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Militares procuram saída que não "humilhe" Mugabe


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O presidente do Zimbabué, Robert Mugabe, apareceu, em público, esta sexta-feira, dois dias depois de uma operação militar que o exército nega em chamar de golpe de Estado para não "humilhar o presidente histórico”. O destituído vice-presidente, Emmerson Mnangagwa, voltou ao país e deverá ser o próximo líder do Zimbabué, na opinião do investigador Fernando Jorge Cardoso.
O presidente do Zimbabué, Robert Mugabe, apareceu, em público, esta sexta-feira, numa universidade, dois dias depois de uma operação militar que o exército nega em chamar de golpe de Estado.
Fernando Jorge Cardoso, especialista em assuntos africanos do Instituto Marquês de Valle Flôr, também defende que “não é um golpe de Estado” porque “não foi derrubado o presidente”.
“Se os militares chamassem a isto um golpe de Estado, incorreriam na possibilidade de serem sancionados pela União Africana e pelas organizações internacionais diversas e por vários países. Portanto, eles nunca chamarão a isto um golpe de Estado”, começou por explicar o analista.
Para Fernando Jorge Cardoso, “isto foi uma tomada de posição dos militares junto ao presidente Mugabe” para “afirmarem que ele não tem o apoio dos militares relativamente à demissão do vice-presidente Emmerson Mnangagwa” e para se oporem à “entrega do poder, após a saída dele, à mulher Grace Mugabe”.
Os militares “não querem humilhar o seu presidente histórico” e vão negociar uma saída do chefe de Estado de 93 anos “em Dezembro ou em 2018, se Mugabe estiver no lugar de presidente, será uma figura apagada”.
A solução deverá ser a passagem de poder para o destituído vice-presidente, Emmerson Mnangagwa, que já voltou ao país: “Mnangagwa parece-me ser a figura lógica que vai assumir o poder do Zimbabué proximamente. O que creio que Mnangagwa irá fazer é tentar convencer os seus credores e as instituições multilaterais, particularmente, o Fundo e o Banco Mundial e vai tentar fazer uma aproximação ao Reino Unido (…) para que o Zimbabué saia da ostracização a que está votado.”
Na opinião deste investigador, “não há nenhum contágio que seja possível para Angola, para a Zâmbia, para Moçambique ou para a África do Sul”.
Oiça a entrevista completa clicando na imagem principal.
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