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TRONCO DE BENEFICÊNCIA
Por Marco Antonio Peres
Tronco: esta palavra deriva do francês “tronc”. Só é empregada nos rituais de fontes francesas. Surgiu nos tempos do Papa Inocêncio III, que exerceu o pontificado de 1198 a 1216. Tomou a iniciativa da 4ª Cruzada. Criou o “tronco dos pobres”, atualmente ainda existem, à entrada das igrejas católicas. Quem viajar pela França e pelos países que adotam o francês, encontrará, nas igrejas, caixas de coleta com o dístico “tronc de pauvres”, expressão que passou aos primeiros rituais maçônicos dos países latinos e católicos. Posteriormente surgiram as expressões “Tronco de Beneficência” e “Tronco de Solidariedade”. Ainda, no século passado, havia rituais que conservavam a expressão “Tronco dos Pobres” (ver o antigo Manual de Andrés Cassad, no vocabulário).
Ritos de outras fontes preferem “Caixa de Caridade”, ou de Assistência, ou ainda, de Socorro, cuja existência deriva das antigas “guildas”, de origem teutônica e, mais antigas que as da igreja católica. Era costume das “guildas” recolher contribuições dos que podiam prestá-las, para socorrer os congregados, entre os quais se encontravam todos os tipos de homens: senhores, trabalhadores e servos. A proteção se estendia às viúvas, órfãos inválidos e servia até para defesa judicial dos agremiados. Essa tradição passou à Maçonaria.
SIMBOLISMO DO TRONCO
Toda árvore é sustentada pela robustez de seu tronco, de cujo interior sobe a seiva alimentadora. O tronco é mais forte à medida que se lhe acrescerem as voltas ou camadas, aumentando seu diâmetro – seu volume.
A função do Tronco de Beneficência é crescer pelos giros, que apenas são suspensos, em cada sessão, porém continuam nas reuniões seguintes. É o giro que é suspenso, e não o Tronco.
Há expressões: correr, giro e trajeto.
Correr: percorrer; viajar; andar as pressas por.
Giro: volta; rotação, pequena excursão.
Trajeto: espaço que alguém ou alguma coisa tem de percorrer, para ir de um lugar para outro.
O trajeto do Tronco de Beneficência segue regras determinadas!
A doutrina original é a de existir igualdade entre todos os irmãos, sem distinção ou privilégios, mas certos enxertos existem no “trajeto”. De Aprendiz a Grão-Mestre, todos são irmãos iguais, na hora do Troco, porém cumprindo o ritualismo conforme mandam os rituais oficiais, devemos observar que na Maçonaria estes enxertos, funções maçônicas, resultam da necessária divisão para se manter a disciplina e a ordem do Trabalho da Sublime Instituição.
Por Sérgio F. Barbosa
Movimento filosófico, que propõe a união de religiosos e irreligiosos, à partir da amizade entre as pessoas, tendo a religião e a irreligião como algo secundário.
Primeiramente deve ser celebrada a amizade entre as pessoas, e depois o convite para que ambos se visitem em suas religiões ou no local, aonde possam estreitar os laços de fraternidade, tolerância, amizade e trocas de experiências e conhecimentos.
Tendo a ampla experimentação, como fonte perene de aprendizado, sendo está uma das lições principais do Tolerâncialismo, que busca a evolução ao grau de ELTIR, ESPÍRITO LIVRE TOLERANTE INTER-RELIGIOSO, sendo que após essa conquista, o tolerante passa a pensar por si próprio, se tornando seu próprio líder espiritual, estando livre dos sistemas, mandos e desmandos, não sendo obrigado a mais a nada, fica e vai aonde quiser, sem sentimentos de culpa, quebrando assim as correntes do Etnocentrismo Religioso.
Continua amigo do pastor, rabino, sheik, babalorixá, de todos os líderes religiosos, fica porque gosta, não por ser obrigado, sempre se guiará pelos caminhos da tolerância e da caridade.
Tendo a celebração da amizade entre as pessoas, o aprendizado através da experimentação, a fraternidade e o combate ao etnocentrismo religioso, como os principais ensinamentos do Tolerâncialismo.
Várias Portas:
Cada religião, sistema filosófico, e diferentes escolas de aprendizado, são portas, que lhe conduzirá ao caminho da busca do conhecimento, cada porta lhe trará uma resposta ou mesmo uma nova dúvida, dúvida essa que lhe conduzirá a novas portas, novos caminhos, novas procuras e quando você achar que sabe tudo, haverá uma nova porta que lhe mostrará que você não sabe nada.
Missão.
A reforma do pensamento sobre o diálogo inter-religioso, aonde as palavras e as argumentações, se transformem em troca de visitas entre religiosos de diferentes credos. E que todas as religiões trabalhem juntas para o bem de seus irmãos terrenos, tendo a tolerância e a caridade, como as principais colunas, que sustentam a perfeita harmonia, entre todas as raças e credos religiosos.
Nenhum de nós é obrigado a nada, só devemos ficar aonde nos sentirmos bem. A entrada em determinado local, jamais deverá ser impedimento para adentrar em outro, o sagrado direito de ir e vir, seja da igreja para o terreiro, do terreiro para a igreja, da mesquita para a sinagoga ou da sinagoga para a mesquita, o tolerante trânsita em todos os ambientes, em busca da amizade entre as pessoas e do conhecimento para o seu crescimento.
Leia mais em: https://omalhetepodcast.blogspot.com/2021/08/o-que-e-o-tolerancialismo.html#more
Texto Érika Alfaro -
A instituição de maior poder também é a parte mais misteriosa da Igreja Católica
Uma instituição, duas visões. De um lado, os ideais de “obra de Deus” e vida santa. Do outro, autoflagelação, rituais obscuros e a busca por poder e influência. Esse é o contexto que cerca o Opus Dei, instituição católica criada pelo sacerdote espanhol José Maria Escrivá Balaguer, em 1928, que até os dias atuais é alvo de polêmicas e críticas.
Segundo a história da Ordem, o religioso não planejou sua fundação, mas foi o que aconteceu quando fez um retiro em Madri, por inspiração de uma mensagem divina. O livro 12 perguntas sobre o Opus Dei, de autoria do próprio fundador, afirma que a instituição se propõe a promover, entre pessoas de todas as classes da sociedade, o desejo da plenitude de vida cristã no meio do mundo. Essa é a ideia principal desse braço da Igreja Católica: oferecer aos seguidores, que não precisam ser clérigos, uma vida próxima a Deus. Entretanto, muita coisa está por trás dessa missão sagrada.
Para conquistar o mundo
Os integrantes da Ordem são divididos em duas categorias. Os numerários são aqueles que se dedicam integralmente aos afazeres religiosos, sendo sustentados pela instituição e vivendo em um regime fechado e de castidade. Eles são, por exemplo, padres e monges – homens e mulheres são separados. Os supranumerários levam a vida normalmente: são livres, casados e têm suas profissões.
Acusada de ultraconservadora e de guardar segredos, os críticos da organização também afirmam que os “recrutados” são pessoas que possuem posições importantes. Com isso, o Opus Dei buscaria manter seu poder, sua influência e defender os interesses do Catolicismo mediante o Estado – diz-se que os membros têm papel importante em discussões de determinados temas, como a legalização do aborto e a questão das células tronco, por exemplo. Apesar dessas alegações conferirem um ar de mistério à instituição, a maior polêmica que a envolve é a prática chamada de mortificação da carne. O livro do escritor americano Dan Brown, O Código da Vinci, e sua adaptação cinematográfica trouxeram com ainda mais força essa discussão.
Rituais que envolvem golpear as próprias pernas, costas e nádegas com chi- cotes cheios de nós, chamados de “disciplina”, e o uso do cilício – uma corrente de metal com pontas que é amarrada em volta da coxa – são práticas regulares entre os membros.
Motivado pela repercussão da obra de Dan Brown, Michael Barrett, sacerdote do Opus Dei, teve uma entrevista divulgada no site oficial da Ordem. Na ocasião, Barrett afirmou que a penitência e a mortificação constituem uma parte pequena, mas essencial, da vida cristã: “A mortificação ajuda-nos a vencer a nossa tendência natural à comodidade pessoal, que tantas vezes nos impede de corresponder à chamada cristã de amar a Deus e servir o próximo por amor de Deus”. Sobre o cilício, ressaltou que o instrumento causa incômodo, porque, de acordo com ele, do contrário, não teria razão de ser, mas que de modo nenhum atrapalha as atividades normais de uma pessoa, e muito menos causa sangramentos.
Uma importância sem precedentes
O Opus Dei foi reconhecido como prelazia pessoal (uma estrutura institucional da Santa Sé) pelo papa João Paulo II – diz-se que o mesmo chegou a essa função por estar relacionado à Ordem. A posição de prelado confere funções particulares. Dentro da Igreja Católica, o grupo só responde ao próprio papa.
Para ilustrar a dimensão e a influência que o Opus Dei adquiriu, basta observar o processo de canonização de Escrivá, um dos mais rápidos da história. Além disso, a cerimônia da sua beatificação, ocorrida em 2002, na Praça de São Pedro, contou com 250 mil pessoas.
Por Carolina Bataier
A Ku Klux Klan tornou-se símbolo de intolerância
Se hoje vivemos em uma sociedade onde negros e brancos têm os mesmos direitos, pelo menos no papel, a parcela de negros que vivem marginalizados (sem acesso a direitos básicos como saúde e educação) e o racismo ainda presente nos lembram que nunca estivemos legalmente no mesmo patamar.
Liberdade privada
Este triste capítulo da história começou nos tempos da escravidão, quando negros eram retirados à força de sua pátria, transportados por dias dentro de porões de navios e tratados como mercadoria. Apesar de ter seus desdobramentos no final do século 19, com o fim da escravidão e a libertação dos escravos, o reflexo é latente ainda hoje. Para os escravocratas (aqueles que se diziam “donos” dos escravos), o fim da escravidão simbolizava uma ameaça aos seus lucros, já que muito dinheiro vinha da exploração da mão de obra escrava. Afinal, era muito fácil enriquecer sem ter que pagar salários aos homens que trabalhavam na terra e colocavam a mão na massa, simples assim, – ironicamente falando, claro. Mesmo com o fim da escravidão, para grande parte da sociedade o negro se- guia sendo visto como ser inferior, uma vez que foi essa a ideia implantada por quem detinha o poder financeiro e político àquela época. A história, infelizmente, se repete em diversos países. Nos Estados Unidos houve resistência contra a liberdade e os direitos dos negros, quando um episódio fatídico marcaria o início da guerra declarada.
Pólvora acesa
Em 1964, três ativistas que lutavam em favor dos direitos civis foram assassinados no estado norte – americano do Mississipi – dois deles eram brancos e um era negro. Agentes do FBI foram enviados à cidade para investigar a morte e se depararam com uma organização que pregava a segregação racial, e defendia a separação entre negros e brancos a qualquer custo, mesmo que para isso tivesse que utilizar métodos violentos. Essa organização é conhecida como Ku Klux Klan – o nome de difícil pronúncia, mas marcante, tem origem na palavra grega “kuklos”, que significa círculo.
O primeiro capítulo deste violento enredo já foi forte o suficiente para ser retratado no cinema. A história do embate entre FBI e Ku Klux Klan deu origem ao filme Mississipi em Chamas, gravado em 1998 e dirigido por Alan Parker, e também foi retratada no documentário Ataque ao Terror: o FBI versus a Ku Klux Klan. Apesar de não ser tão secreta assim e ser mantida por membros em pleno século 21, a sociedade é a prova de que a subjugação do negro não está tão distante dos dias atuais, e mostra que há não só pessoas, mas organizações por trás destes atos de violência e exclusão.
Como os maçons passaram a ser acusados de adorar Bafomé
O caráter secreto da Maçonaria, com práticas mantidas em sigilo e reservadas apenas para os escolhidos pela Ordem, e sua independência política e religiosa levou as forças da ordem vigente a combatê-la. Por meio de perseguições e de propaganda, as monarquias e o clero procuraram neutralizar a força maçônica em sua busca para transformar o mundo. Dessa forma, os maçons acabaram tendo a reputação de subversivos e, até mesmo, de perigosos.
As Igrejas, particularmente, procuraram instilar em seus fiéis um verdadeiro temor pela ordem maçônica. Já nos primeiros momentos da moderna Maçonaria, no século 18, as autoridades religiosas de todas as vertentes cristãs se esforçaram para detê-la através de uma intensa campanha de desinformação.
Afirmaram que a nova ordem mundial dos maçons seria o reino do demônio. Em pouco tempo, eles foram considerados “hereges” e, mais veementemente, “satanistas”. Seus ritos secretos foram estereotipados, exagerados, fantasiados.
A acusação de satanismo envolve a idéia de um pacto diabólico ou a invocação de espíritos malignos – daí o termo. De acordo com a Enciclopédia Católica, num senso restrito, o satanismo é compreendido como “uma interferência no curso natural da natureza física através de recitação de fórmulas, gestos, poções etc., cujo conhecimento é obtido através da comunicação com forças latentes do universo (Deus, o Diabo, a Alma do Mundo)”
A força dos maçons viria, segundo o clero, dos sacrifícios rituais que realizavam. A Igreja Católica já havia dedicado várias obras ao estudo do satanismo, catalogando diversas cerimônias satânicas de invocação, todas manipulando energias vitais poderosas, como sangue e sexo. Baseando-se nesses rituais e na origem templária da Maçonaria, Roma acusou os maçons de serem adoradores de um ídolo peculiar: Bafomé.
Origem do mito
Depois de pouco mais de dois séculos de existência, os precursores dos maçons, os Cavaleiros Templários, adquiriram grandes conhecimentos e riquezas materiais durante o período em que defenderam a Terra Santa. Uma das atividades adotadas e desenvolvidas pelos templários foi a bancária. Aprendendo com os judeus e muçulmanos, a Ordem do Templo de Salomão se tornou o primeiro banco europeu. Financiando as guerras dos reis do continente, logo os templários tinham a monarquia endividada em suas mãos. Acabaram se tornando mais poderosos do que o Papa. Dessa forma, atraíram sobre si a fúria de Roma e de seus devedores.
O rei da França estava extremamente endividado e se aliou ao Papa Clemente V para derrubar os templários. O golpe foi extremo. Na sexta-feira 13 de outubro de 1307, o rei Felipe, o Belo, aprisionou de uma só vez mais de 600 dos três mil templários no país
Esses prisioneiros foram interrogados sob tortura e produziram confissões que corroboraram as superstições que pairam sobre a ordem maçônica até hoje. As informações arrancadas foram resultado do uso de força, da dor e da imaginação dos inquisitores.
Os templários foram acusados de forçar seus iniciados a cuspir na cruz e a se tornarem homossexuais. Isso, porém, não corresponde à realidade. Uma antiga cópia da Regra Templária relata um caso de sodomia entre membros num castelo da Terra Santa. A punição foi dura: o grupo inteiro foi dispensado, e os acusa- dos, executados.
Trinta e seis dos templários de Paris morreram torturados poucos dias depois da sua prisão, e os que sobreviveram não resistiram às torturas e confessaram a miscelânea de fantasias diabólicas e sexuais que os inquisitores criaram. O último grão-mestre templário, Jacques de Molay, também confessou heresias e abominações sob tortura. Confirmou que os templários adoravam o diabo na forma de um gato, na presença de jovens virgens e de demônios femininos.
Texto Gabriele Alves – Fonte: História em Foco
Com uma origem repleta de questionamentos, a sociedade se mantém firme por todo o mundo – e não tão secreta assim.
Não conseguimos apontar com exatidão a época em que o movimento Rosacruz surgiu, mas quando suas bases começaram a aparecer, eram caracterizadas por um misto de campos religiosos e do saber. Sempre estiveram em busca da sabedoria (a iluminação), ainda que por meio do mistério. E isso instiga pesquisadores e historiadores por toda parte. O Instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas divulgou uma entrevista com o mestre Charles Vega Parucker, na qual ele esclarece que “a Ordem Rosacruz (AMORC) é uma fraternidade místico-filosófica e cultural, formada por homens e mulheres dedicados à busca das mais sublimes verdades universais. Tem por objetivo despertar e desenvolver no ser humano o seu potencial interior para uma vida equilibrada, de acordo com as leis da natureza e do universo”, escreve. Mas, afinal, como ela surgiu.
O fundador de tempos e tempos atrás
Um nome emblemático das origens da Rosacruz é Christian Rosenkreuz, cuja semelhança entre o som de seu nome e o da sociedade revela que ele influenciou de alguma forma a existência da organização. Christian nasceu na Alemanha e, apesar da limitação de posses de sua família, sempre teve uma educação sólida.
Acompanhado de monges na adolescência, viajou pelo mundo visitando lugares como Egito e Marrocos e teve contato com os conceitos das artes ocultas. Ao retornar para a Alemanha, ele fundou A Fraternidade Rosacruz em que se baseou, inclusive, no ocultismo, prática que está relacionada ao conhecimento daquilo que é oculto socialmente, o saber daquilo que é paranormal, por exemplo. Ainda, abriu a Casa do Espírito Santo ao lado de oito monges. Era um início. Christian Rosenkreuz morreu com 106 anos, em 1484.
Destaque no século XVII
O nome completo da sociedade Rosacruz é Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis, cuja sigla é AMORC. A partir do século XVII, ela ganhou mais destaque principalmente pelo contexto da época, já que a Europa passava por uma crise política marcada por confrontos também de cunho econômico como: as guerras em nome da religião, a situação miserável de fome e pobreza e a transformação da ciência que, cada vez mais, adquiria uma orientação materialista. Nessa época, a Rosacruz publicou três manifestos.
1. Manifesto Fama Fraternitatis
Destinado aos líderes políticos religiosos e também aos cientistas. Era um manifesto que fazia um apelo universal para a situação instável da Europa. Revelou também a história de Christian Rosenkreuz desde sua viagem ao redor do mundo até a descoberta de seu túmulo.
2. Manifesto Confessio Fraternitatis
Esse foi o complemento do primeiro manifesto que, além de reforçar a ideia reformista, indicou que a Rosacruz tinha uma ciência filosófica para modificar a instabilidade que pretendia. O texto desse manifesto tinha um aspecto profético e foi questionado por muitos estudiosos da época.
3. Manifesto O Casamento Alquímico de Christian Rosenkreuz
Diferente dos outros manifestos, o terceiro apresentou a história de uma viagem que tinha por finalidade representar a busca pela iluminação. O simbolismo ali presente pretendia descrever como deveria ser a jornada daqueles que queriam ser iniciados na Rosacruz ao consumarem a união entre sua alma e Deus.
OBRA DE DEUS OU OBRA DE HOMENS?
Por Eguinaldo Hélio de Souza
Tudo começou com Dawn Brown e seu polêmico Código de Da Vinci. Nessa ficção, o Opus Dei, uma das muitas “facções” do catolicismo, aparece como uma organização obscura que tenta ocultar a verdade sobre fatos do cristianismo primitivo, apelando até mesmo para o homicídio.
Claro que o livro mereceu a crítica do cristianismo em geral por ser uma evidente distorção histórica, mas o fato de envolver o nome dessa organização gerou um efeito dominó que culminou em uma série de outras obras, criticando essa organização de todos os modos. Agora, no entanto, não se tratava mais de ficção de alguma mente fértil, mas de ex-membros da instituição que, após uma convivência dolorosa dentro da mesma, resolveram romper com o silêncio e revelar o que havia por trás das cortinas e feridas de suas almas.
Entre os títulos surgidos, um dos mais recentes, o Opus Dei: os bastidores, foi um verdadeiro tsuname para a organização. É um “livro-denúncia”, por meio do qual ex-membros declaram guerra ao Opus. Um dos autores, Jean Lauand, é professor da Faculdade de Educação da USP e foi numerário da “obra” por 35 anos.
Outro livro que também merece ser citado é Opus Dei: a falsa obra de Deus, que traz o seguinte o subtítulo: “Alerta às famílias católicas”. Nessa obra, a mãe de um numerário fala em resgatar seu filho das garras da seita. Sua estrutura foi copiada de um manual para pais que tiveram seus filhos seqüestrados pelas drogas. Um de seus capítulos tem o sugestivo título: “Alerta! Meu filho foi capturado por eles. Que posso fazer?”. É fácil perceber o tom de revolta da autora, Elizabeth Silberstein, que publicou a obra à sua própria custa.
O site opus livre também causou grande impacto, pois foi criado por e para ex-numerários, para que possam contar suas dolorosas experiências e expor suas críticas ao Opus Dei. No referido site, a obra tem sido dissecada completamente e seus aspectos negativos têm sido revelados por vários prismas.
Dada a ausência de material sobre esse grupo religioso em literatura evangélica, Defesa da Fé não poderia deixar passar em branco essa oportunidade. O que segue é fruto da leitura de todas essas obras, entre outras que o leitor poderá consultar no final do artigo, na bibliografia.
O que é o Opus Dei?
Na Wikipédia, enciclopédia livre da Internet, temos a seguinte explicação: “O Opus Dei [‘Obra de Deus’, em latim] é uma instituição da Igreja Católica – uma Prelatura pessoal, assim declarada pelo papa João Paulo II -, conforme o Código de Direito Canônico – que diz ter como finalidade contribuir para a missão evangelizadora da Igreja [Católica]. O Opus Dei foi fundado por Josemaría Escrivá, em 2 de outubro de 1928. A sede da Prelatura do Opus Dei encontra-se em Roma, junto à Igreja do Prelado, atualmente sob a direção do Mons. Fernando Ocáriz Braña .
“O Opus Dei tem como lema encontrar Deus no trabalho e na vida cotidiana. Procura a santificação de cada cristão no trabalho cotidiano, nas tarefas de cada dia. Uma profunda tomada de consciência da chamada universal à santidade e do valor santificador do trabalho diário. Para essa finalidade, a Prelatura proporciona os meios de formação espiritual e atendimento pastoral aos próprios fiéis e também a muitas outras pessoas.
Por Fiore Veneziano
William Blake (1757-1827), complexa figura do artista, que combinou pintura e poesia, com as imagens grandiosas de sua produção literária, alimentada por um profundo espírito místico, abriu caminho para o romantismo na Inglaterra.
"Se as portas da percepção fossem purificadas, tudo pareceria ao homem como de fato é, infinito."
Assim escreveu William Blake, no final dos anos 1700, em sua coleção de textos em prosa intitulada "O Casamento do Céu e do Inferno". A frase mencionada até mesmo inspirará Jim Morrison, que fascinado pela citação de Blake sobre "as portas da percepção", vai querer chamar seu famoso grupo de "The Doors".
"O Casamento do Céu e do Inferno" foi, sem dúvida, uma das principais obras de Blake, onde descreveu em grande detalhe toda a visão mística e mitopoética do Cosmos e da Natureza.
Blake descreveu um Homem primordial (na Cabala, diríamos Adão), a quem chamou de Albion. Que será dividido em quatro partes chamadas Zoa. De acordo com uma interpretação metafórica, os Zoas são a personificação das virtudes e defeitos humanos, os princípios vitais dos quais o próprio ser humano brota.
O artista descreverá toda a sua cosmogonia em seus famosos "livros proféticos".
Os livros proféticos do poeta inglês William Blake contêm uma rica mitologia inventada (mitopoiese) na qual Blake codificou suas idéias políticas e espirituais na forma de profecias poéticas que prediziam uma nova era.
Esse desejo de criar seu próprio mito cosmogônico era seu objetivo principal; sua mitologia freqüentemente retratava a luta, por um lado, entre a razão e o amor irracional e, por outro, entre a educação e a moralidade.
As principais inspirações de William Blake foram "Paradise Lost" e "Paradise Regained" de John Milton, as visões místicas esotéricas de Emanuel Swedenborg e os escritos cabalísticos e pré-filosóficos de Jacob Boehme.
Mas a visão de Blake foi muito mais longe, não apenas ampliando o cenário da revelação bíblica, mas também procurando transcendê-la, combinando-a com suas próprias interpretações de druidismo e paganismo.
O simbolismo maçônico foi outra grande fonte de inspiração para Blake; que foi atraído pelas especulações latomísticas e neodruídicas do pastor anglicano William Stukeley.
Em sua atividade poética, desde cedo, Blake mostrou as influências de suas leituras: Shakespeare, Spenser, Milton, a Bíblia, Ossian e os escritores místicos. Sua inspiração, entretanto, não veio tanto dos livros, mas de uma luz interior (ele a chamou de "luz interior") que o tornou um vidente e um profeta.
Blake afirmava ter tido visões de Deus e dos anjos quando criança e, ao crescer, se convenceu de que fora objeto de visitas dos espíritos dos grandes homens do passado (Homero, Virgílio, Dante, Milton e Voltaire). Para ele, portanto, a imaginação era aquela percepção supersensorial que, negando a experiência dos sentidos, colocava o poeta-profeta em contato direto com o Ser Divino, fazendo-o se identificar com o universo. O poeta ou o artista era capaz de uma visão que unia o homem e o universo, o profeta indicava a verdade oculta e as relações místicas existentes entre o homem, a natureza e a divindade.
Mas a exposição mais extensa de seu ciclo mitológico pessoal corresponde ao seu poema mais longo contido nos livros proféticos, "Os quatro Zoas: a morte e o julgamento de Albion e o homem primitivo", deixado como um manuscrito no momento de sua morte. Neste trabalho, Blake descreve a queda de Albion, que "originalmente quadruplicou e se dividiu ao mesmo tempo".
I – INTRODUÇÃO.
A presente peça de arquitetura em formato de instrucional maçônico tem o objetivo de trazer informações ao Aprendiz, sobretudo nos períodos de primeiro contato com a liturgia e ritualística da Ordem.
Nesse sentido, foi utilizado um texto primário que envolve o Templo de Aprendiz e o seu Simbolismo, texto esse que fora elaborado pelo saudoso Irmão Theobaldo Varolli Filho e publicado no ano de 1974 nos Rituais de Capa Vermelha (REAA) - como ficariam conhecidos esses rituais mais tarde.
Pela preciosidade de conteúdo e temendo que ele se perca no tempo, achei por bem mantê-lo nesse instrucional como estrutura básica, sendo adequados e acrescentados, entretanto, alguns aspectos para que o conteúdo se aproxime dos Rituais do REAA em vigência na atualidade.
Acompanham também o texto trinta notas de minha lauda, cujas quais procuram trazer ainda mais explicações que entendo como necessárias e destinadas aos Irmãos Aprendizes.
.LEIA MAIS EM :https://bit.ly/3xUXUWj
A verdade por trás das histórias da sociedade secreta que instiga a curiosidade desde o século XVIII
Texto Érika Alfaro
Membros ilustres como Barack Obama, Madonna e Beyoncé. O olho que tudo vê. A Nova Ordem Mundial. Participação em eventos globais históricos. Os Illuminatis são uma das sociedades secretas mais misteriosas que existem – ou já existiram. A Ordem mexe com o imaginário popular, desperta a curiosidade das pessoas e segue sendo alvo de muitas polêmicas. Por isso, tentamos separar o que são fatos comprovados daquilo que não passa de teoria ou história inventada.
Que haja luz!
“Quem divulga o Iluminismo aumenta a segurança geral; quando há iluminação e segurança os príncipes são supérfluos”. A frase anterior é atribuída a Adam Weishaupt, o fundador dos Illuminatis. O ano era 1776. O lugar, o sul da Alemanha, mais especificamente na cidade de Ingolstadt, localizada no estado da Baviera.
Weishaupt foi educado por jesuítas, era filósofo, professor de Direito em uma universidade local e dizem que já foi membro da Maçonaria. Ele ambicionava que esse grupo secreto que estava fundando pudesse unir e organizar rosacruzes, maçons, esotéricos, clérigos e outros para articular uma força única, mais poderosa que todas elas separadamente. Os princípios base dessa união seriam a reforma moral e social. “Tal organização teria a função de apontar as mudanças político-sociais mais importantes para a evolução da sociedade. Adam tinha o treinamento e a perspicácia daqueles membros católicos que se infiltram em todos os setores: nobreza, educação, finanças, entre outros. Os nossos membros, os Illuminatis, procuravam obter cargos junto a essas categorias, o que resultou em benefício próprio. O contato com os Illuminatis daquela época teve como consequência um grande desenvolvimento para diversos segmentos sociais, políticos e acadêmicos”, diz o personagem membro da Ordem, no livro Sociedades Secretas, de Sérgio Pereira Couto.
Os primeiros membros recrutados por Adam foram cinco alunos da instituição na qual ele lecionava. No início, o propósito maior era questionar o Catolicismo e todo o arcabouço da Igreja, para, assim, redefinir a crença e a ideologia das pessoas de acordo com ideias iluministas. Para fazer parte dessa missão, Spartacus – alcunha adotada por Weishaupt – exigia obediência à Ordem, que era dividida em categorias.
O fato é que a sociedade se fortaleceu e acumulou um grande número de membros, cerca de três mil, muitos deles em posições sociais privilegiadas. Tal avanço dos Illuminatis desagradou, e muito, o governo, que tratou de impor uma severa repressão. Em 1785, o governante da Baviera articulou um decreto que extinguiu a Ordem, o que fez com que Weishaupt deixasse o país e os membros ficassem proibidos de dar prosseguimento à organização. Para muitos, esse é o fim dos Illuminatis, mas, para outros, a partir desse momento eles apenas passaram à clandestinidade.
O mistério tem início
Segundo o personagem membro Illuminati do livro Sociedades Secretas, a partir da extinção da Ordem em suas formas iniciais, houve uma expansão mundial. “Diversos membros banidos da Baviera espalharam-se pela Europa e pela América, de certa forma, difundindo nossos conceitos. Hoje, várias organizações seguem os princípios iluministas, mesmo que não usem a alcunha Illuminati. É claro que a expansão verdadeira e muito recente só ocorreu entre os anos 2000 e 2004”, afirma.
Os símbolos
Certos códigos e sinais foram criados para a identificação e uma melhor comunicação dos Illuminatis. Mas, assim como percebemos, essa sociedade secreta é alvo de muitas especulações. Portanto, separamos os símbolos reais daqueles que nunca tiveram nenhuma relação comprovada com a organização.
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