Andrés Manuel López Obrador foi este domingo (1/07) eleito novo Presidente do México com mais de 53% de votos, candidato presidencial duas vezes derrotado em 2006 e 2012
e antigo edil da cidade do México, ele é também o primeiro Presidente conotado à esquerda eleito neste país desde Lazaro Cardenas em 1934.
A campanha eleitoral foi a mais violenta e sangrenta de sempre com o assassínio de cerca de 145 políticos e activistas, dos quais 48 candidatos ou pré-candidatos.
Esta foi também a primeira eleiçao no país desde a eleição de Donald Trump, que prometeu renegociar o acordo comercial NAFTA, endureceu a politica migratória com o seu vizinho do sul e pretende construir um muro na fronteira com o México, país que acusou durante a campanha eleitoral de enviar para os Estados Unidos "drogas e estupradores".
López Obrador fez uma campanha vaga e populista, assumiu-se como o candidato anti-sistema contra a màfia do poder, num país "minado pela corrupção, pela guerra entre cartéis de narco tràfico, fome, classe média demolida e uma população para quem a eleição de Lopez Obrador é a única opção, pelo que em última instância esta revela o fracasso total da democracia no México", considera o economista português Guilherme Marques da Fonseca, profundo conhecedor da América Latina, director financeiro da ISSHO-Technology, que começa por referir o desafio económico com o qual López Obrero vai ser confrontado.