (...) que Vossa Senhoria, tomando todo o conhecimento do fato, proceda contra elas com a maior severidade”. O denunciante, Manoel Antonio de Jesus, dizia que, ao pé do Forte de São Pedro, havia uma casa onde um grupo se reunia para falar de liberdade e promover banquetes — dois conhecidos hábitos maçônicos.

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    11 min

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