Na noite de 28 de dezembro de 1992, o corpo da atriz Daniella Perez, 22 anos, foi encontrado num matagal na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, perfurado por 18 estocadas realizadas com um punhal que feriram seus pulmões e o coração. O relato de uma testemunha levou a polícia a Guilherme de Pádua, colega de elenco da vítima, e à mulher dele, Paula Thomaz. Cada um foi condenado por homicídio qualificado a uma pena de quase 20 anos de prisão, depois do júri popular acatar a tese da acusação de que o casal planejou o crime — Paula Thomaz, por ciúmes do marido; Guilherme de Pádua, por vingança contra a autora da novela, Gloria Perez, ao perceber que seu personagem perdia espaço na trama.
Graças ao esforço da mãe, a novelista Glória Perez, o homicídio qualificado que a filha sofreu foi incluído na lista de crimes hediondos, alterando a lei. Porém, Guilherme de Pádua foi solto após cumprir um terço da pena, 6 anos e 4 meses. O motivo é que ele teve um bom comportamento. Separada de Guilherme de Pádua atualmente, Paula Thomaz recebeu a liberdade condicional em novembro de 1999. Tema para Américo Bedê nesta edição no "Me Explica Direito". Se o crime fosse praticado hoje... O que teria mudado na legislação penal e processual penal nesse período? Ouça a conversa completa!